MENSAGENS DIVULGADAS NO BOLETIM ¨O CAMINHO¨

2011

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2007

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2008

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2009

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2010

 

 

 

JANEIRO

RENOVANDO ATITUDES

Espírito Hammed, psicografia de Francisco do Espírito Santo Netto

TUA MEDIDA

 

“Não julgueis, afim de que não sejais julgados, porque vós sereis julgados segundo houverdes julgado os outros, e se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles.”

(Capítulo 10, item 11)*

Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes.

Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma série de conhecimen­tos que adquirimos na idade infantil e também através das vivências pregressas.

Censuras, observações, admoestações, superstições, pre­conceitos, opiniões, informações e influências do meio, inclusive de instituições diversas, formaram em nós um tipo de “reservatório moral” - coleção de regras e preceitos a ser rigorosamente cum­pridos -, do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes em boas ou más.

Nossa concepção ético-moral está baseada na noção adquirida em nossas experiências domésticas, sociais e religiosas, das quais nos servimos para emitir opiniões ou pontos de vista, a fim de harmonizarmos e resguardarmos tudo aquilo em que acreditamos como sendo “verdades absolutas”. Em outras palavras, como forma de defender e proteger nossos “valores sagrados”, isto é, nossas aquisições mais fortes e poderosas, que nos servem como forma de sustentação.

Em razão disso, os freqüentes julgamentos que fazemos em relação às outras pessoas nos informam sobre tudo aquilo que temos por dentro. Explicando melhor, a “forma” e o “material” utilizados para sentenciar os outros residem dentro de nós.

Melhor do que medir ou apontar o comportamento de alguém seria tomarmos a decisão de visualizar bem fundo nossa intimidade, e nos perguntarmos onde está tudo isso em nós. Os indivíduos podem ser considerados, nesses casos, excelente espe­lho, no qual veremos quem somos realmente. Ao mesmo tempo, teremos uma ótima oportunidade de nos transformar intimamente, pois estaremos analisando as características gerais de nossos conceitos e atitudes inadequados.

Só poderemos nos reabilitar ou reformar até onde con­seguimos nos perceber; ou seja, aquilo que não está consciente em nós dificilmente conseguiremos reparar ou modificar.

Quando não enxergamos a nós mesmos, nossos compor­tamentos perante os outros não são totalmente livres para que pos­samos fazer escolhas ou emitir opiniões. Estamos amarrados a for­mas de avaliação, estruturadas nos mecanismos de defesa - proces­sos mentais inconscientes que possibilitam ao indivíduo manter sua integridade psicológica através de uma forma de “auto-engano.¨

Certas pessoas, simplesmente por não conseguirem conviver com a verdade, tentam sufocar ou enclausurar seus sentimentos e emoções, disfarçando-os no inconsciente.

Em todo comportamento humano existe uma lógica, isto é, uma maneira particular de raciocinar sobre sua verdade; portanto, julgar, medir e sentenciar os outros, não se levando em conta suas realidades, mesmo sendo consideradas preconceituosas, neuróticas ou psicóticas, é não ter bom senso ou racionalidade, pois na vida somente é válido e possível o “autojulgamento”.

Não obstante, cada ser humano descobre suas próprias formas de encarar a vida e tende a usar suas oportunidades vivenciais, para tornar-se tudo aquilo que o leva a ser um “eu individualizado”.

Devemos reavaliar nossas idéias retrógradas, que estreitam nossa personalidade, e, a partir daí, julgar os indivíduos de forma não generalizada, apreciando suas singularidades, pois cada pessoa tem uma consciência própria e diversificada das outras tantas consciências.

Julgar uma ação é diferente de julgar a criatura. Posso julgar e considerar a prostituição moralmente errada, mas não posso e não devo julgar a pessoa prostituída. Ao usarmos da empatia, colocando-nos no lugar do outro, “sentindo e pensando com ele”, em vez de “pensar a respeito dele”, teremos o comportamento ideal diante dos atos e atitudes das pessoas.

Segundo Paulo de Tarso, “é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, com seu julgamento”. (1)

O “Apóstolo dos Gentios” manifesta-se claramente, evidenciando nessa afirmativa que todo comportamento julgador estará, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença, ou um veredicto, mas, ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como julgaremos a nós mesmos.

Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa “real medida”: como iremos viver com nós mesmos e com os outros.

O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.

Com freqüência, escolhemos, avaliamos e emitimos opi­niões e, conseqüentemente, atraímos tudo aquilo que irradiamos. A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acon­tece de modo automático, ou seja, através de mecanismos não per­ceptíveis. É quase inconsciente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos dar conta, acreditamos estar usando o nosso “arbítrio”, mas, na verdade, estamos optan­do por um julgamento predeterminado e estabelecido por “arqui­vos que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.

Poder-se-á dizer que um comportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexíveis, não estão estruturadas em conceitos preconceituosos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.

Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa li­berdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.

Se criaturas afirmarem “idosos não têm direito ao amor”, limitando o romance só para os jovens, elas estarão condenando-se a uma velhice de descontentamento e solidão afetiva, desprovida de vitalidade.

Se pessoas declararem “homossexualidade é abominável” e, ao longo do tempo, se confrontarem com filhos, netos, parentes e amigos que têm algum impulso homossexual, suas medidas estarão estabelecidas pelo ódio e pela repugnância a esses mesmos entes queridos.

Se indivíduos decretarem ‘jovens não casam com idosos”, estarão circunscrevendo as afinidades espirituais a faixas etárias e demarcando suas afetividades a padrões bem estreitos e apertados quanto a seus relacionamentos.

Se alguém subestimar e ironizar “o desajuste emocional dos outros”, poderá, em breve tempo, deparar-se em sua própria existência com perplexidades emocionais ou dilemas mentais que o farão esconder-se, a fim de não ser ridicularizado e inferiorizado, como julgou os outros anteriormente.

Se formos juízes da “moral ideológica” e “sentimental”, sen­tenciando veementemente o que consideramos como “erros alheios”, estaremos nos condenando ao isolamento intelectual, bem como ao afetivo, pela própria detenção que impusemos aos outros, por não deixarmos que eles se lançassem a novas idéias e novas simpatias.

“Não julgueis, a fim de que não sejais julgados”, ou mes­mo, “se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles”, quer dizer, alertemo-nos quanto a tudo aquilo que afirmamos julgando, pois no “auditório da vida” todos somos “atores” e “escritores” e, ao mesmo tempo, “ouvintes” e “espectadores” de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.

Para sermos livres realmente e para nos movermos em qualquer direção com vista à nossa evolução e crescimento como seres eternos, é necessário observarmos e concatenarmos nossos “pesos” e “medidas”, a fim de que não venhamos a sofrer constrangimento pela conduta infeliz que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.

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VISÃO ESPÍRITA DO HOMEM

Deolindo Amorim

http://manancialdeluz.blogspot.com/2009/07/visao-espirita-do-homem-deolindo-amorim.html

 

Já se sabe que o perispírito não é uma invenção do Espiritismo, como não é um conceito abstrato. É um elemento real, que tem propriedades e toma formas visíveis. Com o Espiritismo, entretanto, em virtude das experiências mediúnicas que já se acumularam até hoje, o estudo desse “corpo intermediário” necessariamente se tornou mais específico, permitindo que se lhe reconheçam propriedades relevantes no mecanismo psico-fisiológico. Além de outros autores, considerados clássicos na literatura espírita, Gabriel Delanne dedicou boa parte de seus trabalhos ao perispírito, e trouxe, por isso mesmo, uma contribuição significativa e ainda válida em toda a plenitude. Estudou ele, por exemplo, as “Provas da existência do perispírito - sua utilidade - seu papel”, no alentado livro O Espiritismo perante a Ciência. E, assim, em toda a obra de Delanne, realmente portentosa, há o que se estudar e pensar a respeito do perispírito. Não se precisaria fazer referência a outros, aliás bastante conhecidos no meio espírita, porque não temos objetivo de erudição nesta breve crônica jornalística. Queremos acentuar, sim, o perispírito ou mediador fluídico tem funções próprias no composto humano, não é uma criação imaginária...

Na antigüidade oriental, como na grega, como entre doutores da Igreja, admitiu-se claramente a existência de uma “substância”, um corpo, um elemento equivalente, afinal de contas, entre as duas realidades fundamentais: a matéria e o Espírito. Os nomes são diversos e, por isso, há uma infinidade de expressões para traduzir a significação do perispírito (terminologia do Espiritismo) no conjunto psicossomático. Existem até uns tantos preciosismos de linguagem, verdadeiras sutilezas verbais para dizer o que seja, no fundo, esse “corpo bioplásmico”, segundo a moderníssima denominação resultante de experiências realizadas na Rússia. Há contextos espiritualistas em que se encontra o perispírito, dividido ou apresentado sob outras rubricas, com as especificações que lhe são atribuídas. Mas o que é fundamental no caso é a existência, necessária, de um elemento que se interpõe no binômio corpo-espírito. A Doutrina Espírita prefere chamá-lo simplesmente de perispírito, com explicações acessíveis a todos os níveis de instrução.

Sob o ponto de vista histórico, entretanto, além do que já se encontra em velhas fontes orientais, como noutros ramos da literatura antiga, convém considerar que na Escolástica primitiva, muito influenciada por Platão e Agostinho, também se admitiu a constituição trinária do ser humano:

1) a alma habita numa casa que lhe é essencialmente estranha; o corpo é o albergue, o hábito, o recipiente, o invólucro da alma; além de semelhante imagem, é também usada a do matrimônio.

2) o corpo e a alma estão unidos por um “spiritus physucys”, que serve de intermediário;

3) corpo e alma estão unidos pela personalidade como em uma espécie de união hipostática.

(Barnarco Bartmann - “Teologia Dogmática” - I vol., Edições Paulinas)

Tão forte lhe parece a união da alma com o corpo, com a intercalação desse - “spiritus physucus”, que funciona como intermediário, que o Autor chega a compará-la a uma espécie de união hipostática, isto é, união do Verbo divino com a natureza humana. A idéia de um “invólucro” ou “intermediário”, uma vez que o Espírito precisa de um revestimento para que possa conviver com o corpo, faz parte dos contextos espíritas, sejam quais forem os nomes que se lhe dêem. É o perispírito, sem tirar nem por.

Como o perispírito, a reencarnação, por sua vez, também já teve adeptos na Igreja, embora contra ela se tenha pronunciado e firmado sentença o Concílio de Constantinopla. Mas o certo é que Orígenes, teólogo e exegeta, defendeu a tese da preexistência, o que, aliás, é fato muito citado. Outros teólogos, como se sabe, adotaram a tese “criacionista”, isto é, a criação da alma com o corpo ou para o corpo. Justamente nesse ponto, um dos maiores doutores de sua época - Santo Agostinho - se defrontou com dificuldades para conciliar a criação da alma com o “pecado original”. Quem o diz é ainda Bartmann, na mesma obra (já referida), e ele próprio, o autor de “Teologia Dogmática”, também encontra obscuridade. Vejamos: Se é incompreensível que a alma derive do ato corpóreo da geração, todavia também o criacionismo apresenta não pequenas dificuldades. Já Santo Agostinho não sabia explicar como a alma, criada por Deus, podia nascer com o pecado original. A dificuldade conserva seu valor também para nós. Outra dificuldade pode surgir da consideração de uma criação contínua até o fim do mundo, de um número incalculável de atos diretos de Deus. mas o ponto-chave do problema, como denuncia o Autor, está justamente nesta decorrência da tese “criacionista”: Pareceria, por fim, necessário admitir uma cooperação imediata de Deus, nas numerosas gerações manchadas pela culpa. Não se pode responder à primeira dificuldade senão recorrendo ao mistério do pecado original. E no mistério esbarra tudo, não há mais saída para o raciocínio...

Contrapondo-se à idéia da criação do Espírito juntamente com o corpo, a Doutrina Espírita propõe outra análise do problema, nestes termos:

“Donde vem a aptidão extranormal que muitas crianças em tenra idade revelam, para esta ou aquela arte, para esta ou aquela ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres durante a vida toda?”

“Donde, em certas crianças, o instinto precoce que revelam para os vícios ou para as virtudes, os sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza, contrastando com o meio em que elas nasceram?” (O Livro dos Espíritos - questão 222).

Se, realmente, o Espírito fosse criado por Deus no ato do nascimento, seria o caso de admitir, ainda que por absurdo, criação de indivíduos que nascem com tendências para a perversidade ou para a delinqüência. Seria obra de Deus?!...

A tese da preexistência explica as inclinações inatas para o bem ou para o mal, embora a Doutrina Espírita não negue a influência fortíssima da educação, do meio social, da cultura e de outros fatores contingentes. Mas o Espírito, ao voltar à Terra, pela reencarnação, traz certa bagagem de conhecimentos, virtudes ou vícios, responsáveis pelo curso de sua existência, com todos os altos e baixos deste mundo. Deus não iria criar para a vida um Espírito que já estivesse marcado com as paixões inferiores. Todos começam “simples e ignorantes” – ensina a Doutrina - mas o próprio arbítrio, que é indispensável à experiência individual, pode desviar o Espírito da rota mais justa e levá-lo aos despenhadeiros morais. “Simples e ignorantes” é a expressão textual da Doutrina “O Livros dos Espíritos - questões 115-121-133-634.

É o ponto de partida. Daí por diante, cada qual adquire sua experiência através das vidas sucessivas. É um princípio que nos faz compreender a responsabilidade individual, ao passo que, se admitíssemos a criação juntamente com o corpo, chegaríamos a esta conclusão a fatal: se a criatura é má, se abusa de suas faculdades ou de seus recursos para dar expansão a tendências viciosas, não é responsável por seu procedimento, uma vez que nasceu assim, foi criada assim por Deus, colocada no corpo, ao nascer, com todas as suas mazelas morais. No entanto, o princípio da responsabilidade individual é válido no tempo e no espaço, segundo o Espiritismo.

Outra, portanto, é a perspectiva da reencarnação, que já teve defensores no seio da Igreja, embora condenada, mais tarde, como heresia. O desenvolvimento do Espírito modifica o perispírito, e este, pela ação plasmadora, tem influência sobre o corpo. Como já vimos, não apenas Platão, luminar da constelação grega da antigüidade, esposou a concepção trinaria do homem, mas entre escolásticos também houve partidários dessa concepção. O homem tríplice não desagrega a unidade básica do EU. Com esta visão antropológica, a Doutrina Espírita situa o homem na Terra, em relação ao presente e ao passado, apontando-lhe o caminho do futuro, sem ilusões nem quimeras.

(Obreiros do Bem - Agosto de 1976)

 

*Deolindo Amorim: (Baixa Grande, Bahia, 23 de janeiro de 1906 — Rio de Janeiro, 24 de abril de 1984), foi um grande didata a serviço do pensamento espírita. De personalidade serena e afetuosa, lutou incessantemente contra a corrupção do pensamento doutrinário e pelo entendimento da obra de Allan Kardec, sempre de forma elegante e independente. (Espirit Net/ Wikipédia)

 

 

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O CREDO DE EURÍPDES BARSANULFO

 

“CREIO que não temos nossa causa em nós mesmos; que existe acima do homem e superior à natureza um Ser Pensante, Infinito, Eterno, Imutável, um Supremo Legislador; que a existência de um Criador, de uma Razão primitiva, é um fato adquirido pela evidência material dos fatos, que o Universo não é nem surdo, nem cego; que a vida não é uma confusão sem fim, um caos informe; que tudo tem sua razão de ser, seu alvo, seu fim.

CREIO que o Nada é uma palavra vã; que a Morte não existe; que nada morre; que o ser sobrevive ao seu invólucro; que a morte não existe; que a morte não é um termo, mas. Uma metamorfose, uma transformação necessária, um renovamento; que som os eternos pela base do nosso ser; que nada do que existe pode ser aniquilado; que existiremos, porque existimos.

CREIO que não há aniquilamento, m as sempre estados sucedendo a outros estados, a eterna transmissão de outra ordem de coisas a outra, de uma economia a outra, de um serviço a outro; que tudo renasce; que tudo volta a sua hora, melhorado, aperfeiçoado pelo labor; que o nascimento não é o verdadeiro começo; que nascer não é principiar, mas mudar de figura; que nossas existências não são mais que continuações, séries, conseqüências; que o sono ou despertar, morte ou nascimento, são uma e a mesma coisa; transição semelhante, acidente previsto.

CREIO que tudo evolui e tende para um estado superior; que tudo se transforma e aperfeiçoa; que o homem marcha sempre e sempre se engrandece; que tudo rola, prolonga-se e renova-se; que a morte não é o único teatro se nossas lutas e de nossos progressos; que o universo é sem lacuna; que há mundos infinitos nesse universo infinito; que o mundo é um ponto que conduz a outro e que os há para todos os graus de crescimento.

CREIO que , saindo desta vida, não entramos em um estado definitivo; que nada se acaba neste mundo; que enquanto um destino humano tem alguma coisa a cumprir, isto é, um progresso a realizar, nada está para ele acabado ; que a morte não deve ser tomada senão como um descanso em nossa viagem; que a morte é feixe de caminhos em todas as direções do universo e nos quais efetuamos nosso destino infinito.

CREIO que DEUS não criou almas civilizadas; que a alma humana é o resultado do trabalho, que todos os homens são cidadãos da mesma pátria, membros da mesma família, ramos da mesma árvore; que todos têm origem, destino e aspiração comuns, que todos começaram a ascensão que estão somente mais ou menos altos; que os mais vis têm por lei alcançar os mais elevados.

CREIO que o homem não é o ultimo anel que une a criatura ao Criador; que não somos os primeiros depois de DEUS; que temos ao menos tantos degraus sobre a cabeça como abaixo dos pés; que a vida está em toda a  parte, que a alma está em toda coisa, que o corpo envolve um espírito; que o homem não é o único; que é seguido de uma sombra; que todos , o próprio calhau miserável, tem atrás de si uma sombra, uma sombra diante deles; que todos são alma que vive, que viveu, que deve viver.

CREIO que a harmonia do Universo se resume em uma só lei; que o progresso por toda parte é para todos, para o animal como para a planta, para a planta como para o mineral; que tudo segue a mesma rotação, que tudo morre da mesma maneira e morre ultimamente; que a vida sorve todos os elementos da própria morte; que cresce por série continua de transformações infinitas, que parte do infinitamente pequeno marcha para o infinitamente grande.

CREIO que tudo que vive é encarnação; que toda evolução, toda transformação é encarnação, que as criaturas sobem no crescimento d'alma como no dos invólucros; que o homem é o espírito encarnado; que a alma não é criada ao mesmo tempo que o corpo , que ela é apenas incorporada; que a encarnação é uma lei da natureza, uma necessidade absoluta, conseqüência lógica da lei do progresso; que todo o homem é um resumo de existências anteriores, que se compõem de numerosos personagens, formando um só.

CREIO que neste universo, obra da Infinita Sabedoria, nada acontece pelo jogo do acaso; que nada se faz sem uma Soberana Justiça; que toda desordem não existe senão em aparência; que não há acaso, nem fatalidade; que as forças, leis, que ninguém pode derrogar; que todas as coisas do mundo têm ligação entre si; que nada é isolado; que o mundo material é solidário com o mundo espiritual e que ambos se penetram reciprocamente; que tudo se mantém, tudo se concorda, tudo se encadeia, e, se liga, sobre o ponto de vista moral, como físico; que na ordem dos fatos, dos mais simples aos mais complexos, tudo é regulado por uma lei.

CREIO que a lei moral é uma verdade absoluta; que a Justiça, a Sabedoria, a Virtude, existem na marcha do mundo, tanto quanto a realidade física; que não se pode transpor, sem trabalho e sem mérito, um grau na iniciação humana; que o espírito deve chegar só, por si, à verdade, e que tem de tornar-se merecedor de sua felicidade, que a felicidade para ter tido o seu preço, deve ser adquirida e não concedida.

CREIO que a vida não é um jogo, uma ilusão, que a verdadeira vida não é a que multiplica os gozos; que a felicidade tal qual a entendemos não pode existir; que é preciso que o esforço subsista neste mundo; que não estamos aqui para gozar, mas para lutar, trabalhar, combater; que a luta é necessária ao desenvolvimento do espírito, que Verdadeiro fim da vida consiste no dever que incumbe a todo ser humano de subjugar a matéria ao espírito.

CREIO que o homem é justificado não por sua fé, mas por suas obras; que a prática do bem é a lei superior, a condição ¨sine qua non¨ de nosso futuro; que a santidade é o alvo a que devem os chegar; que não se pode fazer tudo impunemente; que a felicidade e a desgraça dos homens dependem absolutamente da observação da lei universal, que regem a ordem em a natureza.
CREIO que existem um Inferno e um Paraíso filosóficos, isto é, um sistema natural que liga entre si, intimamente, as causas além e aquém do tempo; que sempre nos sucedemos a nós mesmos; que sempre determinamos, por nossa marcha presente a marcha que seguiremos mais tarde.

CREIO que o presente determina o futuro; que cada homem tece em volta de si o seu destino; que se torna sem cessar o que mereceu ser;que nenhum desvio do caminho reto fica impune; que os que dele se afastam serão a ele levados fatalmente; que o progresso é uma lei soberana a qual ninguém resiste; que não há um defeito, uma imperfeição moral, uma ação má que não tenha sua contradita e suas conseqüências naturais; que não há ato útil sem proveito, falta sem sanção; que não ação que possa sonegar-se.

CREIO que cada um deve a si mesmo sua sorte, que cada um cria as suas alegrias como as suas penas; que o homem é o seu próprio algoz; que se remunera e se pune a si mesmo; que colhe o que semeia e nutre-se do que colhe, debilitado ou fortificado pelos alimentos que ele próprio produziu; que a alma transporta em si mesma o seu próprio castigo, em todo o lugar em que possa encontrar; que o inferno não é um lugar, mas uma condição de ser, um estado da alma; que pertence a cada um de nós sair dele ou aí nos manter.

CREIO que a pena está senão na falta; que é impossível que coisas possam separar-se; que o sofrimento não é o resultado do acaso; que toda lágrima lava alguma coisa; que dor e culpabilidade são sinônimos; que o homem em evolução é tributário de seus erros e de seus maus pensamentos; que somos nós os instrumentos de nosso próprio suplicio.

CREIO que toda vida culposa deve ser resgatada; que toda falta cometida, todo mal causado é uma divida contraída, que deve ser paga no momento ou no outro, quer em uma existência quer na outra; que a fatalidade aparente, que sem eia de m ales o caminho da vida, não é senão a conseqüência do nosso passado, o efeito produzido pela causa; que a vida terrestre é ao mesmo tempo reparação e preparação; que nenhum de nós é o que deve ser e que é preciso que a razão se cumpra, que a justiça se faça e o bem seja.

CREIO que cada nova existência é um novo ponto de partida, em que o homem é aquilo que se fez; que renasce com seu débito e com seu crédito; que nada perde do que adquiriu; que o esquecimento temporário do passado é a condição indispensável de toda provação e de todo o progresso; que é preciso que o esforço seja livre e voluntário; que o conhecimento dos fatos anteriores e das sanções inevitáveis embaraçaria o homem, em lugar de ajudá-lo; que é justo e necessário que, em seu estado atual, o passado e o futuro lhe sejam ocultos.

CREIO, enfim, que a revelação é progressiva, que a verdade se desvenda sempre, segundo os tempos e os lugares; que estamos na aurora da vida consciente e que marchamos, todos, na solidariedade universal, através de vidas sucessivas para a infinita perfeição; que o futuro encerra e que tudo foi criado, tendo em vista um bem final; que o Bem é a lei do Universo e o Mal um estado transitório, sempre reparável, uma das fases inferiores da evolução dos seres para o bem ; que nada de irremediável pesa sobre nós; que tudo se apaga; tudo se dissolve; que a dor é libertadora, que nada é negro, nada é triste; que tudo acaba bem e que não se tem senão de esperar a sua hora em um mundo ou em outro.”

Eurípedes Barsanulfo, 31 de dezembro de 1913

Fontes:

Eurípedes – o homem e a missão(Corina Novelino)

http://alximist.blogspot.com/2010/04/o-credo-do-euripedes-barsanulfo.htm

l posted by alximist at 4/29/2010 11:09:00 PM

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FEVEREIRO

 

150 ANOS DO LIVRO DOS MÉDIUNS

1861-2011

 

PALAVRAS DO PRESIDENTE

Meus Irmãos,

Pela primeira vez dirigimo-nos a vocês através de nosso boletim “ O Caminho ”.

A região sudeste está sendo assolada pela pior catástrofe decorrente de chuvas e desabamentos. Não se assustem JESUS ESTÁ NO COMANDO!

“O Livro dos Espíritos, em sua parte terceira “DA LEI DIVINA OU NATURAL”, capítulo VI, “ DA LEI DE DESTRUIÇÃO”, nos ensina sobre os flagelos destruidores. Por favor, leiam as questões 737 a 741. O que devemos fazer? Eis a resposta: SER SOLIDÁRIOS

A solidariedade pode ser expressa por preces, vibrações e pelo auxílio material, não nos eximindo do trabalho de atendimento aos necessitados.

O CEAK, tão logo tomou conhecimento do flagelo, doou todas as roupas do seu bazar e adquiriu leite, água mineral e biscoitos e encaminhou a doação, para a região flagelada, através do 19º Batalhão da Polícia Militar.

Estamos fazendo preces e vibrações, pelos necessitados, no início e ao término de cada reunião. SEJAMOS SOLIDÁRIOS COM OS NOSSOS IRMÃOS !

Cada um de nós pode fazer preces e vibrações e, se possível, fazer doações dos materiais solicitados pelas autoridades e encaminhar através dos locais anunciados pela imprensa.

Não nos esqueçamos, sejamos solidários.

Muita Paz!

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RENOVANDO ATITUDES

Espírito Hammed, psicografia de Francisco do Espírito Santo Netto

 

 

Ser Feliz

 

“... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existên­cia, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...”

(Capítulo 5, item 20.)

 

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.

Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.

Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.

No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não ad­ministramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pes­soas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.

Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.

Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.

A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.

O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as

primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.

Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros étambém a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único re­banho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.

É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensa­mos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esque­cemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.

Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória ànossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.

Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.

Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, considera­mos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obvia­mente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.

 

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A partir deste mês, estaremos divulgando sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier.

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

Começaremos com NOSSO LAR .

 

APRESENTAÇÃO

NOSSO LAR - Primeiro livro da série, marcou a estréia de André Luiz no meio espírita nacional

Muito embora notícias semelhantes já existissem em algumas obras espiritualista, foi Nosso Lar quem abriu portas, efetivamente, à uma nova visão da realidade espiritual além-túmulo, revelando em pormenores a vida que segue, extraordinária, para além da morte do corpo físico.

Dividido em 50 capítulos, revela a escalada de um espírito, o próprio André Luiz, desde as regiões umbralinas em que foi lançado, logo após o desencarne, até o socorro e a gradativa recuperação em magnífica e muito bem organizada cidade espiritual, denominada "Nosso Lar".

Declara ele, logo no prefácio: "A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser."

"É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas..."

Em "Nosso Lar", mais tarde, trabalhando humildemente como enfermeiro auxiliar nas Câmeras de Retificação, o antigo e orgulhoso médico terreno aprende sobre si e os outros de forma totalmente inovadora, sepultando aos poucos, verdadeiramente, o "homem velho" que ainda trazia em si e abrindo caminho, assim, para o futuro médico de almas em que se transformaria.

Ciente da próprias deficiências, André Luiz observa, estuda, pergunta, luta, e supera-se, no sincero propósito de renovação íntima.

Como desfecho surpreendente, consegue, afinal, licença de seus superiores para voltar à casa terrena, no intuito de rever os filhos e a esposa muito amada. Ao chegar, percebe profundas mudanças no antigo lar. A pior delas: a esposa havia contraído novas núpcias. Desespera-se fundamente. Não quer acreditar no que vê e ouve. Grita seu amor e sua saudade, porém ninguém o escuta. Está morto. Para o mundo e para a querida companheira de outrora. Mas o novo marido de Zélia está muito doente. A desencarnação está próxima. É então que André Luiz, mesmo em profundo desencanto, dá testemunho renovação a que se propôs enquanto em "Nosso Lar"...

 

SINOPSE

Título : " Nosso Lar " - (50 capítulos - 281 páginas )


Autor : Espírito André Luiz ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro ) Psicografia: Francisco Cândido Xavier (concluída em 1943)

Edição : Primeira edição em 1944, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ). Neste trabalho : 48ª Edição /1998. Prefácio : Espírito Emmanuel .

Introdução : Do próprio autor espiritual ( André Luiz ).
Nota : Em 2003 a obra alcançou a expressiva marca de 1,5 milhão de exemplares .

Conteúdo doutrinário.,

a . O Autor narra sua experiência após a desencarnação, descrevendo minuciosamente o sofrido estágio no Umbral , detalhando-o também;

b . A seguir , conta a emoção de ter sido socorrido e ser levado para uma cidade espiritual denominada " NOSSO LAR".

c . A partir daí, o livro abre um leque de informações absolutamente inéditas sobre o Plano Espiritual .

Estrutura da Cidade Espiritual " NOSSO LAR " Fundação : No século XVI, por portugueses distintos , desencarnados no Brasil.

Localização: Sobre a cidade do Rio de Janeiro . Governador : a Governadoria está num edifício , "de torres soberanas que se perdem no céu¨.

 

Ministérios: 6 ( seis ), a saber : Ministério da Regeneração , do Auxílio , da Comunicação , do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina .\ Ministros : cada Ministério é administrado por 12 (doze) Ministros .

População : homens e mulheres , jovens e adultos (desencarnados), em número de um milhão , segundo dados fornecidos pelo Autor , em 1943.

Construções , dependências e lugares especiais : Grande muralha protetora da cidade , com baterias de proteção magnética , conjuntos habitacionais , praça central ( que acomoda até um milhão de pessoas ), fontes luminosas, jardins , parques arborizados, o Bosque das Águas , o Rio Azul , o Campo da Música , a Câmara de Retificação ( para enfermos ), etc.

Umbral = região com várias escalas morais , sendo a mais infeliz denominada de " Trevas ").

Citações especiais:

"Aérobus " : veículo de transporte , de grande comprimento , deslocamento veloz e aéreo .


Cora l : 2.000 vozes ( Hinos : " Sempre Contigo , Senhor Jesus", "A Ti, Senhor , Nossas Vidas ").


Globo de Cristal : de 2m de altura (utilizado em reuniões mediúnicas com encarnados )
“Bônus-Hora” : forma de pagamento por serviços beneméritos prestados — cada hora de trabalho corresponde a um bônus-hora.

SINOPSE - Capítulo a capítulo

Cap 1 – Nas Zonas Inferiores – Descrição fantástica do local onde o Autor Espiritual se encontrou após a desencarnação. Sentia-se permanentemente em viagem ... Pouca claridade . Pavor por chacotas vindas de desconhecidos . Dificuldade para obter a bênção do sono . Lágrimas permanentes . Esteve próximo à loucura , prestes a perder a razão . Via seres monstruosos, irônicos , perturbadores... Recordações da existência terrena , quando gozava de prosperidade material e pais “ extremamente generosos ”.

Cap 2 – Clarêncio – Seres maldosos e sarcásticos gritavam a André Luiz: “ suicida , criminoso , infame ”. Em vão tentou revidar . Com a barba hirsuta e roupa rompendo-se sofria mais pelo abandono que o envolvera. Não se conformava em ser acusado de suicida , pois sabia que não o fora , lembrando-se de haver morrido no hospital , após cirurgia intestinal . Sentia fome . Saciava-se com lama ... Amiúde via manada de seres animalescos . Médico , sempre detestara as religiões , mas agora experimentava necessidade de socorrer-se de alguma delas. Estando já no limite das forças , orou (!). Em resposta , das neblinas surgiu o benfeitor Clarêncio, acompanhado de dois auxiliares . Foi conduzido para o “ Nosso Lar ”.

Cap 3 - A oração coletiva - Descrição de “ Nosso Lar ” e do ambiente de oração coletiva . Ao crepúsculo , um Espírito coroado de luz (o Governador Espiritual ), seguido de 72 outros Espíritos ( seus Ministros ), entoam harmonioso hino . André Luiz reconfortou-se.

Cap 4 – O médico espiritual – Hospitalizado, André Luiz é atendido por um médico espiritual que comprova o “ suicídio inconsciente ” que praticou. É lição-alerta imperdível e inédita quanto a essa característica do comportamento da maioria dos encarnados .

Cap 5 – Recebendo assistência – Há pungente informação de Espíritos internados no “ Nosso Lar ” e que têm órbitas vazias ( olhos gastos no mal ...); outros são paralíticos ou não têm as pernas ( locomoção fácil em atos criminosos ...); outros em extrema loucura ( por aberrações sexuais ...). São citados os “ germes de perversão da saúde divina ”, agregados ao perispírito (!).

Cap 6 – Precioso aviso – André Luiz “ desabafa ” com Clarêncio, que o ouve pacientemente . Recorda da esposa e dos filhos : onde e como estarão? Após ouvi-lo, Clarêncio sugere-lhe a auto-reforma de pensamentos e o silêncio das lamentações próprias. Diz-lhe: “No “ Nosso Lar ” dor significa possibilidade de enriquecer a alma ”...

Cap 7 – Explicações de Lísias – André Luiz descreve sua dificuldade de adaptação à “ nova vida ”. No “ Nosso Lar ” a natureza apresentava-lhe aspectos melhorados, em relação à Terra : grandes árvores , pomares fartos , jardins deliciosos , cores mais harmônicas . Todos os edifícios com flores à entrada . Lindas aves cruzavam os ares . Entre árvores frondosas, animais domésticos . Lísias explica que há regiões múltiplas, segundo hierarquia moral . André Luiz pergunta pelos pais , que o antecederam e até agora não o procuraram... Lísias então lhe informa que sua mãe , hab-tando esferas mais altas , o tem ajudado noite e dia ...

Cap 8 – Organização de serviços – André Luiz visita a cidade “ Nosso Lar ”, indo ao Ministério do Auxílio : largas avenidas , ar puro , muitas pessoas indo e vindo. “ Nosso Lar ” tem 6 ( seis ) Ministérios (da Regeneração , do Auxílio , da Comunicação , do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina ), cada um orientado por 12 (doze) Ministros . Na História de “ Nosso Lar ” consta que foi fundado por “portugueses distintos ”, desencarnados no Brasil, no século XVI.

Cap 9 – Problema de alimentação – Preciosas informações quanto ao a grandes diferenças de nível ). Vê um grande rio : o Rio Azul . É exaltada a importância da água , tão deslembrada dos humanos ... bastecimento alimentar : em “ Nosso Lar ”, no passado , houve demandas ; após , a alimentação passou a ser por inalação de princípios vitais da atmosfera e água misturada a elementos solares , elétricos e magnéticos. Só entre os mais necessitados é que há alimentos que lembram os da Terra .

Cap 10 – No Bosque das Águas – André Luiz vai ao grande reservatório de água (!). Viaja no aeróbus, veículo aéreo semelhante a um grande funicular ( veículo terreno cuja tração é proporcionada por cabos acionados por motor estacionário e que é geralmente usado para vencer

Cap 11 – Notícias do Plano – Como “ Nosso Lar ”, existem incontáveis outras colônias espirituais . É citada a de “ Alvorada Nova ”, vizinha . No “ Nosso Lar ” preparam-se reencarnações, após proveitosos aprendizados para as futuras tarefas planetárias.

Cap 12 – O Umbral – É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre , como zona obscura para os recém-desencarnados. É região em torno do planeta e de profundo interesse para os encarnados . É local de grandes perturbações, pelas “ legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes ”. Lá existem núcleos de malfeitores , verdugos e vítimas . Acha-se repleto de formas-pensamento de encarnados , sintonizados com os desencarnados que lá estão.

Cap 13 – No Gabinete do Ministro – André Luiz apresenta-se a Clarêncio como voluntário ao serviço . Assiste ao diálogo do Ministro com uma voluntária , mãe , desejosa de proteger dois filhos encarnados . Tem notícia do bônus-hora ( ponto relativo a cada hora de serviço ).

Cap 14 – Elucidações de Clarêncio – O Ministro , com fraternidade expõe a André Luiz que pelo seu passado não poderá ser médico em “ Nosso Lar ” e sim aprendiz . E isso devido a rogativas de sua mãe e graças às seis mil consulta a necessitados nos quinze anos de clínica médica terrena dele... Dos atendidos nessas seis mil consultas, quinze ainda fazem preces a seu favor .

Cap 15 – A visita materna – André Luiz recebe visita de sua mãe , espírito excelso , que o consola com extremado amor . Vive em esferas mais elevadas.

Cap 16 – Confidências – A mãe de André Luiz informa-lhe que o pai está a doze anos em zona de trevas compactas, conseqüência de mau procedimento quando encarnado , com ligações clandestinas e promessas não cumpridas a mulheres , do que resultou amealhar obsessoras vingativas. Sua mãe dá-lhe notícias de suas três irmãs (desencarnadas).

Cap 17 – Em casa de Lísias – André Luiz é hospedado na casa da mãe de Lísias, onde conhece as duas irmãs dele. Vê livros maravilhosos e então lhe é dito que “os escritores de má-fé , que estimam o veneno psicológico ” são conduzidos imediatamente para as zonas obscuras do Umbral , e lá permanecerão, até regenerarem-se...

Cap 18 – Amor , alimento das almas – Novas lições sobre alimentação no “ Nosso Lar ”. Na nutrição espiritual o Amor é o maior sustentáculo das criaturas . É citado que o sexo é manifestação sagrada do Amor universal e divino .

Cap 19 – A jovem desencarnada – A neta de Laura , recém-desencarnada, sofre ante a lembrança do noivo que , mesmo antes dela desencarnar , ligara-se a uma amiga sua . Laura emite preciosas lições sobre o Amor e sobre a fidelidade .

Cap 20 – Noções de Lar – O lar é esquematizado por conceitos matemáticos (!), acoplados a profundos conceitos morais .

Cap 21 – Continuando a palestra – Explicações sobre o bônus-hora: sua aquisição ( com trabalho pelo próximo ) e sua aplicação no “ Nosso Lar ”. É citado que a recordação do passado exige equilíbrio e forçá-la poderá causar desequilíbrio e loucura .

Cap 22 – O bônus-hora – Detalhes sobre essa interessante retribuição por serviços prestados, valorizando o traba-lho pelo bem coletivo .

Cap 23 – Saber ouvir – Notas sobre a inconveniência da maioria dos desencarnados terem notícias dos encarnados com os quais se ligavam. Geralmente , ocorrem desequilíbrios...

Cap 24 – O impressionante apelo – Notícias ( Agosto /1939) da 2ª Guerra Mundial, então prestes a eclodir ... Ouve-se em “ Nosso Lar ” apelos de uma emissora espiritual , solicitando voluntários à assistência a coletividades terrenas indefesas, que sofrerão os horrores de uma grande guerra ...

Cap 25 – Generoso alvitre – Sugestões de Laura a André Luiz quanto às futuras atividades que ele poderá exercer em “ Nosso Lar ”.

Cap 26 – Novas perspectivas – André Luiz vai às “ Câmaras de Retificação”, localizadas em pavimentos de pouca luz , onde estão hospitalizados Espíritos necessitados nos primeiros tempos de moradia em “ Nosso Lar ”.

Cap 27 – O trabalho , enfim – Nas “ Câmaras de Retificação” André Luiz fica impressionado com os quadros de sofrimento dali: “ milionários das sensações físicas , transformados em mendigos da alma ”. Espontaneamente, num ato de exemplar humildade , se transforma em auxiliar da limpeza de vômitos de substância negra e fétida - fluidos venenosos expelidos por Espíritos que se beneficiaram de passes .

Cap 28 – Em serviço – André Luiz prontifica-se (sendo aceito) a trabalhar no período noturno nas “ Câmaras de Retificação”.

Cap 29 – A visão de Francisco – A terrível angústia do Espírito que vê o próprio corpo e julga-o um monstro a atormentá-lo ( esse Espírito era excessivamente apegado ao corpo físico e faleceu por desastre , só deixando-o quando , tomado de horror , vê os vermes desfazendo os despojos ).

Cap 30 – Herança e eutanásia – A disputa entre familiares por herança ... Triste caso de eutanásia , associada a interesses financeiros de um dos herdeiros .

Cap 31 – Vampiro – Há a impressionante narração do Espírito de uma mulher que queria adentrar no “ Nosso Lar ”, pelos fundos , sendo impedida pelo vigilante-chefe por se tratar de “ forte vampiro ” (trazia impressos em seu perispírito 58 pontos negros , correspondentes a igual número de abortos que praticara...). Sua admissão nas dependências de “ Nosso Lar ” colocaria em perigo os pacientes lá internados .

Cap 32 – Notícias de Veneranda – Em “ Nosso Lar ” existem os “ Salões Verdes ” por toda parte . São parques em árvores acolhedoras, locais de conferências ministeriais — foram criados sob inspiração superior da Ministra Veneranda, que possui o maior número de bônus-hora: um milhão de horas de trabalho útil ( em 200 anos de atividade ali)

Cap 33 – Curiosas observações – André Luiz reflete sobre sua vida de chefe de família que pouco edificara no espírito da esposa e filhos . Assusta-se quando vê dois elevados Espíritos ainda encarnados , em visita ao

“Nosso Lar ”, pois apresentavam características diferentes , em relação aos Espíritos desencarnados dali. Em passeio , vê cães , pomares e íbis junto às equipes socorristas, vindo a saber que prestam precioso auxílio quando das incursões no Umbral .

Cap 34 – Com os recém-chegados do Umbral – André Luiz atende uma senhora assistida pelos Samaritanos e por imprudência abre diálogo improdutivo com ela , movido por curiosidade . Ela se desfaz em lamentações . André Luiz é advertido por Narcisa .

Cap 35 – Encontro singular – André Luiz encontra-se com antigo conhecido , o qual foi prejudicado por seu pai e por ele próprio , quando encarnados . Arrependido agora lhe pede perdão , num dos mais belos trechos dessa sublime obra literária .

Cap 36 – O sonho – André Luiz dorme, deixa o “ veículo inferior ” (perispírito) no leito e sonha . Vai a uma esfera mais elevada e encontra-se com a mãe . É louvado e incentivado o trabalho pelo próximo , com novos esclarecimentos sobre o bônus-hora.

Obs : Por este capítulo refletimos que se os desencarnados dormem e sonham, deixando o perispírito no leito , provavelmente será com outro corpo que se deslocam: pode ser com o corpo mental , “ envoltório sutil da mente ”, aludido pelo próprio André Luiz em 1958, na p. 25, Cap II, 11ª Ed., do Livro “ Evolução em Dois Mundos ”, FEB, RJ/RJ.

Cap 37 – A preleção da Ministra – Observações sobre o pensamento : força essencial em todo o Universo , capaz de gerar o que se queira — bom ou mau ...

Cap 38 - O caso Tobias – Reflexões sobre o(s) casamento (s) e o ciúme . Em “ Nosso Lar ”, duas ex-esposas de Tobias são amigas sinceras e convivem felizes .

Cap 39 – Ouvindo a senhora Laura – André Luiz lembrava-se, atormentado por saudades , da família terrestre . Ouve, então , preciosas explicações sobre o “ espírito de seqüência que rege os quadros evolutivos da vida ”. É enaltecida a Bondade divina ao reunir desafetos pela consangüinidade.

Cap 40 – Quem semeia colherá – No departamento feminino das “ Câmaras de Retificação” André Luiz reencontra Elisa, que fora doméstica no seu lar terreno e da qual aproveitou-se irresponsavelmente. Ampara-a agora com extremado cuidado e bondade .

Cap 41 – Convocados à luta – Irrompe a 2ª Guerra Mundial, com repercussões negativas em “ Nosso Lar ”. Por essa lição ficamos sabendo como o plano terreno também influencia o espiritual , no caso , negativamente .

Cap 42 – A palavra do Governador – O medo é classificado como dos piores inimigos da criatura . Duas mil vozes entoam o hino “ Sempre Contigo , Senhor Jesus”. André Luiz vê pela primeira vez o Governador de “ Nosso Lar ”. O Governador esclarece aos trabalhadores de “ Nosso Lar ” os deveres relativos aos problemas criados pela Guerra . Informa serem necessários 30 mil servidores voluntários , desprendidos , para criar defesas especiais . Cita que em “ Nosso Lar ” são mais de um milhão de criaturas , que não podem ser agredidas pela invasão de milhões de espíritos desordeiros .

Cap 43 – Em conversação – Comentários sobre os horrores da Guerra . Nesse contexto , o Espiritismo sobressai como a grande esperança do Plano Espiritual , como o Consolador da humanidade .

Cap 44 – As “ trevas ” – As trevas são as regiões mais inferiores conhecidas em “ Nosso Lar ”, abaixo do próprio nível terreno (!). Ali , Espíritos jazem por séculos e séculos ... Na verdade , encarnados ou desencarnados, Espíritos têm belas oportunidades de progresso , mas a maioria as renega.

Cap 45 – No “ Campo da Música ” – André Luiz, feliz , integrado às atividades socorristas, foi conhecer o “ Campo da Música ”, onde se extasia ante a beleza musical do ambiente , espiritualizado: todos os Espíritos ali comentando com alegria a vida e os ensinamentos de Jesus.

Cap 46 – Sacrifício de mulher – Um ano após iniciar trabalhos André Luiz sentia imensas saudades do lar terrestre . Sua mãe informa-lhe que breve ela reencarnará, visando amparar o ex-marido, mergulhado em problemas , perseguido por mulheres com as quais não procedeu corretamente . Essas mulheres , no futuro , reencarnarão e a mãe de André Luiz ser-lhes-á mãe (!). São citadas as “reencarnações compulsórias ”.

Cap 47 – A volta de Laura – A mãe de Lísias reencarnará em dois dias . Recebe fraternais despedidas dos amigos de “ Nosso Lar ”, André Luiz inclusive . É citado o quanto de amparo espiritual recebem os trabalhadores de boa-vontade, principalmente em ocasiões tão importantes , como quando vão reencarnar .

Cap 48 – Culto familiar – É descrita a existência de um Globo de Cristal , com aproximadamente 2m de altura (utilizado para recepcionar Espíritos encarnados , nessa singular e “invertida” forma de reuniões mediúnicas no Plano Espiritual ).

Cap 49 – Regressando à casa – André Luiz visita , finalmente , o lar terrestre . Ali , encontra tudo diferente ... a ex-esposa novamente casada e seu atual marido gravemente enfermo , além de estar assediado por Espíritos infelizes . André Luiz sente-se roubado... Só uma de suas filhas sintonizou espiritualmente com ele . Mas , os ensinamentos auferidos em “ Nosso Lar ”, falam mais alto e o Amor explode em seu coração ... (!).

Cap 50 – “ Cidadão de Nosso Lar ” - Pondo em prática tudo o que aprendera sobre o amor ao próximo André Luiz socorre o enfermo . Auxiliado por Narcisa e por “ servidores comuns do reino vegetal ”.


Obs: “ Espíritos da Natureza ”: seriam esses Espíritos aqui citados, com ação sobre a Natureza , os mesmos citados por Allan Kardec nas questões 536 a 540 do “O Livro dos Espíritos ”?

De volta ao “ Nosso Lar ”, feliz pela vitória do bem em si mesmo , André Luiz é recepcionado festivamente com a honrosa declaração de que passou a ser “ Cidadão de Nosso Lar”.

 

 

Personagens citados em Nosso Lar

OBS: Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro " NOSSO LAR ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por 8 anos . Reporta neste livro como foi recolhido ao " Nosso Lar " ( colônia espiritual situada na psicosfera da cidade do Rio deJaneiro), por interferência de sua mãe (desencarnada). Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tard conquistou a faculdade da volitação.
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos e multiplicados momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .

CLARÊNCIO (d) - 2/24 - É um dos 12 Ministros do Ministério do Auxílio (foi quem socorreu André Luiz).

HENRIQUE DE LUNA (d) – 4/32 - Médico espiritual que prestou primeiro atendimento a André Luiz no “ Nosso Lar ”.

LÍSIAS (d) – 5/36 - Visitador dos serviços de saúde no “ Nosso Lar ”. É jovem . Auxiliar de Henrique de Luna. Torna-se amigo muito querido de André Luiz.

GOVERNADOR : Espírito elevadíssimo. Citado em vários capítulos . Não consta seu nome .

LAERTE (d) – 16/91 – Pai de André Luiz. Está a 12 anos em trevas compactas no Umbral .

Mãe de André Luiz : Espírito iluminado, convivendo em esferas iluminadas, acima de " Nosso Lar " (citada várias vezes no livro , mas o nome não foi revelado pelo Autor Espiritual ).

CLARA e PRISCILA (d) – 16/92 – Irmãs de André Luiz. Revoltadas, permanecem no Umbral .

LUÍSA (d) – 16/92 – Irmã de André Luiz, que desencarnou quando ele era ainda criança . Está preste a reencarnar entre as irmãs e o pai , em gesto de renúncia .

ZÉLIA (e) – 16/93 – Viúva de André Luiz.

CÉLIO (d) – 16/94 – Ministro em “ Nosso Lar ”.

LAURA (d) – 17/98 - Mãe de Lísias. Hospeda André Luiz no seu lar , sendo-lhe amiga maternal.

IOLANDA e JUDITE (d) – 17/98 - Irmãs de Lísias.

POLIDORO e ESTÁCIO (d) – 18/103 - Amigos de Lísias. Auxiliares no Ministério do Esclarecimento.

LASCÍNIA (d) – 18/103 - Noiva de Lísias.

ELOÍSA (d) – 19/106 - Neta de Laura , recém-chegada do Umbral . Desencarnou por tuberculose .

ARNALDO (e) – 19/107 - ex-Noivo de Eloísa.

MARIA DA LUZ (e) – 19/108 - Amiga de ELOÍSA que acaba unindo-se a Arnaldo

COUCEIRO (d) - 19/109 – Assistente em “ Nosso Lar ”.

TERESA (e) – 19/109 – Mãe de Eloísa. Prestes a desencarnar .

RICARDO (e) – 21/116 – Foi marido de Laura . Há 3 anos voltou a reencarnar .

LONGOBARDO (d) – 21/117 – Assistente em “ Nosso Lar ”.

RAFAEL (d) – 25/136 – Funcionário no Ministério da Regeneração .

GENÉSIO (d) – 26/141 – Ministro da Regeneração .

TOBIAS (d) 26/144 - Funcionário do Ministério da Regeneração ( um dos principais amigos e orientadores de André Luiz).

FLÁCUS (d) – 27/147 – Ministro em “ Nosso Lar ”.

RIBEIRO (d) – 27/147 – Enfermo . Internado na " Câmara de Retificação".

GONÇALVES (d) – 27/147 – Assistente em “ Nosso Lar ”.

LOURENÇO e HERMES (d) – 27/147 – Funcionários do Ministério da Regeneração .

NARCISA (d) – 27/150 – Funcionária do Ministério da Regeneração .

VENÂNCIO e SALÚSTIO (d) – 28/154 – Funcionários do Ministério da Regeneração .

VENERANDA (d) – 28/156 - Ministra mais antiga dos demais em “ Nosso Lar ”. Só ela e o Governador já viram Jesus. Nada comenta sobre isso .

FRANCISCO (d) – 29/158 – Enfermo . Internado na " Câmara de Retificacão".

PÁDUA (d) – 29/160 – Ministro da Comunicação em “ Nosso Lar ”.

PAULINA (d) – 30/162 - Espírito de “ angelical beleza fisionômica”, filha de enfermo internado em " Nosso Lar".

EDELBERTO, AMÁLIA, CACILDA, AGENOR (e) – 30/164 – Irmãos de Paulina, os quatro em contendas pela herança deixada pelo pai .

JUSTINO (d) – 31/169 - Trabalhador humilde em “ Nosso Lar ”.

Irmão PAULO (d) – 31/170 - Orientador dos Vigilantes em “ Nosso Lar ”.

Padre AMÂNCIO (e) – 34/187 - Personagem citado por uma enferma , internada desde 1888 na Câmara de Retificação, no Ministério da Regeneração .

ZENÓBIO (d) – 34/189 – Auxiliar no Ministério da Regeneração .

NEMÉSIA (d) – 34/189 – Funcionária do Ministério da Regeneração .

SILVEIRA (d) – 35/190 - Sócio do pai de André Luiz ( quando encarnados ) – É samaritano em trabalhos assistenciais em " Nosso Lar "

LUCIANA (e) 38/207 – Ex-esposa de Tobias.

HILDA (d) – 38/207 – Irmã de Tobias.

ELOÍSA (d) 39/218 – Hospedada na casa de Laura .

ELISA (d) – 40/220 - Internada na Câmara de Retificação (foi " aventura " de André Luiz, quando encarnada )

HELVÉCIO (d) 41/229 - Trabalhador atento ao socorro ( época da 2ª Guerra Mundial)

EVERARDO (e) 41/229 - Viúvo de uma residente do " Nosso Lar ".

ESPERIDIÃO (d) – 41/230 – Ministro em “ Nosso Lar .

BENEVENUTO (d) - 43/238 – Ministro em “ Nosso Lar ”

POLIDORO e ESTÁCIO (d) – Amigos de Lísias e acompanhantes de suas irmãs numa feliz audição musical no “ Campo da Música ”.

NÍCOLAS (d) – 48/264 - Antigo servidor do Ministério do Auxílio

Dr. ERNESTO (e) – 49/271 – É o atual marido de Zélia.


- À página . 279 há citação de “ entidades espirituais ”, convocadas de forma ininteligível por Narcisa , as quais atendem-lhe, trazendo substâncias com emanações de eucalipto e mangueira , que são aplicadas em um enfermo encarnado , que se restabelece.

 

TERMOS POUCO USADOS

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

Tolda

10

59

(subst.fem.) - cobertura sobre embarcações

Cibo

18

101

nutrimento ( comida , alimento )

Olente

32

177

odorante

Palanquins

32

177

rede suspensa; liteira ( para transporte de pessoas )

Impende

37

201

(do verbo tr. impender = caber , cumprir , tocar ) – cabe

 

TOPO DA PÁGINA

 

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO

A professora , para conhecer melhor sua turma, pediu que fizessem uma lista com o que consideravam as Sete Maravillhas do Mundo. Com algumas divergências, os itens mais mencionados foram:

As Pirâmides do Egito

O Taj Mahal

O Grande Canyon

O Cristo Redentor

A Basílica de São Pedro

A Muralha da China.

Um dos alunos ainda não havia entregue a sua lista e parecia mesmo ter dificuldade em concluí-la. A professora se aproximou para ajudá-lo e leu para a classe o que ele havia escrito e não tinha coragem de entregar :

Ver

Ouvir

Tocar

Provar

Sentir

Rir

AMAR

Emocionada a professora comentou com a turma a escolha do aluno. ¨ A escolha nos mostra o que temos à nossa disposição e que não valorizamos . O principal nem sempre pode ser comprado , mas está à nossa disposição para usarmos bem . Utilizemos esses dons que Deus nos concedeu, principalmente o de AMAR !!! Façamos de nossas vidas um exemplo do bom uso do que recebemos como presentes¨

(adaptado de mensagem recebida via internet )

TOPO DA PÁGINA

 

MARÇO

150 ANOS DO LIVRO DOS MÉDIUNS

 

O LIVRO DOS MÉDIUNS EM SEUS 150 ANOS

Vinícius Lousada (1) 

http://estudandokardec.blogspot.com/2011/01/o-livro-dos-mediuns-em-seus-150-anos.html

 

Na atualidade, não há compêndio de Espiritismo experimental mais oportuno que O Livro dos Médiuns ou Guia dos médiuns e dos evocadores de autoria do mestre Allan Kardec. Vindo a lume nos dias iniciais de janeiro de 1861 e editado pelo Sr. Didier essa obra, segundo o Codificador (2), consistia no complemento de O Livro dos Espíritos , com o seu caráter científico. Mais tarde, Kardec vai considerá-la no rol das obras fundamentais do Espiritismo.

Ao seu tempo, podia ser adquirida na Livraria do Sr. Didier, tanto quanto, no escritório da Revista Espírita na passagem Saint-Anne, em Paris, em grande volume in-18, de 500 páginas. Em poucos meses do mesmo ano o livro teve uma segunda edição, com nova formatação e inteiramente revisada pelos Espíritos com numerosas observações valorosas de sua lavra, de tal forma que as palavras de Kardec manifestam que a obra era tanto deles quanto de seu autor (3).

  Fico a imaginar a emoção, em 1861, de médiuns e dirigentes de grupos espíritas sérios ao encontrarem na produção kardequiana orientação segura para o desenvolvimento e direcionamento feliz da mediunidade, a serviço de uma compreensão mais profunda do mundo invisível porque iluminada pelos saberes produzidos na colaboração interexistencial entre o mestre lionês e os Espíritos Superiores, por sua vez, comandados pelo Espírito de Verdade.

Um guia seguro para lidar com a mediunidade

Não se trata somente de mais um livro, é uma obra indispensável no campo de estudos e meditações em torno da mediunidade para que o seu exercício se torne serviço ao semelhante, seja pela constatação veraz da imortalidade da alma e a identificação de nossa natureza espiritual, seja pelo diálogo criativo e moralizante com os sempre vivos, e ainda, pelo esclarecimento que se pode dar aos sofredores desencarnados, cuja infelicidade a que se atrelaram aguarda a terapêutica do Evangelho de Jesus no verbo fraterno dos reencarnados, sob os auspícios dos Benfeitores Espirituais.

Esse trabalho levado a bom termo por Allan Kardec é resultado de uma longa pesquisa experimental com Espíritos e médiuns, onde o cientista, aos estabelecer um método de experimentação em consonância com o objeto pesquisado – o mundo dos Espíritos e a filosofia ensinada pelos Imortais –, considera seus informadores espirituais não como reveladores pré-destinados, mas, como parceiros de estudos, cada qual contribuindo relativamente em seu patamar evolutivo.

Em O Livro dos Médiuns o Codificador exitosamente esclarece tudo que era referente às manifestações espíritas físicas e intelectuais, em seu contexto histórico, de acordo com os Espíritos Superiores a fim de desenvolver uma teoria espírita explicativa dos fenômenos, os mais variados, produzidos pelos habitantes do Mais Além; como também, das condições de sua reprodução e controle metodológico

No anúncio que faz da obra na Revue Spirite , destaca que “sobretudo a matéria relativa ao desenvolvimento e ao exercício da mediunidade mereceu de nossa parte uma atenção toda especial.” (4)

Desse modo, já nessa consideração do autor somos convidados a levar em conta que, sobretudo os espíritas, podemos recolher em seu conteúdo um norte para o desenvolvimento seguro da mediunidade (no sentido kardequiano é um processo educativo do médium), e para o uso saudável dessa pré-disposição orgânica, natural e radicada no Espírito em sua capacidade comunicativa, quando manifesta de forma ostensiva.

  O leitor estudioso dessa obra nela encontra condições de compreender a fenomenologia que cerca a mediunidade que possa ser portador, os recursos teóricos para lidar com sucesso na vereda da convivência lúcida com os Espíritos e para o enfrentamento adequado de seus desafios e obstáculos que, ao serem encarados sem o devido conhecimento, geram decepções e tristes resultados como a obsessão ou o uso imoral da mediunidade.

Por outro lado, na formação do dirigente e/ou do “doutrinador” (evocador, como Kardec designava o responsável por dialogar com os Espíritos nas reuniões espíritas) a obra é igualmente de sumo valor para que levemos com retidão os diálogos sempre instrutivos que se pode obter com os desencarnados, sendo possível apresentar-lhes questões em prol do esclarecimento moral e intelectual de todos nós, para o que nos orienta Kardec (5).

Enfim, o espiritista convicto encontra nesse livro subsídio para entender melhor o Espiritismo, em sua complexidade, na medida em que a obra revela aspectos essenciais do caráter experimental da Doutrina dos Espíritos, não raramente desconsiderados.

Em prol da Moral e da Filosofia Espírita

Com o advento de O Livro dos Espíritos o Espiritismo abandonava seu período de curiosidade, caracterizado pela especulação nem sempre séria, em nível de entretimento em que eram colocados os fenômenos espíritas por muita gente, na Europa do século XIX, e adentrava seu período de observação ou filosófico no qual “O Espiritismo é aprofundado e se depura, tendendo à unidade de doutrina e constituindo-se em Ciência.” (6)

Kardec via o Espiritismo como uma Ciência Moral (7) e, ao escrever O Livro dos Médiuns , deixa um legado inolvidável e previa de antemão as críticas ciumentas ou personalistas que queriam fazer valer sistemas particulares para a condução das lides mediúnicas, ou ainda, na explicação exclusivista destas, sem a chancela do ensino coletivo dos Espíritos.

Ainda, o cientista do invisível dá uma razão de ser grave à fenomenologia mediúnica para que se recolha com os Espíritos ensinamentos sérios e úteis à nossa felicidade na vida espiritual, evitando-se o desvio do fim providencial da mediunidade nas práticas espíritas.

Respondendo aos seus críticos que talvez supusessem desnecessária a severidade de princípios e conselho obtidos nessa obra, sem querer fundar escola, mas, propagar o direcionamento dado pelos Espíritos Superiores à mediunidade no Espiritismo, Kardec coloca na fachada principal dessa proposta o seu caráter moral e filosófico, sobretudo, em prol dos que se percebem necessitados das esperanças e consolações que podem haurir na Doutrina e nos resultados da atividade mediúnica sob a orientação maior de Jesus

Nesse ano de comemorações do sesquicentenário de O Livro dos Médiuns procuremos estudar com profunda gratidão, no plano individual e coletivo, esse livro essencial no campo da mediunidade com Jesus e Kardec.

Estudando Kardec

“Nós mesmos pudemos constatar, em nossas excursões, a influência salutar que esta obra exerceu sobre a direção dos estudos espíritas práticos; assim, as decepções e mistificações são muito menos numerosas do que outrora, porque ela ensinou os meios de frustrar as artimanhas dos Espíritos enganadores.” (8)

NOTAS:
(1) Pedagogo, palestrante e escritor espírita. E-mail: vlousada@hotmail.com .
(2) KARDEC, Allan. Revista Espírita : jornal de estudos psicológicos. Ano IV. Rio de Janeiro: Federação

Espírita Brasileira, 2006, pág. 22.
(3) Idem, pág. 518.
(4) Idem.
(5) KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns . 71. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2003, Cap. XXVI.
(6) KARDEC, Allan. Revista Espírita : jornal de estudos psicológicos. Ano I. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005, pág. 369.
(7) LOUSADA, Vinícius. Em Busca da Sabedoria . Porto Alegre: Editora Francisco Spinelli, 2010, p. 104.
(8) KARDEC, Allan. Revista Espírita : jornal de estudos psicológicos. Ano IV. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006, pág. 517

Material recebido via e-mail de A ERA DO ESPÍRITO .

TOPO DA PÁGINA

 

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com OS MENSAGEIROS .

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

 

OS MENSAGEIROS - Segundo livro da série, retrata a renovação de André Luiz, o tédio com o passado e o desejo sincero de trabalhar em benefício do próximo. Narra o próprio André: "Desligando-me dos laços inferiores que me prendiam às atividades terrestres, elevado entendimento felicitou-me o espírito.
Semelhante libertação, contudo, não se fizera espontânea.
Sabia, no fundo, quanto me custara abandonar a paisagem doméstica, suportar a incompreensão da esposa e a divergência dos filhos amados.
Guardava a certeza de que amigos espirituais, abnegados e poderosos, me haviam a auxiliado a alma pobre e imperfeita, na grande transição.
Antes, a inquietude relativa à companheira torturava-me incessantemente o coração; mas agora, vendo-a profundamente identificada com o segundo marido, não via recurso outro que procurar diferentes motivos de interesse.
Foi assim que, eminentemente surpreendido, observei minha própria transformação, no curso dos acontecimentos."
Pensando desta forma, feliz e renovada, é levado por Tobias, seu companheiro de trabalho nas Câmeras de Retificação, até Aniceto, nobre Instutor no Ministério da Comunicação.
Aprovado para ingressar no quadro de aprendizes, André Luiz tem a oportunidade de conhecer o fascinante serviço de formação de médiuns para fins de tarefas espedíficas na Crosta.
Em companhia de Tobias, já no Ministério, André espanta-se:
- "Mas esta organização imensa restringe-se ao movimento de transmissão de mensagens?" - perguntei curioso.
O companheiro sorriu significativamente e esclareceu:
- "Não suponha se encontre aqui localizado o serviço de correio, simplesmente. O Centro prepara entidades a fim de que se transformem em cartas vivas de socorro e auxílio aos que sofrem no Umbral, na Crosta e nas Trevas. Acreditaria, porventura, que tanto trabalho se destinasse apenas a mera movimentação de noticiário? Amplie suas vistas. Este serviço é a cópia de quantos se vêm fazendo nas mais diversas cidades espirituais dos planos superiores. Preparam-se aqui numerosos companheiros para a difusão de esperanças e consolos, instruções e avisos, nos diversos setores da evolução planetária. Não me refiro tão só a emissários invisíveis. Organizamos turmas compactas de aprendizes para a reencarnação. Médiuns e doutrinadores saem daqui às centenas, anualmente. Tarefeiros do conforto espiritual encaminham-se para os círculos carnais, em quantidade considerável, habilitados pelo nosso Centro de Mensageiros."
Mais tarde, em companhia de Aniceto e Vicente, outro médico, André Luiz tem a oportunidade de realizar aprendizado na Terra, junto aos encarnados, fornecendo bastas e enriquecedoras notícias do desdobramento das tarefas que, segundo Emmanuel, no prefácio do livro, constituíram o relatório incompleto de uma semana de trabalho espiritual dos mensageiros do Bem, junto aos homens.

http://www.institutoandreluiz.org/

 

Título : "OS MENSAGEIROS " – 51 capítulos ; 268 páginas
Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em Fev/1944)
Edições : Primeira edição em 1944, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ); em Novembro /2001: 37ª Edição (490° milheiro )
Conteúdo Doutrinário : O Autor alerta aos médiuns quanto à necessidade da prática dos ensinamentos na esfera íntima , evitando surpresas negativas , quando do retorno ao Plano Espiritual .

A obra se desdobra em três partes distintas

1ª Parte- Do Cap 1 ao 13: - Testemunhos de médiuns (desencarnados) que , tendo partido do " Nosso Lar ", com tarefas específicas, não conseguiram cumpri-las - no retorno , seus relatos são pungentes e esclarecedores ...

2ª Parte - a partir do Cap 14:

- Descrição de atendimentos prestados a encarnados e a desencarnados, pela equipe de mensageiros do " Nosso Lar ".

3ª Parte - a partir do Cap 33:

- André Luiz e Vicente, sob comando do protetor Aniceto, após estágio no " Centro de Mensageiros ", partem em caravana , do " Nosso Lar ", para a Crosta ( plano terreno ). A meio caminho , pernoitam no " Posto de Socorro ", onde A.Luiz realiza um proveitoso estágio . Ali , conhecem amigos espirituais responsáveis pelo “ Campo da Paz ” ( Colônia próxima ao Posto de Socorro ). A seguir , os três se dirigem à Crosta , onde permanecem por uma semana , num lar humilde , verdadeira oficina do “ Nosso Lar ” na Terra , participando de atendimentos a encarnados e desencarnados, sobressaindo preciosos ensinamentos sobre reuniões mediúnicas.

SINOPSE - Capítulo a Capítulo

Cap 1 – Renovação – O Autor espiritual narra sua transformação, após ter se desprendido “dos laços inferiores que o prendiam às atividades terrestres ”. “Descobriu-se”, diz jubiloso. Mas , a par da renovação mental , experimentava um vazio formado pelos sentimentos do mundo , dos quais se desprendera. Sem o lar , a esposa e os filhos amados , aos quais freqüentemente visitava, seu coração era “ um cálice luminoso , porém vazio ”. É aconselhado por uma devotada amiga a freqüentar cursos no Ministério da Comunicação , para posteriormente prestar concurso na Terra .

Cap 2 – Aniceto – A.Luiz é apresentado ao Instrutor Aniceto, que adverte que ali , na “ Instituição do Homem Novo ” são admitidos apenas candidatos compromissados em servir , calando reclamações. Aniceto, dentre outras atividades , tem um quadro suplementar de cinqüenta auxiliares-aprendizes, voluntários . A.Luiz é convidado a integrar esse quadro , no momento com três vagas . Aceita o convite , sentindo-se honrado. É encaminhado ao “ Centro de Mensageiros ”.

OBS: Vamos detalhar como é formado o grupo de Aniceto:
- 1 padre
- 1 médico (a equipe foi acrescida de 2 médicos : A.LUIZ e VICENTE)
- 6 engenheiros
- 4 professores
- 4 enfermeiras
- 2 pintores
- 11 irmãs especializadas em trabalhos domésticos
- 18 operários diversos .

Cap 3 – No Centro de Mensageiros - Formado de majestosos edifícios / Universidades / Pátios amplos / Jardins primorosos

- Finalidades : preparação anual de centenas de médiuns e doutrinadores para reencarnarem ( quais “ cartas vivas ” de Jesus para a Humanidade ), os quais são reunidos em grupos de 50 aprendizes . Cada grupo fica sob comando de um Instrutor ( tal como a de Aniceto).

Cap 4 – O caso Vicente – A.Luiz conhece Vicente, médico , calmo , bondoso e sensato . Tornam-se amigos . Conversam sobre suas existências terrenas, semelhantes . Vicente casou-se e teve dois filhos . Um irmão seu , advogado , foi residir em sua casa e não tardou, traiu-o com a esposa , de quem se apaixonou, sendo correspondido. A esposa e o irmão tramaram sua morte e a executaram, ardilosamente . Vicente não cogita vingar-se e diz: “o mal é simples resultado da ignorância e nada mais ”

. Cap 5 – Ouvindo instruções – O instrutor Telésforo discorre para todos os aprendizes do trabalho de intercâmbio entre os trabalhadores desencarnados e encarnados . Adverte sobre os companheiros fracassados. Cita empecilhos até nas religiões , além de tristes quadros humanos no mundo todo . Como ajudar a tanto desespero e incompreensão ? Só com Jesus, no trabalho , sacrifício e renúncia .

Cap 6 – Advertências profundas – Prossegue a aula . Tema : médiuns fracassados. Muitos trabalhadores partem de “ Nosso Lar ” em turmas de trabalho educativo , mas poucos alcançam resultados , parciais , nos misteres da mediunidade e da doutrinação . “A Terra é grande oficina redentora, e não , vale tenebroso destinado a quedas lamentáveis ”. É relatado que muitos , quando encarnados , preferem desvios sexuais , tirania doméstica , preguiça e vaidade , além de exercitarem a “ doutrinação para exportação e não para uso próprio ”...

Cap 7 – A queda de Otávio – Após trinta anos de preparação , reencarnou saudável e com mediunidade voltada para consolar criaturas . Deveria manter-se solteiro e amparar seis amigos que o ajudaram em “ Nosso Lar ”, nos trinta anos que antecederam à sua reencarnação. Já reencarnado, aos dezenove anos iniciou desvairados abusos das suas faculdades . Ficando órfão de pai , desamparou aqueles seis amigos ( ainda crianças ), órfãos como ele . Casou-se “ por violência ” e teve um filho . Esposa e filho passaram a atormentá-lo. Alcoólatra , morreu com sífilis , aos quarenta anos , “ sem construir coisa alguma no terreno do bem ”.

Cap 8 – O desastre de Acelino – Outro médium ( vidente , audiente e psicógrafo ) que , egresso de “ Nosso Lar ”, descumpriu todas as realizações que prometera, antes da reencarnação. Usou as faculdades mediúnicas para ganhar dinheiro , “resolvendo” todo tipo de problemas de consulentes . Ao desencarnar permaneceu onze anos em zonas de grande tormento , pela ronda dos ex-consulentes criminosos que desencarnaram antes dele e que exigiam notícias e soluções atinentes a ligações clandestinas.

Cap 9 – Ouvindo impressões – O capítulo exorta os médiuns ao trabalho , sem reclamos e sem medos . São expostos vários casos de médiuns que , bem preparados antes da reencarnação, não cumpriram as tarefas , por invigilância.

Cap 10 – A experiência de Joel – Médium que fez mau uso das percepções que lhe foram dilatadas antes de reencarnar , a fim de que , então , as utilizasse a benefício do próximo . Há muito tempo vem sofrendo grandes perturbações, como conseqüência .

Cap 11 – Belarmino, o doutrinador – É citada profunda conceituação de missão educativa . A doutrinação , no campo do Espiritismo evangélico , é aqui exposta com clareza . Mostra como o médium doutrinador exigente , propenso ao mando , vaidoso do saber , desconfiado dos companheiros de reunião mediúnica, logo adentrará no negativismo . Estará sujeito a múltiplas enfermidades , além de sentir um deserto no coração .

Cap 12 – A palavra de Monteiro – Novo alerta , enérgico , aos médiuns doutrinadores e aos dirigentes de reuniões mediúnicas. É recomendada a força do exemplo e não a palavra lustrosa ... O comportamento do médium na atividade profissional do comércio deve guardar paralelo com a conduta cristã, principalmente com a paciência .

Cap 13 – Ponderações de Vicente – Citando Jesus como Mestre e Médico , o capítulo expõe os perigos que aguardam os médicos que fazem mercantilismo de tão sagrada profissão .

Cap 14– Preparativos – A.Luiz e Vicente, antes de se dirigirem à Crosta , onde permanecerão por uma semana , recebem melhoramento da visão (no “ Gabinete de Auxílio Magnético às Percepções "). É sugerida a prece , sem o fanatismo inconsciente . A prece é fidelidade do coração , jamais viciação do sentimento . A ida à Crosta , no caso , assemelhou-se a uma peregrinação , não feita em “ estrada ampla e bem cuidada ”, mas sim , em caminhos difíceis...

Cap 15 – A viagem – A caminho , a equipe faz pausa no Posto de Socorro situado entre “ Nosso Lar ” e a Crosta , a grande distância desta. A.Luiz e Vicente, sob orientação de Aniceto, vêem-se banhados de luz , pela primeira vez (!). Nas trilhas : frio , ausência de luz solar , paisagens misteriosas, aves horripilantes , rijas ventanias ... Aniceto explica aos dois auxiliares que aquela é região sob influência astral da Terra . A seguir cita interessantes dados astronômicos . Informa sobre a “ existência de outros mundos sutis, dentro dos mundos grosseiros ”(!).

Cap 16 – No Posto de Socorro – Chegam os três a castelo-educandário soberbo , resguardado por pesados muros . No interior , pomares e jardins maravilhosos . A.Luiz vê um quadro , pintura em tela , que já havia visto em Paris, quando encarnado . Fica sabendo que o pintor da tela de Paris copiou-a desse original , após vê-lo, em sonho .

Cap 17 – O romance de Alfredo – A equipe alimenta-se de frutos diversos . O Posto , com quinhentos auxiliares , produz alimentos e remédios para famintos e doentes . O dirigente do Posto relata a história da sua união com a esposa , cuja companhia ele ainda não pode usufruir , pois quando encarnados , ele desfez o casamento , por ouvir calúnias contra ela , que era inocente e que pelo abandono desencarnou, com tuberculose .

Cap 18 – Informações e esclarecimentos – No Posto chegam sinais de batalhas sangrentas na Terra (o ano era 1944), provocando grande tempestade magnética . Grandes massas de desencarnados ( pela Segunda Guerra Mundial) superlotam os Postos de Socorro de várias colônias espirituais . É citada a Colônia “ Alvorada Nova ”, situada em zonas mais altas , com intercâmbio com avançados núcleos de espiritualidade superior , de planetas vizinhos (!).

Cap 19 – O sopro – São citados sistemas espirituais de transporte , com base no eletromagnetismo . Há esclarecimentos sobre o passe de sopro curador , cujos passistas “exercitaram-se longamente , adquirindo experiências a preço alto ”. Imprescindível , no caso , “a pureza da boca e a santidade das intenções ”. Passistas encarnados deverão ter “ estômago sadio , boca habituada a falar o bem , com abstenção do mal e a mente reta , interessada em auxiliar ”.

Cap 20 – Defesas contra o mal – O Posto de Socorro tem defesas múltiplas, mantendo à distância “ irmãos consagrados ao mal , perversos e criminosos , entidades verdadeiramente diabólicas”. O Posto está equipado com armas que não exterminam, apenas defendem, disparando projéteis elétricos que causam impressão da morte , isso porque na esfera espiritual a matéria mental pode modificar o corpo denso todos os dias (!).

Cap 21 – Espíritos dementados – Visitando os albergues do Posto , A.Luiz e Vicente acompanham os encarregados da assistência . O chefe do Posto atende e conforta vários Espíritos necessitados que o procuram, presos a problemas inferiores , pois se julgam ainda encarnados .

Cap 22 – Os que dormem – A equipe chega a pavilhão escuro , situado em área com três quilômetros de extensão , mais ou menos . No interior , espaçosas enfermarias . Silêncio absoluto ... Cerca de dois mil Espíritos ali estão adormecidos... Têm semblante horrendo , quase todos estampando pavor , em cadavérica palidez ... São oitenta os atendentes em atividade . Cada um só pode cuidar de cinco enfermos , perfazendo quatrocentos atendimentos. A imagem é a da morte , naqueles Espíritos entorpecidos no vazio , que quando encarnados eram crentes no nada após a desencarnação. São os “ embriões da vida ” ou “ fetos da espiritualidade ”, paralíticos do bem .

Cap 23 – Pesadelos – A.Luiz, concentrando todas as possibilidades mentais ao seu alcance , focaliza o sofrido Espírito de uma mulher , passando a vislumbrar o pesadelo em que se prendia, em conseqüência de haver assassinado o amante , que era casado . Toda a cena , com o local , personagens e diálogos , desenrolam-se à sua percepção . ( Impressionante !).

NOTA DO SITE : Numa desajustada adjetivação de nossa parte , mas pedindo licença aos leitores , talvez possamos conceituar essa faculdade espiritual de A.Luiz como “Psicometria espiritual ”.

Cap 24 – A prece de Ismália – Naquele pavilhão dos adormecidos, os efeitos da prece de um Espírito elevado , prece esta acompanhada com amor por numerosos Espíritos dedicados à fraternidade , produz benéficos e múltiplos efeitos , alcançando numerosos pacientes em sono profundo . Mas , apenas dois se ergueram e mesmo assim , saíram correndo, espavoridos...

Cap 25 – Efeitos da oração – Luzes irradiantes , em flocos de várias colorações, partiam de cada Espírito da equipe , indo cair sobre os corpos inanimados . Há um primeiro alerta , ligeiro , aos doutrinadores, quanto à impropriedade de se dizer ao Espírito desencarnado ( que desconheça tal estado ) que ele já não possui mais o corpo físico ... Afirmativa : não há prece sem resposta !

Cap 26 – Ouvindo servidores – Alfredo, o chefe do Posto , demonstra a inconveniência do Espírito desencarnado prender-se aos rogos e lamentações da família encarnada . Por extensão , fica a lição aos encarnados que perderam entes queridos ...

Cap 27 – O caluniador – Vemos neste capítulo a comovente dificuldade de um Espírito doente em pronunciar o sublime nome de Deus . Apenas pronunciar ... A.Luiz exercita visão espiritual e vislumbra a triste história desse doente .

NOTA : Nova demonstração desta faculdade de A.Luiz, que talvez seja “psicometria espiritual ”
Ensinamento : a reconciliação inicia-se pela atitude caridosa , vai do entendimento à piedade , desta à simpatia , depois à verdadeira fraternidade e culmina com o amor sublime .
NOTA : Há referência à mulher-vampiro, citada no livro “ NOSSO LAR ”, a qual foi impedida de adentrar nas “ Câmaras de Retificação”

Cap 28 – Vida social – O Posto recebe visita de amigos vindos do “ Campo da Paz ”, em belo carro tirado por dois soberbos cavalos brancos . São expostos ensinamentos referentes aos doentes do Espírito , rebeldes ao tratamento . Os atendentes sentem-se obrigados a semear pensamentos novos e aguardar que a obra do tempo os faça germinar nesses doentes . É citado o “desculpismo” ( pretextos de encarnados — médiuns — compromissados com a tarefa de auxílio ao próximo para fugirem à tarefa e ao dever sagrado ).

Cap 29 – Notícias interessantes – Viver em “ Nosso Lar ” é uma grande bênção . O “ Campo da Paz ”, fundado há dois séculos , tem por finalidade abrigar aos que desencarnam em estado de ignorância ou de culpas dolorosas.

Cap 30 – Em palestra afetuosa – Noções sobre o casamento — nos dois Planos . Somos informados que o “ Campo da Paz ” é uma colônia de socorros urgentes , qual avançado centro de enfermagem . Atende ainda aos recém-encarnados, na base de quinze a vinte reencarnações diárias , dos tutelados que serão assistidos até os primeiros sete anos da existência carnal .

Cap 31 – Cecília ao órgão – Em reunião musical festiva há execução , ao órgão , da “ Tocata e Fuga em Ré Menor ”, de Bach, com acompanhamento coral de crianças .

Cap 32 – Melodia sublime – Ismália, Espírito elevado , executa melodia ao órgão , que faz brotar na mente de A.Luiz e dos demais ouvintes , sublime oração de louvor ao Criador .

Cap 33 – A caminho da Crosta – A.Luiz, Vicente e Aniceto dirigem-se à Crosta . Caminham por via escura e nevoenta, diferente da que liga “ Nosso Lar ” à Crosta . Aos poucos começam a vislumbrar luz solar . A partir dali, praticam a volitação, com emprego de transformação da força centrípeta (!).

Cap 34 – Oficina de ” Nosso Lar ” – A.Luiz chega ao Rio de Janeiro e, surpreso , com a visão espiritual agora já dilatada, vê grande quantidade de desencarnados vagando pelas ruas ou abraçados a transeuntes , que os ignoram... Chegam a uma humilde residência , que na verdade é oficina que representa “ Nosso Lar ”.

Cap 35 – Culto doméstico – A família encarnada da oficina de “ Nosso Lar ” procede ao culto doméstico , com participação de benfeitores espirituais . Tema evangélico : comentários sobre irreflexão e suicídio e a parábola que compara o Reino dos Céus a um grão de mostarda .

Cap 36 – Mãe e filhos – São tecidos comentários sobre a riqueza , a pobreza e a proteção divina . A boa educação que deve ser dada aos filhos é exemplificada de forma útil .

Cap 37 – No santuário doméstico – A.Luiz e outros Espíritos se alimentam ( registra o Autor Espiritual que não é possível ser feita analogia aos alimentos terrenos ). Há comentários sobre os efeitos da prece , do vento e das tempestades (estas, assustam aos Espíritos ignorantes que vagueiam pelas ruas , os quais , temerosos , buscam asilo de preferência em casas de diversão noturna ou em residências abertas ...). É descrito o intercâmbio positivo entre encarnados e desencarnados que se amam.

Cap 38 – Atividade plena – Encarnados doentes , desdobrados pelo sono , são atendidos na oficina de “ Nosso Lar ”. Comenta-se os simbolismos contidos nos sonhos . Freud é citado como “ missionário da Ciência , sob limitações , que fez muito , mas não tudo , na esfera da indagação psíquica ”.

Cap 39 – Trabalho incessante – A caridade tem que se associar ao dever , não ofertando facilidades às entidades ociosas, irônicas ou aquelas de intenções inferiores . Mostra o exemplo de desencarnados que prejudicaram uma reunião mediúnica pelas facilidades que lhes foram dadas, de ingresso na mesma , sem a indispensável preparação. NOTA : Esse alerta é oportuno , vez que não poucos Centros Espíritas permitem que pessoas sem “a indispensável preparação ” sejam desde logo admitidas às reuniões mediúnicas.

Cap 40 – Rumo ao campo – Mostra a necessidade espiritual do repouso (!). São citadas as “ nuvens de bactérias variadas” que provocam doenças físicas , mas também as “ formas caprichosas das sombras ” ( matéria mental inferior expelida por algumas pessoas ) que promovem desequilíbrio mental . Essas sombras são as nuvens de larvas mentais (!) que causam doenças à alma . A fé proporciona elevação e antídoto a tal contaminação astral . Há comentários sobre a bênção do Sol , do solo e das plantas .

Cap 41 – Entre árvores – São citados os numerosos Espíritos cooperadores do reino vegetal , em preparativos para nova encarnação no mundo , prestando serviço nos reinos inferiores .


NOTA : Convidamos os leitores à leitura da questão n° 538 de “O Livro dos Espíritos ”
Há o instigante relato de um carroceiro que , com grande grosseria , vivia a agredir animais , inclusive um muar que o auxiliava a ganhar o pão de cada dia . Demonstra como a cólera é prejudicial ao colérico ...

Cap 42 – Evangelho no ambiente rural – Mostra a sintonia no momento da oração , sendo que até animais são atraídos para as proximidades , por forças magnéticas desconhecidas. É decantada a bênção da Natureza , mas lamentada a ganância humana , que a desrespeita ( verdadeiro brado ecológico , e isso , em 1944). Instigantes informações sobre o nitrogênio ...

Cap 43 – Antes da reunião – É mostrada a movimentação espiritual que antecede a uma reunião mediúnica, estabelecendo faixas magnéticas nas dependências físicas . Há um alerta quanto à hipocondria ( afecção mental , obsessiva : mania de doenças ).

Cap 44 – Assistência – A.Luiz é designado para aplicar passes em Espíritos necessitados. Atende uma mulher cega , em conseqüência da impressão deixada no perispírito dela pelo tracoma. Quando o passe de A.Luiz dissipa a cegueira , ele e a mulher se emocionam. O Instrutor então o adverte quanto à vaidade : “ não olvides que todo bem procede de Deus ”. Vários Espíritos são atendidos pelos benfeitores espirituais , mas alguns permanecem impermeáveis a esse auxílio .

Cap 45 – Mente enferma – Demonstra a incredulidade de um doutrinador(?), de vasta cultura , apegado a “ inexistência ” de provas da sobrevivência humana , que palestra com outro doutrinador, comentando sobre os pesquisadores e as fraudes mediúnicas... O primeiro se apóia na razão e na ciência ; o segundo , na fé e no bom senso das verdades espíritas .

Cap 46 – Aprendendo sempre – Na reunião mediúnica estavam trinta e cinco encarnados e mais de duzentos desencarnados(!). É alertado o alto preço que terão que pagar os que usam o intercâmbio espiritual levianamente .

Cap 47 – No trabalho ativo – Mostra como médiuns novatos em conhecimentos evangélicos causam desarmonia na reunião mediúnica. A concentração em trabalhos de natureza espiritual é definida e porque alguns pedidos nem sempre devem ser atendidos... para o bem do próprio necessitado.

Cap 48 – Pavor da morte – É esclarecido porque Espíritos necessitados são trazidos à reunião mediúnica: por manterem-se muito ligados ao plano terreno , o magnetismo e o calor humano doados pelos médiuns despertam neles forças novas . A.Luiz e amigos vão a um necrotério e atendem a uma jovem recém-desencarnada que se mantém presa aos despojos físicos , embora o noivo ( também desencarnado) lá esteja tentando auxiliá-la, mas sem consegui-lo.

NOTA : Há preciosa lição sobre “a idéia da morte ”, pois quando CREMILDA desperta no Plano Espiritual , a informação de sua morte não lhe é passada , e sim , de “ vida vitoriosa , pois Deus não é Deus de mortos , e, sim , o Pai das criaturas que vivem para sempre ”.
Este é um segundo alerta aos médiuns doutrinadores: agir com tato e caridade para com os visitantes espirituais que desconheçam que não mais possuem o corpo físico ...

Cap 49 – Máquina divina – O desligamento perispiritual de um agonizante é detalhado de forma impressionante , mostrando como todos os movimentos do corpo são administrados pela mente .

Cap 50 – A desencarnação de Fernando – Mostra-nos o auxílio espiritual para uma desencarnação. Os parentes , por invigilância, estavam perturbando o desligamento e por isso os Benfeitores Espirituais promovem uma melhora fictícia , para afrouxar a tensão dos encarnados ... No exemplo do capítulo , o desligamento do corpo espiritual se processa a partir dos calcanhares , terminando na cabeça .

Cap 51 – Nas despedidas – Finda a semana de pródigas tarefas espirituais , A.Luiz, Vicente e Aniceto preparam-se para regressar ao “ Nosso Lar ”. Nas despedidas , A.Luiz e Vicente ( com Isabel desdobrada pelo repouso do sono ) acompanham a comovente prece pronunciada pelo bondoso Aniceto .


PERSONAGENS CITADOS:

ANDRÉ LUIZ – é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos . Recolhido ao “ Nosso Lar ”, por interferência de sua mãe . Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação e recebeu a comenda de “ Cidadão de Nosso Lar ”. André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma. Agora , na obra “OS MENSAGEIROS ”, reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes: primeiro , no “ Centro de Mensageiros ”; depois , em estágio noutra Colônia (“ Posto de Socorro ”); a seguir , numa viagem à Crosta , com duração de uma semana , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas. ( Por tudo isso , de nossa parte , com muito respeito , consideramos que esse livro , escrito em continuação ao “ NOSSO LAR ”, talvez até possa ser considerado como um segundo volume, isto é, NOSSO LAR-2). OBS:

Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro "OS MENSAGEIROS ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.
ANICETO (d) – 2/16 - após tarefas no Ministério da Regeneração , devotou-se “a tarefas sacrificiais no Ministério do Auxílio , passando a ser Instrutor na Comunicação ”

VICENTE (d) – 3/25 - o único aprendiz-médico da turma de alunos de Aniceto

ROSALINDA (e) – 4/27 - esposa de VICENTE ELEUTÉRIO (e) – 4/28 - advogado , irmão de VICENTE; amante de ROSALINDA ( ambos assassinaram VICENTE)

TELÉSFORO (d) – 5/31 - lidador da Comunicação

OTÁVIO (d) 6/39 - médium fracassado

MARINA (e) 6/39 - amiga de ISABEL e de ISAURA, pronta a ajudar OTÁVIO

ISAURA (d) 7/41 - mãe de OTÁVIO

ISABEL (d) 7/41 - amiga de ISAURA

ACELINO (d) 8/47 - médium fracassado

RUTH (?) 8/48 – foi esposa de ACELINO (no século XIX)

AMÂNCIO (?) 9/52 – foi marido de MARIANA

MARIANA (d) 9/53 - médium socorrista fracassada

JOAQUIM (?) 9/53 - é citado por um a aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”

ERNESTINA e BENITA (d) 9/54 - aprendizes no “ Centro de Mensageiros ”

ADÉLIA (d) 9/55 - é citada por um aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”

JOEL (d) 10/57 - aprendiz no “ Centro de Mensageiros ” / em vida anterior foi Monsenhor espanhol / em outra reencarnação foi médium fracassado, que detinha a faculdade de conhecer vidas passadas das pessoas

BELARMINO FERREIRA (d) 11/62 - aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”/ doutrinador fracassado

ELISA (?) 11/64 – foi esposa de BELARMINO MONTEIRO (d) 12/67 - aprendiz no “ Centro de Mensageiros ”/ quando encarnado , foi médium doutrinador, intelectual , de “ grandes discursos ”, mas insensível

ALFREDO e ISMÁLIA (d) 16/89 - casal responsável pelo “ Posto de Socorro

OLÍVIA e MADALENA (d) 19/104 - assistentes do Posto ( técnicas do Passe de Sopro )
MALAQUIAS (d) 21/115 - internado no Posto / ex-fazendeiro / idoso / escravagista

ARISTARCO (d) 21/116 - internado no Posto / ex-rico

ANA (d) 23/126 - internada no Posto / com pesadelos cruéis

ALONSO (d) 26/140 - cooperador no Posto

PAULO (d) 27/144 - internado no Posto / ex-caluniador

Casal BACELAR e duas filhas (d) 28/150 - família amiga , que veio do “ Campo da Paz ”, em visita social ALFREDO
CECÍLIA (d) 29/154 – filha do casal BACELAR

ALDONINA (d) 29/154 – sobrinha de BACELAR

ISAURA (d) 30/159 e ANTÔNIO (d) 30/160 – noivos / moravam no “ Campo da Paz ” / quando ANTÔNIO foi convocado para prestar serviços em “ NOSSO LAR ”, levou a noiva / casaram-se e lá permanecem

HERMÍNIO (d) 31/167 - Espírito sofredor / é amado por CECÍLIA (a filha do casal BACELAR ).

ISIDORO (d) 34/181 – foi marido de ISABEL - trabalhador humilde na oficina do “ NOSSO LAR ”

ISABEL (e) 34/182 - viúva de ISIDORO / médium / sua casa é a oficina do “ NOSSO LAR ” filhos (encarnados ): JOANINHA , NELI, MARIETA, NOÊMI e JOÃOZINHO

FÁBIO ALETO (d) 34/186 - Espírito protetor do lar de ISABEL

EMÍLIA (d) 37/195 - Espírito de “ NOSSO LAR ” / hospeda-se na oficina do “ NOSSO LAR ”

REGINA (d) 37/195 – filha de EMÍLIA NIETA (e) 38/200 – em desdobramento pelo sono é atendida espiritualmente na oficina do “ NOSSO LAR”

DALVA (e) 39/205 - atendida pela mãe ( Espírito desencarnado) na oficina do “ NOSSO LAR ”

HILDEGARDO e VIEIRA (d) 39/206 - Espíritos auxiliares na oficina do “ NOSSO LAR ”

HILÁRIO e CARLOS (d) 39/207 - atendidos na oficina do “ NOSSO LAR ”

GLICÉRIO (d) 41/217 – Espírito responsável pela segurança de um trecho da zona rural

BENTES (e) 45/234 - médium doutrinador, em atividade na oficina do “ NOSSO LAR ”

Dr. FIDÉLIS (e) 45/235 - interlocutor de BENTES / é espírita , intelectual , mas sem fé

ANSELMO (d) 47/245 - Espírito instrutor mais graduado na oficina do “ NOSSO LAR ”

AMARO (e) 47/246 - doente / freqüentador da oficina do “ NOSSO LAR ”

CREMILDA (d) 48/250 - recém-desencarnada / atendida pelo noivo ( também desencarnado) e por VICENTE FERNANDO (d) 50/259 – citação espiritual detalhada de sua morte física

AMANDA (e) 50/260 – esposa de FERNANDO

JANUÁRIO (e) 50/261 - irmão de FERNANDO- Espíritos citados na obra “ NOSSO LAR ” e que aqui voltam a ser mencionados: Do Ministério da Regeneração :

NARCISA (1/13) e TOBIAS (2/16) Ministros : GENÉSIO (2/16); ESPERIDIÃO (2/19); GEDEÃO (11/64).

 

TERMOS POUCO USADOS:
A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “Os Mensageiros ”:

 

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

Bolçando-os

12

69

(do verbo bolçar : lançar fora , arrojar ) = Lançando-os

barbacãs

20

108

muros avançados

galeotas

21

114

pequeno barco movido a remo e a velas

catadura

21

117

semblante , aparência

Rebolcando-se

23

126

Movendo-se como uma bola (rebolando-se)

insulamento

23

126

  ato de insular-se ( isolamento , tornar solitário )

Deprecando

24

132

 Pedindo ( com submissão )

soledade

26

142

  lugar ermo , deserto , solidão

evolver

26

142

  Evoluir

evolutiram

27

146

Transformaram ( para melhor )

escarmento

27

146

  correção , castigo , punição

safirino

28

149

 da cor de safira ( azul variável )

carro tirado

28

149

  carro puxado

estalão

28

153

medida , padrão

mane

32

171

(do verbo manear : manejar ) = Maneje

caliginosa

33

175

tenebrosa , muito escura e densa

amanhar

35

187

cultivar , lavrar

lautas

36

191

Abundantes

obliteração

38

200

desaparecimento , supressão

escarninhos

39

207

Sarcásticos

frondes

41

215

copas das árvores

Moloques

42

221

(subst. próprio ) = pretensas divindades , rel. a sacrifícios humanos , com a consagração pelo fogo

desassisados

46

240

 desatinados, sem siso ( sem bom senso )

 

TOPO DA PÁGINA

 

RITO DE PASSAGEM DOS ÍNDIOS CHEROKEES (EUA)

 

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém.

Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.

O menino está naturalmente amedrontado.

Ele pode ouvir toda espécie de barulho.

Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.

Talvez alguns humanos possam feri-lo.

Os insetos e cobras podem vir picá-lo.

Ele pode estar com frio, fome e sede.

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente...

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.

Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.

Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!

Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.

Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

Moral da história: Apenas porque não vemos Deus, não significa que Ele não esteja conosco. Nós precisamos caminhar com nossa fé, não com a nossa visão material.

 

TOPO DA PÁGINA

 

ABRIL

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com. MISSIONÁRIOS DA LUZ

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

Título: " MISSIONÁRIOS DA LUZ " – 20 capítulos ; 347 páginas.

Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro ) Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em Maio /1945)

Edições: Primeira edição em 1945, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ); em Dezembro /2001: 36ª Edição (do 442° ao 461° milheiro )

 

Conteúdo doutrinário :

Essa obra descreve vários processos mediúnicos e como se desenvolvem as providências do plano espiritual , antes , durante e após as reuniões mediúnicas. Nelas, são pormenorizados atendimentos a encarnados e desencarnados, sobressaindo preciosos ensinamentos.\Há descrição da sublimidade da reencarnação de um espírito , a partir da obra-prima que é a fecundação .

Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre a programação da existência terrena , que afinal de contas , não passa de uma etapa da bênção maior que é a vida !

 

SINOPSE - Capítulo a Capítulo


Cap 1
– O psicógrafo – É detalhada a participação de Espíritos protetores na reunião mediúnica, particularmente quanto à psicografia, cujos mecanismos psicossomáticos são detalhados. Muito útil aos médiuns psicógrafos .

Cap 2 – A epífise – É a glândula da vida mental . Segrega “ hormônios psíquicos ”: As funções espirituais dessa glândula , denominada “pineal” ( forma de pinha ) são trazidas para os ensinos espíritas , S.M.J., pela primeira vez . Tem potencial magnético controlador das glândulas genitais . Atua qual poderosa usina segregando unidades-força nas energias geradoras. É, sobretudo , a glândula da vida espiritual do homem encarnado .

Cap 3 – Desenvolvimento mediúnico – Demonstra as providências da Espiritualidade , preceden-tes à reunião mediúnica propriamente dita . Médiuns , à visão espiritual , apresentavam: um , " bacilos psíquicos " ( larvas ) da tortura sexual ; outro , intoxicação alcoólica ampla , tendo pequeninas figuras horripilantes , vorazes , ao longo da veia porta ...; uma médium , com o ventre superlotado de alimentação , vítima da excessiva alimentação , trazia voracíssimas lesmas ( parasitos destruidores ).

Cap 4 - Vampirismo – A. Luiz inaugura, no Espiritismo , o emprego das palavras " vampiro /vampirismo", quando trata de obsessor/ obsessão (desencarnado, ainda rudemente fixado às sensações físicas , roubando energias e sensações deletérias de encarnado viciado em alcoolismo , tabagismo , toxicomania , sexo desvairado e, de forma geral , nos demais vícios );- é registrado o problema da alimentação de carne e dedica especial atenção ao tratamento do ser humano para com os animais , acenando com uma " nova era ", quando o homem cultivará o solo com amor e os respeitará (aos animais );

Cap 5 – Influenciação – Comentários sobre os Espíritos desencarnados, exploradores , que aguardam à porta dos Centros Espíritas a saída dos médiuns invigilantes... E ainda , sobre o abandono das reuniões mediúnicas, por parte dos médiuns ...

Cap 6 – A oração – A.Luiz rememora suas atividades de médico terreno . Agora , diante de um “ doente da alma ”, vampirizado, como atendê-lo?... O Instrutor espiritual , em resposta , demonstra como a prece constrói fronteiras vibratórias: a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. Há preciosa informação sobre os bilhões de raios cósmicos que a cada minuto descem sobre a fronte humana , oriundos do solo , da água , dos metais , dos vegetais , dos animais e dos próprios semelhantes — todos , sem contar os raios solares , caloríficos e luminosos ; igualmente , emanam sobre cada um de nós , os terrenos , trilhões de raios psíquicos (!)

Cap 7 – Socorro Espiritual – É lecionado que à noite há mais facilidade para ajuda espiritual , quando os raios solares diretos não desintegram certos recursos dos cooperadores espirituais . Também é à noite que os encarnados sofrem os fenômenos desastrosos mais sérios da circulação , pela invigilância na criação de fantasmas cruéis, no campo vivo do pensamento .

O capítulo registra um caso de " moratória " ( enfermo grave , prestes à desencarnação, que recebe energias que lhe acrescentam mais 5 meses de existência terrena ).

Cap 8 – No plano dos sonhos – É citado o curso espiritual ministrado por Instrutor espiritual a 300 (trezentos) alunos , encarnados e desdobrados pelo sono , dos quais apenas 32 (trinta e dois ) assimilam as lições . É sugerido como o sono pode ser excelente oportunidade de boas realizações e de aprendizado , além da chance de reencontro com parentes ou amigos desencarnados. Há o relato singular do pavor-pesadelo de um encarnado que ao dormir depara-se com um amigo desencarnado, sobre o qual fizera alusões desabonadoras durante o dia ...

Cap 9 – Mediunidade e fenômeno – O capítulo explana sobre a necessidade de planejamento , disciplina e construtividade para todos os candidatos às atividades mediúnicas, os quais se iniciarão com trabalhos em pequenas tarefas , para depois , progressivamente , alcançarem grandes obras . Há interessantíssimo registro : o Espírito de Verdade é Jesus(!).

O desenvolvimento mediúnico não deve ser provocado. As expressões fenomênicas nos trabalhos mediúnicos deverão estar em plano secundário , pois o Espírito é tudo .

Cap 10 – Materialização – Mostra-nos este capítulo como Sessões de Materialização são trabalhosas, expondo seus grandes riscos para os médiuns , tendo em vista que poucos reúnem as condições espirituais que elas exigem: valores morais legitimamente consolidados.
NOTA : Lembramos aos leitores que estávamos em 1945 — reuniões de materialização aconteciam quase como rotina ... e ainda por cima , em residências ...

Cap 11 – Intercessão – Atendendo à solicitação pungente de uma viúva ( encarnada , desdobrada pelo sono ) o Instrutor , levando A.Luiz, vai à residência dela. Lá , se deparam com inúmeros espíritos deencarnados . Esses Espíritos estavam envolvidos em círculos escuros , à mesa de refeições da família , absorvendo as emanações dos alimentos (pelas narinas ). É explicado como tal se processa : vampirização recíproca ... É-nos mostrado o terrível ambiente de um matadouro , com Espíritos desencarnados atirando-se vampirescamente ao sangue dos animais abatidos . O capítulo mostra ainda o martírio de um suicida , atormentado pelo remorso de ter assassinado um amigo para roubar-lhe a noiva .

Cap 12 – Preparação de experiências – Registra providências no Planejamento de Reencarnações eos mapas dos futuros corpos físicos ; trata ainda do interessante e raríssimo caso dos "completistas" (encarnados que aproveitam todas as oportunidades de evolução ).

A medicina do futuro , certamente levará em conta o psiquismo , identificando-o como responsável , senão por todas, mas pela maioria das patologias .

Cap 13 – Reencarnação – ( seguramente o mais importante de todo o livro ) - Após comentários sobre o perdão e o sexo , descreve a sublimidade que é a reencarnação de um Espírito , a partir da obra-prima que é a fecundação . É focalizada a interessantíssima questão das “ fecundações físicas ” e das “ fecundações psíquicas”, aquela, nascendo das uniões físicas , no domínio das formas , e esta, das uniões espirituais , nos resplandecentes domínios da alma . Somos informados que o corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares , está fortemente radicado no sangue (!).
NOTA : Raramente se encontrará na literatura espírita fonte igual de ensinamentos sobre a programação da existência terrena , que afinal de contas , não passa de uma etapa da bênção maior que é a vida !

Cap 14 – Proteção – É citado que muitos são os casais “ sem a coroa dos filhos ”, por terem agido egoisticamente, desde o presente ou em vidas passadas . Há a informação sobre a reencarnação, que só se completa por volta de sete anos do parto É descrita a proteção espiritual na fase fetal e embrionária do ser humano .

Cap 15 – Fracasso – O capítulo é de grande densidade dramática , narrando como uma gravidez é interrompida por invigilância ( aborto indireto ) da mulher grávida que o pratica pela terceira vez : sai pela noite , em busca de prazeres mundanos ; no amanhecer , perde aquele que lhe seria filho (o aborto é-lhe incensado por Espíritos que a vampirizavam e que por isso mesmo não lhe admitiam ser mãe , já que com um filho , não mais lhes daria atenção ...).

Cap 16 – Incorporação – O capítulo demonstra todo o processo da psicofonia (" incorporação "). Um Espírito desencarnado é levado à reunião mediúnica do mesmo grupo de médiuns que participava, quando encarnado . A médium que o atenderá na reunião (à noite ), horas antes tem graves problemas conjugais ( marido alcoólico ) e é-nos demonstrado o abençoado apoio espiritual que ela então recebe, mercê do seu devotamento .

Cap 17 – Doutrinação – Ao doutrinar Espíritos os médiuns acabam doutrinando-se...
Aqui vemos o Espírito de um sacerdote ser doutrinado por interferência de sua mãe ( também desencarnada) que se responsabilizava por tê-lo induzido ao sacerdócio , quando encarnados , sendo que , ao contrário , ele renascera para elevada tarefa no campo da filosofia espiritualista . É citada uma interessante contrapartida das sessões de materialização: quando elas acontecem no Plano Espiritual , para que desencarnados sofredores sejam atendidos na doutrinação ... por encarnados . Há explicações sobre a ocorrência da doutrinação , nas reuniões mediúnicas, justificando porque às vezes ela precisa ser realizada por encarnados (doam seu “ magnetismo humano ”).


NOTA : O capítulo mostra como a Espiritualidade atende dois Espíritos necessitados:
- o primeiro desconhece a própria morte — vê , à distância , seus despojos em decomposição ;
- o segundo , quer agredir aos encarnados , com auxílio da médium — vê-se diante de um esqueleto , de terrível aspecto ( composto pelos Espíritos Instrutores ), desistindo da agressão .
Na nossa opinião , tão forte recurso de convencimento requer enorme prudência na sua aplicação por médiuns doutrinadores encarnados , pelo que o desaconselhamos.

Cap 18 – Obsessão – Trata da obsessão e da desobsessão: vários vingadores, sendo previamente doutrinados no Plano Espiritual , antes de se manifestarem pelos médiuns .
O capítulo sugere extrema cautela aos médiuns lidadores das obsessões , muitos dos quais adiantam diagnósticos apressados e fazem promessa de curas no campo físico ...

Cap 19 – Passes – É narrado o caso de um encarnado , renitente na invigilância, que após ser atendido por dez vezes com socorro completo , será deixado entregue a si mesmo , só voltando a ser socorrido pela Espiritualidade após adotar nova resolução : receberá, por ora , alguma melhora.

Trata o capítulo , de forma detalhada, dos passes — especifica a necessidade de conhecimentos especializados, além de critério e responsabilidade por parte dos passistas .
Ao serem descritas várias modalidades de passes , com movimentos das mãos , de alto a baixo , rotatórios e longitudinais , isso parece induzir-nos a ter muita cautela quando quisermos avançar críticas às técnicas dos passes ...

Cap 20 – Adeus – O Instrutor espiritual irá para estágio em esferas mais altas .

Antes , promove reunião em “ Nosso Lar ” para as despedidas com seus inúmeros alunos , dentre os quais A.Luiz. Comovidos, todos , vêem o abnegado Instrutor orar com infinita beleza , “ como se conversasse com o Mestre presente , embora invisível ”.


PERSONAGENS CITADOS :

 

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos . Somente quando orou com fé pôde ser recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

- Informa, ao fim do livro " NOSSO LAR " (o primeiro de sua série ), que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ". (André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma).
- Na obra "OS MENSAGEIROS ", reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- Agora , com " MISSIONÁRIOS DA LUZ ", A.Luiz aprimora os conhecimentos já auferidos, estagiando com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.

OBS : Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro " MISSIONÁRIOS DA LUZ ", colocando entre parênteses (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados. Instrutor

ALEXANDRE (d) - 1/11 - Espírito de "elevadas funções " no " NOSSO LAR ". Está presente de ponta a ponta no livro " MISSIONÁRIOS DA LUZ ”. Tem profunda sabedoria e bondade .

CALIXTO (d) - 1/17 - comunicante por psicografia.

CECÍLIA (e) - 6/65 - desdobrada, em sono , atende ao marido que é doente grave ( anomalias psíquicas, ligadas ao sexo )

JUSTINA (d) - 7/70 - amiga do Instrutor ALEXANDRE

ANTÔNIO (e) - 7/70 - filho de JUSTINA (está gravemente enfermo - é contemplado com a "moratória" de + 5 meses de vida física ) Irmão FRANCISCO (d) - 7/72 - chefe de grupo socorrista.

AFONSO (e) - 7/73 - quando desdobrado pelo sono , é prestimoso doador de energias espirituais.

VIEIRA e MARCONDES (e) - 8/85 - alunos faltosos ao Curso do Instrutor

ALEXANDRE SERTÓRIO (d) - 8/85 - chefe de grupo espiritual que freqüenta referido Curso.

BARBOSA (d) - 8/90 - aborreceu-se com VIEIRA e esperou-o adormecer para " acertar contas ", ou melhor , impedir que VIEIRA, quando na vigília , continuasse a recriminá-lo .

Irmão CALIMÉRIO (d) - 10/108 - Instrutor Espiritual

Irmão ALENCAR (d) - 10/113 – médico , controlador mediúnico.

VERÔNICA (d) - 10/113 – enfermeira.

ESTER (e) - 11/123 - ficou viúva do segundo noivo , RAUL, que foi assassinado (o primeiro noivo , NOÉ, suicidou-se).

ETELVINA (e) - 11/124 - prima de ESTER - tem razoável evolução espiritual.

AGOSTINHO e esposa (e) 11/129 - tios de ESTER - idosos , pobres , queixosos da vida;

ROMUALDA (d) - 11/147 - auxiliar da Turma de Socorro do Ministério do Auxílio.

SEGISMUNDO (d) - 12/154 - preparando-se para reencarnar ( em processo normal )

ADELINO e RAQUEL (e) - 12/155 - serão pais de Segismundo, que em vida passada , prejudicou-os.

HERCULANO (d) - 12/155 - Espírito elevado.

JOSINO (d) - 12/161 – Assistente , auxiliar do " Planejamento de Reencarnações".

MANASSÉS (d) - 12/167 - auxiliar do " Planejamento de Reencarnações".

SILVÉRIO (d) - 12/168 - prestes a reencarnar - aceitou, resignado , existência com duração de aproximadamente 70 anos , com lesão na perna , como " antídoto à vaidade".

ANACLETA (d) - 12/172 - auxiliar do " Planejamento de Reencarnações".

JOÃOZINHO (e) - 13/184 - criança , filho de ADELINO e RAQUEL.

APULEIO (d) - 14/236 - chefe dos " Espíritos Construtores".

VOLPINI (d) - 15/251 - reencarnante em processo complicado - ( mãe já está no 7° mês de gestação ).

CESARINA (e) - 15/252 - futura mãe de VOLPINI - por invigilância, dá à luz a um natimorto , que viria a ser VOLPINI, o qual , antes do aborto , foi socorrido por ALEXANDRE.

FRANCISCA (e) - 15/257 - amiga de CESARINA, tenta dissuadi-la da invigilância.

DIONÍSIO FERNARDES (d) - 16/260 - recolhido a uma Instituição de Socorro.

OTÁVIA (e) - 16/260 - médium de psicofonia - marido tenta impedi-la do exercício mediúnico

EUCLIDES (d) - 16/261 - cooperador espiritual no Centro Espírita.

LEONARDO (e) - 16/265 - marido de OTÁVIA - é pessoa perturbada.

GEORGINA (e) - 16/270 - tia de LEONARDO - auxilia OTÁVIA a não faltar ao C.E. .

MARINHO (d) - 17/278 - Espírito em dificuldades (foi sacerdote católico ).

NECÉSIO (d) - 17/284 - cooperador espiritual , também sacerdote católico.

ANACLETO (d) - 19/325 - chefia trabalhos de passes.

LÍSIAS (d) - 20/337 - amigo de ANDRÉ LUIZ

 

TERMOS POUCO USADOS:

A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “ Missionários da Luz ”:

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

Refocilar-se

2

23

( verbo ) = refestelar-se ; recrear-se (no charco )

Aluviões

3

28

(subst) = depósitos de cascalhos / corpúsculos

Epidídimo

3

28

(subst) = pequeno corpo situado nos testículos

Cromatina

3

30

(subst) = substância do núcleo celular

Nefron

3

31

(subst) = unidade morfológica do rim

Sigmóide

3

31

(subst) = válvula ou cavidade do intestino grosso / humano

Escalracho

4

38

(subst) = gramínea nociva às searas

Avelhantado

5

46

(adjet) = tornado velho prematuramente

Coorte

5

47

(subst) = multidão de pessoas ; tropa

Encomiásticas

5

48

adjet) = elogiosas

Azáfama

7

76

(subst) = muita pressa ; urgência ; trabalho muito ativo

Bulha

7

76

(subst) = confusão de sons

Remoques

8

89

(subst) = insinuações maliciosas; zombaria

Torva

11

134

(adjet) = perturbada; sombria

Rútila

12

166

(adjet) = resplandecente ; muito brilhante

Tálamo

13

207

(subst) = leito conjugal

Querençoso

13

232

(adjet) = benévolo ; afetuoso

Símile

14

244

(subst) = semelhante ; análogo

Gliais

16

267

(subst) = células do sistema nervoso

Bulhento

16

269

(adjet) = desordeiro ; arruaceiro

Patibulares

17

285

(adjet) = figura de aspecto criminoso

Stradivarius

18

318

(subst) = nome de famoso fabricante de violinos

Exorna

19

331

( verbo ) = ornamenta ; enfeita; orna

 

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CONSCIÊNCIA ESPÍRITA

Orson Peter Carrara

  Em sua Mensagem ao Leitor , constante da apresentação do livro Conduta Espírita (1), o Espírito André Luiz, na psicografia de Waldo Vieira, indica que são “(...) páginas com indicações cristãs para que venhamos a burilar nossas atitudes no campo espírita em que o Senhor, por acréscimo de misericórdia, nos situou os corações (...)”. E completa na mesma página: “(...) a liberdade espiritual é o mais precioso característico de nosso movimento. Entretanto, se somos independentes para ver a luz e interpretá-la, não podemos esquecer que o exemplo digno é a base para nossa verdadeira união em qualquer realização respeitável. (...)”, quase concluindo com esta bela máxima: “ Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações ”, que negritamos .

O livro todo, como se sabe e pondera o Espírito Emmanuel, em página psicografada por Chico Xavier e com o mesmo título da obra, equivale a ouvir um companheiro fiel ao bom senso , pois há preciosas orientações para o campo da atuação espírita.

A atuação espírita solicita coerência da prática com o conhecimento, levando à palavra consciência . Por definição, a palavra indica faculdade de a razão julgar os próprios atos; percepção do que se passa em nós; sinceridade; retidão; cuidado com que se faz alguma coisa, com que se executa um trabalho , etc.

Para efeito do presente trabalho, vamos centrar nossa atenção na definição que indica cuidado com que se faz alguma coisa , para pensar no comportamento espírita. Sim, do comportamento espírita, dentro e fora do movimento espírita.

Afinal, como agem os espíritas? Como reconhecê-los? Como se distinguem daqueles que não conhecem o Espiritismo?

Permitimo-nos analisar o assunto exclusivamente no seio de nossas instituições que agem em nome da Doutrina Espírita, rotulando suas atividades e denominações de espíritas. Para a vivência social, extra-muros do espiritismo, deixamos à reflexão do próprio leitor, já que a própria consciência espírita, adquirida pelo estudo e pela reflexão, indica os caminhos da ética e da conduta cristã.

Imaginemos se chegamos a uma cidade onde nenhum contato tenhamos e perguntarmos pelos espíritas da cidade. Quem serão? Como serão reconhecidos? Eis a questão para a reflexão do leitor.

Uma vez no interior de tais instituições, rotuladas de espíritas, no cotidiano de suas atividades, como vislumbraremos, por exemplo, um expositor? Como ele se comportará?

O foco de visão naquele que usa a tribuna e fala em nome da Doutrina, representando a Casa no seu todo, traz interessante fonte de estudo para o objetivo deste artigo, que, em nenhum momento visa apresentar crítica a quem quer que seja, mas simplesmente fazer pensar na questão.

Alguém à tribuna, como se portará?

Com a seriedade compatível com a própria Doutrina. Esta é séria, embora não carrancuda. Mas o fato de até estimular a espontaneidade que deve nos caracterizar, solicita cuidados com os limites.

Expliquemo-nos. Certas expressões, determinadas palavras, especialmente as chulas e pejorativas, devem ser evitadas na tribuna espírita. Se já o deve ser em nosso cotidiano, até por uma questão de decência e educação, que dizer então quando no uso da tribuna, dirigindo-se

verbalmente para um grupo de pessoas que espera o melhor de nossas palavras. Sim, pois, considerando que o objetivo do Espiritismo é o aprimoramento intelecto-moral do ser humano, toda expressão, frase, palavra que usemos, que seja para construir, elevar, moralizar.

Convenhamos que certas palavras e expressões do cotidiano da vida humana denigrem a boa formação moral que desejamos conquistar e transmitir às pessoas que porventura nos ouçam.

Observemos que o comentário do Espírito André Luiz, no livro acima citado, é extremamente oportuno nessas considerações: Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações. Ampliemos a frase para o hábito, a partir do verbo que usamos, que se vai incutir nos freqüentadores e trabalhadores de uma instituição, quando não há o cuidado com o vocabulário que se usa em público ou nos contatos pessoais.

Prestemos atenção também a uma das definições do dicionário: cuidado com que se faz alguma coisa. Ora, é exatamente esse cuidado, na escolha das expressões, que educa o ambiente.

E claro que isto não é exclusivo com o uso verbal, mas estende-se a toda e qualquer atividade, qualquer que seja ela em sua execução nas instituições espíritas.

Este cuidado , esta conduta , aproveitando-nos das duas definições acima referidas, são pontos norteadores para nossas ações, verbal ou não.

Este cuidado , esta conduta , devem estar coerentes com a própria índole doutrinária do Espiritismo: seriedade, bondade, afeto, respeito, solidariedade, discrição, caridade enfim... Ora, é a consciência espírita, a perfeita identificação da proposta assimilada.

Como conciliar comportamentos inconvenientes de quem conhece?

Nestes casos surge a oportunidade da compreensão para quem entende que não houve ainda a assimilação doutrinária daqueles que agem de forma incoerente, mas fica evidente que os prejuízos são evidentes, especialmente para aqueles que tomam os primeiros contatos com o Espiritismo e constatam a vulgaridade de ações impensadas e inconscientes.

Somos responsáveis pelas sementes que semeamos nos corações alheios, nos exemplos que transmitimos aos que nos observam ou nas palavras que proferimos para denegrir, e mesmo contribuir para o relaxamento dos esforços pela moralização e espiritualização da condição humana.

Prestemos, pois, muita atenção, no que fazemos, como fazemos.

Influenciamo-nos mutuamente. E já que aqui estamos para aprender e progredir, é melhor seguir os caminhos da coerência que solicita ações e verbo compatíveis com o que já sabemos.

Quando, porém, surgirem dúvidas de como agir, uma consulta ao extraordinário livro Conduta Espírita , indicará comportamentos compatíveis. Se a definição da palavra consciência já é de toda tão expressiva, imaginemos qualificada com o adjetivo espírita??!!

A chave toda da questão está no comentário de André Luiz, referido no primeiro parágrafo acima: o exemplo digno é a base para nossa verdadeira união em qualquer realização respeitável. Dignidade, eis a palavra! Até mesmo nas expressões verbais.

(1) 7ª edição FEB, dezembro de 1979.

Matéria publicada originalmente na revista REFORMADOR, edição de março de 2005.

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CONSCIÊNCIA

O Livro dos Espíritos

 

621. Onde está escrita a lei de Deus?

“Na consciência.”

a) - Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia de lhe ser ela revelada?

“Ele a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse lembrada.”

627. Uma vez que Jesus ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?

“Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares. Faz-se mister agora que a verdade se torne inteligível para todo mundo. Muito necessário é que aquelas leis sejam

explicadas e desenvolvidas, tão poucos são os que as compreendem e ainda menos os que as praticam. A nossa missão consiste em abrir os olhos e os ouvidos a todos, confundindo os orgulhosos e desmascarando os hipócritas: os que vestem a capa da virtude e da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos Espíritos tem que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar ignorância e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de que a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas paixões, nem falsear o sentido de uma lei toda de amor e de caridade.”

835. Será a liberdade de consciência uma conseqüência da de pensar?

“A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.”

836. Tem o homem direito de pôr embaraços à liberdade de consciência?

“Falece-lhe tanto esse direito, quanto com referência à liberdade de pensar, por isso que só a Deus cabe o de julgar a consciência. Assim como os homens, pelas suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da Natureza, regula as relações entre Ele e o homem.”

837. Que é o que resulta dos embaraços que se oponham à liberdade de consciência?

“Constranger os homens a procederem em desacordo com o seu modo de pensar, fazê-los hipócritas. A liberdade de consciência é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.”

Caracteres do homem de bem

918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?

“O espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”

DA PERFEIÇÃO MORAL

Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia , se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem .

 Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça.

É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças.

Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.

Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho.

]É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.

Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será .

Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados.

Conhecimento de si mesmo

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo

a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes

em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”

“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado. “O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual.

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MAIO

ESTUDANDO KARDEC

REVISTA ESPÍRITA

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRECE NO ESPIRITISMO .

  Jornal de Estudos Psicológicos publicada sob a direção de Allan Kardec

http://www.aeradoespirito.net/RevistaEspHTML/CONSID_SOB_PRECE_NO_ESP.html

Ano IX - janeiro de 1866 – Vol.1

Cada um é livre para encarar as coisas à sua maneira, e nós, que reclamamos essa liberdade para nós, não podemos recusá-la aos outros. Mas, do fato de que uma opinião seja livre, não se segue que não se possa discuti-la, examinar-lhe o forte e o fraco, pesar-lhe as vantagens ou os inconvenientes.

Dizemos isto a propósito da negação da utilidade da prece, que algumas pessoas gostariam de erigir em sistema, para dela fazer a bandeira de uma escola dissidente. Essa opinião pode se resumir assim:

"Deus estabeleceu leis eternas, às quais todos os seres estão submetidos; não podemos nada lhe pedir e não lhe temos a agradecer nenhum favor especial, portanto, é inútil orar-lhe.

"A sorte dos Espíritos está traçada; é, pois, inútil orar por eles.  Não podem mudar a ordem imutável das coisas, portanto, é inútil orar por eles.

"O Espiritismo é uma ciência puramente filosófica; não só não é uma religião, mas não deve ter nenhum caráter religioso. Toda prece dita nas reuniões tende a manter a superstição e a beatice."

A questão da prece foi, há muito tempo, discutida para que seja inútil repetir aqui o que se sabe a esse respeito. Se o Espiritismo proclama-lhe a utilidade, não é por espírito de sistema, mas porque a observação permitiu constatar-lhe a eficácia e o modo de ação.

Desde então que, pelas leis fluídicas, compreendemos o poder do pensamento, compreendemos também o da prece, que é, ela mesma, um pensamento dirigido para um objetivo determinado.

Para algumas pessoas, a palavra prece não revela senão uma idéia de pedido; é um grave erro. Com relação à divindade é um ato de adoração, de humildade e de submissão ao qual não se pode recusar sem desconhecer o poder e a bondade do Criador.  Negar a prece a Deus é reconhecer Deus como um fato, mas é recusar prestar-lhe homenagem; está ainda aí uma revolta do orgulho humano.

Com relação aos Espíritos, que não são outros senão as almas de nossos irmãos, a prece é uma identificação de pensamentos, um testemunho de simpatia; repeli-la, é repelir a lembrança dos seres que nos são caros, porque essa lembrança simpática e benevolente é em si mesma uma prece.  Aliás, sabe-se que aqueles que sofrem a reclamam com instância como um alívio às suas penas; se a pedem, é, pois, que delatem necessidade; recusá-la é recusar o copo d'água ao infeliz que tem sede.

Além da ação puramente moral, o Espiritismo nos mostra, na prece, um efeito de alguma sorte material, resultante da transmissão fluídica. Sua eficácia, em certas doenças, está constatada pela experiência, como é demonstrada pela teoria. Rejeitar a prece é, pois, privar-se de um poderoso auxiliar para o alívio dos males corpóreos.

Vejamos agora qual seria o resultado dessa doutrina, e se ela teria alguma chance de prevalecer.

Todos os povos oram, desde os selvagens aos homens civilizados; a isto são levados pelo instinto, e é o que os distingue dos animais. Sem dúvida, oram de uma maneira mais ou menos racional, mas, enfim, eles oram.  Aqueles que, por ignorância ou presunção, não praticam a prece, formam, no mundo, uma ínfima minoria.

A prece é, pois, uma necessidade universal, independente das seitas e das nacionalidades. Depois da prece, estando-se fraco, sente-se mais forte; estando-se triste, sente-se consolado; tirar a prece é privar o homem de seu mais poderoso sustento moral na adversidade. Pela prece ele eleva sua alma, entra em comunhão com Deus, se identifica com o mundo espiritual, desmaterializa-se, condição essencial de sua felicidade futura; sem a prece, seus pensamentos ficam sobre a Terra, se prendem cada vez mais às coisas materiais; daí um atraso em seu adiantamento.

Contestando um dogma, não se coloca em oposição senão com a seita que o professa; negando a eficácia da prece, melindra o sentimento íntimo da quase unanimidade dos homens.  O Espiritismo deve as numerosas simpatias que encontra às aspirações do coração, e nas quais as consolações que se haurem na prece entram com uma grande parte.  Uma seita que se fundasse sobre a negação da prece, privar-se-ia do principal elemento de sucesso, a simpatia geral, porque em lugar de aquecer a alma, ela a gelaria; em lugar de elevá-la, a rebaixaria. Se o Espiritismo deve ganhar em influência, isto é aumentando a soma das satisfações morais que proporciona. Que todos aqueles que querem a todo preço novidade no Espiritismo, para ligar seu nome à sua bandeira, se esforcem para dar mais do que ele; jamais dando menos do que ele que o suplantarão. A árvore despojada de seus frutos saborosos e nutritivos será sempre menos atraente que aquela que deles está ornamentada. É em virtude do mesmo princípio que sempre temos dito aos adversários do Espiritismo: O único meio de matá-lo, é dar alguma coisa de melhor, de mais consolador, que explique mais e que satisfaça mais.  E é o que ninguém ainda fez.

Pode-se, pois, considerar a rejeição da prece, da parte de alguns crentes nas manifestações espíritas, como uma opinião isolada que pode reunir algumas individualidades, mas que jamais reunirá a maioria. Seria errado que se imputasse essa doutrina ao Espiritismo, uma vez que ele ensina positivamente o contrário.

Nas reuniões espíritas, a prece predispõe ao recolhimento e à seriedade, condição indispensável, como se sabe, para as comunicações sérias. Quer dizer que ele manda transformá-las em assembléias religiosas? De nenhum modo; o sentimento religioso não é sinônimo de protestante; deve-se mesmo evitar o que poderia dar às reuniões esse último caráter. É nesse sentido que constantemente desaprovamos as preces e os símbolos litúrgicos de um culto qualquer. Não é preciso esquecer que o Espiritismo deve tender para a aproximação das diversas comunhões; já não é raro ver nessas reuniões a confraternização dos representantes de diversos cultos, e é porque ninguém deve se arrogar a supremacia.  Que cada um em seu particular ore como o entende, é um direito de consciência; mas numa assembléia fundada sobre o princípio da caridade, deve-se abster de tudo o que poderia ferir suscetibilidades, e tender a manter uma antagonismo que se deve ao contrário se esforçar em fazer desaparecer.  As preces especiais ao Espiritismo não constituem, pois, um culto distinto, desde o instante em que elas não são impostas e cada uma está livre para dizer aquelas que lhe convém; mas elas têm a vantagem de servir para todo mundo e de não ferir ninguém.

O mesmo princípio de tolerância e de respeito para com as convicções alheias nos faz dizer que toda pessoa razoável que as circunstâncias levam num templo, de um culto do qual não partilha as crenças, deve se abster de todo sinal exterior que poderia escandalizar os assistentes; ela deve, tem mesmo necessidade, de sacrificar aos usos de pura forma que não podem em nada empenhar sua consciência. Que Deus seja adorado num templo de maneira mais ou menos lógica, isto não é um motivo para ferir aqueles que acham essa maneira boa.

O Espiritismo dando ao homem uma certa soma de satisfações e provando um certo número de verdades, dissemos que não poderia ser substituído senão por alguma coisa que desse mais e provasse melhor do que ele. Vejamos se isto é possível. O que faz a principal autoridade da Doutrina é que não há um único de seus princípios que seja o produto de uma idéia preconcebida ou de uma opinião pessoal; todos, sem exceção, são o resultado da observação dos fatos; foi unicamente pelos fatos que o Espiritismo chegou a conhecer a situação e as atribuições dos Espíritos, assim como as leis, ou melhor uma parte das leis que regem suas relações com o mundo invisível; este é um ponto capital.

Continuando a nos apoiar sobre a observação, fazemos filosofia experimental e não especulativa. Para combater as teorias do Espiritismo, não basta, pois, dizer que elas são falsas, seria preciso opor-lhes fatos dos quais estariam impossibilitadas de dar a solução.

E neste caso mesmo manter-se-á sempre num nível, porque seria contrário à sua essência se obstinar numa idéia falsa, e que se esforçará sempre em preencher as lacunas que possa apresentar, não tendo a pretensão de ter chegado ao apogeu da verdade absoluta.

Essa maneira de encarar o Espiritismo não é nova; pode-se vê-la em todos os tempos formulada em nossas obras. Desde que o Espiritismo não se declara nem estacionário nem imutável, ele assimilará todas as verdades que forem demonstradas, de qualquer parte que venham, fosse da de seus antagonistas, e não permanecerá jamais atrás do progresso real.  Ele assimilará essas verdades, dizemos nós, mas somente quando forem claramente demonstradas , e não porque agradaria alguém de dar por elas, ou seus desejos pessoais ou os produtos de sua imaginação.  Estabelecido este ponto, o Espiritismo não poderia perder senão se se deixasse distanciar por uma doutrina que daria mais do que ele; nada a temer daquelas que dariam menos e dele fortificariam o que faz a sua força e a sua principal atração.

Se o Espiritismo ainda não disse tudo, ele é, no entanto, uma certa soma de verdades adquiridas pela observação e que constituem a opinião da maioria dos adeptos; e se essas verdades passaram hoje ao estado de artigos de fé, para nos servir de uma expressão empregada ironicamente por alguns, isto não é nem por nós, nem por ninguém, nem mesmo por nossos Espíritos instrutores e elas foram assim colocadas e ainda menos impostas, mas pela adesão de todo mundo, cada um estando em condições de constatá-las.

Se, pois, uma seita se formasse em oposição com as idéias consagradas pela experiência e geralmente admitidas em princípio, ela não poderia conquistar as simpatias da maioria, da qual melindraria as convicções. Sua existência efêmera se extinguiria com o seu fundador, talvez mesmo antes, ou pelo menos com os poucos adeptos que ela teria podido reunir.  Suponhamos o Espiritismo partilhado em dez, em vinte seitas, aquela que tiver a supremacia e mais vitalidade será naturalmente a que dará maior soma de satisfações morais, que encherá o maior número de vazios da alma, que será fundada sobre as provas mais positivas, e que melhor se colocará ao uníssono com a opinião geral.

Ora, o Espiritismo, tomando o ponto de partida de todos os seus princípios na observação dos fatos, não pode ser derrubado por uma teoria ; mantendo-se constantemente ao nível das idéias progressivas , não poderá ser ultrapassado; apoiando-se sobre o sentimento da maioria, ele satisfaz as aspirações da maioria; fundado sobre estas bases , é imperecível, porque aí está a sua força.

Aí está também a causa do insucesso das tentativas feitas para colocar-lhe obstáculos; em fato de Espiritismo, há idéias profundamente antipáticas à opinião geral e que esta repele instintivamente; erguer sobre essas idéias, como ponto de apoio, um edifício ou esperanças quaisquer, é agarrar-se desastradamente a ramos partidos; eis ao que estão reduzidos aqueles que, não tendo podido derrubar o Espiritismo pela força, tentam derrubá-lo por si mesmo.

 

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Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com OBREIROS DA VIDA ETERNA.

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

Título : " OBREIROS DA VIDA ETERNA " - 17ª Edição /1988 –

Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )

Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1946).

Edição : Primeira edição em 1946, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ)
Nota : Até 2000 já haviam 25 reedições , num total de 298.000 exemplares

Conteúdo doutrinário :

Este livro desvenda, esclarecendo, o processo da desencarnação, substituindo o medo da "deusa morte " pela compreensão do fenômeno natural — morte .

Eis alguns detalhes , Capítulo a Capítulo :

Cap I – Convite ao Bem – A.Luiz foi conduzido pelo Assistente Jerônimo ao " Templo da Paz ", para assistirem a uma palestra sobre a filosofia espiritual da Evolução . É descrito " um grande globo de substância leitosa " que exibe quadros vivos ( fotografia animada ) das ações socorristas nas zonas espirituais inferiores , onde estão desencarnados sofrendo em ambiente de terror : despenhadeiros repletos de monstros horripilantes : o " abismo ".

Cap I – Convite ao Bem – A.Luiz foi conduzido pelo Assistente Jerônimo ao " Templo da Paz ", para assistirem a uma palestra sobre a filosofia espiritual da Evolução . É descrito " um grande globo de substância leitosa " que exibe quadros vivos ( fotografia animada ) das ações socorristas nas zonas espirituais inferiores , onde estão desencarnados sofrendo em ambiente de terror : despenhadeiros repletos de monstros horripilantes : o " abismo ".

Cap II – No Santuário da Bênção – Grupos socorristas recebem últimas instruções no " Santuário da Bênção ", antes de partir rumo às missões de auxílio , nas proximidades da Crosta Terrestre . Há proveitosas lições sobre a loucura ( origens , efeitos , tratamento e cura — pelas noções reencarnacionistas), num verdadeiro " curso rápido de Psiquiatria ", sob novo aspecto .

Cap III – O Sublime Visitante – No interior de uma câmara estruturada em material similar a vidro puro e transparente , uma tela cristalina capta vibrações mentais e forma quadros vivos de paisagem de águas mansas, em paz , e de árvore frondosa , representando, esta, a vida . Tudo isso para recepcionar um admirável Emissário espiritual de Esferas Superiores . Há apreciável demonstração filosófica de como a Evolução do homem tende ao infinito ...

Cap IV – A Casa Transitória – A equipe de A.Luiz parte em viagem e, a caminho , estaciona na " Casa Transitória de Fabiano", grande instituição piedosa , fundada por Fabiano de Cristo , nas cercanias da Crosta . Singularidade dessa instituição : é asilo móvel (!). Quando há necessidade , transporta-se para outras regiões espirituais . Tem defesas elétricas, contra invasões de Espíritos maldosos . Ali serão recolhidos quatro Espíritos , cuja desencarnação terá o amparo da equipe de A.Luiz.
NOTA : Sugerimos a leitura complementar do livro “Mergulhando no mar de amor ”, de César Soares Reis , Editora Lorenz, contendo a biografia de Fabiano de Cristo ( sublime missionário ).

Cap V – Irmão Gotuzo – Depoimento de GOTUZO, médico , que assim como A.Luiz, peregrinou em zonas purgatoriais após a desencarnação e agora auxilia Espíritos necessitados. Há substanciosa descrição das reencarnações expiatórias, nas quais o livre-arbítrio do reencarnante não é atendido.

Cap VI – Dentro da Noite – Descrição do " abismo " — região trevosa onde Espíritos infelizes se apresentam como feras (às vezes , gigantescos sáurios) sendo repelidos por raios elétricos de choque . De tempos em tempos as equipes socorristas empregam ali o " fogo depurador", a benefício da região e dos seus tristes habitantes .

Cap VII – Leitura Mental – Expõe interessante quadro de clarividência entre desencarnados, quando um Espírito com essa " especialidade " ( clarividência ), desdobrado, vê e narra as ações infelizes de um Espírito sofredor, quando encarnado . Essa atividade é especialmente realizada a benefício do referido Espírito sofredor, que se mostrava recalcitrante .

Cap VIII – Treva e Sofrimento – Mostra o esforço assistencial nas zonas inferiores . Este capítulo oferta excelente material ( argumentação evangélica ) para os médiuns doutrinadores.

Cap IX – Louvor e Gratidão – Registra como encarnados em desdobramento espiritual pelo sono são recebidos na Casa Transitória , para encontro com parentes desencarnados. Há o raro fenômeno de um Espírito desencarnado (LUCIANA) ser médium de psicofonia para que um outro Espírito elevado (LETÍCIA) comunique-se com o filho (GOTUZO) e também com a assembléia formada por A.Luiz, sua equipe e outros Espíritos trabalhadores na Casa Transitória .

Cap X – Fogo Purificador – Em atividade assistencial de grande impacto , ( com emprego do " fogo depurador" na área externa ) é descrito o recolhimento de Espíritos necessitados na Casa Transitória . A seleção ocorre conforme a aura dos candidatos , que demonstra seu arrependimento sincero .

Cap XI – Amigos Novos – A equipe de A.Luiz, já na Crosta , inicia o auxilio às desencarnações programadas, objeto do seu deslocamento do " Nosso Lar " até ao plano terreno .

Cap XII – Excursão de Adestramento – A.Luiz e companheiros , sediados no lar de ADELAIDE (no plano terreno ), recolhe ali os Espíritos que serão por eles auxiliados e os conduz à Casa Transitória , para breve palestra elucidativa quanto à breve desencarnação deles.

Cap XIII – Companheiro Libertado – É descrito o processo de uma desencarnação com auxílio da equipe de A.Luiz, com pormenores altamente educativos , do ponto de vista espiritual . É citado o caso de um desencarnante que logo contemplará seu passado , em visão panorâmica .

Cap XIV – Prestando Assistência – Alguns casos de desencarnação são descritos. Há advertência para médiuns aprendizes , que "tentam" ou "observam" contatos apenas com Espíritos elevados e que , não o conseguindo, logo desertam... Relata caso de " suicídio inconsciente " ( expressão inédita no Espiritismo , até então , S.M.J.). Sobretudo , há lições de como devem os encarnados comportarem-se num velório : em oração e silêncio !

Cap XV – Aprendendo Sempre – É comentada ação de Espíritos malfeitores que ajuntam-se nos cemitérios , aguardando a chegada de despojos humanos para deles subtrair resíduos vitais ... Há registro do tormento de Espíritos desencarnados que não se desatam do corpo em decomposição .

Cap XVI – Exemplo Cristão – Trata da desencarnação de um bondoso colaborador. Cita o interessante efeito da água num banho morno , retirando matéria fluídica prejudicial (das glândulas sudoríparas). Mostra também os resultados salutares do culto doméstico da prece .

Cap XVII – Rogativa Singular – Cita " moratória terrena " concedida a uma pessoa prestes a desencarnar , concessão essa que visa beneficiar toda uma coletividade ( crianças órfãs).

Cap XVIII – Desprendimento Difícil – Especifica o caso de uma desencarnação complicada, acrescida dos graves inconvenientes da eutanásia .

Cap XIX – A Serva Fiel – Narra o quanto o merecimento influi numa desencarnação tranqüila , a ponto do próprio Espírito desencarnante realizar o desligamento perispiritual do corpo físico , cabendo à equipe espiritual especializada apenas o ato conclusivo da liberação (desate do cordão prateado ).

Cap XX – Ação de Graças – Despedidas : a equipe de A.Luiz e os quatro Espíritos recém-libertos do corpo físico vão para " Nosso Lar "; antes , despedem-se dos amigos da Casa Transitória , onde aqueles quatro Espíritos foram hóspedes logo após desencarnarem.

PERSONAGENS CITADOS NA OBRA:

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos . Recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.` Informa, ao fim do livro " NOSSO LAR " (o primeiro de sua série ), que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar

André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a ajuda ao próximo traz intensos momentos felizes , a par da conseqüente evolução espiritual .

Na obra "OS MENSAGEIROS ", reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

Em " MISSIONÁRIOS DA LUZ " aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.\ Agora , em " OBREIROS DA VIDA ETERNA ", registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista, pois até então fora estudante / aprendiz .

OBS: Citaremos a seguir os nomes dos demais personagens do livro OBREIROS DA VIDA ETERNA colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.


JERÔNIMO (d) - 1/11 - Assistente espiritual . Chefe do grupo composto por ele , A.Luiz e mais dois Espíritos . Conduz A.Luiz ao " Templo da Paz ", precedendo expedição que essa equipe fará às cercanias da Crosta Planetária , onde permanecerá por aproximadamente trinta dias , auxiliando a desencarnação de cinco dedicados colaboradores de " Nosso Lar ".

HIPÓLITO (d) - 1/12 - Padre Integra a equipe de JERÔNIMO.

LUCIANA (d) - 1/12 - Enfermeira . Também é da equipe de JERÔNIMO

ALBANO METELO (d) - 1/12 - Instrutor . Apresenta-se como ancião de porte respeitável . É devotado ao auxílio aos sofredores situados nas proximidades da Crosta Terrestre .

SEMPRÔNIA (d) - 2/25 - Chefe de grupo assistencial. Espírito de porte venerável , dedicada ao auxílio dos asilos de crianças .

NICANOR (d) - 2/25 - Chefe de grupo assistencial. Espírito culto e digno , dedicado ao auxílio a loucos de antigo hospício .

CORNÉLIO (d) - 2/26 - Diretor do " Santuário da Bênção ".

BARCELOS (d) - 2/29 - Assistente da equipe espiritual de auxílio aos loucos

ASCLÉPIOS (d) - 3/44 - Venerável Espírito de Esferas Superiores .

RAIMUNDO (d) - 3/46 - Da equipe espiritual de amparo aos loucos .

ZENÓBIA (d) - 4/54 - Diretora da " Casa Transitória de Fabiano".

(" Missão FIGUEIRA ") - 4/62 - Nome dado à uma outra expedição espiritual que foi à Crosta recolher desencarnados para interná-los na Casa Transitória .

(" Expedição FABRINO"), GOTUZO e HERMES - 4/63 - Equipe de Espíritos de ação junto a reencarnações expiatórias.

(" Oratório de ANATILDE" e " Fundação CRISTO ") - 4/63 - Colônias espirituais próximas à Casa Transitória .

HERÁCLIO (d) - 4/64 - Cooperador da Casa Transitória .

GUSTAVO (e) - 5/69 - Padre que prometeu benesses celestiais a GOTUZO, quando este estava encarnado .

GALBA (d) - 5/70 - Espírito que será o próximo diretor da Casa Transitória . Ele e ZENÓBIA revezam tal direção , cada um exercendo-a por um ano .

MARÍLIA (e) - 5/72 - Esposa de GOTUZO.

CARLOS (e) - 5/73 - Primo do GOTUZO; casou-se com a viúva MARÍLIA.

ANANIAS (d) - 6/81 - Colaborador na Casa Transitória .

DOMÊNICO (d) - 6/86 - Padre . Espírito necessitado e que conta com amparo especial de ZENÓBIA.

ERNESTINA (d) - 6/88 - Mãe do padre DOMÊNICO.

PARDINI (e) - 7/94 - Monsenhor . "Absolveu" DOMÊNICO quando da desencarnação deste.

BERNARDINO (d) 9/144 - Mensageiro da Casa (Redentora) de Fabiano.

LETÍCIA (d) - 9/146 - Espírito evoluído. Foi mãe de GOTUZO.

DIMAS (e) - 11/175 - Enfermo . Colaborador dos trabalhos assistenciais da equipe de A.Luiz.

FÁBIO (e) - 11/177 - Enfermo . Colaborador dos trabalhos assistenciais da equipe de A.Luiz.

CARLINDO (e) - 11/177 - Filho mais velho de FÁBIO ( este , prestes à desencarnação).

ALBINA (e) - 11/180 - Enferma . Dedicada à formação cristã de jovens . Está prestes à desencarnação, contudo , será contemplada com prorrogação de mais alguns meses.

EUNICE (e) - 11/180 - Filha de ALBINA .

CAVALCANTE (e) - 11/182 - Enfermo . Pessoa caridosa . Está prestes à desencarnação.

BONIFÁCIO (d) - 11/182 - Assistente que vela por CAVALCANTE.

BEZERRA DE MENEZES (d) - 11/184 - Venerável protetor . "O dedicado irmão dos que sofrem, médico dos infortunados".

ADELAIDE (e) - 11/184 - Médium perseverante, responsável pelo amparo a crianças órfãs. Está prestes à desencarnação.

IRENE (d) - 12/188 - Colaboradora do lar de ADELAIDE.

FABRICIANO (d) - Auxiliar no velório de DIMAS.

ARISTEU FRAGA (d) - 16/243 - Amigo de FÁBIO.

SILVEIRA (d) - 16/243 - Pai de FÁBIO.

MERCEDES (e) - 16/248 - Esposa de FÁBIO.

FREDERICO (e) - 17/257 - Amigo de Fábio e que dá emprego à viúva deste.

LÓIDE (e) - 17/263 - A outra filha de ALBINA . Está grávida. É sensível e se a mãe morrer antes do parto , poderá abortar . Assim , só após o parto a equipe de A.Luiz promoverá a desencarnação de sua mãe , pois a criança que vai nascer é peça fundamental a planejamento espiritual .

JOÃOZINHO (e) - 17/264 - Neto ( adotivo ) de ALBINA . Reencarnado em missão .

BELA (d) - 18/278 - Esposa de CAVALCANTE

JOAQUIM (d) - 18/278 - (Fica-se sabendo que é o prenome de CAVALCANTE).

 

TERMOS POUCO USADOS:

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

Filigrana

1

11

(subst) = obra de ourivesaria

acúleos (de ódio )

1

13

(subst) = ponta aguçada; espinho

pensando ( feridas )

1

17

(do verbo : pensar = pôr penso , realizar curativo )

ascese

1

19

(subst) = exercício prático à virtude , à plenitude da vida moral

olente ( perfume )

3

49

(adjet) = odorante

infirma

4

57

   (do verbo : infirmar = enfraquecer )

precípite

4

58

 (adjet) = apressado ; veloz

cotejando

6

79

(do verbo : cotejar = examinar , confrontar , comparar )

burel ( esfarrapado )

6

90

(subst) = tecido grosseiro de lã ; hábito de padre

imprecais

7

93

(do verbo : imprecar = rogar pragas ; pedir (a Deus ou a poder superior )

presbitério

7

96

(subst) = residência paroquial

préstito

7

100

(subst) = cortejo ; procissão

curato

7

102

(subst) = cargo de Cura ( vigário de aldeia )

suasórios

7

102

(adjet) = persuasivos

rebolcava

8

116

(do verbo : rebolcar = fazer mover como uma bola ); revolvia; rolando)

( rosto ) patibular

8

125

(adjet) = que tem aspecto de criminoso

( tarefa ) gratulatória

9

141

(adjet) = em que se manifesta gratidão

( abismo ) equório

10

162

(adjet) = relativo ou pertencente ao mar alto

( turbilhão ) escachoante

10

162

(adjet) = borbulhante

objurgatórias

10

164

(adjet) = concernentes (a censura )

apodos

10

164

(subst) = zombaria ; mofa

sátrapa

11

174

(subst) = homem poderoso ; déspota ; dominador

glomérulos

13

205

(subst) = tufo de vasos sanguíneos

eça ( vide : “essa”)

14

223

(subst) = armação fúnebre

símilia similibus

15

235

( expressão latina = os semelhantes se atraem)

sinapismos

16

253

(subst) = cataplasmas de mostarda ( para derivar inflamação )

( infecção ) luética

18

274

(adjet) = relativo à lues ( sífilis )

baldos

19

294

(adjet) = falhos

pulcritude (de sonho )

20

304

(subst) = qualidade de pulcro ( gentil , belo , formoso )

 

 

TOPO DA PÁGINA

JUNHO

 

CONSELHOS DE EMMANUEL

 

SER ESPÍRITA

 

“Tenho-vos dito isto paro que em mim tenhais paz: no mundo. tereis aflições,

mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” JESUS JOÃO, 16:33.

“Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou;

mas atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram;

reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.” - Cap. XX, 4.

Doutrina Espírita - Cristianismo Renascente.

Ser espírita é constituir-se em núcleo de ação edificante, através do qual principia a Nova Era.

Fala-se no mundo de hoje, qual se o mundo estivesse reduzido à casa em ruínas.

O espírita é chamado à função da viga robusta, suscetível de mostrar que nem tudo se perdeu.

Há quem diga que a Humanidade jaz em processo de desagregação.

0 espírita é convidado a guardar-se por célula sadia, capaz de abrir caminho à recuperação do organismo social.

0 espírita, onde surja a destruição, converte-se em apelo ao refazimento; onde estoure a indisciplina, faz-se esteio da ordem e, onde lavre o pessimismo, ergue-se, de imediato, por mensagem de esperança.

Assim sucede, porque o espírita reconhece que não vale exigir dos outros aquilo que não fazemos, nem reclamar no vizinho o clarão de um farol, quando, muitas vezes, esse mesmo vizinho espera pela chama de alguém que lhe aqueça e ilumine o coração enregelado na sombra.

Companheiro de ideal!

Ensinamento espírita é a palavra do Cristo que nos alcança sem gritar e a obra espírita, desde as bases primordiais de Allan Kardec, é construção do Evangelho, levantando as criaturas sem rebaixar a ninguém.

Trabalha servindo, cônscio de que cada um de nós é o agente da propaganda de si mesmo, no trabalho da redenção humana, que não nasce da violência e sim da verdade e do amor, no toque fraternal de espírito a espírito.

A vista disso, se muito podes realizar, a benefício do próximo, por aquilo que sabes, somente conseguirás renovar os semelhantes por aquilo que és.

Extraído do Livro da Esperança. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

TORNAR-SE ESPÍRITA

 

Tornar-se espírita não é santificar-se automaticamente, não significa privilégio e nem expressa cárcere interior.

É oportunidade de libertação da alma com responsabilidades maiores ante as Leis da Criação.

É reencarnar-se moralmente, de novo, dentro da própria vida humana.

Convicção espírita é galardão abençoado no aprendizado multimilenar da evolução.

Desse modo, nem prevenção, nem invigilância constituem caminhos para semelhante conquista.

Urge sustentar perseverança e paciência na execução justa de todos os deveres.

Evite arrancar abruptamente as raízes defeituosas, mas profundas, de suas atividades; empreenda qualquer renovação pouco a pouco.

Contenha os ímpetos de defesa intempestiva das suas idéias novas; sedimente primeiro os próprios conhecimentos.

Espiritismo é Claridade Eterna.

Gradue a intensidade da luz que você vislumbrar, para que seus olhos não sejam acometidos pela cegueira do fanatismo.

Muitos irmãos nossos ainda se debatem nas lutas de subnível, porque não se dispuseram a aceitar a realidade que você está aceitando, mas, também, outros muitos palmilharam o lance da experiência que hoje você palmilha e nem por isso alcançaram êxitos maiores, na batalha íntima e intransferível que travamos conosco, em vista da negligência a que ainda se afazem.

Crença não nos exime da consciência.

Acertar ou cair são problemas pessoais.

Tudo depende de você.

Quem persiste na ilusão, abraça a teimosia.

Quanto mais se edifica a inteligência, mais se lhe acentua o prazer de servir.

Obedeça, pois, o chamamento do Senhor, emprestando boa-vontade ao engrandecimento da redenção humana, através do trabalho ativo e incessante nos diversos setores em que se lhe possa desenvolver a colaboração.

Conserve-se encorajado e confiante.

Alegria serena, em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir-se a meta colimada.

Eleve anseios e esperanças, tentando sublimar emoções e cometimentos.

Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que revelação maior é aquela que nos preceitua o dever de procurar com Jesus a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito amor estamos construindo o Reino de Deus em nós."

(Extraído do livro: “O Espírito de Verdade”, psicografia de Francisco Cândido Xavier)

TOPO DA PÁGINA

 

JUNHO


ENTRE A TERRA E O CÉU" – Edição consultada: 13ª Edição/1990
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1954).
Edição: Primeira edição em 1954, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ)
Nota: Até 2000 já havia 19 reedições, num total de 268.000 exemplares

CONTEÚDO DOUTRINÁRIO:
Esta obra prima (o trocadilho é proposital) pela singeleza: tem início com a prece sincera de uma jovem, solicitando proteção da mãe (desencarnada), a qual não tinha condições de atendê-la... Aí, então, somos logo esclarecidos quanto à “prece refratada” (aquela que tem o impulso luminoso desviado do endereço original, indo, ou melhor, subindo a Planos Espirituais superiores, de onde o atendimento é prontamente deflagrado). Dessa forma, “apenas” uma prece desencadeia todo o texto deste livro.
A trilha narrativa é toda ela embasada na família, no que ela representa de dramas cotidi-anos, de conflitos multiplicados, de processos obsessivos instalados, tudo isso no lar — mas, sobretudo, fala da Bondade de Deus, propiciando permanentes oportunidades de reconstrução, através reajustes, quase sempre dolorosos, mas de benéficos resultados morais
O reajuste familiar — talvez o mais fundamental dos objetivos divinos da reunião consan-güínea de seres (a família) sob um mesmo teto (o lar) — desemboca, invariável e vitorio-samente na harmonia, na paz e no amor!
O aguilhão da culpa é aqui descrito com cores fortes, num alerta de fantástico valor peda-gógico.
Há, ainda, até onde sabemos, ao menos um ensino espírita inédito: o referente aos chacras,
Reverberando lições do Mestre Jesus encontramos momentos de sublime leitura, quando personagens em demorado litígio se predispõem agora (“enquanto estão a caminho”...) ao perdão, em lances dramáticos de reconciliação. A ação protetora do Plano Espiritual, ja-mais negada aos encarnados e aos desencarnados é expressão maior nesta obra, a es-pelhar o Amor do Criador para com todas as Suas criaturas.

SINOPSE - Capítulo a capítulo

Cap I – Em torno da prece – O potencial de atendimento da prece tem infinitos degraus, sendo diretamente proporcional ao degrau evolutivo daquele que a faz. Se alguém nutre desejo de perpetrar uma falta não estará em prece e sim em “invocação”. Para o bem ou para o mal nossas aspirações sintonizam, respectivamente, mentes elevadas ou mentes estagnadas na ignorância — a escolha é nossa, tanto quanto o alcance das conseqüên-cias, felizes ou infelizes.


Cap II – No cenário terrestre – Deparamo-nos aqui com uma prece refratada (comovedora) e aprendemos sobre a relatividade do livre-arbítrio, ou “fatalidade relativa”. O capítulo mostra ainda a infeliz teia que prende vários personagens (encarnados e desencarnados), sendo auxiliados graças ao apelo feito ao Plano Espiritual por uma jovem bondosa, cuja encarnação houvera sido organizada em “Nosso Lar”.


Cap III – Obsessão – Num caso de grave obsessão (entre dois Espíritos — desencarna-do, o obsessor, e encarnado, o obsidiado) é-nos esclarecido que uma separação brusca entre ambos, pode ocasionar graves conseqüências para a obsidiado, talvez a morte do corpo (!).


Cap IV – Senda de provas – Intenções podem ser atenuantes ou agravantes para todo aquele que formula idéias e nelas se fixa. Desejos são forças mentais coagulantes, ense-jando ações venturosas ou de dolorosas resultantes.


Cap V – Valiosos apontamentos – O mar é fonte inesgotável de fluidos reconfortantes pa-ra enfermos encarnados e principalmente desencarnados. A enfermidade longa é aqui mostrada como sendo bênção mal aquilatada pela maioria dos doentes que por ela pas-sam ou que, em conseqüência, venham a desencarnar.


Cap VI – Num lar cristão – Mulher abandonada pelo marido educa seus filhos dentro da moral cristã. Vemos preciosa reunião familiar de preces e estudos referentes aos ensinos de Jesus — principalmente a excelência de benesses desencadeadas pelo perdão das ofensas.


Cap VII – Consciência em desequilíbrio – O capítulo leciona-nos sobre o problema da cul-pa: um criminoso (no caso, um Espírito desencarnado) fixou na mente o crime que come-teu (assassinato) e as últimas expressões da vítima; vive perturbado há décadas, embora a própria vítima já tenha até reencarnado. Essa imagem se revitaliza cada dia em sua memória.


Cap VIII – Deliciosa excursão – Mães (Espíritos encarnados, no desdobramento do sono) são levadas por Espíritos benfeitores ao Plano Espiritual para visitar filhos seus, desen-carnados em pouca idade. O deslocamento, por volitação, justifica o título do capítulo. O esquecimento do passado tem aqui vigorosa defesa, por constituir bênção divina, nem sempre assim considerada.

Cap IX – No Lar da Bênção – É importante colônia educativa de Espíritos desencarnados, ainda crianças. Vemos o caso de um ex-suicida que na reencarnação seguinte morre afo-gado no mar. Na Espiritualidade, seu perispírito apresenta profunda chaga na garganta, que o atormenta sem cessar.
Cap X – Preciosa conversação – São citados valiosos ensinamentos referentes aos Espí-ritos desencarnados quando ainda crianças. Geralmente, tais Espíritos, em vidas passa-das, eram muito inteligentes, dominadores e egoístas. Após períodos mais ou menos lon-gos de purgação, recebem a bênção de nova reencarnação, retornando necessitados de silêncio e solidão que lhes proporcione desvencilharem dos envoltórios inferiores em que se enredaram. É citado o infeliz e largamente praticado ato do “infanticídio inconsciente e indireto” de terríveis conseqüências para as mulheres que se comportam “mais fêmeas que mães”, na forte expressão do capítulo.
Cap XI – Novos apontamentos – Inércia e trabalho, atraso e adiantamento espirituais: eis o que leciona este capítulo, demonstrando o quanto o serviço e o servir são bênçãos. Re-cebemos preciosos ensinamentos sobre os templos de oração (em particular, a visão es-piritual das diferentes missas católicas).


Cap XII – Estudando sempre – Heranças genéticas (dos pais) e heranças espirituais (de nós mesmos) são expostas: no primeiro caso, à luz da lei de sintonia e atração; no se-gundo, por merecimento. A dor é vista como concessão do Pai Celestial, para nosso pró-prio reajuste (!).
Cap XIII – Análise mental – O fantástico porvir da cirurgia psíquica é aqui noticiado. Refle-xões sobre Freud (Sigmund Freud – 1856/1939) apontam a verdade incompleta de sua obra, na qual há ausência do bálsamo curativo aos problemas da alma. São explicadas como se processam as modificações do perispírito, pelas emoções. É citada a realização de uma regressão espiritual, mas sob rígido controle espiritual.


Cap XIV – Entendimento – Vítimas e criminosos são postos frente à frente, sob amparo de Benfeitores espirituais, com vistas a harmonizarem-se.

Cap XV – Além do sonho – O sonho, sob a ótica da vigília: enquanto o corpo se refaz pelo sono, a alma invariavelente procura o lugar ou o objeto a que imanta o coração. (Daí a recomendação espírita de, ao se preparar para dormir, criar o hábito da oração, precedida de leitura evangélica).


Cap XVI – Novas experiências – É narrado o encontro, no Plano Espiritual, de dois encar-nados (desdobrados pelo sono) — um, acusador terrível; o outro, humilde, pedindo per-dão. Os fatos que os unem remontam a passado longínquo.


Cap XVII – Recuando no tempo – Com auxílio do Espírito benfeitor, o acusador recobra a memória de vida passada, onde se vê também criminoso...


Cap XVIII – Confissão – Temos aqui o depoimento-confissão de dois Espíritos que se en-volverem num drama passional (atração pela mesma mulher), do que resultaram compli-cadas e funestas conseqüências futuras, não só para ambos como para a própria mulher.


Cap XIX – Dor e surpresa – O capítulo prossegue no fio narrativo das reminiscências dos personagens que se atrelaram em desatinos do passado. Sobressai o ensinamento de que os Espíritos protetores, visando resolver desavenças de contendores, proporcionam-lhes, com rígida segurança, recordações de vidas passadas. Não obstante, tanto no so-nho como na vigília de ambos, impedem a lembrança de determinados lances. Isso por-que, do contrário, o equilíbrio mental de tais excursionistas ao passado poderia ficar seri-amente comprometido.

Obs: A lição deste capítulo parece-nos trazer um alerta quanto à TVP (Terapia de Vidas Passadas), no sentido de que no Plano Espiritual a regressão de memória é feita com rígido controle e seleção das recordações, algumas das quais são obstadas. No plano material, quem tem tal competência?)

Cap XX – Conflitos da alma – Salvo melhor juízo, este capítulo inaugura na Literatura Es-pírita o milenar estudo esotérico (da filosofia hindu) sobre os 7 (sete) principais chacras — centros de força — localizados no perispírito. Como acréscimo, temos valiosas considera-ções espíritas.

GSGSGSGSGSGSGSG

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com NO MUNDO MAIOR ..

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

 

Título: "NO MUNDO MAIOR " – Edição consultada: 7ª Edição /1977
Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1947).
Edição : Primeira edição em 1947, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ)
Nota : Até 2000 já haviam 21 reedições , num total de 290.000 exemplares

 

Conteúdo doutrinário :

Este livro trata da questão psíquica .

Os distúrbios psíquicos são analisados a partir do Plano Espiritual , trazendo-nos a abalisada opinião de Espíritos especialistas ( Instrutores espirituais )

São enfocados os encontros e desencontros da Medicina terrena ante as lições da Doutrina dos Espíritos . O Espiritismo , sabemos, descerra o véu que encobre os mistérios dos distúrbios psíquicos , apontando com bom senso suas causas . Mais que isso : ilumina os caminhos da cura .

Os esclarecimentos espirituais trilhando pela simplicidade e por exemplos possibilitam a todos nós compreender como se processam e como devem ser administrados os casos de:

- esquizofrenia

- epilepsia

- neuroses várias

- fobias

- idéias fixas

- sentimentos de culpa

- mongolismo ( estudo de curioso caso

 

Eis alguns detalhes , Capítulo a Capítulo

Cap 1 — Entre dois planos — No plano terrestre : são especificados os procedimentos nas tarefas espirituais de atendimento imediato , não programados, de casos de loucura , suicídios e extremos desastres morais .

Cap 2 — A preleção de Eusébio — Exortação espiritual quanto à ameaça do equilíbrio terrestre pelas doenças da alma . O comportamento humano é radiografado e mostrado à beira dos abismos da alienação mental . Voluntários dedicados são convocados à tarefa da salvação dos displicentes e dos racalcitrantes. É citado o serviço de assistência às cavernas ...

Cap 3 — A Casa Mental — Novos conceitos psíquicos a serem compreendidos:
- perversidade : como loucura

- revolta : como ignorância

- desespero : como enfermidade .

Ainda neste capítulo encontramos preciosa instrução espiritual sobre o cérebro humano , que é comparado a um castelo de três andares , nos quais localizam-se:

- primeiro andar : residência dos impulsos automáticos ( subconsciente /o passado ) – hábito e automatismo

- segundo andar : domicílio das conquistas atuais ( consciente /o presente ) – esforço e a vontade
- terceiro andar : - casa das noções superiores (superconsciente/o futuro ) – ideal e meta superior .

( Nos capítulos subseqüentes há várias citações alusivas a essa instrução ).

Há descrição de dois cérebros interligados: obsessor-obsidiado, que odeiam-se reciprocamente, daí resultando estarem ambos loucos , quanto à organização perispiritual.
São citados os “ vermes mentais ” que produzem moléstias da alma , no cérebro perispiritual.

Cap 4 — Estudando o cérebro — Há a impressionante narração de um crime ( assassinato ) e suas terríveis conseqüências . É citada a “ química espiritual ”, instalada no cérebro do desencarnado, muitas vezes com ação conjunta à química orgânica e inorgânica do encarnado .

Somos informados de que o sofrimento áspero , mas redentor , da expiação , não acontece apenas na esfera carnal , mas também em regiões sombrias fora dela...

Cap 5 — O poder do amor — Há exemplar doutrinação espiritual , mostrando a ascendência moral do doutrinador, tarefeiro do Bem : na desobsessão, por exemplo , aqui focalizando um caso em que o obsidiado ( que cometeu assassinato ), em desdobramento pelo sono , é levado a ficar frente a frente com o obsessor (a vítima ), o perdão harmonizando ambos , por fim .

Cap 6 — Amparo fraternal — Narração de um homem vivendo os prazeres do mundo e de uma jovem pobre que para custear tratamento médico da mãe se une a ele . Os dois são doutrinados, durante o desdobramento pelo sono . Em conseqüência , retificam seu procedimento.

Cap 7 — Processo redentor — Trata do esforço da Espiritualidade para impedir processos de loucura . Nesse contexto , sobressai o valor da “ prece intercessória”. Reafirma que o Espírito não retrocede em hipótese alguma, contudo as formas de manifestação do ser podem sofrer degenerescência (destrambelho dos elementos perispiríticos) — mongolismo , por exemplo .


NOTA SOBRE CHOQUE ELÉTRICO : Atualmente , são outros os conceitos sobre o tratamento por choque elétrico , que tiveram seu emprego consideravelmente restringido após o progresso da psicofarmacologia.

Cap 8 — No Santuário da Alma — Explana sobre a epilepsia , cujas causas , geralmente , situam-se nos descaminhos das vidas passadas e na vida presente , carreando interferências obsessivas, disfunções mentais , com reflexos perispiríticos, ocasionando transtornos orgânicos . A cura se dará pela reforma íntima , passes e principalmente a fé positiva — edificação espiritual , enfim .

Cap 9 — Mediunidade — Demonstra que , em mediunidade, o animismo não deve tomar o caráter inquisitorial, e sim , o educativo . A intuição pura é considerada a mediunidade mais estável e bela entre os homens .

Cap 10 — Dolorosa perda — Há impressionante descrição de um aborto , visto do plano espiritual : o perispírito do abortado, imantado ao corpo daquela que lhe seria mãe , promove tamanha onda de ódio que leva-a a uma imprevista e dolorosa desencarnação.

Cap 11 — Sexo — O amor é enaltecido, ao tempo que mostra como os descaminhos dos prazeres promíscuos levam à loucura . Conquanto demonstrando respeitosa posição à Medicina terrena (discorrendo sobre a escola freudiana da psicologia analítica ), a Espiritualidade indica que os desequilíbrios sexuais são doença da alma .

Cap 12 — Estranha enfermidade — O texto elucida os conflitos da esquizofrenia ( originária de sutis perturbações do perispírito), dos quais resultam um conjunto de moléstias variáveis e indeterminadas no corpo físico . Neste capítulo , de forma absolutamente inédita , é mostrado como a Espiritualidade provoca uma desencarnação, como providência compassiva , a benefício do desencarnante e dos seus familiares .

Cap 13 — Psicose afetiva — Traz-nos a emocionante lição de como a Espiritualidade amiga impede um suicídio ( por merecimento ) de uma jovem desiludida e humilhada no amor , impondo-lhe sono profundo , horas antes do lance fatídico . Desdobrada pelo sono , a jovem é doutrinada, vindo a desistir do suicídio , por compreender que as dores da experiência humana , são “ dons do Divino Suprimento” e que por vezes há “ vantagens que só podem ser encontrados na solidão ”...

Cap 14 — Medida salvadora — Nova lição transcendental : a Espiritualidade amiga ministrando ajuda , através providência provisória , mas drástica : provoca desarmonia no corpo de um alcoólatra , a benefício do próprio (!) e também visando amparar à esposa e dois filhinhos.

Põe a descoberto como nos ambientes menos dignos há “ multidão de entidades conturbadas e viciosas” ( Espíritos desencarnados), em triste sociedade , por afinidade . Vê-se ali , em perfeita simbiose mental :

- encarnados / alcoólatras ? ? desencarnados ( também alcoólatras )

- dançarinos (voltados para o primitivismo do ser , embalados por música inferior e pela viciação dos sentidos , com gestos ridículos , gritos histéricos , em “ atitudes que muitos símios talvez se pejassem”) ? ? correspondendo inconscientemente a desencarnados que a isso os induziam, fazendo-lhes companhia-sociedade invisível ...

Cap 15 — Apelo cristão — Discorre sobre uma assembléia de encarnados ( religiosos católicos romanos e protestantes das Igrejas reformadas), os quais , desdobrados pelo sono , em companhia de desencarnados, recebem valiosa lição-alerta sobre os ranços do dogmatismo e da divisão humana da fé . É enaltecida a união fraternal vivenciada pelos heróis anônimos que transitaram nas aflições , dos então primeiros aprendizes da Boa-Nova. É mostrado o erro dos sacerdotes políticos que dividiram em várias escolas a “ Religião do Amor Universal ”, fundada por Jesus, do que resultaram os desvarios da separação por motivos de fé .

Cap 16 — Alienados mentais — A loucura é considerada como suicídio “habilmente dissimulado”, pela não resistência à dor e pela entrega ( também sem resistência ) à perturbação destruidora, que por fim , abre as portas da morte .

Nota : S.M.J., temos aqui uma inédita informação da Espiritualidade amiga , quanto à uma outra espécie de suicídio .

Recebemos fortes advertências neste capítulo :

- impaciência e tristeza são forças terríveis a desarmonizar a mente , perdurando por várias existências ;

- a alienação mental é início da “ descida da alma às zonas inferiores da morte ”;

- quanto aos recém-nascidos ou os que na infância apresentam esse quadro , tal é reflexo de comportamento equivocado no passado , colidindo forte com as Leis Divinas.

Cap 17 — No limiar das cavernas — No “ Baixo Umbral ” ( cavernas de sofrimento, no plano espiritual ) existe “ zona medonhamente sombria ”, a tal ponto , que A.Luiz não teve permissão de nela se aprofundar , mas apenas a de permanecer no limiar daquelas cavernas , e assim mesmo , acompanhado de Instrutor espiritual . É citado o insólito caso de Espíritos de grande intelectualidade e poder mental , mas desprovidos de amor , os quais , por serem extremamente devedores das Leis Divinas, como passos iniciais de melhoria moral , eventualmente recebem determinação educativa de realizar tarefas laboriosas no seio da Natureza .

NOTA : Em “O Livro dos Espíritos ”, questões 536 a 540, encontramos notícias sobre a ação de tais Espíritos , ação essa variável , na razão direta da evolução de cada um .

Cap 18 — Velha afeição — Este capítulo é de comovente sublimidade: A.Luiz reencontra e socorre o avô , a quem tanto amara quando criança e por quem tanto também era amado . Seu avô estava já há quarenta anos estacionado no “ Baixo Umbral ”. O reencontro de ambos é pungente . A beleza literária da narração só é superada pela exaltação da Lei do Amor .

Cap 19 — Reaproximação — Demonstra como a pobreza extrema , com trabalho educativo , imposta pela Espiritualidade protetora, pode ser reeducativa para as aspirações de duas pessoas interligadas por problemas de vidas passadas . No caso , é programado reencontro entre réu e vítima . Aceito por ambos esse reencontro , ficam a descoberto os imensos benefícios da bênção do perdão , trazendo-lhes felicidade .

Cap 20 — No Lar de Cipriana - É descrita essa benemérita instituição espiritual , onde incontáveis espíritos estagiam, aprendendo o reajustamento anímico , através o auto-reconhecimento, preparando-se para melhores condições de vida . Na verdade , tal instituição é “verdadeira oficina de restauração do espírito ”.

“No Mundo Maior ” tem como fecho magistral prece , exorando a proteção de Jesus .

 

PERSONAGENS CITADOS NA OBRA

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos .

- 1° livro : “ NOSSO LAR ” – obra literária iniciando fecunda série , sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro , reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Com impressionante ineditismo , o livro narra particularidades do Plano Espiritual .

Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

Informa, ao fim do livro , que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ".

André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .

- ° livr : "OS MENSAGEIROS " - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- 3° livro : “ MISSIONÁRIOS DA LUZ " - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.

- 4° livro : " OBREIROS DA VIDA ETERNA " - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante / aprendiz .


- 5° livro : “O MUNDO MAIOR ” - agora , focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados , especialmente durante o repouso físico .


OBS: Citaremos a seguir os nomes dos demais personagens do livro "NO MUNDO MAIOR ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

Edição consultada: 7ª.

CALDERARO (d) - 1/14 – Assistente . Especialista em atendimentos na Crosta Terrestre , na área de “ Psiquiatria Iluminada. Com A.Luiz, irá agregar-se aos trabalhos do Instrutor Eusébio.

EUSÉBIO (d) - 1/14 – Instrutor . Abnegado protetor de necessitados, de mentes desequilibradas. Superintendente da Organização Espiritual em zona intermediária . Semanalmente vai à Crosta Planetária , onde , em região adequada, presta esclarecimentos a espíritos encarnados , desdobrados pelo sono , relativamente espiritualizados, dedicados ao socorro de sofredores.

(Obsessor e obsidiado) – 3/43 – Dois enfermos mentais : um desencarnado, outro encarnado ;
CIPRIANA (d) - 3/64 – Espírito elevado . Orientadora aos serviços de socorro no grupo atendido por Calderaro.

PEDRO (e) – 5/69 – É o obsidiado citado no Cap 3. Casado . Tem 5 filhos . Enfermo , hospitalizado. Cometeu assassinato . Desdobrado pelo sono , vê-se frente à frente com a vítima .

CAMILO (d) – 5/72 – É a vítima de Pedro. Há vinte anos o atormenta, obsidiando-o.

NENECO, CELITA, MARQUINHOS, GUILHERME (e) – 5/74 – Filhos de Pedro.

CÂNDIDA (e) – 5/79 – A breve tempo desencarnará. Espírito sereno . Tem grandeza de alma .

JULIETA (e) - 6/82 – Filha de Cândida . Em desespero com a doença da mãe entregou-se a atividades menos dignas. Está prestes à loucura e de adquirir doenças graves .

PAULINO (e) – 6/83 – Parceiro de Julieta. É doutrinado durante o desprendimento do sono .

( Enfermo ) (e) – 7/98 – Criança de 8 anos , muda , surda , não anda , não se senta, vê mal . Todavia , psiquicamente, tem a vida de um sentenciado sensível .

NOTA : Temos observado na “ série A.Luiz” que esse Autor Espiritual , quando cita casos graves , dolorosos , não dá o nome dos personagens , nem utiliza nomes fictícios ; tudo indica que isso se deve à observância da ética ( poderia constranger algum leitor com esses mesmos nomes ...), mas também configura um ato de caridade , resguardando a identidade de quem passa por tal expiação .

MARCELO (e) – 8/108 – No passado teve vigorosa inteligência , mas vivenciou intensas paixões e excessos de autoritarismo . No presente , tem acessos epilépticos ( geralmente por enfermidade da alma , do que resultam reflexos / convulsões orgânicas.

NOTA : A.Luiz menciona, de passagem , que “ algo mais forte ” do que o conhecimento cordial une Marcelo a ele . Na seqüência do texto , não é adicionada nenhuma explicação a respeito .

EULÁLIA (e) – 9/131 – Médium de psicografia. Dedicada. No entretanto , não oferece sintonia integral ao Espírito comunicante ( médico desencarnado, protetor ).

CECÍLIA (e) – 10/141 – Jovem rica , órfã de mãe , grávida. Provoca aborto . Em conseqüência , vem a desencarnar .

LIANA (e) – 10/144 – Enfermeira que realizou o aborto de Cecília.

FABRÍCIO (e) - 12/169 – Idoso . Enfermo . Esquizofrênico. No limiar da loucura . O passado delituoso açoita-lhe a mente , provocando estragos orgânicos .

INÊS (e) – 12/177 – Esposa dedicada de Fabrício.

FABRICINHO (e) – 12/177 – Neto de Fabrício. Tem 8 anos . É o ex-pai de Fabrício.

ANTONINA (e) – 13/180 – Pobre . Órfã de pai e mãe . Ajudou Gustavo a formar-se. Amava-o. Após , foi humilhada por ele . Pretende suicidar-se . O Plano Espiritual impedirá.

GUSTAVO (e) – 13/181 – Formou-se médico com ajuda de Antonina. Deixou-a, após .

MARINA (d) – 13/184 – Espírito protetor . Foi mãe de Antonina.

MÁRCIO (d) – 13/184 – Espírito protetor . Ligado a Antonina, desde séculos .

ANTÍDIO (e) – 14/192 – Alcoólatra . Quase à loucura . É auxiliado pela Espiritualidade amiga , com providência drástica : enfermidade !

“ seu ” JOÃO (d) – 16/214 – Guarda-enfermeiro de instituto espiritual para desencarnados pela loucura .

CLÁUDIO (d) – 18/230 – Avô de A.Luiz. Padecendo no “ Baixo Umbral ” em conseqüência do apego ao dinheiro na última encarnação , finda há 40 anos .

ISMÊNIA (e) – 18/232 – Citada por Cláudio, como sendo-lhe irmã, no passado .

NICANOR (e) – 19/240 – Noivo da jovem ora reencarnada (Ismênia).

 

TERMOS POUCO USADOS:

A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “No Mundo Maior ”:

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

ajoujam

2

34

unem (do verbo ajoujar = unir , ou ligar , moralmente )

grabato

6

83

leito pequeno e pobre ; catre

aljofrada

7

104

orvalhada (do verbo aljofrar = orvalhar )

abluir

8

114

lavar , purificar por meio da água ; purificar-se

Cérbero

9

124

cão de várias cabeças que guardava a porta do inferno (da mitologia grega )

à balha

9

135

à baila ; a propósito

craveira

9

135

medida ; tabela

infrenes

10

146

desordenados; sem freio

atro

10

151

negro ; escuro

socavão

11

159

esconderijo ; abrigo ; lugar seguro

caliginoso tijuco

11

159

tenebroso charco

engrazado

12

174

do verbo engrazar = enfiar ( contas ) em fio de metal

a flux

13

189

aos jorros ; em grande quantidade

favônio

15

202

vento considerado propício , que trazia felicidade

moloque

15

203

réptil ; lagarto espinhoso

atascado

15

207

atolado; enlameado

mentecaptos

16

211

que perderam o uso da razão

vezo

16

211

qualquer hábito ou costume ( vicioso ou criticável )

morbo

16

216

estado patológico ; doença

modorravam

16

217

Estavam em modorra ( sonolência , em certos doentes )

messe

16

217

seara em bom estado de se ceifar

precitos

17

222

réprobos ; condenados; malditos

Érebo

17

225

inferno ; abismo

uxoricida

17

226

aquele que assassinou a própria esposa

carantonhas

18

228

caras grandes e feias; caretas ; carrancas

lesto

18

231

ágil ; ligeiro ; lépido

à sorrelfa

18

235

disfarçadamente ( para enganar )

Se engrimponavam

20

247

(o mesmo que : se engrimpavam) = subiam às grimpas ; se ensoberbeciam

estrênua

20

248

valente ; corajosa ; zelosa

 

TOPO DA PÁGINA

JULHO

Título: " NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE " – Edição consultada: 8ª Edição /1976
Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1954). Edição: Primeira edição em 1954, pela Federação Espírita Brasileira.
Nota : Até 2002 já haviam 29 reedições , num total de 348.000 exemplares .

 

Conteúdo doutrinário :

ANDRÉ LUIZ, com sua abençoada perspicácia , dedicou esta obra inteiramente à mediunidade, com isso ofertando-nos a visão “do Céu para a Terra ”, em contraponto à visão “da Terra para o Céu ”.

Em vários pontos , cita o papel da Ciência na jornada evolutiva do Espírito e explica: a Ciência , buscando compreender cada vez mais os fatos da alma humana —muitos deles, na verdade , ligados ao intercâmbio dos dois Planos — , vem compreendendo as sublimes nuanças da mediunidade. Por enquanto , nomeia tais fatos com palavras algo complicadas, mas que não passam de rótulos.

Contudo, sendo o progresso Lei Divina , não tardará a identificar que o intercâmbio com o Plano Espiritual é manancial inapreciável de possibilidades construtivas da pax omnium ( paz de todos ), que nada mais é do que a somatória da pax personæ ad persona ( paz de pessoa a pessoa ).
E complementa : Vida e Morte , berço e túmulo , experiência e renovação, nada mais são do que simples etapas seqüenciais do progresso espiritual , expressando-se, pujantes , num “ hoje imperecível ”. Na verdade , nossa mente é o nosso endereço e nossos pensamentos são as nossas criações de luz e sombra , de liberdade ou escravidão , de paz ou tortura .

Dessa forma , a orientação aqui exposta para uma próspera vivência dos fenômenos mediúnicos, para cada médium e para toda a Humanidade , repousa na vivência dos ensinos de Jesus, inscritos na consciência e no coração de cada um de nós , médiuns ou não ...

 

SINOPSE - Capítulo a capítulo

Cap 1 – Estudando a mediunidade – André Luiz, Hilário e dezenas de outros Espíritos , num curso rápido de ciências mediúnicas, assistem à palestra do Instrutor Albério, que esclarece ser a mente a base de todos os fenômenos mediúnicos. Na família terrena , que é a própria Humanidade , agimos e reagimos uns sobre os outros , através da energia mental em que nos renovamos constantemente ... Assim , criamos, alimentamos e destruímos formas e situações , paisagens e coisas , com o que estrutura-mos nossos destinos . A mente é um núcleo de forças inteligentes que geram sutil plasma , o qual , ao exteriorizar-se, oferece recursos ao que pensamos. No mundo mental do agente um eventual recipiente pode interpretar os pensamentos recebidos, limitando-os à sua capacidade . “ Vibrações compensadas”, ao contrário , exprimem valores mentais de qualidades idênticas. Ao médium compete elevar seu padrão , pelo estudo e prática de virtudes , para só assim recolher mensagens das Grandes Almas .

Cap 2 – O psicoscópio – Especializando conhecimentos sobre mediunidade, A.Luiz e Hilário recebem do Assistente Áulus a descrição de um aparelho pequeno e leve , na forma de uma pasta , denominado “psicoscópio”. Esse aparelho possibilita identificar as vibrações da alma e observar a matéria , tudo isso sem grande concentração mental . Com ele , os Espíritos classificam, de imediato , as possibilidades de um médium ou de um grupo mediúnico, segundo as radiações que projetam: a moralidade , o sentimento , a educação e o caráter . Os três Espíritos (Áulus, A.Luiz e Hilário ) se dirigem ao plano terreno e adentram numa “ casa espírita-cristã”. A.Luiz e Hilário deslumbram-se ao utilizarem o psicoscópio e verificar a harmonia dos dez médiuns , a se expressar por um sublime espetáculo de luzes , de ambos os Planos da vida . Vêem raios vitais do Plano terreno que Áulus denominou de “ raios ectoplásmicos”.

Cap 3 – Equipagem mediúnica – É feita apresentação dos médiuns que formam o grupo mediúnico no qual A.Luiz e Hilário irão permanecer em estágio de aprendizado , sob assistência de Áulus.

A “ ficha psicoscópica” demonstra a natureza dos pensamentos do Espírito focalizado. É esclarecida a importância do cérebro , onde se concentram todas as manifestações da individualidade , a governar as ações oriundas dos estímulos da alma , a partir dos pensamentos . É citado o perigo que ronda os médiuns que se julgam donos de recursos espirituais que não lhes pertencem.

Cap 4 – Ante o serviço – Os expositores evangélicos (de todas as religiões ) são comparáveis a técnicos eletricistas , a desligar “ tomadas mentais ” de encarnados e desencarnados, através das suas boas palavras contendo princípios libertadores na esfera do pensamento . Por isso , são alvo de Espíritos vampirizadores que a eles se opõem ferreamente, às vezes , provocando sono nos ouvintes ... Espíritos necessitados trazidos à reunião apresentavam lesões perispirituais (mutilações, ulcerações, paralisias ). Há descrição de dois casos sobre hipnotismo e obsessão : o primeiro , ligado a vigorosa sugestão pós-hipnótica (gerando amnésia ) e o segundo , versando sobre força hipnotizante (acatamento de sugestão de maldição e conseqüente concretização dessa maldição ).

Cap 5 – Assimilação de correntes mentais – A.Luiz utiliza o psicoscópio em encarnados . São descritos os preparativos espirituais para uma reunião mediúnica: o dirigente espiritual atenua seu tom vibratório para se compatibilizar com o do dirigente encarnado , transferindo-lhe energia mental , que se traduzia por forças que resultavam em palavras e raios luminosos . É explicitado como cada pensamento tem peso próprio , conforme seja de crueldade , revolta , tristeza , amor , compreensão , alegria , etc., expressos pela onda mental ( em palavras orais ou escritas ).
Há valiosa explicação de como perceber e identificar o teor de interferências em nossa mente .

Cap 6 – Psicofonia consciente – É descrito um caso de obsessão por paixão . A psicofonia é descrita de forma simples , qual processo de enxertia neuropsíquica. O médium “empresta” seu órgão vocal e possibilidade das sensações , mas permanece no comando firme da vontade , limitando caprichos e excessos , mantendo dessa forma a dignidade do trabalho caridoso e do próprio recinto . O Mentor espiritual recomenda a abstenção de perguntas ao visitante espiritual necessitado ( com alienação mental ) perguntas essas que procurassem identificá-lo. Se um psicofônico em serviço duvidar de sua mediunidade o visitante espiritual que estiver atendendo será expulso e o socorro se tornará anulado.

Cap 7 – Socorro espiritual – Este capítulo se constitui em preciosa aula de como doutrinar um Espírito sofredor e irônico . É descrito o processo de regressão de memória (no Plano Espiritual ), com ajuda de uma tela (de um metro quadrado , aproximadamente) formada de gaze tenuíssima. O aparelho se denomina “ condensador ectoplasmático” e funciona sob apoio dos médiuns . As cenas vistas pelo protagonista — o Espírito necessitado — são também percebidas intuitivamente pelo doutrinador, possibilitando-lhe o amparo adequado.

Cap 8 – Psicofonia sonambúlica – Foi trazido à reunião mediúnica um Espírito infeliz que há mais de dois séculos permanecia estagnado no egoísmo e apegado aos bens materiais . Foi atendido por médium psicofônica passiva ( exteriormente ), mas com absoluto controle moral do exercício mediúnico no qual se manteve presente e responsável . Quando a pessoa que é médium de psicofonia não possui méritos morais para a autodefesa , pode ser levada à possessão ...

Cap 9 – Possessão – Vemos aqui a inconveniência da presença na reunião mediúnica de pessoas necessitadas, principalmente as epilépticas. Nesses casos , geralmente ocorrem crises de epilepsia , por possessão espiritual , que é detalhada neste capítulo . Tal crise , que pela medicina terrestre é um ataque epiléptico , contudo , para o Plano espiritual , é considerada um “ transe mediúnico de baixo teor ”. No caso focalizado neste capítulo , quando o Espírito obsessor é admitido na reunião ocorre grave cri-se orgânica no obsidiado.

Cap 10 – Sonambulismo torturado – Novamente se confirma a inconveniência de encarnados obsidiados assistirem à reunião mediúnica. Neste capítulo , com a chegada do Espírito perseguidor, a mulher perseguida ( encarnada ), presente , começa a gritar , transfigurada, contorcendo-se em pranto convulsivo, tendo a respiração sibilante e opressa.

Obs 1 – Nem precisamos alongar considerações , pois é evidente o perigo que tais acontecimentos podem representar para o encarnado , além do potencial desequilíbrio que tende a colocar em risco o clima vibratório da reunião mediúnica. A ajuda ao encarnado necessitado será produtiva com o seu encaminhamento às palestras evangélicas, à recepção de passes , ao engajamento em atividades assistenciais, ao estudo doutrinário constante e principalmente , por preces e auto-reforma.
Obs 2 – Novamente (*) vemos citação da aplicação de eletrochoque em pessoas com crises histéricas ( dementes ). Tal recurso médico , atualmente , se mostra improdutivo e mesmo contra-indicado.

(*) No livro “No Mundo Maior ”, Cap. 7, foi citado o eletrochoque e na respectiva sinopse anotamos

Atualmente , são outros os conceitos sobre o tratamento por choque elétrico , que tiveram seu emprego consideravelmente restringido após o progresso da psicofarmacologia.

Cap 11 – Desdobramento em serviço – É descrito detalhadamente o fenômeno de desdobramento do médium , seguido de psicofonia, tudo sob ação do Plano Espiritual . Há referências sobre o “ duplo etérico”, aqui considerado como “ eflúvios vitais ” situados entre a alma e o corpo . O duplo etérico se desintegra com a morte física .

Cap 12 – Clarividência e clariaudiência – A fluidificação da água é mostrada, sendo relatados os benefícios de medicação que promove. A clarividência e a clariaudiência são faculdades mediúnicas de percepção mental . Surdos e cegos encarnados podem ouvir e ver através de outros recursos , se convenientemente educados para isso (!). Há preciosa lição sobre os sentidos físicos e a mente . Formas-pensamento positivas criadas por Mentor espiritual são vistas por médiuns clarividentes. Por esse mesmo processo obsessores sugerem às suas vítimas impressões alucinatórias.

Cap 13 – Pensamento e mediunidade – Este capítulo é dedicado a uma sublime preleção de um Espírito muito evoluído, no encerramento da reunião mediúnica. Constitui, para todos nós , verdadeira metodologia científica espírita para a renovação íntima e progresso espiritual .

A renovação mental é tida como o único meio de recuperação da harmonia , particularmente nos casos de “mediunidade torturada”. A educação mediúnica, a leitura de livros de autoria dos orientadores do progresso , a bondade — a elevação de si mesmo , enfim —, tais os deveres do bom médium .

“ Amor e sabedoria : asas para o vôo definitivo , no rumo da perfeita comunhão com o Pai Celestial ”.

Cap 14 – Em serviço espiritual – Vemos aqui o caso de um marido temperamental e atrabiliário que cedo desencarnou e a seguir tentou transformar a viúva em serva , não o conseguindo, sendo ela médium vigilante , de excelsas virtudes . Em conseqüência , tal marido estagiou em zonas purgatoriais até reconsiderar suas atitudes . Aí , então , passou a contar com o auxílio da ex-esposa ( embora não seja regra , foi-lhe permitido semanalmente se aproximar do antigo lar ), onde a acompanha no culto íntimo da oração e nas tarefas mediúnicas.

É citado o “ piche gaseificado” que predomina nos ambientes trevosos .

Há proveitosa lição sobre obsessão recíproca entre encarnado e desencarnado.

Cap 15 – Forças viciadas – Vampirismo sobre alcoólatras e fumantes ... Apontamentos sobre a inexorabilidade da Lei de Ação e Reação , por meio de dolorosas reencarnações às “ almas necrosadas nos vícios ”: mongolismo , hidrocefalia, paralisia , cegueira , epilepsia secundária , idiotismo , aleijão de nascença ... são recursos angustiosos, mas necessários . É citado o exemplo de um hábil médium psicógrafo que , bebendo e fumando num restaurante , escrevia idéias escabrosas que captava de um infeliz Espírito ao qual estava imantado. O objetivo desse obsessor era perturbar uma jovem encarnada , envolvida com um crime . Em oposição a esse triste quadro a equipe espiritual , com A.Luiz, vê uma ambulância passar por eles e nela um médico acompanhado de um Espírito que lhe envolvia a cabeça em “ roupagem lirial , com suaves irradiações calmantes de prateada luz ”.

Cap 16 – Mandato mediúnico – Narração de como é realizada a segurança da reunião mediúnica, a cargo do Plano Espiritual e como uma médium dedicada, com ideal de amor , é assistida pelos Benfeitores espirituais . É-nos mostrado como proceder no atualmente chamado “atendimento fraterno ”, a desenrolar-se nos dois Planos , sem individualizar o auxílio , mas com sugestões evangélicas tendo endereço certo , aos necessitados.

Vários obsessores “procuravam hipnotizar suas vítimas precipitando-as no sono provocado, para que não tomassem conhecimento das mensagens transformadores ali veiculadas pelo verbo construtivo ”.

Notável citação é a do “ espelho fluídico” a mostrar aos Espíritos protetores o perispírito da pessoa ausente para a qual alguém formulara petição , por escrito : vendo as necessidades , inspiravam a médium psicografa a anotar a orientação e o atendimento adequados.

O “ mandato mediúnico”, aqui largamente explicitado, constitui inapreciável condição do médium compromissado com o dever , mas sobretudo com o Evangelho de Jesus.

As instruções têm clareza e ao mesmo tempo advertências , sendo lição imperdível a todos os médiuns .

Cap 17 – Serviço de passes – São oportunas as instruções deste capítulo , versando sobre passes e passistas . Tantas e sublimes são as explicações que impedem a síntese . Não obstante , eis os tópicos :

- “ toque desnecessário”; chispas luminosas saindo das mãos ; energias circulando da mente do passista às suas mãos ; força magnética isenta de moral ; médium curador sem moral , resvalando para situações difíceis; necessidade do estudo pelo médium ; força da prece sincera ; recepção positiva e negativa por parte do paciente ; causas espirituais das doenças ; a cura pela renovação dos pensamentos ; passes à distância .

Cap 18 – Apontamentos à margem – Nem sempre a solicitação de um encarnado ( para ter notícias de ente amado que desencarnou), pode ser atendida... a benefício de ambos .

Novos apontamentos sobre a caridade de Jesus, o Espiritismo e a mediunidade.

Cap 19 – Dominação telepática – Numa traição conjugal, o cônjuge traído se ressente da influência perturbadora, pois o casal respira em regime de clima espiritual mútuo . Detectada a traição , só o perdão incondicional pode imunizar aquele que está sendo traído, beneficiando-o com a paz da consciência . Nesses acontecimentos , tão generalizados, o lar se transforma em trincheira de lutas , campeando angústias e repulsão , a desaguarem nas tormentosas águas da obsessão .

Cap 20 – Mediunidade e oração – Valiosos são os apontamentos sobre o casamento e o perdão , quando o lar vivencia traição de um cônjuge ... Diz o Mentor Áulus: A vingança é a alma da magia negra . Mal por mal , significa o eclipse absoluto da razão (!).

Pela prece , o ofendido não muda os fatos , mas modifica a si mesmo , obtendo forças e amparo espirituais para administrar evangelicamente a crise conjugal.

Cap 21 – Mediunidade no leito de morte – Uma moribunda invigilante atrai o Espírito do filho (desencarnado) e imanta-se a ele , num verdadeiro transe mediúnico altamente prejudicial a ambos : o filho era alcoólatra e morreu assassinado. Em conseqüência dessa simbiose mental , imprudentemente autoconvocada e instalada, essa mãe passa a ter visões que são do desencarnado (perseguidores, serpentes e aranhas ). Contudo , a lição prova , mais uma vez , que de todo mal Deus tira um bem : a ajuda do Plano Espiritual nos momentos finais é aqui repetida.

O capítulo descreve o rotineiro caso de comunicação nas ocorrências de morte : a moribunda , num sobresforço final , ainda como encarnada , consegue ir em perispírito visitar a irmã consangüínea que lhe restava na Terra , a qual , por sua vez , registra tal visita e depreende que a visitante morrera...

Cap 22 – Emersão no passado – Uma médium revive cenas do seu passado infeliz e apresenta um quadro de animismo . Não se trata de mistificação inconsciente ou subconsciente , mas sim de emersão no passado , tal fato caracterizando uma doente mental , necessitada de auxílio evangélico , qual se fosse uma sofredora desencarnada, visitando a reunião mediúnica. No caso , muito comum entre encarnados , era alguém que renasceu pela carne , sem renovar-se em espírito , tal como acontece com mendigos que reencarnam envergando o esburacado manto da fidalguia efêmera que envergaram outrora !

Cap 23 – Fascinação – Um doloroso caso de mediunidade destrambelhada , sob ação cruel de um obsessor desencarnado, põe a descoberto fatos infelizes que já duram um milênio (!). A vítima de uma vingança , uma médium , tem tanta sintonia com seu algoz , que retransmite palavras num dialeto já morto , usado ao tempo passado no qual ambos se acumpliciaram em crime . Esse fenômeno caracteriza a “mediunidade poliglota ” ou xenoglossia. De igual processualística ocorre a mediunidade pela qual um médium psicógrafo registra texto em idioma que lhe é desconhecido (na atual existência ...).

Cap 24 – Luta expiatória – É analisado o caso de uma pessoa que quando desencarnada esteve sintonizada e subjugada por Espíritos delinqüentes . Ao reencarnar , essa pessoa trouxe deficiências orgânicas. A mediunidade entre familiares é exposta com preciosas advertências , eis que quase sempre , num lar , reencontram-se Espíritos que no passado vivenciaram desajustes , ou que tenham se unido para desajustar o próximo . Então , num e noutro caso , entre quatro paredes — no lar — o clima obsessivo resultante desse reencontro (proporcionado pela caridade de Deus , via reencarnação) tem abençoadas e múltiplas oportunidades de reconstrução , individual e familiar , com a conquista da paz .

Cap 25 – Em torno da fixação mental – A invigilância moral e os descaminhos dela resultantes geram angústias que , sem esforço , não se dissipam: ao contrário , fixam-se na mente de quem assim procede. Isso pode demorar séculos (cristalização do e no tempo ), gerando “ múmias espirituais ”, isto é, Espíritos hibernados no autodesequilíbrio. Por isso é que ocorrem as reencarnações compulsórias e difíceis, a benefício desses prostrados na evolução , a título de doce constrangimento ( processo de re-equilíbrio) da dor . A fixação mental gera os padecimentos da amnésia , esquizofrenia e paranóia .

Obs – Sob risco de estarmos equivocados, conjeturamos que também o autismo é um dos retratos fiéis do quadro espiritual da fixação mental prolongada.

Cap 26 – Psicometria – Num museu : alguns objetos apresentam-se revestidos de fluidos opacos , fruto das multiplicadas lembranças dos que os possuíram ( encarnados ou desencarnados). A imanação de objetos pela força mental sobre eles impregna-os de formas-pensamento, as quais , o médium psicômetra pode conhecer , mediante toque neles. “ Almas e coisas ”, cada uma a seu modo , algo conservam do tempo e do espaço — eternos na memória da vida . Um relógio , um quadro e um espelho , no museu que a equipe espiritual visita , com finalidade de pedagogia mediúnica, ofertam interessantes lições , ratificando que todos os problemas criados por nós não serão resolvidos senão por nós mesmos ...

Cap 27 – Mediunidade transviada – O ultraje à oração e à mediunidade é aqui exposto , mostrando penoso quadro em que espíritas medianamente esclarecidos , mas médiuns ociosos , exploram Espíritos desencarnados de condição inferior , para a solução de problemas materiais . A vampirização se torna recíproca ( entre encarnados e desencarnados). A.Luiz filosofa, mais uma vez , sobre a bênção da pedagogia divina : “a dor é o grande ministro da Justiça Divina ”!.

Cap 28 – Efeitos físicos – As chamadas “ sessões de materialização”, segundo o Plano Espiritual , só se justificam quando são realizadas com altos objetivos morais , como por exemplo , a cura de doentes encarnados . Os Espíritos desencarnados que agem nessas reuniões extraem forças de pessoas , de objetos e da Natureza , as quais se casam aos elementos espirituais .

São enérgicos os alertas quanto aos perigos dessas reuniões , tendo em vista que os encarnados que dela participam devem ter sentimentos purificados, a par de conduta cristã, o que dificilmente acontece, coletivamente . As infinitas possibilidades de emprego do ectoplasma são aqui enunciadas, sendo explicitadas suas excelsas propriedades , de transporte de matéria de qualquer natureza , inclusive o corpo humano (!), através desmaterialização num ponto e rematerialização em outro , próximo ou distante .

Cap 29 – Anotações em serviço – Há ligeira crítica sobre a sinonímia utilizada pela Metapsíquica, em contraponto à simplicidade evangélica . Prestes a concluir o proveitoso estágio na companhia do Assistente Áulus, A.Luiz ainda narra novas e belíssimas considerações ouvidas dele, sobre o Espiritismo , sobre a mediunidade e sobre o comportamento dos médiuns .

Cap 30 – Últimas páginas – As várias e sublimes ações dos diferentes médiuns são aqui filosoficamente enunciadas, com raros timbres , poético e moral . O sacerdócio da paternidade e da maternidade é expresso com eloqüência evangélica , posto que é no lar que a mediunidade se mostra mais espontânea e mais pura ( eis aqui uma informação , ou melhor , um esclarecimento, que nos induz a intensas reflexões

Agradabilíssima surpresa no fecho deste livro : o próprio A.Luiz profere uma prece aos Benfeitores Espirituais . Sem identificar , a prece reporta-se à gratidão dele para com o bondoso Áulus.

Gratidão que também é nossa !

 

PERSONAGENS CITADOS

 

ANDRÉ LUIZ - é Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos .\Neste ano de 2003, em comemoração ao 1.500.000° exemplar de “ Nosso Lar ”, a Federação Espírita Brasileira está reeditando, com nova diagramação e capa , a coleção dos 13 (treze) livros de A.Luiz com psicografia de Chico Xavier, tratando da “A Vida no Mundo Espiritual ”!

- 1° livro : “ NOSSO LAR ” (1944) – obra literária iniciando fecunda série , sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro , reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Com impressionante ineditismo , o livro narra particularidades do Plano Espiritual .\ Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação\ Informa, ao fim do livro , que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ".
André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .

- 2° livro : "OS MENSAGEIROS " (1944) - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- 3° livro : “ MISSIONÁRIOS DA LUZ " (1945) - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas. Há impressionante narração de uma reencarnação, a partir do Programa Reencarna-tório, seguida da fecundação , da gestação e do nascimento.

- 4° livro : " OBREIROS DA VIDA ETERNA " (1946) - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante / aprendiz .

- 5° livro : “O MUNDO MAIOR ” (1947) - agora , focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados , especialmente durante o repouso físico .

- 6º livro : “ LIBERTAÇÃO ” (1949) - um dos maiores equívocos do ser humano é o de se arvorar em juiz...eis que , na verdade , quem assim procede, via de regra está projetando em outrem aquilo mesmo que denigre seu comportamento ; ao que sofre, já basta o aguilhão da culpa .

- 7° livro : “ ENTRE A TERRA E O CÉU ” ( 1954) - obra de grande singeleza , que nos mostra o poder da prece diante dos descaminhos humanos ( ciúme , suicídio , vingança , obsessão ) provocando desarmonia e sofrimento num grupo familiar . Pela caridade de Jesus, Benfeitores espirituais conseguem reordenar procedimentos morais , acalmar impulsos negativos e implantar a fraternidade entre todos .

OBS : Citaremos a seguir os demais nomes dos personagens do livro " NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

ÁULUS (d) – 1/13 – É ( assistente ) um dos 12 (doze) Ministros de “ Nosso Lar ” (NL CLARÊNCIO (d) – 1/13 – É também Ministro de NL.

HILÁRIO (d) – 1/14 – Colega de A.Luiz em “ Nosso Lar ” ( quando encarnado , também foi médico ). ALBÉRIO (d) – 1/15 – Palestrante sobre mediunidade no Ministério das Comunicações de “NL”. RAUL SILVA (e) – 3/29 – Dirigente de reunião mediúnica.

EUGÊNIA (e) – 2/29 – Médium psicofônica de grande docilidade, consciente , intuitiva.

ANÉLIO ARAUJO (e) – 3/30 – Médium : clarividente, clariaudiente e psicógrafo ( ainda educando a mediunidade, necessita de grandes cuidados ).

ANTÔNIO CASTRO (e) – 3/30 – Médium sonâmbulo (desdobra-se facilmente).

CELINA (e) – 3/30 – Médium : clarividente, clariaudiente e de incorporação sonambúlica (age com responsabilidade e por isso é valiosa cooperadora do Plano Espiritual ).

CLEMENTINO (d) – 5/45 – Dirigente espiritual do Centro Espírita e do grupo mediúnico

LIBÓRIO DOS SANTOS (d) – 6/58 – Espírito obsessor atendido em reunião mediúnica.

SARA (e) – 7/62 – É a mulher que LIBÓRIO vem obsidiando há 5 anos .

JOSÉ MARIA (d) – 8/73 – Espírito necessitado atendido em reunião mediúnica.

PEDRO (e) – 9/78 – Doente que comparece à reunião mediúnica e é assediado por obsessor.
RODRIGO e SÉRGIO (d) – 11/102 – Vigilantes espirituais que , em excursão de auxílio , conduzem em volitação e com segurança , o perispírito do médium de desdobramento ( ANTÔNIO CASTRO).

OLIVEIRA (d) – 11/103 – Abnegado companheiro do grupo mediúnico, desencarnado há poucos dias e que é visitado por ANTÔNIO CASTRO (o médium desdobrado).

ABELARDO MARTINS (d) – 14/127 – Marido de CELINA, em processo de melhoria espiritual . JUSTINO (d) – 14/132 – Diretor de Instituição espiritual socorrista a psicopatas .

AMBROSINA (e) – 16/148 – Médium dedicada, com ideal de amor , em atividade há mais de 20 anos sucessivos .

GABRIEL (d) – 16/150 – Mentor de grupo mediúnico.

CLARA e HENRIQUE (e) – Médiuns passistas . CONRADO (d) – 17/162 – Orientador espiritual em atividade na “ câmara de passes ”. TEONÍLIA (d) – 19/179 – Assistente espiritual em equipe de auxílio .
ANÉSIA (e) – 19/179 – Esposa traída e com dificuldades para educar 3 filhas e cuidar da mãe , prestes a desencarnar .

JOVINO (e) – 19/179 – Marido de ANÉSIA.

MARCINA, MARTA e MÁRCIA (e) – 19/182 – Filhas de ANÉSIA e JOVINO. São jovens .
ELISA (d) – 20/189 – Mãe de ANÉSIA. Está em avançado “ processo liberatório” (desencarnação).
OLÍMPIO (d) – 21/201 – Filho de ELISA (e irmão de ANÉSIA). Alcoólatra . Morreu assassinado.
MATILDE (e) – 21/205 – Irmã de ELISA, a qual , ao desencarnar , visita-a .

AMÉRICO (e) – 24/228 – Médium com deficiências orgânicas, sintonizado a obsessores, com os quais se acumpliciou, ainda quando desencarnado.

MÁRCIO (e) – 24/228 – Alcoólatra ( irmão de AMÉRICO).

JÚLIO (e) – 24/229 – Pai de AMÉRICO e MÁRCIO. Paralítico das pernas . Tem 5 filhos . LAURA , GUILHERME e BENÍCIO (e) – 24/230 – Os outros 3 filhos de JÚLIO. CÁSSIO (d) – 27/251 – Guardião espiritual que tenta recuperar um grupo mediúnico irresponsável .

QUINTINO (e) - 27/252 – Teimoso — e invigilante — diretor de um grupo mediúnico que promete solução para problemas materiais ...

RAIMUNDO (e) 27/252 – Componente do grupo mediúnico sob direção de QUINTINO.

TEOTÔNIO (e) – 27/253 – Componente do grupo mediúnico sob direção de QUINTINO.
GARCEZ (d) – 28/266 – Espírito técnico em atividades ligadas a “ efeitos físicos ”.

 

Considerações Finais Este livro é inteiramente dedicado aos médiuns .

Kardec leciona, no Cap XIV de “O Livro dos Médiuns”: Toda pessoa que sente, em um grau qualquer , a influência dos Espíritos , por isso mesmo é médium. (...) Pode-se, pois , dizer que todo mundo é, mais ou menos , médium .

André Luiz, com seu amigo Hilário , sob supervisão do Assistente ÁULUS, vêm ao Plano terreno e visitam vários Centros Espíritas , onde são realizadas reuniões mediúnicas.

Em cada grupo de médiuns são observadas as características individuais e coletivas dos médiuns que as compõem...

As várias faculdades mediúnicas são analisadas detalhadamente, sempre sob a ótica do Plano Espiritual , trazendo informes inéditos do intercâmbio sublime entre encarnados e desencarnados.

Tamanhas e tantas são as lições , que a obra se torna imperdível aos estudiosos de boa vontade , médiuns ou não ...

 

TERMOS POUCO USADOS :

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

( elementos ) hipostáticos

Introd.

9

(adj.) ( Medicina ) = retardamento circulatório

hotentote

1

17

(adj. e subst.) referente a povo da África

( cabeça ) pintalgada

3

32

(adj.) pintada de cores variadas

imanização

4

43

(subst.) processo de imanizar ; de imantar

ensanchas

5

48

(subst.) sobejo ; sobra

solilóquio

5

49

(subst.) fala de alguém consigo mesmo ; monólogo

nume

8

69

(subst.) divindade mitológica ; gênio ; influxo divino

( horrenda ) fácies

8

69

(subst.) o aspecto de um corpo tal como se apresenta

Escarmento

8

71

(subst.) correção ; castigo ; punição

( clamores ) roufenhos

10

88

(adj.) fanhoso

calhaus

13

120

(subst.) fragmentos de pedra dura

grilheta

13

120

(subst.) grilhão ; obrigação penosa

escabiose

13

121

(subst.) ( Medicina ) = sarna

colédoco

17

169

(adj. e subst.) ( Medicina ) = porção terminal da via biliar principal

(estremeções) coreiformes

24

225

(adj.) instabilidade ; diz-se de movimentação que lembra a da coréia.*

librar

26

244

( verbo ) pôr em equilíbrio ; equilibrar

acoimam

29

275

(do verbo acoimar ) = multam; punem; castigam

escopro

30

282

(subst.) instrumento de ferro e aço para lavrar pedra ou madeira .

* (Coréia = afecção que se manifesta por movimentos involuntários , breves , irregulares e de grande amplitude )

 

ESTUDEMOS :

CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA
Christiano Torchi

Grupo de Estudos Avançados Espíritas - GEAE
Boletim do GEAE - Ano 16 - Número 534
http://www.geae.inf.br/


Este é um dos mais importantes temas para a compreensão correta da Doutrina Espírita, porque abrange a estrutura teórica da "Ciência da Alma" ou da "Ciência do Infinito", que é o Espiritismo. Como este espaço não nos permite tratar do assunto com profundidade, esboçaremos algumas noções básicas que estimulem o leitor à pesquisa. A Revelação Espírita tem por característica essencial a verdade e possui natureza dúplice: é divina, por um lado, porque a sua iniciativa é dos Espíritos superiores; é científica, por outro, porque a sua elaboração compete aos homens.
A Doutrina Espírita “ não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações ”. [i]

“ O Espiritismo não é da alçada da Ciência ” [ii] , porque esta refere-se às ciências ordinárias (Física, Química, Biologia, etc), que estudam os fenômenos puramente materiais e tratam das propriedades da matéria, que se pode examinar e manipular livremente.
O Espiritismo, que tem base científica própria, “ é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal ” cujos fenômenos repousam na ação de inteligências dotadas de vontade própria e livre-arbítrio, as quais, geralmente, não estão dispostas a se submeterem ao papel de cobaias nem permanecem ao sabor das exigências e dos caprichos dos investigadores humanos. Apesar de serem independentes, a Ciência e o Espiritismo se completam reciprocamente.

Embora tenha surgido em meados do século XIX, após o que houve um espantoso surto de progresso científico, a Doutrina Espírita não está desatualizada. A razão disso é que os seus princípios encontram-se muito próximos do nível fenomênico, [iv] havendo atravessado incólume as radicais mudanças de paradigma [v] ocorridas nas primeiras décadas do século XX.

Ademais, a revelação é gradual e apropriada ao estágio evolutivo da humanidade. De Moisés ao Espiritismo, passando por Jesus, temos cerca de 4.000 (quatro mil) anos de saga evolutiva, e ainda não superamos totalmente os instintos animais que nos prendem à retaguarda, dos quais, muitas vezes, abusamos, por falta da necessária renovação moral, que exige profundas mudanças por meio da educação, “ que é o conjunto dos hábitos adquiridos ” [vi] . ]

Não raro, vemos muitos dos modernos modelos de Física e de outras ciências sofrerem radicais revisões, todavia, “ a obra de Kardec constitui um genuíno paradigma científico e esse paradigma representa, até hoje, a única diretriz segura ao longo da qual se podem desenvolver pesquisas científicas acerca dos fenômenos espíritas e do aspecto espiritual do ser humano em geral ”. [vii]

A Metapsíquica e a Parapsicologia malograram no seu propósito de interpretar os fenômenos psíquicos, porque tentaram realizá-lo fora do paradigma espírita, utilizando metodologia inadequada, pertinente às ciências ordinárias, mais centradas em aparelhos e em cálculos numéricos e estatísticas, quase sempre sujeitos a equívocos.

Sem prejuízo da utilização combinada, pela Ciência Espírita, dos métodos indutivo e dedutivo, preconizados pelas ciências positivas, a estabilidade dos fundamentos espíritas está garantida, também, pelo ensino coletivo concordante dos Espíritos, característica que confere grande autoridade e força moral à Revelação Espírita, imprimindo-lhe marcantemente o caráter divino. Como adverte Ademir L. Xavier Jr., inspirado em André Luiz , “ experimentações científicas detalhadas no campo espírita só podem ser feitas com a expressa colaboração do Plano Espiritual superior que, para isso, exige uma definitiva demonstração desses valores divinos em nós. ” [viii]  Não dá para fazer Ciência Espírita sem os Espíritos Superiores.

Ressalvem-se os legítimos esforços dos pesquisadores espíritas sinceros, que, atentos ao avanço das ciências, procuram decifrar determinadas indagações que ainda se apresentam como desafiadores enigmas para os estudiosos em geral, contudo, “ Pelo fato de o Espiritismo assimilar todas as idéias progressistas, não se segue que se faça campeão cego de todas as concepções novas, por mais sedutoras que sejam à primeira vista, com o risco de receber, mais tarde, um desmentido da experiência e de se expor ao ridículo de haver patrocinado uma obra inviável. ” [ix]
Por isso, devemos nos espelhar em Kardec, que sempre se pautou com muita prudência, evitando adotar teses científicas prematuras.

O Espiritismo, não tenhamos dúvida, é chamado a desempenhar imenso papel na Terra, por meio de seus adeptos conscientes: “ Na gênese dos males que afligem o homem e a Humanidade, permanece a ignorância ” e “ há muita angústia aguardando a contribuição espírita, e muita loucura necessitada de socorro espírita. ” [x]
As revelações sempre obedecem a um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade. Sendo assim, é muito importante ter em mente o Conselho de Kardec: não devemos pedir ao Espiritismo o que ele não nos pode dar. [xi]

Serve-nos de grande alerta o caso do “Processo dos Espíritas” , [xii] ocorrido logo após a desencarnação de Kardec, que, em virtude da invigilância de um médium, levou um inocente à prisão, no rumoroso caso das “fotografias espíritas”. Eis um meio preventivo excelente para nos livrar das armadilhas da caminhada, para não sermos vítimas da mistificação, para não sermos ludibriados por nós mesmos nem pelos falsos profetas encarnados e da erraticidade:

O fim do Espiritismo] é o melhoramento moral da Humanidade; se vos não afastardes desse objetivo , jamais sereis enganados, porquanto não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, a que todo homem de bom-senso pode admitir. Os Espíritos vos vêm instruir e guiar no caminho do bem e não no das honras e das riquezas, nem vêm para atender às vossas paixões mesquinhas. [xiii]   (grifos do autori).

Jesus é o nosso paradigma maior.. Confiemos nele e sigamos o seu exemplo, fazendo a nossa parte, e tudo o mais virá por acréscimo. Enfim, atendamos aos sagrados deveres que ele nos designou para cada hora, perseverando até o fim, quando então poderemos, jubilosos e de consciência tranqüila, colher os frutos de nosso trabalho, em consonância com as leis da Criação Divina.

 

Referências:
[i] KARDEC, Allan. A Gênese . 34ª ed., Rio de Janeiro: FEB, 1991. “Caráter da Revelação Espírita”. Cap. I, item 13, p. 19-20.
____. O Livro dos Espíritos . 72ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1992. “ Introdução”, item VII, p. 29.
[iii] _____. O que é o Espiritismo . 37ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. “Preâmbulo”, p. 50.
[iv] As teorias fenomenológicas são erigidas a partir da observação empírica direta dos fatos, gozando, por isso, de alta estabilidade, o que já não ocorre com as teorias não-fenomenológicas (construtivas), que compõem, por exemplo, a maioria das teorias da física e da química, cujo alto grau de abstração reduz a segurança na formulação dos seus princípios.
[v] Sobre o paradigma e outros temas ligados ao Espiritismo e à Filosofia da Ciência, indicamos para consulta os seguintes artigos, de autoria do prof. Sílvio Seno Chibeni, todos publicados na Revista Reformador (FEB): O paradigma espírita, junho de 1994, p. 176-80; A Excelência Metodológica do Espiritismo, novembro de 1988, p. 328-33, e dezembro de 1988, p. 373-78; O Aspecto Tríplice do Espiritismo, agosto de 2003, p. 37-40, setembro de 2003, p. 38-40 e outubro de 2003, p. 39-40; e Revisão da Terminologia Espírita? agosto de 1999, p. 30-32; bem como: Ciência Espírita, do mesmo autor, pub. na Revista Internacional do Espiritismo, março de 1991, p. 45-52; Polissemias no Espiritismo, de Aécio Pereira Chagas, pub. na Revista Internacional do Espiritismo , setembro de 1996, p. 247-9; e Ciência e Espiritismo: um alerta de Allan Kardec e André Luiz, de Alexandre Fontes da Fonseca, pub. na Revista Internacional do Espiritismo , outubro de 2003, p. 476.
[vi] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos . 72ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1992. “Da Lei do Trabalho”. Parte 3ª, cap. III, Questão 685-A. Nota do Codificador.
[vii] CHIBENI, Sílvio Seno. “ O Paradigma Espírita ”. Revista Reformador , junho de 1994, p. 176-80 (FEB).
[viii]   XAVIER JR, Ademir L. “ Algumas considerações oportunas sobre a relação Espiritismo-Ciência ”, Reformador , agosto de 1995, p. 26 (FEB).
[ix] KARDEC, Allan. Revista Espírita . Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005, julho de 1868. “ A geração espontânea e a Gênese ”, p. 286.
[x] FRANCO, Divaldo P. Reflexões Espíritas . 1ª ed. Pelo Espírito Vianna de Carvalho. Salvador: LEAL, 1991. “ Hora da Divulgação Espírita ”. Cap. 28, p. 127-8.
[xi] KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns . 61ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Cap. XXVII. “ Das Contradições e das Mistificações ”, item 303, 1ª resposta, p. 405.
[xii] Sobre o “ Processo dos Espíritas ”, consulte a obra com o mesmo título, de Madame P.-G. Leymarie. Resumo , em Português, de Hermínio C. Miranda (FEB).
xiii] KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns . 61ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Cap. XXVII. “ Das Contradições e das Mistificações ”, item 303, 1ª resposta, p. 405.

 

AGOSTO

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com .. AÇÃO E REAÇÃO.

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

 

 

Título : " Ação e Reação " – Edição consultada: 5ª Edição /1976
Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1956).
Edição : Primeira edição em 1956, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ)
Nota : Até 2003 já havia 24 reedições , num total de 298.000 exemplares

 

Conteúdo doutrinário :

  ANDRÉ LUIZ e seu amigo HILÁRIO , com o abençoado fito de aprenderem as várias nuanças da Lei de Causa e Efeito ( Justiça Divina ), vão às sombrias regiões umbralinas, onde colhem as lições que enfeixam esta obra . Todos os capítulos encerram preciosas lições , por isso não se poderá destacar esse ou aquele . Apenas como mostra, relacionamos alguns :

- “ dívida agravada ” / “ débito estacionário ” / “ resgate interrompido ” / “ débito aliviado” / “ dívida expirante ” / “ resgates coletivos ”.

O sofrimento dos Espíritos desencarnados, que quando na romagem terrena obnubilaram a consciência , é aqui descrito sem rodeios , servindo como poderoso alerta para todos nós ...

Lendo esse livro é penoso verificar o quanto o homem ainda se demora em observar as Leis Morais , em particular a de JUSTIÇA DIVINA , que Deus instituiu, em sua sabedoria e amor , fazendo com que a cada ação , invariavelmente ocorra a respectiva reação — isso , tanto no moral , quanto no material .

De forma pedagógica quanto interessante, André Luiz descreve inúmeros casos comportamentais de encarnados , expondo a seguir , a conseqüência , quando os agentes retornam ao mundo espiritual .

Muitos delitos e monstruosidades vêm à tona , explicitando o porquê das duras condições resultantes , as quais , na verdade , constituem reajustamento à Lei .

Contudo , há também narrações de resgates aceitos com sincero arrependimento , humildade e resignação, carreando atenuantes , na razão direta do merecimento dos agentes .

De ponta a ponta da leitura sobressai o imensurável Amor do Pai para com todos os seus filhos , máxime quando estes se ajustam às palavras do Mestre Jesus, que de forma altissonante proclamou que do redil divino nenhuma ovelha se perderia.


SINOPSE - Capítulo a capítulo :

Cap. 1 – Luz nas sombras – ANDRÉ LUIZ e HILÁRIO vão à “ Mansão da Paz ”, no umbral , para aprendizados ou complementações referentes à Lei de Causa e Efeito . Assistem a uma conferência , na qual são descritas as várias concepções das antigas civilizações sobre a vida além-túmulo , com resultantes respectivamente boas ou más, sob império implacável da Justiça , segundo as ações de cada um .

É explicitado o “ carma ” dos hindus : leis de causa e efeito .

No exterior da “ Mansão da Paz ” uma ventania ululante movimentava no ar uma substância escura , qual lama aeriforme, dentro da qual rostos humanos surgiam com lamentos de horror . Eram criaturas cruéis que , segundo o Instrutor Druso, “odeiam e aniquilam, mordem e ferem”. Tais criaturas não podiam ser abrigadas pois aniquilariam selvagemente seus eventuais acolhedores . Algumas vivem ali por séculos !

NOTA : Não é a primeira vez que vemos situação similar nas obras de André Luiz. Com efeito , já a partir de “ Nosso Lar ” (Cap 28 – “ Vampiro ”), há casos de Espíritos extremamente fixados no erro , violentos e impenitentes , que não podem ser admitidos nas Instituições Espirituais socorristas, pois colocariam em risco o equilíbrio delas. Não se diga que isso é falta de caridade . Na verdade , trata-se de prudência !

O capítulo leciona que ao criminoso não bastam sofrimentos e purgações, em regiões infernais, sob revolta e inconformismo , mas sim , a cessação da febre de loucura e de rebelião , com o culpado entregando-se ao remorso e à penitência .

Naquele tormentoso clima vivem as almas sob condições infernais que elas próprias criaram, até que despertem para o bem . Em suma , todos aqueles conflitos e angústias servem para depurar os que se consagram à deliberada criminalidade . Por permissão do Senhor , ali , as atividades do mal , de forma direta , fustigando os maus , proporcionam que eles se curem... com o próprio mal .

Cap. 2 - Comentários do Instrutor – Em recinto confortável e amplo da “ Mansão da Paz ” reuniam-se cerca de duzentos assistidos, na maioria de semblante disforme e triste . O capítulo contém numerosos ensinamentos sobre o bom ânimo e à construção individual do “ destino ”, quando cada um de nós estagia ora no plano físico , ora no espiritual . Em suma : somos vítimas de nós mesmos , tanto quanto todos somos beneficiários da Tolerância Divina a nos conceder infinitas oportunidades de correção e ressarcimento. Há a informação de que para Espíritos equilibrados, ao desencarnarem, retornam-lhes a memória de vidas passadas ; já os Espíritos intranqüilos , culpados, vêem-se acometidos de amnésia , qual sombra eclipsando-lhes a visão (do passado ). Há velada crítica à regressão de memória , por hipnose .

Cap. 3 – A intervenção na memória – Loucura por telepatia ! Reencarnações em conexão com “ planos infernais”! Eis que encontramos neste capítulo exposição dessas situações, constituindo inédito aprendizado sobre o Plano Espiritual . Instrutores Espirituais do “ Cenáculo da Mansão ” agem como autoridades intermediárias nos processos reencarnatórios, que são decididos por mensageiros da luz-instância superior-

. Fato assombroso : Espíritos trevosos , munidos de canhões de bombardeio eletrônico (?!) atacam a Instituição (“ Mansão da Paz ”), que possui defesas eficientes .

Cap. 4 – Alguns recém-desencarnados – Equipes socorristas da “ Mansão da Paz ” atendem recém-desencarnados em desequilíbrio mental , mas credores de imediata assistência . Há várias narrações de recém-libertos da matéria e que só agora se mostram grandemente arrependidos. Um desses dolorosos casos , de grande impacto emocional , mostra a ingratidão filial , e em contraposição , o sublime amor maternal, que a tudo perdoa. O capítulo leciona que as sombras da consciência só desaparecerão da alma do devedor com o suor do trabalho ou sob o pranto da expiação ... Vemos também como a literatura perniciosa que descreve figuras demoníacas pode impressionar Espíritos frágeis, que os ideoplasmam, passando a conviver grandes tormentos com essas formas-pensamento auto-edificadas. Há proveitosa explanação sobre como as energias mentais exteriorizadas por cada Espírito (na forma de pensamento , por exemplo ) sempre retornam à origem , intensificadas pelos elementos — bons ou maus — que com elas se harmonizam...

Cap. 5 – Almas enfermiças – Uma caminhada pelos arredores da “ Mansão da Paz ”, pelas regiões das sombras densas, mostra compacta multidão de almas em reajuste , conturbadas e sofredoras, soluçando, gritando e blasfemando. Esses infelizes Espíritos são prisioneiros de si mesmos ; só conseguirão ser amparados quando superarem a crise de perturbação ou de angústia na qual mergulharam, o que pode perdurar por dias , meses ou anos . Cães enormes prestam relevantes serviços naquela área trevosa .

Espíritos desencarnados, tanto quanto encarnados , vivem cercados de energia que se irradiam, impressionando o olfato daqueles que estejam próximos , de modo agradável ou desagradável. Três Espíritos são mantidos em celas individuais , tendo cada um , por companhia , apenas e tão somente , permanentemente , as escabrosas formas-pensamento que criaram, reflexo de sua equivocada vida terrena ... Só poderão ser amparados quando modificarem sua tela mental .

Cap. 6 – No círculo da oração – Numa dependência da “ Mansão da Paz ”, destinada à prece , há grande tela translúcida , de mais ou menos 6m², denominada “ câmara cristalina ”. Ouvimos então comovente quanto sublime prece , enfatizando a excelsitude do perdão , mesmo para os Espíritos de suprema perversidade . O grupo em oração vê na “ câmara cristalina ” surgir a figura do Ministro SÂNZIO, figura essa branda e aureolada de intensa luz , que se materializa. O capítulo se reveste de capital importância para o entendimento de como o Plano Espiritual reúne Espíritos reciprocamente faltosos numa mesma família , a fim de que , também em conjunto , agora , reparem arestas , refaçam o que também juntos , no passado , destruíram. Essa a oportunidade de restabelecerem, por fim , laços de fraternidade e amor .

Cap. 7 – Conversação preciosa – O Ministro SÂNZIO considera-se “ funcionário humilde dos abismos ” e reflete sobre a dor e sobre Espíritos mergulhados há séculos (!) nos despenhadeiros infernais; nenhum deles jamais foi esquecido pela Divina Bondade , afirma.

NOTA : André Luiz, de forma enigmática, “ deixa no ar ” que o Ministro SÂNZIO, em algum lugar , um dia , já o conhecera...

Mas o capítulo é forte na descrição do “ carma ”, designado como “ conta do destino criada por nós mesmos ”, contas essas, de todos nós , sob controle universal do sistema de contabilidade da justiça inalienável da Casa de Deus . Gênios celestes são prepostos a administrar o amplo amor divino , concedendo empréstimos , “ moratórias ” e recursos extraordinários a todos os Espíritos encarnados , ou desencarnados, segundo o merecimento de cada um . Tudo o que há no mundo — rigorosamente tudo — pertence a Deus , que empresta ao homem para que este efetue sua sublimação em conhecimento e virtude . E desses empréstimos , todos teremos que prestar contas , ante o juiz inexorável da morte .

Definindo o “ bem ” e o “mal,- o bem é o progresso e a felicidade , a segurança e a justiça ”;

- o “ mal ” é a triste vocação de bem unicamente para nós mesmos ” ( egoísmo ).

A forte tentação de um ex-suicida reencarnado por novo suicídio é aqui explicitada.
Há dívidas que só serão resgatadas através de várias reencarnações.

Cap. 8 – Preparativos para o retorno - Vemos aqui como uma esposa de marido criminoso e extremamente infeliz se vale da prece para ajudá-lo, rogando retorno de ambos ao plano físico . A fixação no ouro leva os Espíritos à perda da razão , os quais , no Plano Espiritual , passam a apresentar aspecto horripilante . Há impressionante notícia da existência , lá no Plano Espiritual , de “ escolas de vingadores”, organizadas e mantidas por Inteligências criminosas, que identificam o chamado “ desejo central ” de cada Espírito para sobre ele passar a exercer influência obsessiva , dilatando-lhe, na personalidade , a ânsia resultante desse interesse íntimo . Crueldade , cobiça , maledicência , escárnio e irritação refletem desequilíbrio, tanto quanto elevação moral reflete santidade; A ação de um vigoroso hipnotizador desencarnado sobre um cobiçoso fazendeiro encarnado entremostra o perigo da fixação nas posses materiais .

Cap. 9 – A história de Silas – O capítulo é comovente , eis que nele vemos como um bondoso Espírito confessa, de público , todos os descaminhos que palmilhou, entregue que estava à usura e amor ao ouro . A confissão , expondo os tormentos da colheita obrigatória da má semeadura , evidencia a Bondade Divina que concede ao criminoso incessantes e inapreciáveis oportunidades de reconstrução moral , a qual passa , em primeiro plano , pelo trabalho em soerguer suas vítimas . A reflexão de que a má ação de um minuto por vezes demanda enorme tempo para o devido reajuste e refazimento , emoldura o ensinamento sobre a ação do mal , que pode ser rápida , mas que ninguém sabe quanto tempo exigirá o serviço da reação .

Cap. 10 – Entendimento – O criminoso contumaz , após a morte , purga nas regiões trevosas por longos períodos e por diversas vezes volta a reencarnar em dificílimas condições ; sendo que , em cada desencarnação, volta também a estagiar nas mesmas regiões infernais. Cada reencarnação, nesse caso , constitui bênção , pelo olvido temporário da sua triste biografia . Dois Espíritos vingativos são levados à presença de um pianista ( encarnado ) que é intuído a executar a 6ª Sinfonia de Beethoven (a “ Pastoral ”). Aí , ao ouvirem, o balsamizado império da boa música , isso os sensibiliza...

Lições de perdão , humildade e amor emolduram o reencontro desses vingadores com uma abençoada mulher , que quando encarnada , lhes fora cunhada e que , por culpa de ambos , que obsidiavam terrivelmente o marido ( irmão deles e que os assassinara), desesperou-se: atirou-se num lago , vindo a desencarnar . Em próxima reencarnação viria a ser-lhes mãe amorosa !

Cap. 11 – O templo e o parlatório – No “ Templo da Mansão ” uma cruz informa e recorda a todos os que ali vão orar que Jesus está presente . Nichos , aparentemente vazios , proporcionam a cada Espírito eleger diante de qual fará suas preces , segundo a fé que abraça . Vê-se ali como o ser humano ainda carece de símbolos , mas vê-se também como os Poderes Divinos , diante da fé sincera , propiciam amorosa veneração. Assimilando a faixa mental dos Espíritos em oração foi dado ver nos nichos as belas imagens que suas mentes formavam, bem como ouvir o que diziam, seus rogos e esperanças , expressando-se com respeito e fé .

NOTA : É explicado como um Espírito protetor (no caso , o Dr. Bezerra de Menezes) atende às dezenas de súplicas , simultaneamente: “ centenas de Espíritos estudiosos e benevolentes obedecem-lhe às diretrizes nas lavouras do bem , nas quais opera ele em nome do Cristo ”.

Já do lado de fora do Templo , outro era o clima : ali era o “parlatório” da Mansão , onde grandes fileiras de almas sinceras e sofredores, em desespero , oravam também , mas aos gritos e com rogativas ardentes e apelos desenfreados.

Cap. 12 – Dívida agravada – Espíritos com “ sentimentos tigrinos” não podem ser acolhidos em ambientes onde reina a Paz (no caso , o “ Templo da Mansão ”) pois não resistiriam ao impacto da claridade dominante , dosada em fotônios de teor eletromagnético , ajustada à segurança daquela casa de oração . Só com sinceridade nas rogativas e ausência de revolta na alma é que o acesso se torna livre . Isso caracteriza que o socorro espiritual está sempre de braços abertos à provação e ao sofrimento, mas não à rebeldia e ao desespero .

Ao apelo de uma mãe , acontece um sublime atendimento espiritual à filha , evitando o suicídio desta.

O capítulo se reporta ao fato de um devedor cometer as mesmas faltas , agravando seu débito perante a Justiça Divina .

Cap. 13 - Débito estacionário – Uma prece humilde , de um Espírito bom , plena de fé e caridade , subtrai uma mulher à desencarnação precoce .

NOTA : Salvo melhor juízo , a forma como se processa esse sublime atendimento lembra, em parte , a “apometria” ( sistema de atendimento espiritual a paciente encarnado , em reunião mediúnica, com desdobramento perispiritual tanto do paciente quanto de um médium , o qual retransmite a(os) médico (s) encarnado (s), presente (s), para as providências médicas terrenas decorrentes, o diagnóstico proferido por Espíritos atendentes . Ainda em caráter experimental no Movimento espírita ).
No presente caso vimos que o atendimento se deu diretamente , sem o concurso de encarnados .
Conhecemos o assombroso caso de um Espírito ( ora encarnado ) que há mais de mil anos (!) vinha praticando delitos cruéis, em ambos os Planos , e por isso , cristalizado que se acha no crime , teve seu débito “congelado”, com hibernação espiritual compulsória . Na atual reencarnação, esse Espírito , “ prisioneiro ainda perigoso ”, renasceu em corpo de anão e paralítico (“engaiolado”, na expressão do Autor espiritual). Essa forma proporcionou-lhe ocultação provisória , tornando-o incomunicável e irreconhecível não só às numerosas vítimas (buscando vingança ) como suas ligações nos planos infernais. Na Terra ou no Espaço , reconhecível, provocaria perturbações e tumultos de conseqüências imprevisíveis ...

NOTA : S.M.J., este é um dos mais importantes esclarecimentos inéditos trazidos por André Luiz: quer nos parecer que a partir dele o mongolismo , a idiotia e os demais casos de deficiência mental-cerebral passaram a ter um enfoque de lógica irretorquível , não espelhando castigo , mas sim , grande bênção .

Cap. 14 – Resgate interrompido – Um marido infiel torna-se rancoroso com a esposa e um filhinho, ao tempo que mantém amor paternal por duas filhas. Tresloucado , intenta assassinar a esposa para poder entregar-se por inteiro à paixão infeliz . O pensamento do marido forma imagens nítidas e sucessivas, recebidas com extrema nitidez por desencarnados. Impedido pelos Protetores de praticar o homicídio o marido opta pela deserção dos compromissos com a família . Por isso , em outra reencarnação terá que voltar perante os débitos que agora não quita, os quais estarão acrescidos...

Comentários sobre o divórcio trazem à tona que os casais , via de regra , se unem por vínculos do passado , quase sempre com débitos recíprocos , daí surgindo arestas a serem amparadas, em esforço mútuo . O cônjuge que de forma mais proveitosa velar pelo bem familiar , com mais sacrifícios no serviço incessante pela felicidade familiar , certamente mais se elevará à glória do Amor Divino .

Cap. 15 – Anotações oportunas – O capítulo aborda, de início , o trabalho do famoso médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939), comentando que nele faltou estudos sobre a reencarnação, com ênfase na explicação do “ campo emotivo das criaturas pela medida absoluta das sensações eróticas”.

A seguir , obtemos preciosos ensinamentos sobre o sexo , que é de substância mental e mentalmente determina as formas em que se expressa . O sexo , assim , é uma energia variável da alma — uma força do Criador nas criaturas , destinada a expandir-se em obras de amor e luz . A irresponsabilidade sexual , do homem ou da mulher , resultarão em dolorosas conseqüências , sendo que o Autor espiritual cita um grande elenco de doenças advindas dos abusos sexuais , que tanto mal causam aos parceiros ; e por reação , ao agentes ... A inversão sexual é tratada como renascimento corretivo — em alguns casos , raros , não se trata de correção e sim de renúncia de Espíritos de belos caracteres que solicitam esse quadro pessoal para melhor poderem se desincumbir de tarefas missionárias, que a solidão ajuda a cumprir .

As terríveis conseqüências do aborto provocado são a seguir explicitadas.

Cap. 16 – Débito aliviado – Um homem com doença grave dedica-se a ajudar ao próximo ! No desdobramento do sono é atendido por dois médicos espirituais . O capítulo , mostrando esse comportamento heróico e fraterno , expõe como um débito do passado se alivia. Esse homem fraternal , no passado cometeu grave crime contra o pai e após sofrer horrível perseguição paterna , obsessiva-vingativa, reencarna e logo se vê órfão para aprender a valorizar a bênção de se ter pai ...

É de sublime poesia a inefável maneira de como um Espírito ( encarnado ), afetado por cruel enfermidade , administra sua existência , recebendo com amor paternal filhos enjeitados, que em vida pretérita ele desencarminhara.

Cap. 17 – Dívida expirante – Também neste capítulo é citado o caso de um enfermo grave que na atual reencarnação ressarce seu pesado débito : suportando com humildade e paciência os golpes reparadores , consegue conquistar a felicidade de encerrar citado débito , em definitivo . Transcrevemos a lição :

“ — Quando a nossa dor não gera novas dores e nossa aflição não cria aflições naqueles que nos rodeiam, nossa dívida está em processo de encerramento”.

Cap. 18 – Resgates coletivos – É descrito o socorro espiritual às vítimas fatais de um acidente aéreo . A equipe dos atendentes era formada de Espíritos rigorosamente treinados em técnicas especialíssimas para esse tipo de auxílio . Dentre os mortos , alguns poderiam ser logo desligados dos despojos , outros ainda se demorariam jungidos à armadura física , tudo proporcionalmente ao nível de desprendimento material , quando encarnados ... “ Morte física ” é uma coisa , “ emancipação espiritual ”, outra : o trabalho no bem comum e a caridade , a fé e o bom ânimo , a arte , o otimismo e a arte , bem como as preces intercessórias, são fatores que amenizam as duras provações !

As perdas de entes queridos , que tanta dor causam aos familiares , mormente em tais situações , sinalizam que estes , de alguma forma , podem ter sido, em vidas passadas , os co-participantes dos delitos daqueles mesmos entes (no caso , as vítimas do acidente aéreo ). Agora , todos resgatam coletivamente tal débito , de uma forma ou de outra .

Cap. 19 – Sanções e auxílios – O corpo humano , quando em enfermidades , estas correspondem ao estado evolutivo espiritual e constituem retificação. O álcool , a gula , a leviandade nos esportes e na dança , a calúnia , a perversão dos sentimentos , os abusos dos dotes físicos , o escárnio e a audição que desencardeiam a criminalidade — todas essas deficiências comportamentais geram, em vidas futuras, veículos fisiológicos com problemas patológicos correspondentes . É de se notar que tais expiações são imploradas pelos próprios agentes , sendo concedidas como exaustores cármicos. Eis algumas dessas solicitações: câncer , lepra , lesões genésicas, paralisias ; reumatismos ; neoplasmas ; mudez ; surdez ; cegueira ; inibições cerebrais ; diabetes ; epilepsia ; pênfigo ; etc. etc. Tais anomalias orgânicas surgem por zonas de atração magnética , configurando exteriormente as deficiências do Espírito .

Há ainda , neste capítulo , reflexões e conceitos inéditos (e extremamente lógicos ) sobre a dor :

a. “dor-evolução” - nos animais e nas plantas

b. “dor-expiação” - regeneração do ser

c. “dor-auxílio” - para evitar maiores quedas ou para recuperação de antigos enganos .

Cap. 20 – Comovente surpresa – André Luiz justifica o título do capítulo ao conduzir a narrativa deste capítulo final pela trilha sempre divina e dulcificada do Amor , fazendo com que a emoção vá ao topo da sensibilidade . De propósito , silenciamos quanto aos detalhes , deixando que cada leitor brinde seu coração com a sublime lição que dali emerge, com alcandorado impacto ..

Finalizando, o Autor espiritual relata, em introspecção , os três anos que passou no Cenáculo (“ Mansão da Paz ”) , refletindo sobre a bondade de Druso, o administrador central .

Como fecho , mais uma vez fica demonstrado o quanto Deus é justo e bondoso , bem como o quanto é sábia a Lei de Causa e Efeito !


Personagens citados :

ANDRÉ LUIZ - é Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos .
No ano de 2003, em comemoração ao 1.500.000° exemplar de “ Nosso Lar ”, a Federação Espírita Brasileira reeditou, com nova diagramação e capa , a coleção dos 13 (treze) livros de A.Luiz com psicografia de Chico Xavier, tratando da “A Vida no Mundo Espiritual ”! Obras já estudadas:

- 1° livro : “ NOSSO LAR ” (1944 ) – obra literária iniciando fecunda série , sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro o Autor reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Com impressionante ineditismo , o livro narra particularidades do Plano Espiritual .

Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

Informa, ao fim do livro , que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ".

André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .

- 2° livro : "OS MENSAGEIROS " (1944 ) - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- 3° livro : “ MISSIONÁRIOS DA LUZ " (1945) - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas. Há impressionante narração de uma reencarnação, a partir do Programa Reencarnatório, seguida da fecundação , da gestação e do nascimento.

- 4° livro : " OBREIROS DA VIDA ETERNA " (1946) - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante / aprendiz .
- 5° livro : “O MUNDO MAIOR ” (1947) - agora , focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados , especialmente durante o repouso físico .

- 6º livro : “ LIBERTAÇÃO ” (1949) - um dos maiores equívocos do ser humano é o de se arvorar em juiz ... eis que , na verdade , quem assim procede, via de regra está projetando em outrem aquilo mesmo que denigre seu comportamento ; ao que sofre, já basta o aguilhão da culpa .

- 7° livro : “ ENTRE A TERRA E O CÉU ” ( 1954 ) - obra de grande singeleza , que nos mostra o poder da prece diante dos descaminhos humanos ( ciúme , suicídio , vingança , obsessão ) provocando desarmonia e sofrimento num grupo familiar . Pela caridade de Jesus, Benfeitores espirituais conseguem reordenar procedimentos morais , acalmar impulsos negativos e implantar a fraternidade entre todos .

- 8° livro : “ NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE” (1954) – as várias nuanças da mediunidade são aqui expostas de forma singela , mas com profundidade filosófica, posto que são fotografadas, diretamente da vida espiritual para a terrena , as conseqüências de como os médiuns exercem tal atividade ...

* * *

OBS : Citaremos a seguir os demais nomes dos personagens do livro " AÇÃO E REAÇÃO ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são mencionados pela primeira vez mencionados.

DRUSO (d) – 1/13 – Diretor , há 50 anos , da escola de reajuste “ Mansão da Paz ”, na jurisdição de “ Nosso Lar ”, mas encravada em zona de sombra espessa , tocada de ventania inquietante, quanto incessante.

HILÁRIO (d) – 1/14 – Colega de A.Luiz em “ Nosso Lar ” ( quando encarnado , também foi médico ).

NOTA : Registramos aqui , como humilde homenagem e sincera gratidão , que esse Espírito tem presença marcante nos dois últimos livros de André Luiz, tendo a graça de, formando dupla com ele , acompanhar Instrutores celestes , realizando variados estágios de aprendizado espiritual , tanto no Plano em que se encontram, como também em multiplicadas visitas ao Plano terreno , em Centros Espíritas e em residências .

André Luiz demonstra grande fraternidade para com Hilário . E nós também

SILAS, HONÓRIO e CELESTINA (d) – 2/24 – Assessores ( assistentes ) na “ Mansão da Paz ”.

PAULO (d) – 2/29 – Espírito sofredor, cuja mãe procura ajudá-lo, debalde .

BARRETO (d) - 3/33 – Assessor ( assistente ) na “ Mansão da Paz ”.

JONAS (d) - 3/34 – Prestes a reencarnar ( porém , a futura mãe o rejeita...).

CECINA (e) – 3/34 – Futura mãe (de Jonas).

ANTÔNIO OLÍMPIO (d) – 3/42 – Acumulou tantos débitos morais que tem o perispírito deformado.

CLARINDO e LEONEL (d) – 3/43 – Foram irmãos de Antônio Olímpio, que os matou.

LUIS (e) – 3/43 – Foi filho de Antônio Olímpio.

ALZIRA (d) – 3/44 – Foi esposa de Antônio Olímpio.

CLÁUDIO (d) – 4/48 – Assistente espiritual .

MACEDO (d) – 4/49 – Atendente espiritual – condutor de tarefas socorristas.

ORZIL (d) – 5/62 – Guarda na “ Mansão da Paz ”.

CORSINO (d) – 5/65 – Preso aos despojos , pela lembrança dos seus descaminhos .

VEIGA (d) – 5/65 – Fixado à herança que perdeu ao desencarnar .

MADALENA e SÍLVIA (d) – 6/76 – Foram irmãs que tiveram por maridos dois irmãos também consangüíneos que se odiavam. Agora , abnegadas, tentam ajudá-los.

SÂNZIO (d) – 6/79 – Ministro da Regenaração, em “ Nosso Lar ”.

ADÉLIA (e) – 8/106 – Esposa de Luis.

AÍDA (e) – 9/121 – Segunda esposa do pai do Assistente Silas.

ARMANDO (e) – 9/122 – Primo de Aída.

LUVOVINO (d) – 10/132 – Vigilante espiritual em atividade num hospital terreno .

LAUDEMIRA (d) – 10/132 – Enferma , prestes a passar por cirurgia . Vítima de obsessores.

PAULINO (d) – 10/145 – Mantém-se no lar terreno , tentando amparar o filho , ainda encarnado .

RICARDO (e) – 11/161 – Viúvo e em rudes provas . Sua ex-esposa, na Espiritualidade , ora por ele .

LUÍSA (d) – 12/166 – Mãe em desespero que solicita amparo para filha encarnada .

MARINA (e) – 12/166 – Filha de Luísa. Está prestes ao suicídio . Tem a chamada “ conta agravada ”.

JORGE (E) – 12/169 – Marido de Luísa. Internado em leprosário , para tratamento .

ZILDA-NILDA (d) – 12/169 - (e) 12/171 – Zilda foi Irmã de Luísa. Suicidou-se e a seguir reencarnou como filha de Marina , chamando-se Nilda.

POLIANA (e) – 13/175 – Enferma . Pobre . Prestes a desencarnar .

SABINO (e) – 13/176 – Filho de Poliana. É anão e paralítico . Sofre de idiotia completa .

ILDEU e MARCELA (e) 14/187 – Casados,. Ildeu deixou-se seduzir por Mara.

MARA (e) 14/187 – Moça leviana , que induz Ildeu a abandonar o lar .

ROBERTO, SÔNIA e MÁRCIA (e) 14/187 – Filhos do casal Ildeu-Marcela.

ADELINO CORREIA (e) – 16/213 – Palestrante espírita , enfermo , “o irmão da fraternidade pura ”.

LEONTINA (e) – 16/216 – Mãe de Adelino.

MARISA (e) – 16/217 – Adolescente (9/10 anos , presumíveis). É filha de Adelino.

MÁRIO e RAUL (e) – 16/217 – Cúmplices de Adelino em vida anterior .
ANTÔNIO e LUCÍDIO (d) - 16/218 – São , respectivamente , Mário e Raul, que reencarnaram como dois meninos enjeitados que foram adotados pelo mesmo Adelino, que os desencaminhara em vida passada .\

MARTIM GASPAR (d) – 16/217 – Foi pai de Adelino, em outra reencarnação.

MARIA EMÍLIA (d) – 16/218 – Em outra reencarnação foi esposa de Martim e madrasta de Adelino.

LAGO (d) – 17/229 – Atendente na “ Mansão da Paz ”, em atividades num pavilhão de indigentes .

LEO-ERNESTO (e) – 17/229 – (d) 17/235 – Leo, enfermo , preste a desencarnar , em vida anterior se chamava Ernesto.

HENRIQUE (e) – 17/232 – Irmão de Leo, que o declarou incapaz . Desencarnou com febre insidiosa.

FERNANDO (e) – 17/235 – Irmão de Leo , sofrendo idiotia , assassinado por Leo em outra reencarnação.
ASCÂNIO e LUCAS (d) – 18/247 – Respeitados Assistentes em Esfera Superior .

AÍDA (d) – (20/267) – Ex-esposa de Druso, em vida passada , além de ter sido madrasta de Silas

ARANDA (d) – 20/270 – Instrutor que substituirá Druso, que está preste a reencarnar .

* * *

A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “ Ação e Reação ”:

 

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

“surdiam em esgares ”

1

15

(do verbo surdir = sair da terra , brotar ) e (subst.) = caretas :” apareciam caretas ”, “apareciam carrancas ”

( mútua ) imanização

4

54

(do verbo imanizar = magnetizar , imanar , imantar )

vastação (purificadora

5

61

(subst.) = devastação

enxovia

5 e 7

67/92

(subst.) = cárcere subterrâneo , escuro , úmido e sujo

esvurmava

5

68

(do verbo esvurmar = limpar ferida do vurmo ou pus )

alcoice

5/16

68/222

(subst.) = o mesmo que alcouce : prostíbulo ; bordel

tugúrio

5

69

(subst.) = cabana ; refúgio ; abrigo

calcetas

6

78

(subst.) = indivíduos condenados à argola de ferro no tornozelo

quadrava

7

85

(do verbo quadrar ) = (Bras.) = dar postura ao corpo

pevide

7

92

(subst.) = semente

misantropia

8

100

(subst.) = aversão à sociedade , aos homens

onzenários

8

105

(adj.) = usurários ; agiotas (emprestam a juros de 11%)

cérberos

8

107

(subst.) = cão que segundo a mitologia grega guarda a porta do inferno ; (fig): guarda grosseiro , intratável

epizootias

9

115

(subst.) = doença , contagiosa ou não , que ataca numerosos animais , ao mesmo tempo

avoengos

9

119

(subst.) = antepassados ; avós

( casa ) solarenga

9

124

(adj.) = que tem aspecto ou feitio solar

cavaqueavam

10

130

(do verbo cavaquear = conversar com intimidade )

recolta

11

154

(subst.) = colheita

aresto

12/17

171/238

(subst.) = decisão de um tribunal ; acórdão

singulto

12

173

(subst.) = soluços

pantomima

14

189

(subst.) = expressão por meio de gestos ; mímica

ensanchas

15

201

(subst.) = porção de pano que se deixa a mais ; sobra

coonestar

15

210

( verbo ) = dar aparência de honestidade , de decente

metrite e metralgia

15

211

(subst.) = inflamação e dor (no útero

cairel

18

246

(subst.) = fita ou galão estreito ; borda ; beira

acúleo

20

269

(subst.) = ponta aguçada; espinhos

 

TOPO DA PÁGINA

ESTUDEMOS :

Reflexão em torno dos benefícios da oração e da água fluidificada :

A ÁGUA  FLUÍDA
Emmanuel

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão”. Jesus (Mateus, 10:42)

Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum.
Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.
A água é dos corpos o mais simples e receptivo da terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.
A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.

A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influência, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.

A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo d'alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres

O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhe seguem a marcha.
Ninguém existe órfão de semelhante amparo.. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de teus problemas orgânicos ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.

(Do livro "Segue-me!...", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

 

REFLEXÕES DE KARDEC

(ESTUDANDO A REVISTA ESPÍRITA)

ORGANIZANDO GRUPO DE ESTUDO E TRABALHO

 

R.. E. 1861 p. 377: «Quem tem a intenção de organizar um grupo em boas condições deve antes de tudo se assegurar do concurso de alguns adeptos sinceros, que levem a Doutrina a sério e cujo caráter conciliador e benevolente lhe seja conhecido. Com esse núcleo formado, que seja de três ou quatro pessoas, se estabelecerá regras precisas, seja para as admissões, seja para a direção das reuniões e para a ordem dos trabalhos, regras às quais os recém chegados terão de se conformar... A primeira condição a impor, se não se deseja ser a cada instante distraído por objeções ou questões ociosas, é pois o estudo preliminar. A segunda é uma profissão de fé categórica e uma adesão formal à Doutrina do Livro dos Espíritos e certas outras condições especiais que se julgar a propósito. Isto é para os membros titulares ou dirigentes ; para os ouvintes, que vêm geralmente para adquirir um acréscimo de conhecimentos e de convicções, se pode ser menos rigoroso ; todavia, como existem os que podem causar problemas pelas observações deslocadas, é importante se assegurar de suas disposições ; é preciso sobretudo, e sem exceção, afastar os curiosos e todos os que não sejam atraídos senão por um motivo frívolo.

A ordem e a regularidade dos trabalhos são coisas igualmente essenciais. Nós consideramos como eminentemente útil abrir a reunião pela leitura de qualquer passagem do Livro dos Médiuns e do Livro dos Espíritos ; por este meio, se terá sempre presente na memória os princípios da ciência e os meios de evitar os escolhos que se encontram a cada passo na prática. A atenção se fixará assim sobre uma multidão de pontos que escapam freqüentemente numa leitura particular, e poderão dar lugar a comentários e a discussões instrutivas, às quais mesmo os Espíritos poderão tomar parte...»

R.. E. 1861, p. 380: «...Tudo isso, como se vê, é de uma execução muito simples, e sem acessórios complicados ; mas tudo depende do ponto de partida, isto é, da composição dos grupos primitivos. Se eles forem formados de bons elementos, serão tantas boas raízes que darão bons rebentos. Se, ao contrário, são formados de elementos heterogêneos e antipáticos, de espíritas duvidosos, se ocupando mais da forma que do fundo, considerando a moral como a parte acessória e secundária, é preciso se prever polêmicas irritantes e sem desfecho, melindres de suscetibilidades, seguido de conflitos precursores da desorganização. Entre verdadeiros espíritas, tais como os havemos definido, vendo o propósito essencial do Espiritismo na moral, que é a mesma para todos, haverá sempre abnegação da personalidade, condescendência e benevolência, e, por conseqüência, certeza e estabilidade nos relacionamentos. Eis porque insistimos tanto nas qualidades fundamentais. As sociedades numerosas têm sua razão de ser do ponto de vista da propaganda, mas, para os estudos sérios, é preferível se fazer uso dos grupos íntimos.»

R.. E. 1861, p. 347: «De resto, qualquer que seja a natureza da reunião, quer seja numerosa ou não, as condições que deve preencher para atender o objetivo são as mesmas ; é nisso que é preciso conduzir todos os seus cuidados e, aqueles que o preencherem, serão fortes, porque terão necessariamente o apoio dos bons Espíritos. Estas condições são comentadas no Livro dos Médiuns nº 341.

Um capricho bastante freqüente com alguns novos adeptos, é o de crer se passarem a mestres após alguns meses de estudo. O Espiritismo é uma ciência imensa, como sabem, e cuja experiência não se pode adquirir senão com o tempo, nisso como em todas as coisas. Há nessa pretensão de não ter mais necessidade dos conselhos de outrem e de se crer acima de todos, uma prova de insuficiência, pois que fracassa em um dos preceitos primeiros da Doutrina : a modéstia e a humildade. Quando os maus Espíritos encontram semelhantes disposições em alguns indivíduos, eles não falham em os superexcitar, distrair e persuadir de que somente eles possuem a verdade. É um dos escolhos que se pode encontrar, e contra o qual creio dever prevenir, acrescentando que não é suficiente se dizer Espírita para se dizer Cristão : é preciso prová-lo pela prática.»

TOPO DA PÁGINA

SETEMBRO

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com .. ENTRE A TERRA E O CÉU..

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

 

 

 

ENTRE A TERRA E O CÉU " – Edição consultada: 13ª Edição /1990
Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1954).
Edição : Primeira edição em 1954, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ)

Nota : Até 2000 já havia 19 reedições , num total de 268.000 exemplares

 

Conteúdo doutrinário :

Esta obra prima (o trocadilho é proposital ) pela singeleza : tem início com a prece sincera de uma jovem , solicitando proteção da mãe (desencarnada), a qual não tinha condições de atendê-la... Aí , então , somos logo esclarecidos quanto à “ prece refratada” (aquela que tem o impulso luminoso desviado do endereço original , indo, ou melhor , subindo a Planos Espirituais superiores , de onde o atendimento é prontamente deflagrado). Dessa forma , “ apenas ” uma prece desencadeia todo o texto deste livro .

A trilha narrativa é toda ela embasada na família , no que ela representa de dramas cotidianos , de conflitos multiplicados, de processos obsessivos instalados, tudo isso no lar — mas , sobretudo , fala da Bondade de Deus , propiciando permanentes oportunidades de reconstrução , através reajustes , quase sempre dolorosos , mas de benéficos resultados morais

O reajuste familiar — talvez o mais fundamental dos objetivos divinos da reunião consangüínea de seres (a família ) sob um mesmo teto (o lar ) — desemboca, invariável e vitoriosamente na harmonia , na paz e no amor !

O aguilhão da culpa é aqui descrito com cores fortes , num alerta de fantástico valor pedagógico .

Há, ainda , até onde sabemos, ao menos um ensino espírita inédito : o referente aos chacras,

Reverberando lições do Mestre Jesus encontramos momentos de sublime leitura , quando personagens em demorado litígio se predispõem agora (“ enquanto estão a caminho ”...) ao perdão , em lances dramáticos de reconciliação. A ação protetora do Plano Espiritual , jamais negada aos encarnados e aos desencarnados é expressão maior nesta obra , a espelhar o Amor do Criador para com todas as Suas criaturas .

SINOPSE - Capítulo a capítulo

Cap I – Em torno da prece – O potencial de atendimento da prece tem infinitos degraus , sendo diretamente proporcional ao degrau evolutivo daquele que a faz. Se alguém nutre desejo de perpetrar uma falta não estará em prece e sim em “ invocação ”. Para o bem ou para o mal nossas aspirações sintonizam, respectivamente , mentes elevadas ou mentes estagnadas na ignorância — a escolha é nossa , tanto quanto o alcance das conseqüências , felizes ou infelizes .

Cap II – No cenário terrestre – Deparamo-nos aqui com uma prece refratada (comovedora) e aprendemos sobre a relatividade do livre-arbítrio , ou “ fatalidade relativa ”. O capítulo mostra ainda a infeliz teia que prende vários personagens ( encarnados e desencarnados), sendo auxiliados graças ao apelo feito ao Plano Espiritual por uma jovem bondosa , cuja encarnação houvera sido organizada em “ Nosso Lar ”.

Cap III – Obsessão – Num caso de grave obsessão ( entre dois Espíritos — desencarnado, o obsessor, e encarnado , o obsidiado) é-nos esclarecido que uma separação brusca entre ambos , pode ocasionar graves conseqüências para a obsidiado, talvez a morte do corpo (!).

Cap IV – Senda de provas – Intenções podem ser atenuantes ou agravantes para todo aquele que formula idéias e nelas se fixa . Desejos são forças mentais coagulantes, ensejando ações venturosas ou de dolorosas resultantes .

Cap V – Valiosos apontamentos – O mar é fonte inesgotável de fluidos reconfortantes para enfermos encarnados e principalmente desencarnados. A enfermidade longa é aqui mostrada como sendo bênção mal aquilatada pela maioria dos doentes que por ela passam ou que , em conseqüência , venham a desencarnar .

Cap VI – Num lar cristão – Mulher abandonada pelo marido educa seus filhos dentro da moral cristã. Vemos preciosa reunião familiar de preces e estudos referentes aos ensinos de Jesus — principalmente a excelência de benesses desencadeadas pelo perdão das ofensas .

Cap VII – Consciência em desequilíbrio – O capítulo leciona-nos sobre o problema da culpa : um criminoso (no caso , um Espírito desencarnado) fixou na mente o crime que cometeu ( assassinato ) e as últimas expressões da vítima ; vive perturbado há décadas , embora a própria vítima já tenha até reencarnado. Essa imagem se revitaliza cada dia em sua memória .

Cap VIII – Deliciosa excursão – Mães ( Espíritos encarnados , no desdobramento do sono ) são levadas por Espíritos benfeitores ao Plano Espiritual para visitar filhos seus , desencarnados em pouca idade . O deslocamento , por volitação, justifica o título do capítulo . O esquecimento do passado tem aqui vigorosa defesa , por constituir bênção divina , nem sempre assim considerada.

Cap IX – No Lar da Bênção – É importante colônia educativa de Espíritos desencarnados, ainda crianças . Vemos o caso de um ex-suicida que na reencarnação seguinte morre afogado no mar . Na Espiritualidade , seu perispírito apresenta profunda chaga na garganta , que o atormenta sem cessar .

Cap X – Preciosa conversação – São citados valiosos ensinamentos referentes aos Espíritos desencarnados quando ainda crianças . Geralmente , tais Espíritos , em vidas passadas , eram muito inteligentes , dominadores e egoístas. Após períodos mais ou menos longos de purgação, recebem a bênção de nova reencarnação, retornando necessitados de silêncio e solidão que lhes proporcione desvencilharem dos envoltórios inferiores em que se enredaram. É citado o infeliz e largamente praticado ato do “ infanticídio inconsciente e indireto ” de terríveis conseqüências para as mulheres que se comportam “ mais fêmeas que mães ”, na forte expressão do capítulo .

Cap XI – Novos apontamentos – Inércia e trabalho , atraso e adiantamento espirituais : eis o que leciona este capítulo , demonstrando o quanto o serviço e o servir são bênçãos . Recebemos preciosos ensinamentos sobre os templos de oração ( em particular , a visão espiritual das diferentes missas católicas).

Cap XII – Estudando sempre – Heranças genéticas (dos pais ) e heranças espirituais (de nós mesmos ) são expostas: no primeiro caso , à luz da lei de sintonia e atração ; no segundo , por merecimento . A dor é vista como concessão do Pai Celestial , para nosso próprio reajuste (!).

Cap XIII – Análise mental – O fantástico porvir da cirurgia psíquica é aqui noticiado. Reflexões sobre Freud (Sigmund Freud – 1856/1939) apontam a verdade incompleta de sua obra , na qual há ausência do bálsamo curativo aos problemas da alma . São explicadas como se processam as modificações do perispírito, pelas emoções . É citada a realização de uma regressão espiritual , mas sob rígido controle espiritual .

Cap XIV – Entendimento – Vítimas e criminosos são postos frente à frente , sob amparo de Benfeitores espirituais , com vistas a harmonizarem-se.

Cap XV – Além do sonho – O sonho , sob a ótica da vigília : enquanto o corpo se refaz pelo sono , a alma invariavelmente procura o lugar ou o objeto a que imanta o coração . (Daí a recomendação espírita de, ao se preparar para dormir , criar o hábito da oração , precedida de leitura evangélica ).

Cap XVI – Novas experiências – É narrado o encontro , no Plano Espiritual , de dois encarnados (desdobrados pelo sono ) — um , acusador terrível ; o outro , humilde , pedindo perdão . Os fatos que os unem remontam a passado longínquo .

Cap XVII – Recuando no tempo – Com auxílio do Espírito benfeitor , o acusador recobra a memória de vida passada , onde se vê também criminoso ...

Cap XVIII – Confissão – Temos aqui o depoimento-confissão de dois Espíritos que se envolverem num drama passional ( atração pela mesma mulher ), do que resultaram complicadas e funestas conseqüências futuras, não só para ambos como para a própria mulher .

Cap XIX – Dor e surpresa – O capítulo prossegue no fio narrativo das reminiscências dos personagens que se atrelaram em desatinos do passado . Sobressai o ensinamento de que os Espíritos protetores , visando resolver desavenças de contendores, proporcionam-lhes, com rígida segurança , recordações de vidas passadas . Não obstante , tanto no sonho como na vigília de ambos , impedem a lembrança de determinados lances . Isso porque , do contrário , o equilíbrio mental de tais excursionistas ao passado poderia ficar seriamente comprometido.

Obs : A lição deste capítulo parece-nos trazer um alerta quanto à TVP ( Terapia de Vidas Passadas ), no sentido de que no Plano Espiritual a regressão de memória é feita com rígido controle e seleção das recordações, algumas das quais são obstadas. No plano material , quem tem tal competência ?)

Cap XX – Conflitos da alma – Salvo melhor juízo , este capítulo inaugura na Literatura Espírita o milenar estudo esotérico (da filosofia hindu ) sobre os 7 ( sete ) principais chacras — centros de força — localizados no perispírito. Como acréscimo , temos valiosas considerações espíritas .

Cap XXI – Conversação edificante – Reflexões magníficas sobre a problemática das doenças e da dor , resultantes dos nossos maus atos , fixando sintomas no psiquismo e fazendo irromper variadas patologias no corpo físico .

Cap XXII – Irmã Clara – É-nos mostrada a diferença entre doutrinar e transformar : no primeiro caso é exigida força magnética capaz de operar sobre a mente de quem está em recuperação ; no segundo , só o sentimento sublimado ( amor ) do doutrinador poderá operar a renovação da alma de quem se ajuda . A palavra é sempre dotada de energias elétricas específicas. A voz , uma das mais deslembradas bênçãos divinas, é também uma das mais mal empregadas . Jamais a indignação ( mesmo que justa , como por exemplo , ante atos deliberadamente contrários às Leis de Deus ) deverá se manifestar vestida de cólera .

Cap XXIII – Apelo maternal – Esclarecimentos sobre os danos causados pelo ciúme . O capítulo expõe como age a força do amor na transformação de quem alimenta idéias de destruição . O Espírito protetor , ao ajudar alguém nos descaminhos da cólera , cita, de passagem , que ele próprio espera , “há vinte e dois séculos ” (!), pela redenção de uma criatura que lhe é cara , mas que ainda não se inclinou em sua direção .

Cap XXIV – Carinho reparador – Ceder , no caminho áspero , via de regra traz recomposição da harmonia em nossas vidas . O lar não é apenas domicílio de corpos , mas sim , um ninho de almas , onde a provação e a dor são abençoadas instrutoras-guias que nos aproximarão mais e mais de Deus .

Cap XXV – Reconciliação – O poder do perdão , sob a força de sinceridade plena , opera maravilhas da paz . A oração sem ação é como flor sem perfume . Pequenas caridades no lar contribuem para a harmonia doméstica e a alegria dos que ali residem.

Obs : Aqui , tanto a leitura da narração do Autor espiritual referente a gestos e fatos nobres , quanto a moldura da psicografia de F.C.Xavier, fazem com que dificilmente as lágrimas sejam contidas...

Cap XXVI – Mãe e filho – Comovente reencontro , no Plano Espiritual , entre mãe ( espiritualmente renovada para o bem ) e o filhinho sofrendo seqüelas do passado , mas sob assistência de Espíritos protetores . Podemos e devemos refletir sobre a excelência dos planejamentos reencarnatórios, elaborados individualmente , mas proporcionando oportunidades para reajustes de vários Espíritos , simultaneamente. Novamente o alerta : recordações do passado não devem ser totalmente despertadas...

Cap XXVII – Preparando a volta – No Plano Espiritual permanecem as seqüelas das doenças dos Espíritos que quando encarnados não somaram condições para delas se libertar . Vemos aqui parte da movimentação espiritual que precede a uma reencarnação.

Cap XXVIII – Retorno – Há absoluta harmonia nas Leis Divinas (no caso , as reencarnações que trazem sofrimento para o que nasce e para os pais ...). Ontem , alguém inclinou outrem à queda ; hoje , ampara-o no soerguimento... A reencarnação é tipificada por vários ascendentes , sendo que em casos especiais o Plano Espiritual adequa cada corpo físico ( através interferência nos cromossomos ) ao desempenho de cada missão — no geral , as reencarnações ocorrem por automatismo dos princípios embriogênicos ( magnetismo dos pais ). É realçado o alto valor da maternidade , na qual a alma permanece por séculos aperfeiçoando qualidades do sentimento .

Cap XXIX – Ante a reencarnação – É explicada cientificamente a redução perispiritual dos reencarnantes. No Plano Espiritual , as crianças desencarnadas, na maioria dos casos , demoram tempo mais ou menos longo para alcançarem crescimento mental , como ocorre no plano físico . Há esclarecimentos quanto à hereditariedade genética .

Cap XXX – Luta por renascer – Vemos aqui o instigante caso de uma mulher grávida que , pelo contato espiritual com o filho ( este , Espírito com débitos de consciência ), sofre a chamada “enxertia mental ”, com reflexos patológicos graves . Então , por sintonia ( reciprocidade entre mãe e filho ) ocorrem os chamados “ sinais de nascença ”, que são estados íntimos da futura mãe a se fixarem no futuro filho . São esclarecidos vários desdobramentos que surgem durante a gestação .

Obs: Este capítulo , sem demérito dos demais , é verdadeiramente empolgante .

Cap XXXI – Nova luta – A reconciliação com os adversários , o mais depressa possível , é a tônica pedagógica cristã deste capítulo . O rancor adoece o coração e deixa o Espírito herdeiro de problemas presentes e futuros . A oração é remédio infalível quando o caso é de inimigos insuportáveis ...

Cap XXXII – Recapitulação – O Plano Espiritual sempre encaminha fatos e pessoas de forma a que as adversidades sejam transformadas em harmonia . Aproveitar tais oportunidades será sempre construir os alicerces da paz íntima .

Cap XXXIII – Aprendizados – Vidas curtas na matéria podem representar refazimento perispiritual, para eliminação de matrizes negativas do passado , impressas no perispírito, por descaminhos morais . Moléstias longas e complicadas guardam função específica . Reflexões sobre casamentos imprudentes ... Considerações sobre os anjos de guarda .

Cap XXXIV – Em tarefa de socorro – Vemos neste capítulo como o bem produz efeito salutar , gerando merecimento : socorro , nas horas difíceis de quem praticou a caridade e assim granjeia inúmeros amigos espirituais .

Cap XXXV – Reerguimento moral – A bênção da amizade pura expõe o valor de “ um ombro amigo ” e de como um afeto sincero , que aconselha sem julgar , pode amparar aquele que está em angústias , ferido de remorso .

Cap XXXVI – Corações renovados – O capítulo sinaliza e confirma que quando há divergências pessoais e um dos envolvidos se veste de humildade e oferta entendimento e perdão , na forma de caridade , desata-se o nó e na alma brilha o céu da paz , sob o sol do Amor , sem as nuvens da mágoa ou do ressentimento. E assim , os corações se renovam...

Cap XXXVII – Reajuste – Duas mães amparam o mesmo filho ! A mãe encarnada , desajustada por complexo de culpa é levada ( em desdobramento pelo sono ) à Instituição Espiritual (“ Lar da Bênção ”), onde seu filhinho, após desencarnar , foi instalado, sob amparo de sua outra mãe (esta, desencarnada), de vida passada . Esse Espírito (o do filhinho desencarnado) teve a vida ceifada na infância , por duas vezes , a seu próprio benefício ( refazimento perispiritual).

Cap XXXVIII – Casamento feliz – Comentários edificantes sobre o amor . O matrimônio , quando de alma com alma , forja alicerces da comunhão fraterna e do respeito mútuo . Há alerta enérgico sobre as afeições impulsivas e as paixões fugazes , que no casamento , se logo passam, deixam algemas no cárcere social ...

Cap XXXIX – Ponderações – Na vida , há tempo para plantação e tempo para colheita . Na colheita de hoje , estaremos procedendo à reconstrução dos descaminhos nas vidas passadas . Aí , ressurge paralelamente o tempo de nova e alvissareira plantação . A maternidade proporciona, no santuário doméstico , a recomposição das afeições transviadas. Famílias difíceis representam sempre linhas de luta benéfica , a serviço da nossa evolução . Servir (!): privilégio que não devemos esquecer .

Cap XL – Em prece – Ao final desta inesquecível e suave obra encontramos uma encantadora e dulcíssima prece que — perdoem-nos a adjetivação — denominaríamos de “ Prece de Casamento ”. A saudade que emana do amor purificado leva a paz ao coração de quem assim ama , através o som amigo do vento , o perfume das flores e o brilho das estrelas , com o aceno da luz eterna .

Personagens citados :

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos .
- 1° livro : “ NOSSO LAR ” – obra literária iniciando fecunda série , sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro , reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Com impressionante ineditismo , o livro narra particularidades do Plano Espiritual .

Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

Informa, ao fim do livro , que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ". André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .

- 2° livro : "OS MENSAGEIROS " - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- 3° livro : “ MISSIONÁRIOS DA LUZ " - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.

- 4° livro : " OBREIROS DA VIDA ETERNA " - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante / aprendiz .
- 5° livro : “O MUNDO MAIOR ” - agora , focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados , especialmente durante o repouso físico .

- 6º livro : “ LIBERTAÇÃO ” - um dos maiores equívocos do ser humano é o de se arvorar em juiz ... eis que , na verdade , quem assim procede, via de regra está projetando em outrem aquilo mesmo que denigre seu comporta-mento; ao que sofre, já basta o aguilhão da culpa

OBS : Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro " ENTRE A TERRA E O CÉU ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.

CLARÊNCIO (d) – I/9 – É um dos 12 (doze) Ministros de “ Nosso Lar ”.
HILÁRIO – (d) – I/11 – Colega de A.Luiz em “ Nosso Lar ” ( quando encarnado , foi médico também )

EULÁLIA – (d) – II/15 – Cooperadora em “ Nosso Lar ”.

EVELINA – (e) – II/15 – Há 15 anos reencarnou. Vendo o lar em desarmonia orou à mãe (desencarnada). A prece de Evelina foi “refratada”.Zulmira, a madrasta, sofre remorso de crime que por ciúme deixou de evitar — a morte de Júlio, seu enteado , por afogamento , no mar . Júlio era irmão de Evelina.

ODILA (d) – II/15 – Foi mãe de Evelina. Ciumenta . Persegue Zulmira, que se casou com seu ex-marido e pratica-mente provocou a morte de Júlio.

ZULMIRA (e) – II/15 – Madrasta de Evelina. Tem profundo abatimento pela morte de Júlio, da qual se considera culpada indireta . Sofre assédio espiritual de Odila.

AMARO – (e) – II/15 – Pai de Evelina. Casou-se em segundas núpcias com Zulmira. Júlio era seu filho .

JÚLIO – (d) – II/15 – Filho de Amaro e Odila. Desencarnou aos 8 anos , afogado no mar , por omissão de socorro por parte de Zulmira.

CLARA – (d) – III/22 – Espírito evoluído. É a “Irmã Clara ” do Capítulo XXII.

ANTONINA – (e) – VI/36 – Valorosa mãe de 3 filhos . Marido abandonou-a.

MARCOS – (d) – VI/36 – Filho de Antonina, morreu aos 8 anos de idade , de pneumonia .

LISBELA – (e) – VI/37 – Filha de Antonina. É criança , ainda .

HENRIQUE – (e) – VI/37 – Filho de Antonina. É adolescente .

HAROLDO – (e) – VI/38 – Filho de Antonina. É adolescente .

LEONARDO PIRES – (d) – VII/47 – Necessitando de ajuda espiritual , estacionou no lar de Antonina, sua neta . É dementado. Desencarnou na Guerra do Paraguai (1860-1865), de cujas lembranças cita vários personagens : Lola Ibarruri ( atual Antonina) / General Polidoro / Esteves ( atual Mário Silva) / Príncipe Gastão de Orleães / Marechal Guilherme Xavier de Souza. Leonardo envenenou Esteves.

BLANDINA – (d) – IX/57 – Espírito protetor , em serviço no “ Lar da Bênção ”, que atende cerca de 2.000 Espíritos desencarnados ainda criança . Blandina cuida de 12 deles.

Obs : Pelo livro “Meimei – Vida e Mensagem ”, 1994, Edit.O Clarim , de três autores encarnados e com algumas mensagens psicografadas por F.C.Xavier, ficamos sabendo que Blandina é o Espírito Meimei, citado em várias psicografias de F.C.Xavier e que quando encarnada (22.10.1922 -01.10.1946) se chamava Irma de Castro, recebendo o nome “Meimei” pelo seu marido .( Meimei = expressão chinesa que significa “ amor puro ”).

MARIANA – (d) – IX/57 – Avó de Blandina.

AUGUSTO e CORNÉLIO – (d) – IX/58 – Espíritos benfeitores que amparam o “ Lar da Bênção ”.

MÁRIO SILVA – (e) – XV/94 – Enfermeiro . É o personagem Esteves, das reminiscências de Leonardo Pires , sobre a Guerra do Paraguai. Ambos disputavam a mesma mulher (Lola Ibarruri, atual Antonina). (Esteves foi envenenado por Júlio).

MINERVINA – (e) – XV/98 – Mãe de Mário Silva. Mãe prestimosa de seis filhos .

Frei FIDÉLIS ( Capuchinho ) – XVII/106 – Personagem do tempo da Guerra do Paraguai, citado por Mário Pires , em desdobramento pelo sono .

LINA FLORES – XVII/107 – Então esposa de Esteves ( atual Mário Silva) no tempo da Guerra do Paraguai. Atualmente é Zulmira. Ao tempo da Guerra do Paraguai cometeu adultério (uniu-se a Julio).

ARMANDO ( atual Amaro) e JÚLIO – XVII/107 – Personagens citado por Esteves, ao tempo da Guerra do Paraguai. Ambos se envolveram com Lina ( então esposa de Esteves/Mário Silva).

Madre PAULA – (d) – XXXIV/222 – Protetora espiritual a serviço de caridade em hospital de doentes encarnados .

LUCAS – (e) – XXXVIII/254 – Irmão de Antonina. Namora Evelina, com a qual há programação espiritual de se casar .

 

TERMOS POUCO USADOS: A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “ Entre a Terra e o Céu ”:

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

(descem) a flux

I

10

( locução adverbial) = em abundância ; a jorros

Valetudinário

VII

48

(adj. e subst.masc.) = diz-se do indivíduo de compleição muito fraca ; doentio *

(cantante) dilúculo

VIII

51

(subst.masc.) = crepúsculo matutino ; alvorada

( crianças ) gárrulas

VIII

55

(adj.) = que cantam muito ; tagarelas

pevides ( secas )

X

62

(subst.fem.) = sementes de vários frutos carnosos

crestando ( flores )

XIV

87

(do verbo crestar ) = tostar ; queimar à superfície , de leve

catadura

XV

94

(subst.fem.) = aparência ; aspecto ; semblante

tapizava (de flores )

XXII

135

(do verbo tapizar ) = atapetar ; ornar de tapetes

diplofonia

XXII

139

(subst.fem.) = perturbação da voz ( dois sons , simultâneos , na laringe )

revérberos

XXIII

141

(subst.masc.) = reverberações ; reflexos ; efeitos da luz refletida

(repetiam) à uma

XXVII

166

( locução adverbial) = ao mesmo tempo ; simultaneamente

engulhos

XXX

189

(subst.masc.) ânsias ; náuseas (fig: desejos , tentações )

garrotilho

XXXI

192

(subst.masc.) = crupe diftérico

pintalgado de estrelas *

LX

266

(do verbo pintalgar ) = pintar de cores variadas

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CONCEITO DE MEDIUNIDADE
J. Herculano Pires
Livro: Mediunidade

 

Médium quer dizer medianeiro, intermediário. Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. Não é um poder oculto que se possa desenvolver através de práticas rituais ou pelo poder misterioso de um iniciado ou de um guru. A Mediunidade pertence ao campo da comunicação. Desenvolve-se naturalmente nas pessoas de maior sensibilidade para a captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cerca e nos afeta com as suas vibrações psíquicas e afetivas. Da mesma forma que a inteligência e as demais faculdades humanas, a Mediunidade se desenvolve no processo de relação. Geralmente o seu desenvolvimento é cíclico, ou seja, processa-se por etapas sucessivas, em forma de espiral. As crianças a possuem, por assim dizer, à flor da pele, mas resguardada pela influência benéfica e controladora dos espíritos protetores, que as religiões chamam de anjos da guarda. Nessa fase infantil as manifestações mediúnicas são mais de caráter anímico; a criança projeta a sua alma nas coisas e nos seres que a rodeiam, recebem as intuições orientadoras dos seus protetores, às vezes vêem e denunciam a presença de espíritos e não raro transmitem avisos e recados dos espíritos aos familiares, de maneira positiva e direta ou de maneira simbólica e indireta. Quando passam dos sete ou oito anos integram-se melhor no condiciona-mento da vida terrena, desligando-se progressivamente das relações espirituais e dando mais importância às relações humanas. O espírito se ajusta no seu escafandro para enfrentar os problemas do mundo. Fecha-se o primeiro ciclo mediúnico, para a seguir abrir-se o segundo. Considera-se então que a criança não tem mediunidade, a fase anterior é levada à conta da imaginação e da fabulação infantis.

É geralmente na adolescência, a partir dos doze ou treze anos, que se inicia o segundo ciclo. No primeiro ciclo só se deve intervir no processo mediúnico com preces e passes, para abrandar as excitações naturais da criança, quase sempre carregadas de reminiscências estranhas do passado carnal ou espiritual. Na adolescência o seu corpo já amadureceu o suficiente para que as manifestações mediúnicas se tornem mais intensas e positivas. É tempo de encaminhá-la com informações mais precisas sobre o problema mediúnico. Não se deve tentar o seu desenvolvimento em sessões, a não ser que se trate de um caso obsessivo. Mas mesmo nesse caso é necessário cuidado para orientar o adolescente sem excitar a sua imaginação, acostumando-o ao processo natural regido pelas leis do crescimento. O passe, a prece, as reuniões para estudo doutrinário são os meios de auxiliar o processo sem forçá-lo, dando-lhe a orientação necessária. Certos adolescentes integram-se rápida e naturalmente na nova situação e se preparam a sério para a atividade mediúnica. Outros rejeitam a mediunidade e procuram voltar-se apenas para os sonhos juvenis. É a hora das atividades lúdicas, dos jogos e esportes, do estudo e aquisição de conhecimentos gerais, da integração mais completa na realidade terrena. Não se deve forçá-los, mas apenas estimulá-los no tocante aos ensinos espíritas. Sua mente se abre para o contato mais profundo e constante com a vida do mundo. Mas ele já traz na consciência as diretrizes próprias da sua vida, que se manifestarão mais ou menos nítidas em suas tendências e em seus anseios. Forçá-lo a seguir um rumo que repele é cometer uma violência de graves conseqüências futuras. Os exemplos dos familiares influem mais em suas opções do que os ensinos e as exortações orais. Ele toma conta de si mesmo e firma a sua personalidade. É preciso respeitá-lo e ajudá-lo com amor e compreensão. No caso de manifestações espontâneas da mediunidade é conveniente reduzi-las ao círculo privado da família ou de um grupo de amigos nas instituições juvenis, até que sua mediunidade se defina, impondo-se por si mesma.

O terceiro ciclo ocorre geralmente na passagem da adolescência para a juventude, entre os dezoito e vinte e cinco anos. É o tempo, nessa fase, dos estudos sérios do Espiritismo e da Mediunidade, bem como da prática mediúnica livre, nos centros e grupos espíritas. Se a mediunidade não se definiu devidamente, não se deve ter preocupações. Há processos que demoram até a proximidade dos 30 anos, da maturidade corporal, para a verdadeira eclosão da mediunidade. Basta mantê-lo em ligação com as atividades espíritas, sem forçá-lo. Se ele não revela nenhuma tendência mediúnica, o melhor é dar-lhe apenas acesso a atividades sociais ou assistenciais. As sessões de educação mediúnica (impropriamente chamadas de desenvolvimento) destinam-se apenas a médiuns já caracterizados por manifestações espontâneas, portanto já desenvolvidos.

Há ainda um quarto ciclo, correspondente a mediunidades que só aparecem após a maturidade, na velhice ou n sua aproximação. Trata-se de manifestações que se tornam possíveis devido às condições da idade: enfraquecimento físico, permitindo mais fácil expansão das energias perispiríticas; maior introversão da mente, com a diminuição de atividades da vida prática, estado de apatia neuropsíquica, provocado pelas mudanças orgânicas do envelhecimento. Esses fatores permitem maior desprendimento do espírito e seu relacionamento com entidades desencarnadas. Esse tipo de mediunidade tardia tem pouca duração, constituindo uma espécie de preparação mediúnica para a morte. Restringe-se a fenômenos de vidência, comunicação oral, intuição, percepção extra-sensorial e psicografia. Embora seja uma preparação, a morte pode demorar vários anos, durante os quais o espírito se adapta aos problemas espirituais com que não se preocupou no correr da vida. Esses fatos comprovam o conceito de mediunidade como simples modalidade do relacionamento homem-espírito. Kardec lembra que o fato de o espírito estar encarnado não o priva de relacionar-se com os espíritos libertos, da mesma maneira que um cidadão encarcerado pode conversar com um cidadão livre através das grades. Não se trata das conhecidas visões de moribundos no leito mortuário, mas de típico desenvolvimento tardio de mediunidade que, pela completa integração do indivíduo na vida carnal, imantado aos problemas do dia-a-dia, não conseguiu aflorar. A sua manifestação tardia lembra o adágio de que os extremos se tocam. A velhice nos devolve à proximidade do mundo espiritual, em posição semelhante à das crianças.

Na verdade, a potencialidade mediúnica nunca permanece letárgica. Pelo contrário, ela se atualiza com mais freqüência do que supomos, passa de potência a ato em diversos momentos da vida, através de pressentimentos, previsões de acontecimentos simples, como o encontro de um amigo há muito ausente, percepções extra-sensoriais que atribuímos à imaginação ou à lembrança e assim por diante. Vivemos mediunicamente, entre dois mundos e em relação permanente com entidades espirituais. Durante o sono, como Kardec provou através de pesquisas ao longo de mais de dez anos, desprendemo-nos do corpo que repousa e passamos ao plano espiritual. Nos momentos de ausência psíquica de distração, de cochilo, distanciamo-nos do corpo rapidamente e a ele retornamos como o pássaro que voa e volta ao ninho. A Psicologia procura explicar esses lapsos fisiologicamente, mas as reações orgânicas a que atribui o fato não são causa e sim efeito de um ato mediúnico de afastamento do espírito. Os estudos de Hipnotismo comprovam isso, mostrando que a hipnose interfere constantemente em nossa vigília, fazendo-nos dormir em pé e sonhar acordados, como geralmente se diz. A busca científica de uma essência orgânica da mediunidade nunca deu nem dará resultados. Porque a mediunidade tem sua essência na liberdade do espírito.

Chegando a este ponto podemos colocar o problema em termos mais precisos: a mediunidade é a manifestação do espírito através do corpo. No ato mediúnico tanto se manifesta o espírito do médium como um espírito ao qual ele atende e serve. Os problemas mediúnicos consistem, portanto, simplesmente na disciplinação das relações  espírito-corpo. É o que chamamos de educação mediúnica. Na proporção em que o médium aprende como espírito, a controlar a sua liberdade e a selecionar as suas relações espirituais, sua mediunidade se aprimora e se torna segura. Assim o bom médium é aquele que mantém o seu equilíbrio psicofísico e procede na vida de maneira a criar para si mesmo um ambiente espiritual de moralidade, amor e respeito pelo próximo. A dificuldade maior está em se fazer o médium compreender que, para tanto, não precisa tornar-se santo, mas apenas um homem de bem. Os objetivos de santidade perseguidos pelas religiões, através dos milênios, gerou no mundo uma expectativa incômoda para todos os que se dedicam aos problemas espirituais. Ninguém se torna santo através de sufocação dos poderes vitais do homem e adoção de um comportamento social de aparência piedosa.. O resultado disso é o fingimento, a hipocrisia que Jesus condenou incessantemente nos fariseus, uma atitude permanente de condescendência e bondade que não corresponde às condições íntimas da criatura. O médium deve ser espontâneo, natural, uma criatura humana normal, que não tem motivos para se julgar superior aos outros. Todo fingimento e todo artifício nas relações sociais leva os indivíduos à falsidade e à trapaça.. A chamada reforma - íntima esquematizada e forçada não modifica ninguém, apenas artificializa enganosamente os que a seguem. As mudanças interiores da criatura decorrem de suas experiências na existência, experiências vitais e consciências que produzem mudanças profundas na visão íntima do mundo e da vida.

Essa colocação dos problemas mediúnicos sugere um conceito da mediunidade que nos leva às próprias raízes do Espiritismo. A Mediunidade nos aparece como o fundamento de toda a realidade. O momento do Fiat, da Criação do Cosmos, é um ato mediúnico. Quando o espírito estrutura a matéria para se manifestar na Criação, constrói o elemento intermediário entre ele e a realidade sensível ou material. A matéria se torna o médium do espírito. Assim, a vida é uma permanente manifestação mediúnica do espírito que, por ela, se projeta e se manifesta no plano sensível ou material. O Inteligível, que é o espírito, o princípio inteligente do Universo, dá a sua mensagem inteligente através das infinitas formas da Natureza, desde os reinos mineral, vegetal e animal, até o reino hominal, onde a mediunidade se define em sua plenitude. A responsabilidade do Homem, da Criatura Humana, expressão mais elevada do Médium, adquire dimensões cósmicas. Ele é o produto multimilenar da evolução universal e carrega em sua mediunidade individual o pesado dever de contribuir para que a Humanidade realize o seu destino cósmico. A compreensão deste problema é indispensável para que os médiuns aprendam a zelar pelas suas faculdades.

 

TOPO DA PÁGINA

OUTUBRO

 

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com .. ..LIBERTAÇÃO

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

Título : " LIBERTAÇÃO " – Edição consultada: 6ª Edição /1974


Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER (concluída em 1949).
Edição : Primeira edição em 1949, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro /RJ)
Nota : Até 2002 já haviam 25 reedições , num total de 299.000 exemplares

 

 

Conteúdo doutrinário :

Este livro trata das culpas advindas a todos aqueles — encarnados e desencarnados — que trilharam pelos descaminhos morais , prejudicando a si mesmos e ao próximo . Como a evolução espiritual é Lei Divina , chega o tempo da inexorável prestação de contas , a partir do tribunal da própria consciência . Enquanto o arrependimento não brota no culpado, por sintonia ele será situado em tormentoso clima astral onde encontrará milhares de Espíritos similares . Porém , alguns desses — obsessores poderosos e cruéis — arvoram-se em juízes implacáveis que em razão da culpa dos mais fracos disso se valem para escravizá-los. A forma como isso acontece é aqui narrada de forma esclarecedora, quanto chocante .

As descrições dos abismais ambientes das trevas onde estão tais Espíritos caídos no mal causam fortíssima impressão , mas constituem preciosa lição de como até ali o Amor de Deus e a Caridade de Jesus e seus Prepostos se faz presente a todos quantos manifestem mínima vontade de mudar de rota , abandonando o mau proceder.

Os distúrbios físico-psíquicos-espirituais são analisados nos Planos Espiritual e Material , com detalhamento de alto impacto aos leitores , funcionando esta obra como enérgico alerta a todos nós , criaturas ainda nas duras lutas do auto-aperfeiçoamento moral .

Não adiantando análises ou reflexões , mas apenas em face do que temos visto no Movimento Espírita , talvez nos seja permitido imaginar que determinadas informações ( caso da segunda morte e dos ovóides , por exemplo ) causem estranheza e dificuldade de aceitação a alguns espíritas . Não obstante , pedimos licença a esses para sugerir-lhes que dêem crédito ao Tempo , que desata todo e qualquer nó , jamais deixando a verdade submersa.

SINOPSE - Capítulo a capítulo


Cap I – Ouvindo elucidações – São citados vultos históricos que embora plenos de boas intenções , no entretanto não lograram semear a paz e a fraternidade . É dito que a Espiritualidade estuda a energia atômica (estávamos em 1949!) em aspectos inimagináveis para os encarnados . Há exortação de auxílio às almas caídas (de desencarnados), agrupadas em regiões trevosas de terrível aspecto .

Cap II – A palestra do Instrutor – O capítulo trata dos Espíritos desencarnados voltados para o mal : organizam e dirigem cidades espirituais onde almas caídas se refugiam, fugindo “envergonhadas de si mesmas”. São “ filhos das trevas que se aglomeram, escorando-se, aos milhares , uns nos outros ...”.

Cap III – Entendimento – Sublimes lições de renúncia e gratidão . Cita-se que as desarmonias da Terra são consideradas em tribunais mais altos do que possamos imaginar ... A riqueza material é configurada como prova perigosa e aflitiva .

Cap IV – Numa cidade estranha – Há descrição de tenebroso reino das trevas . Seres de terrível aspecto , gemidos lancinantes vindos de toda parte ... O ambiente é sufocante ... Ali “padecem centenas de milhares de criaturas em amargos choques de retorno à realidade ”. A direção dessa região é de um Espírito impiedoso que se intitulou “ grande juiz ”. Crianças , por compaixão celestial , não são levadas para ali .

Cap V – Operações seletivas – A lei de ação e reação está presente em toda parte . Mas naquela região das trevas os juízes hipnotizam os “ réus ” e os condenam e martirizam, ao invés de sugerir renovação moral — única via para a “ liberdade ”, consubstanciada na paz de espírito . Vemos descrição do processo da licantropia ( doença mental em que o enfermo se julga transformado em lobo). Encontramos no capítulo preciosas elucidações sobre sintonia e aura .

Cap VI – Observações e novidades – Citados os “ halos vibratórios ” ( revestimento de cada Espírito ). Simples e preciosa lição : a prece edifica barreiras às obsessões . É mostrado como a desarmonia doméstica entre cônjuges pode ser fruto da invigilância de um deles, que durante o desdobramento do sono recebe forte influenciação de obsessores vingativos . Há informação , ao que sabemos, inédita : “a segunda morte ”, representada pela perda do perispírito.seja por grande mérito e ascensão a planos superiores , ou , ao contrário , por demasiada densidade mental na maldade e nos vícios . No primeiro caso , os Espíritos que muito evoluem “alçam vôo altíssimo”; no segundo , os Espíritos mergulhados no mal transformam-se em esferas ovóides , quais fetos ou amebas mentais . Estes últimos , para sobreviver , imantam-se a hospedeiros — encarnados ou desencarnados — com eles sintonizados.

Cap VII – Quadro doloroso – Casas revestidas de lodo e de cheiro repelente davam o tom àquele local , pelo qual transitavam milhares de “ loucos declarados”. Adiante , um brusco despenhadeiro e abaixo dele, furnas e abismos , onde milhares de Espíritos alienados mentais se amontoavam. Há reencarnações compulsórias , sob auspícios do Plano Superior , a beneficio de Espíritos em expiação de delitos graves .

Cap VIII – Inesperada intercessão – O bondoso Instrutor espiritual dialoga com o poderoso Espírito que se arvorou em “ grande juiz ” dos culpados. O objetivo do Instrutor é auxiliar a uma pessoa encarnada que está em vias de alienar-se e desencarnar , por subjugação obsessiva de 60 (sessenta) (!) Espíritos auxiliares desse “ grande juiz ”. São citados os “ dragões ” ( Espíritos caídos no mal , operando há muito tempo em zonas inferiores da vida ).

NOTA: O Autor Espiritual repassa o esclarecimento de que tais acontecimentos são de conhecimento da Espiritualidade amiga que , longe de com eles concordar , administra-os porém na medida justa , a benefício de devedores tais , que só a dor e as dificuldades inclinam à redenção .

Cap IX – Perseguidores invisíveis – Gúbio, A.Luiz e o companheiro Elói “integram-se” na equipe do poderoso juiz , com o fito de auxiliar à citada vítima da tão cruel obsessão ... O capítulo é de forte expressão ao mostrar como se processa incessante vampirização pelas formas ovóides , fortemente ligadas ao cérebro da vítima encarnada , cujas energias usuais do corpo físico serviam-lhes de alimento . Há ainda interessantes dissertações sobre imagens religiosas em igrejas e halo vital ( aura ), cujas cores demonstram o patamar moral dos Espíritos ( encarnados e desencarnados). Fluidificação de hóstias (!).

Cap X – Em aprendizado – A origem de uma vingança é detalhada. O apoio espiritual a todos os médicos é confirmado. A desarmonia no lar é vista do Plano espiritual , demonstrando como a ausência do Evangelho traz perturbações a familiares encarnados e desencarnados. A beleza física nem sempre é paralela à forma perispirítica...

Cap XI – Valiosa experiência – Temos aqui expostos os perigos da mediunidade mercantilista e também os tormentos vivenciados no arrependimento pelos abusos do poder . Há excelente lição sobre o ectoplasma . Novos processos obsessivos são também exemplificados e dimensionados.

Cap XII – Missão de amor – É descrita a terrível influência espiritual negativa mesmo entre Espíritos que se querem bem ( encarnados e desencarnados), mas sintonizados em vingança . A força do perdão , associada a uma sublime prece , seguida de preciosa doutrinação , rompem duas barreiras do mal , erguida há tanto tempo por almas sedentas de vingança . E aí , assim , diante da força do amor , tais almas reconhecem a permanente caridade de Deus para com Seus filhos , dispensada por intermédio de Jesus e seus prepostos .

NOTA: Em nossa desqualificada opinião este é, talvez , um dos trechos mais belos de toda a literatura espírita , ao demonstrar como a humildade e a caridade são usinas de paz .

Cap XIII – Convocação familiar – Desdobrados pelo sono familiares encontram-se e são orientados à reconstrução de suas existências . A Lei de Causa e Efeito e o amparo fraternal do Instrutor reconstituem o passado , levando harmonia aos personagens envolvidos em até então dolorosos dramas .

Cap XIV – Singular episódio – O capítulo demonstra como todos os Espíritos têm, no âmago , a centelha imortal do amor . Mesmo aqueles que — e principalmente é o que nos resta demonstrado — estão provisoriamente engajados no mal . Nesse caso , sua conversão , ou melhor , seu retorno ao Bem , constitui aprendizado dos mais comoventes .

Cap XV – Finalmente , o socorro – É dissertado quanto ao problema da Espiritualidade que se ressente de médiuns desinteressados da humildade . São citados os médiuns que têm procedimento espiritualizado apenas nas poucas horas de duração da reunião mediúnica, quase sempre semanal ... (e pensar que a semana tem 168 horas ...). Há novos apontamentos sobre o ectoplasma ( cópia de “ força nêurica”).

Cap XVI – Encantamento pernicioso – O ciúme é descrito como verdadeira tempestade de fluidos malignos a desestabilizar ( principalmente aos médiuns ). Vemos aqui como os obsessores influenciam o médium presa de ciúmes , fazendo-o vacilar e perder o concurso da Espiritualidade protetora.

Cap XVII – Assistência fraternal – O Centro Espírita é refúgio abençoado para Espíritos sinceramente arrependidos e dispostos a mudança de rota , saindo do erro e caminhando na reconstrução . Há no capítulo uma importante informação : uma mãe suicida , com sua presença espiritual , inocula “ vírus psíquico ” nos filhos ( crianças , ainda ), “envenenando-lhes a carne delicada , através da respiração ”. Formas-pensamento são delineadas, demonstrando a força criadora do pensamento .

Cap XVIII – Palavras de benfeitora – A reencarnação, raramente apreciada, constitui bênção sublime , divina , face as renovadas oportunidades de progresso que oferta , oportunidades essas que , pela maioria dos que reencarnam, têm aproveitamento prometido antes , são esquecidas durante , lamentadas depois ...

Cap XIX – Precioso entendimento – Mais uma vez é lecionado que a “ experiência terrena pode ser doloroso curso de renunciação pessoal mas também abençoada escola em que o Espírito de boa vontade pode alcançar culminâncias”. A dor e os obstáculos constituem ferramentas de melhoria moral a nosso favor . Vemos, neste capítulo , o fraternal encontro do Espírito que vai reencarnar com o Espírito encarnado que ser-lhe-á mãe . Notável o fato que , esses mesmos Espíritos , que estarão novamente reunidos no lar , em vida passada também foram familiares , com o parentesco invertido, isto é, eram mãe e filha ; brevemente serão filha e mãe .

Cap XX – Reencontro – A compreensão e a fraternidade , consubstanciando o amor fraternal para aqueles que nos perseguem, são os verdadeiros dissolventes da vingança . O perseguidor é o irmão que tem menos a crueldade e mais a moléstia do orgulho ferido.

Findando este abençoado livro o Autor Espiritual nos brinda com exemplares casos de libertação ( título desta obra ), um em particular ; todos , porém , graças ao infinito Amor de Deus , traduzido pela permanente ação fraternal e iluminada do amparo de Jesus.

Personagens citados:

ANDRÉ LUIZ - é o Autor Espiritual . Permaneceu no Umbral por oito anos .

- 1° livro : “ NOSSO LAR ” – obra literária iniciando fecunda série , sempre pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Nesse livro , reporta como foi recolhido à Instituição Espiritual " Nosso Lar " (situada na psicosfera da cidade do Rio de Janeiro ), por interferência de sua mãe . Com impressionante ineditismo , o livro narra particularidades do Plano Espiritual .

Graças à sua abnegação e trabalhos incansáveis de auxílio ao próximo , alguns anos mais tarde conquistou a faculdade da volitação.

Informa, ao fim do livro , que recebeu a comenda de " Cidadão de Nosso Lar ".

André Luiz é um exemplo dignificante de auto-reforma e de como a conseqüente evolução espiritual traz intensos momentos felizes para todo aquele que ajuda ao próximo .

- 2° livro : "OS MENSAGEIROS " - reporta vários aprendizados que alcançou junto à equipe de auxiliares-aprendizes, no " Centro de Mensageiros ", quando , após estágio e uma viagem à Crosta , teve oportunidade de pôr em prática as lições recebidas.

- 3° livro : “ MISSIONÁRIOS DA LUZ " - aprimora os conhecimentos até então auferidos. Estagia com o Instrutor ALEXANDRE num recinto terrestre , onde se desenrolam inúmeras atividades mediúnicas.

- 4° livro : " OBREIROS DA VIDA ETERNA " - registra que é a primeira vez que integra equipe socorrista (de auxílio a desencarnações), pois até então fora estudante / aprendiz .
- 5° livro : “O MUNDO MAIOR ” - agora , focaliza aspectos da vida no mundo espiritual e do intercâmbio entre desencarnados e encarnados , especialmente durante o repouso físico .

 

OBS : Citaremos a seguir os nomes dos personagens do livro " LIBERTAÇÃO ", colocando entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , e os respectivos capítulo e página onde são pela primeira vez mencionados.


FLÁCUS (d) – l/13 – É um dos 12 (doze) Ministros de “ Nosso Lar

GÚBIO (d) – 1/13 – Instrutor no educandário de “ Nosso Lar

ELÓI (d) – 2/26 – Amigo de André Luiz.

MARGARIDA (d) – 3/39 – Enferma , atendida por Gúbio ( seu pai em eras recuadas).
GAMA (d) - 3/40 – Instrutor encarregado de serviços em Colônia Espiritual .

CLÁUDIO (d) - 3/42 – Obsessor impenitente que recusa qualquer tipo de auxílio .Assassinou o sobrinho .

ANTÔNIO (d) – 3/44 – É o sobrinho que Cláudio assassinou

GREGÓRIO (d) – 3/46 – Espírito trevoso , de grande potencial magnético , chefia centenas de Espíritos desditosos que obedecem-no cegamente .

NOTA : Os fatos narrados neste livro têm neste personagem o foco principal , redentor .
MATILDE (d) – 3/47 – Mãe de Gregório. É Espírito muito evoluído.

MARGARIDA (e) - 3/49 – Foi filha de Gúbio. Está imantada a Gregório.

JOÃO (e) - 6/82 – Citado por um Espírito (de mulher , também encarnado ), como sendo voltado à prece .

MARINA (e) – 6/82 – Desdobrada pelo sono é assediada por um Espírito obsessor que a induz a perturbar o marido , este , em processo de auto-reforma espiritual .

JOAQUIM (e) – 7/95 – Precedeu reencarnação de um Espírito de mulher , extremamente infeliz , sua companheira em descaminhos do passado . Quando ela reencarnar , iniciarão a luta redentora de ambos .

TIMÃO (d) – 8/112 – Estranho personagem , preposto do poderoso Gregório.

SÉRGIO (d) – 9/113 – Auxiliar na equipe de obsessores do implacável juiz (Gregório).
SALDANHA (d) – 9/113 – Diretor da falange de obsessores.

IRACEMA (d) – 10/126 – Esposa de Saldanha.

JORGE (e) – 10/126 – Filho de Saldanha e Iracema. Inocente , foi julgado culpado. Enlouqueceu.

IRENE (d) – 10/127 – Esposa de Jorge. Suicidou-se.

GABRIEL (e) – 10/129 – Marido de Margarida .

MAURÍCIO (d) – 10/131 – Espírito protetor em ação no lar de Margarida .

LEÔNCIO (d) – 12/149 – Obsessor implacável ( hipnotizador ).

ALENCAR (e) – 13/165 – Irmão de Margarida .

LIA (e) – 13/165 – Neta de Saldanha.

GASPAR (d) – 14/181 – Obsessor. Hipnotizador de Margarida

AVELINA (e) – 14/182 – Esposa de Gaspar.

ÂNGELO (e) – 14/183 – Filho de Gaspar e Avelina.

FELÍCIO (e) 14/183 – Enfermeiro de Ângelo. É irmão de Elói.

SILVA (e) – 15/197 – Realiza reuniões mediúnicas proveitosas em seu lar .

OBS : Apenas como lembrete , este livro data de 1949, quando em muitas cidades não havia Centro Espírita.. Atualmente há recomendação da FEB para que as reuniões mediúnicas se processem nos C.E.

SIDÔNIO (d) – 15/197 – Diretor espiritual das reuniões mediúnicas no lar de Silva.


ISAURA (e) – 15/200 – Médium de psicofonia. Esposa de Silva.

TERMOS POUCO USADOS:

A título de colaboração , registramos abaixo o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente aparecem ao longo do texto de “ Libertação ”:

TERMOS

CAPÍTULO

PÁGINA

S I G N I F I C A D O

tentame

1

14

(subst) = tentativa ; ensaio

numes

1

23

(subst) = divindades mitológicas

quadrariam

2

28

(do verbo quadrar ) = dariam forma quadrada

vascolejam

2

35

(do verbo vascolejar ) = agitam; revolvem

Atilhos

2

35

(subst) = fita ; fio ; cordão

zimbório

3

38

(subst) = cúpula ; parte superior

Estige

3

38

(subst própr) = Rio do inferno ( mitológico )

peplo

3

46

(subst) = túnica sem manga

lictores

5

68

(subst) = oficiais de justiça na antiga Roma

“sedia gestatória ”

5

68

(subst) = cadeira que conduz o Papa nas cerimônias pontificiais

“conficteor”

5

71

(subst) = oração que precede à confissão

sega-nos

6

86

(do verbo segar ) = corta-nos; ceifa-nos

desmantelos

7

91

(subst) = demolições; desarranjos

hierofante

8

103

(subst) = sacerdote na Grécia e na Roma (antigas)

carantonhas

9

113

(subst) = cara grande e feia

cabaz

9

121

(subst) = cesto de vime

“ite, missa est”

9

123

( expressão latina ) = ide, acabou-se a missa

recolta

10

130

(do verbo recoltar ) = recolhe; faz nova colheita

esbarrondando

11

139

(do verbo esbarrondar ) = rompendo; desmoronando

Clorótica

11

139

( adjetivo ) = anêmica ( por sofrer de clorose )

“Bombix mori”

12

151

(subst) = espécie de inseto (da amoreira ) zumbidor

Obsidente

13

166

( adjetivo ) = aquele que obsedia

força nêurica

15

200

( adjetivo ) = ref. À força dos nervos ou do sistema nervoso

Crestar

16

204

( verbo ) = tirar o mel (de colméia)

estugou

16

207

(do verbo estugar ) = apressou ( passo ); instigou

galarins

17

220

(subst) = o ponto mais alto

fescenina

17

222

( adjetivo ) = obscena ; licenciosa

garridice

19

247

(subst) = requinte excessivo no vestir

doestos

20

252

(subst) = acusações desonrosas

acerada

20

261

(do verbo acerar ) = temperada ; transformada em aço

TOPO DA PÁGINA

ESTUDANDO KARDEC

 

Os males da Humanidade vêm da imperfeição dos homens: é pelos seus vícios que se prejudicam uns aos\outros. Enquanto os homens forem viciosos, serão infelizes, por que a luta dos interesses engendra, sem cessar, misérias.

Boas leis contribuem, sem dúvida, para a melhoria do estado social, mas são impotentes para assegurar a felicidade da Humanidade, porque não fazem senão comprimir as más paixões, sem aniquilá-las; em segundo lugar, porque são mais repressivas do que moralizadoras, e elas não reprimem senão os atos maus mais salientes, sem destruir a causa. Aliás, a bondade das leis está em razão da bondade dos homens; enquanto estes estiverem dominados pelo orgulho e pelo egoísmo, farão leis em proveito das ambições pessoais. A lei civil não modifica senão a superfície; só a lei moral pode penetrar o foro interior da consciência e reformá-lo.

Estando, pois, admitido que é a contusão causada pelo contato dos vícios que torna os homens infelizes, o único remédio para os seus males está no seu aperfeiçoamento moral. Uma vez que as imperfeições são a fonte dos males, a felicidade aumentará à medida que as imperfeições diminuirem.

Por boa que seja uma instituição social, se os homens são maus, falseá-la-ão e lhe desnaturarão o espírito para explorá-la em seu proveito. Quando os homens forem bons, farão boas instituições e elas serão duráveis, porque todos terão interesse em sua conservação.

A questão social não tem, portanto, o seu ponto de partida na forma de tal ou tal instituição; está inteiramente no aperfeiçoamento moral dos indivíduos e das massas. Aí está o princípio, a verdadeira chave da felicidade da Humanidade, porque então os homens não pensarão mais em se prejudicarem uns aos outros. Não basta colocar um verniz sobre a corrupção, é a corrupção que é preciso extinguir.

O princípio do aperfeiçoamento está na natureza das crenças, porque as crenças são o móvel das ações e modificam os sentimentos; está também nas idéias inculcadas desde a infância e identificadas com o Espírito, e nas idéias que o desenvolvimento ulterior da inteligência e da razão podem fortificar, e não destruir. Será pela educação, mais ainda do que pela instrução, que se transformará a Humanidade.

O homem que trabalha seriamente pelo seu próprio aperfeiçoamento assegura a sua felicidade desde esta vida; além da satisfação de sua consciência, isenta-se das misérias, materiais e morais, que são a conseqüência inevitável de suas imperfeições. Terá a calma porque as vicissitudes não farão senão de leve roça-lo; terá a saúde porque não usará o seu corpo para os excessos; será rico, porque se é sempre rico quando se sabe contentar-se com o necessário; terá a paz da alma, porque não terá necessidades factícias, não será mais atormentado pela sede das honras e do supérfluo, pela febre da ambição, da inveja e do ciúme; indulgente para com as imperfeições de outrem, delas sofrerá menos; excitarão a sua piedade e não a sua cólera; evitando tudo o que pode prejudicar o seu próximo, em palavras e em ações, procurando, ao contrário, tudo o que pode ser útil e agradável aos outros, ninguém sofrerá com o seu contato.

Assegura a sua felicidade na vida futura, porque, quanto mais estiver depurado, mais se elevará na hierarquia dos seres inteligentes, e logo deixará esta Terra de provas por mundos superiores; porque o mal que tiver reparado nesta vida não terá mais que reparar em outras existências; porque, na erraticidade, não encontrará senão seres amigos e simpáticos, e não será atormentado pela visão incessante daqueles que teriam do que se lamentar dele.

Que homens, vivendo juntos, estejam animados desses sentimentos, serão tão felizes quando o comporta a nossa Terra; que, gradualmente, esses sentimentos ganham todo um povo, toda uma raça, toda a Humanidade, e o nosso globo tomará lugar entre os mundos felizes.

É uma quimera, uma utopia? Sim, para aquele que não crê no progresso da alma; não, para aquele que crê em sua perfectibilidade indefinida.

O progresso geral é a resultante de todos os progressos individuais; mas o progresso individual não consiste somente no desenvolvimento da inteligência, na aquisição de alguns conhecimentos; isso não é senão uma parte do progresso, e que não conduz necessariamente ao bem, uma vez que se vêem homens fazerem muito mau uso de seu saber; consiste, sobretudo, no aperfeiçoamento moral, na depuração do Espírito, na extirpação dos maus germes que existem em nós; aí está o verdadeiro progresso, o único que pode assegurar a felicidade da Humanidade, porque é a própria negação do mal. O homem mais avançado em inteligência pode fazer muito mal; aquele que é avançado moralmente, não fará senão o bem. Há, pois, interesse para todos no progresso moral da Humanidade.

Mas o que fazem o aperfeiçoamento e a felicidade das gerações futuras, para aquele que crê que tudo acaba com a vida? Que interesse tem em se aperfeiçoar, em se constranger, em domar as suas paixões, de privar-se pelos outros? Não tem nenhum; a própria lógica lhe diz que seu interesse está em gozar depressa e por todos os meios possíveis, uma vez que, amanhã talvez, não será mais nada.

A doutrina do niilismo é a paralisia do progresso humano, porque circunscreve a visão do homem sobre o imperceptível ponto da existência presente; porque restringe as idéias e as concentra forçosamente sobre a vida material; com essa doutrina, o homem não sendo nada antes, nada depois, todas as relações sociais cessam com a vida, a solidariedade é uma palavra vã, a fraternidade uma teoria sem raízes, a abnegação em proveito de outrem um logro, o egoísmo com a sua máxima: cada um por si, um direito natural, a vingança um ato de razão; a felicidade está para o mais forte e os mais espertos; o suicídio, o fim lógico daquele que, ao cabo de recursos e expedientes, não espera mais nada, e não pode se tirar do lodaçal. Uma sociedade fundada sobre o niilismo, levaria em si o germe da próxima dissolução.

Outros, porém são os sentimentos daquele que tem fé no futuro; que sabe que nada do que adquire em saber e em moralidade não está perdido para ele; que o trabalho de hoje trará frutos amanhã; que ele mesmo fará parte dessas gerações futuras mais avançadas e mais felizes. Sabe que, trabalhando para os outros, trabalhará para si mesmo. Sua visão não se detém na Terra: ela abarca o infinito dos mundos que serão um dia sua morada; entrevê o lugar glorioso que será seu quinhão, como o de todos os seres chegados à perfeição.

Com a fé na vida futura, o círculo das idéias se alarga; o futuro está para si; o progresso pessoal tem um objetivo, uma utilidade efetiva. Da continuidade das relações entre os homens, nasce a solidariedade; a fraternidade está fundada sobre uma lei natural e sobre o interesse de todos.

A crença na vida futura, portanto, é o elemento de progresso, porque é o estimulante do Espírito: só ela pode dar coragem nas provas, porque lhe fornece a razão, a perseverança na luta contra o mal, porque mostra um objetivo. É, pois, em consolidar essa crença no espírito das massas que é preciso se ligar.

No entanto, essa crença é inata no homem; todas as religiões a proclamam; por que não deu, até este dia, os resultados que se deve dela esperar? É que, em geral, é apresentada em condições inaceitáveis para a razão. Tal como a mostram, rompe todas as relações com o presente; desde que se deixa a Terra, torna-se estranho à Humanidade; nenhuma solidariedade existe entre os mortos e os vivos; o progresso é puramente individual; trabalhando para o futuro, não se trabalha senão para si, não se pensa senão em si, e ainda por um objetivo vago que nada tem de definido, nada de positivo sobre o que o pensamento possa repousar com segurança; é, enfim, porque é antes uma esperança do que uma certeza material. Disso resulta em uns a indiferença, em outros a exaltação mística que, isolando o homem da Terra, é essencialmente prejudicial ao progresso real da Humanidade, porque negligencia os cuidados do progresso material, ao qual a Natureza lhe faz um dever concorrer.

Entretanto, por incompletos que sejam os resultados, não são menos reais. Quantos homens foram encorajados e sustentados no caminho do bem por essa esperança vaga! Quantos se detiveram sobre a rampa do mal pelo medo de comprometer o futuro? Quantas nobres virtudes essa crença não desenvolveu! Não desdenhemos as crenças do passado, embora imperfeitas que elas sejam, quando conduzem ao bem: estão em relação com o grau avançado da Humanidade. Mas a Humanidade progredindo, quer crenças em harmonia com as novas idéias. Se os elementos da fé ficam estacionários, e são ultrapassados para o Espírito, perdem toda influência, e o bem que produziram num tempo não pode prosseguir, porque não estão mais à altura das circunstâncias.

Para que a doutrina da vida futura leve, doravante, os frutos que dela se deve esperar, é preciso, antes de tudo, que ela satisfaça completamente a razão; que responda à idéia que se tem da sabedoria, da justiça e da bondade de Deus; que não possa receber nenhum desmentido da ciência; é preciso que a vida futura não deixe no Espírito nem dúvida, nem incerteza; que seja tão positiva quanto a vida presente, da qual é a continuação, como o dia de amanhã é a continuação da véspera; é necessário que a vejam, que a compreendam, que a toquem, por assim dizer, com o dedo; é preciso, enfim, que a solidariedade do passado, do presente e do futuro, através das diferentes existências, seja evidente.

Tal é a idéia que o Espiritismo dá da vida futura; é o que lhe faz a força, é que isso não é uma concepção humana, que não teria senão o mérito de ser mais racional, mas sem mais de certeza do que as outras. É o resultado dos estudos feitos sobre os exemplos fornecidos por diferentes categorias de Espíritos que se apresentam nas manifestações, o que permitiu explorar a vida extracorpórea em todas as suas fases, desde o alto até o mais baixo da escala dos seres. As peripécias da vida futura não são, pois, mais uma teoria, uma hipótese mais ou menos provável, mas um resultado de observações; são os próprios habitantes do mundo invisível que vêm descrever o seu estado, e é tal situação que a imaginação mais fecunda não teria podido conceber, se não fosse apresentada aos olhos do observador.

Dando a prova material da existência e da imortalidade da alma, nos iniciando nos mistérios do nascimento, da morte, da vida futura, da vida universal, tornando-nos palpáveis as conseqüências inevitáveis do bem e do mal, a Doutrina Espírita faz, melhor do que todas as outras, ressaltar a necessidade de aperfeiçoamento individual. Por ela o homem sabe de onde vem, para onde vai, por que está sobre a Terra; o bem tem um objetivo, uma utilidade prática; ela não forma o homem somente para o futuro, forma-o também para o presente, para a sociedade; pelo seu aperfeiçoamento moral, os homens preparam sobre a Terra o reino de paz e de fraternidade.

A Doutrina Espírita é, assim, o mais poderoso elemento moralizador, naquilo em que ela se dirige, ao mesmo tempo, ao coração, à inteligência e ao interesse pessoal bem compreendido.

Por sua própria essência, o Espiritismo toca em todos os ramos dos conhecimentos físicos, metafísicos e da moral; as questões que ele abarca são inumeráveis; no entanto, podem se resumir nos pontos seguintes que, sendo considerados como verdades adquiridas, constituem o programa das crenças espíritas. Allan Kardec in Obras Póstumas

 

Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas – SPEE .

(maiores detalhes em http://www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/sociedade-parisiense.html

 

 

( texto manuscrito por Allan Kardec solicitando autorização para funcionamento da SPEE).

 

Ao Sr. Prefeito de polícia da cidade de Paris.

Sr. Prefeito:

Os membros fundadores da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que solicitaram junto a vós a autorização necessária para constituir-nos em Sociedade, temos a honra de pedir-vos que consistais permitir-nos reuniões preparatórias, enquanto esperamos a a autorização regular. Com o mais profundo respeito, Sr. Prefeito, tenho a honra de ser vosso muito humilde e muito obediente servidor.

1° de abril de 1858

H. L. D. Rivail, dito Allan Kardec
Rua dos Mártires, nº. 8."

 

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UMA HISTORINHA

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.

E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:

- E onde estão os seus...?

- Os meus?! Surpreendeu-se o turista.

- Mas estou aqui só de passagem!

- Eu também... - concluiu o sábio.

"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser felizes."

 

“ NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...

“SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA..

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NOVEMBRO

Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com SEXO E DESTINO

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

Título: " Título : " Sexo e Destino " – Edição consultada: 11ª Edição /1985
Autor : Espírito ANDRÉ LUIZ ( pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro )
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER e WALDO VIEIRA (concluída em 1963).
Edição : Primeira edição em 1963, pela Federação Espírita Brasileira ( Rio de Janeiro /RJ). Até 2004 havia 22 reedições , num total de 249.500 exemplares .
Nota : Em 2003, em comemoração ao 1.500.000° exemplar de “ Nosso Lar ”, a Federação Espírita Brasileira reeditou, com nova diagramação e capa , a coleção dos 13 (treze) livros de A.Luiz com psicografia de F.C. Xavier e W.Vieira, tratando de “A Vida no Mundo Espiritual ”! O presente livro teve essa 1ª Ed. Especial (2003) de 5.000 exemplares .

 

Conteúdo doutrinário :

 

O sexo é tido como atributo divino !

A homossexualid— Que efeito terão para o Espírito imortal em sua vida futura , em seu destino , suas experiências sexuais e sua conduta , quando encarnado ?

Neste livro estão as respostas a esta e a outras das várias indagações sobre o relacionamento sexual humano , com as implicações na vida do Espírito imortal , possibilitando aos interessados ¨em aprender com a biblioteca da experiência ”.

Sexo e destino , amor e consciência , liberdade e compromisso , culpa e resgate , lar e reencarnação, constituem os temas deste livro , nascido na forja da realidade cotidiana .

Homossexualismo, poligamia , divórcio , inibições físicas , crimes sexuais — todos estes temas são aqui analisados sob foco da Espiritualidade , em especial da Lei de Ação e Reação , culminando com a certeza inamovível do grande Amor do Pai para com todos , não permitindo que uma única ovelha do Seu redil se perca , em especial as transviadas...

O mais impressionante nesse abençoado livro é que o Autor declara, de início , que se trata de acontecimentos reais ...

PERSONAGENS E TERMOS POUCO USADOS

A título de colaboração , registraremos abaixo de cada capítulo os nomes dos personagens , informando inclusive a página onde são mencionados pela primeira vez , colocando a seguir , entre parênteses : (d) = desencarnado; (e) = encarnado , acrescentando pequenas notas biográficas.

Também logo abaixo do respectivo capítulo, e ainda como colaboração, estaremos dando o significado ou origem de alguns termos pouco usados, que eventualmente ali aparecem, inclusive citando a página.

SINOPSE - Capítulo a capítulo

1ª Parte – Psicografia de Waldo Vieira

Cap 1 – André Luiz refletia sobre os desdobramentos subseqüentes à desencarnação e registra que “o nosso passado remoto descansa nos porões da memória ”. Na nova situação (desencarnados) surgem angústias e conflitos até que nos acomodemos e aspiremos a nova reencarnação, para renovação e começo . Tais reflexões surgiram ao reparar que um companheiro seu em “ Nosso Lar ” (NL), trabalhador infatigável no auxílio ao próximo , humilde e lúcido , agora se mostrava arredio e desencantado. Esse amigo apresentava grandes angústias , por motivos familiares . - -

ANDRÉ LUIZ - é Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos. Recolhido ao “Nosso Lar” (Cidade Espiritual acima do Rio de Janeiro), depois de algum tempo, por méritos, obteve permissão para repassar para o plano físico os aprendizados que colheu.

E assim, sob a tutela do Espírito Emmanuel e outros benfeitores espirituais, aproximou-se do médium Francisco Cândido Xavier. Daí iniciou sublime apostolado.

Estava há quinze anos em “Nosso Lar” quando tomou conhecimento desta narrativa, baseada em fatos reais. Repassou-a aos médiuns citados alguns anos depois.

PEDRO NEVES/15 (d) – Advogado, caridoso, companheiro de A.Luiz em “Nosso Lar”. Surge angustiado, face problemas com familiares encarnados, que deixou há 40 anos...

ENEDINA/16 (d) – Esposa de Pedro Neves. Desencarnou por leviandade e desvarios.

JORGE e ERNESTO/17 – (e) Filhos de Pedro Neves e Enedina. BEATRIZ/18 – (e) – Filha de Pedro Neves e Enedina. Alma afetuosa, enferma, em processo de desencarnação. É casada (com Nemésio).


vascolejar/16 = (verbo) agitar (um líquido em um vaso); revolver, agitar; perturbar; tafulices/16 = (subst.fem.) – elegância e exagero no trajar; festividades ;

Cap 2 – Uma doente, preste a desencarnar, relembra a infância e a morte do pai, a quem tanto amava e ama. Encontramos aqui mais uma referência à Medicina do futuro: os diagnósticos serão muito mais precisos, pois o exame alcançará também o perispírito do doente. (Como já mencionamos a Apometria em outras sinopses, não o faremos aqui). Os Espíritos têm condições de auscultar a vida dos desencarnados; estes, por indução daqueles, revelam suas telas mentais, como se estivessem se autobiografando

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AMARO/20 (d) – Médico que assiste Beatriz, amparando-a. FÉLIX (“Irmão FÉLIX”)/20 e 37 (d) – Espírito evoluído. Diretor de Instituto Espiritual em NL. Tem longa experiência médica. Protetor familiar (no lar de Cláudio Nogueira).

MARINA/22 (e) – Jovem. Contadora. Amante de Nemésio (marido de Beatriz). Vive em dicotomia passional, entre o amante e o filho dele...

-anamnese/23 = (subst.fem.) – reminiscência, recordação ;

Cap 3 – Somos acompanhados de perto pelos desencarnados aos quais nossa vida e nossos atos se entrelaçam... Ob s – Sugerimos ida ao “O Livro dos Espíritos ”, de Allan Kardec: questão n° 459...

Um marido situa a amante como enfermeira da esposa doente... tal o doloroso quadro que o sogro (desencarnado há 40 anos!) testemunha e pelo qual se desespera e sofre

\NEMÉSIO/28 (e) – Tem 60 anos. Marido de Beatriz. Amante de Marina.

OLÍMPIA/29 (e) – Pessoa pobre, empregada do casal Nemésio-Beatriz.

Cap 4 – O marido infiel, junto da amante é sincero. Porém, a amante, calculista...
O Autor espiritual, em certo ponto da narração, reconhece que se concentrando no casal de amantes, em censura e expectativa maliciosa, agravou-lhes o apetite sexual. Isso nos mostra que até mesmo Espíritos já trilhando o bem não podem se entregar à curiosidade enfermiça... (*)Há um drama envolvendo a amante que, quase arrependida, não sabe que decisão tomar. Surge inesperadamente no cenário doméstico um Espírito evoluído, o qual A.Luiz tem a impressão de já conhecer (*) André Luiz confessa remorso por essa sua atitude imprópria. Fica para nós sublime lição de humildade, lição maior até mesmo que o próprio ensinamento de tal procedimento inconveniente.


Cap 5 – Um Espírito protetor realiza diagnóstico de doença em encarnado. Ao toque fraterno de um Espírito elevado o encarnado descerra as cortinas da mente e se autobiografa: estando enfermo descuida da saúde, buscando apresentar-se qual moço e capaz à amante, “moderno e dinâmico”. Entrega-se a modernidades e afrodisíacos, que agravam seu estado físico. Grande lição: não aprovar o desequilíbrio moral de ninguém, mas jamais recusar medicação ao doente!

Cap 6 – A ação de Espíritos trevosos (verdadeiros vampiros , hipnotizadores ) expõe as terríveis conseqüências para o ser encarnado que com eles sintoniza. Aliás , a hipnose é tema complexo , mas a responsabilidade não é título transferível: é individual , face o livre-arbítrio de cada um .

A vigilância e a prece, recomendadas por Jesus, constituem poderosa defesa espiritual a repelir formas-pensamentos infelizes, arremessadas por encarnados ou desencarnados

Amparo de exceção: ocorre quando o Plano Maior produz medidas especiais que causam aflições e dores a determinadas pessoas, com merecimento, objetivando livrá-las de queda em desastres morais. Os responsáveis pelas guerras responderão por suas decisões. Colherão amargos frutos...

- CLÁUDIO NOGUEIRA/51 (e) – Pai de Marina. Há um obsessor (desencarnado) junto dele, em tempo integral, instigando-o às bebidas alcoólicas e a relações sexuais espúrias

chocarrice/50 = (subst.fem.) – gracejo atrevido;

Cap 7 – É exposta a dor de uma adolescente que aos onze anos fica sabendo, pela mãe adotiva , que não lhe é filha biológica. Inocente e pura , sofre tremendas conseqüências por parte dessa mãe adotiva , que apenas tem consideração e cuidados pela outra jovem da casa – esta, sim , filha biológica. Não bastasse aquela ser desconsiderada no lar que cresceu, começa a trabalhar e é vítima de assédio sexual por parte de mais de um colega . Tem amor pelo namorado , mas a irmã adotiva também o ama

MARITA/60 (e) – Jovem (20 anos ), bela , franzina . Filha adotiva de Cláudio Nogueira .

MÁRCIA/61 (e) – Mãe adotiva de Marita (e biológica, de Marina ). Esposa de Cláudio Nogueira . Extremamente calculista

ARACÉLIA/61 (d) – Mãe biológica de Marita. Suicidou-se, jovem ainda , quando a filha nasceu. Era empregada no lar de Cláudio Nogueira e Márcia.

GILBERTO/75 (e) – Filho de Nemésio e Beatriz. É namorado de Marita, mas mantém relacionamento também com Marina .

plaquê/66 (anéis de) = (subst.masc.) – metal da cor do ouro ; avalentoada/69 = (adj.) – mostrando-se valente ;

Cap 8 – Fica bem caracterizado que o momento da desencarnação pode ser alterado. Aqui, o foi, para mais. A “possessão partilhada” ocorre quando dois Espíritos, um encarnado e outro desencarnado, enrodilham-se reciprocamente, em plenitude de sintonia, ambos tendo os idênticos propósitos, infelizes. Exposição do desencanto subseqüente à licenciosidade, como quase sempre

JUSTA/97 (e) – Doméstica, trabalha na casa de Márcia e Cláudio Nogueira

agaloava/80 = (do verbo agaloar: glorificar, enaltecer

cordura/80 = (subst.fem.) – qualidade de cordato; esbarrondara-se/90 = (do verbo esbarrondar: romper, desmoronar); rezingando/96 = (do verbo rezingar: falar entre dentes e de mau humor);

Cap 9 – O capítulo relata diálogo entre cônjuges que não se toleram, ambos disfarçando sentimentos . Mostra ainda a insensatez das entregas sexuais , movidas apenas pela busca do prazer — sexo , pelo sexo . A filha , de equivocado procedimento sexual , ao invés de ser orientada e advertida pelos pais , que conhecem tal situação , é usada por eles em seus próprios tristes propósitos .

Cap 10 – A prece de uma filha ( encarnada ) e em dificuldades existenciais traz-lhe à presença o Espírito da mãe que , embora suicida , vem amparada por Espírito bondoso e assim consegue ajudar a essa filha . A idéia fixa , principalmente às vésperas do sono , quase sempre conduz o Espírito , desdobrado, ao alvo mentalizado... Em seqüência , o despertar brusco de um desdobramento inconscientemente buscado, traz sérios prejuízos-

telha vã/116 [o certo é telha-vã ] = (subst.fem.) – telhado sem forro ;

Cap 11 – É permanente o auxílio do Plano Maior , até mesmo quando o atendido ( encarnado ) teima em buscar objetivos que não lhe farão bem . A paciência é virtude exemplificada pelos bons Espíritos , os quais não condenam aquele que fica alheio ao bem que está recebendo e se mantém em idéia fixa , negativa . O pior tipo de obsessão , por desvario afetivo , causa psicose grave , em que o enfermo da alma gosta de tal desequilíbrio... Ficamos sabendo que por vezes , a benefício de tal psicótico , a Espiritualidade , em caráter providencial , promove-lhe doença que exija leito , para desfazer os quadros mentais que vem elaborando.

PERCÍLIA/124 (d) – Espírito protetor . (Ficaremos sabendo que é mãe de Cláudio Nogueira ).

Cap 12 – O Autor espiritual informa que requereu concessão de estágio , para observações e estudos , por dois anos , em instituto dedicado à reeducação , via psicologia sexual . Um pai (desencarnado) que ama a filha preste a desencarnar recebe permissão para estagiar no mesmo instituto de refazimento onde ela será recolhida, tão logo deixe a veste física . Um outro pai ( adotivo ), se desvaira em infeliz paixão pela filha ( adotiva ) e arma situações traiçoeiras, sempre em companhia e com assessoria competente de obsessor, que praticamente o governa.

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CRESCINA/137 (“ madame Crescina”) (e) – Alcoviteira . É proprietária de casa para encontros escusos .


Cap 13 – Descrição de como um Espírito , pela vontade , modifica sua aparência .
Somos informados de como se opera a “ osmose fluídica” ( quando um Espírito vampirizador, simultaneamente, se alimenta daquilo mesmo que o encarnado está a ingerir ).
Presenciamos a grande dificuldade de um Espírito Protetor para ajudar alguém , impedindo uma infâmia . As quedas de consciência , provocadas pela liberação dos instintos sexuais inferiores , gerando dor , expõem graves condutas no passado daquele que assim age, projetando-lhe pesados débitos a serem resgatados no futuro . Tal crime se agrava quando ficamos sabendo que constitui grande desrespeito a Espíritos protetores , familiares ou não das vítimas , testemunhas invisíveis e sofridas de tais maldades , conscientemente projetadas.

RICARDO MOREIRA/147 (d) – Obsessor inseparável de Cláudio Nogueira

FAFÁ/151 (e) – Porteira na “ pensão ” de Crescina

Cap 14 – Espíritos amigos promovem vários ajustes e desencadeiam providências , tudo objetivando impedir um suicídio , inclusive com aplicação de “ acupuntura magnética do plano espiritual ”. O sacrifício de um orientador espiritual (desencarnado), em atividade nas Esferas Superiores , no afã de ajudar uma jovem encarnada , não encontra ressonância nem mesmo a partir dela própria . Mas a força do amor é suprimento infalível para os momentos tristes , superando quaisquer dificuldades , por maiores que sejam! CORA /160 (“ dona Cora ”) (e) – Cliente e amiga da Marita, na loja em que ela trabalha . NÉLI/163 (e) – Amiga de Marita. É colega dela. Trabalham na mesma loja .

SALOMÃO/164 (e) – Farmacêutico . Bondoso . Espírita .

lia/162 (do cálice ) = (subst.fem.) - borra [ aqui , no sentido figurado : conhecer todos os detalhes ];

2ª Parte – Psicografia de Francisco C. Xavie

Cap 1 – O amparo espiritual se reveste de características e processos insuspeitados, como por exemplo : um benfeitor espiritual busca auxílio para alguém , à beira da desencarnação por acidente , justamente junto ao obsessor que participara dos fatos que culminaram com tal situação . A moratória junto ao corpo físico prestes à morte é aqui aplicada e justificada como bênção a favor de muitos

As providências médicas de Espíritos amigos nos deixam comovidos e gratos a Deus .
O arrependimento sincero de obsessor e o do encarnado , os quais , juntos supliciaram alguém , mostram aqui uma das mais sublimes emoções , como exemplo da dor do remorso , ao lado da disposição pela reconstrução do malfeito .

ZECA/176 (e) – Lixeiro que reconheceu a vítima de um atropelamento (Marita) e telefonou para a família .

SELMA/179 (e) – Amiga de Márcia;

anoxemia/180 = (subst.fem.) – ausência de oxigênio no sangue ; pilriteiro/180 = (subst.masc.) – arvoreta ornamental [tem espinhos grossos e compridos ];

Cap 2 – São deprimentes as disposições de Espíritos sem moral que se acercam de moribundos . O fato de um obsessor se transformar em protetor põe à mostra que o Amor está presente no coração das criaturas humanas, bastando ser despertado.

Por outro lado , a indiferença da mãe diante da tragédia com filha adotiva lembra, advertindo-nos quanto ao futuro , como o ser humano elege o egoísmo como companheiro de várias jornadas ... Lição primorosa para médiuns passistas de enfermos : antes , solicitar permissão do médico que esteja cuidando do doente , para evitar melindres e/ ou dissabores familiares .

AGOSTINHO/191 (e) – Médium passista . Cliente no Banco em que trabalha Cláudio.


Cap 3 – Sublime narração do despertar do Espírito para as verdades eternas!
A Doutrina dos Espíritos , de que o “O Evangelho Segundo o Espiritismo ” registra tantas claridades espirituais , é benção incomparável para dissipar dúvidas e alicerçar robustamente a fé em Deus ! O réprobo , ao mudar seu padrão vibratório para melhor , desliga-se automaticamente do obsessor. E o obsessor alijado, para logo busca outro “ porto encarnado ” onde atraca sua tirania.

ARNULFO e TELMO/199 (d) – Auxiliares espirituais em apoio a Marita.

gargalheira/201 = (subst.fem.) – coleira com que se prendiam os escravos ;

Cap 4 – O remorso , mesmo sendo imposto por ação de obsessor, causa inimaginável agonia . Um obsessor de alguém , induzindo-o a prejudicar a outrem que ama intensamente , quando percebe o mal que causou, muda de proceder : deixa aquele que está obsidiando e se devota inteiramente a amparar o objeto do seu amor sincero .

ditérios/206 = (subst.masc.) – ditos satíricos , troças ; crenas/214 = (subst.fem.) – espaço entre os dentes de uma [ roda ] peça dentada ;

Cap 5 – Novamente , os problemas resultantes do remorso : obsessão , doenças físicas ...
Num velório , o desrespeito de encarnados enseja o mesmo a desencarnados.
O Plano Espiritual assiste ao desencarnante com méritos , isolando-o do assédio nefasto , tanto do clima entre encarnados , quanto dos desencarnados. A morte da esposa , que há muito estava enferma , é tratada de forma irresponsável pelo marido . Idosos , ambos , mas ele , amante enredado em despropositada paixão pela jovem noiva do próprio filho .

Brummel/223 - (BRUMMELL, George Bryan – 1778-1840) = Nobre inglês , tão apurado no vestir que se tornou árbitro da elegância .

Cap 6 – Os benéficos resultados da auto-reforma são aqui proclamados, como sublime convite a todos nós , para que nossos esforços por renovação moral sejam permanentes .
A invigilância, contudo , produz maus resultados , quais nós difíceis de serem desatados.

Diálogos educados e socialmente irrepreensíveis , algumas vezes encobrem conchavos pecaminosos a se sucederem em cascata

Cap 7 – A excelsitude do perdão , sob sugestão de Espíritos amigos , quando acatada por uma vítima que reconhece o remorso de quem a atingiu, traz harmonia à sua alma , qual perigosa labareda sumariamente apagada por providencial extintor . O moribundo envolvido nas benesses do perdão sincero que concede, antes mesmo da morte , já passa a antever cenas de paz do Plano para o qual vai partir . A confissão e reconhecimento de culpa constituem sublime postura diante da vida , ensejando ao criminoso a bendita oportunidade do recomeço . Veemente lição , mostrando os grandes prejuízos que a eutanásia traz para o doente terminal , mesmo em agonia .

Cap 8 – Quando os descaminhos se multiplicam, ao arrepio da fidelidade conjugal, crises de proporções indomáveis arrastam os cônjuges ao abismo , levando de roldão outros familiares , se invigilantes todos ! Nesses eventos , infelizes , Espíritos vampirizadores adentram na alma e na vida dos imprudentes que deixaram entreabertas aos ladrões as portas que guardam o tesouro da paz .

Cap 9 – A tarefa da renovação íntima só pode ser bem avaliada pela Espiritualidade .
O Instituto “ Almas Irmãs”, sob direção do Irmão Félix, destina-se aos necessitados de reeducação sexual . Ali estão matriculados cerca de 5 a 6 mil alunos que em salões de aula distintos , estudam matérias : Sexo e amor , Sexo e matrimônio , Sexo e maternidade , Sexo e estímulo , Sexo e equilíbrio , Sexo e medicina , Sexo e evolução , Sexo e penalogia, etc. Estatística de aproveitamento nas reencarnações dos egressos naqueles cursos mostra que ; 18%: vitoriosos ; 22%: melhorados; 26%: muito imperfeitamente melhorados; 34%: onerados por dívidas lamentáveis e dolorosas.
Na Espiritualidade as anormalidades sexuais são delineadas sempre como oportunidades de melhoria. O capítulo oferta ainda lições sobre “desencarnação precoce ” e “reencarnação de emergência ”, bem como as possíveis alterações quanto ao dia determinado para a desencarnação. Tais alterações, em razão da interferência dos interessados, podem transformar a própria situação para melhor ou pior ... OBS: Este capítulo engloba tantas sublimes lições sobre o sexo que convidamos à sua leitura , em clima de profunda reflexão.

BELINO ANDRADE/266 (d) – Amigo de A.Luiz. Em atividade no “ Almas Irmãs”. RÉGIS ( Irmão Régis)/270 (d) – Substituto eventual do Irmão Félix no “ Almas Irmãs.

DAMIANA (“Irmã Damiana”)/271 (d) – Grande protetora de Espíritos sofredores, situados nas regiões sombrias. SARA e PRISCILA/274 (d) – Irmãs de Beatriz.

almenara/271 = (subst.fem.) – facho ou farol , acesos no alto das torres ou dos castelos ;


Cap 10 – Situações de encarnados e de Espíritos a reencarnar , com processos ligados a temas ligados ao sexo , são analisados na Espiritualidade , por dois juízes e por um conselho de dez orientadores , que atendem aos envolvidos em tais processos .

Reflexões e orientações sobre o divórcio e a poligamia . Explanações sobre créditos e débitos ( morais ) e como o Plano Maior vela por todos , mas tem condições de auxiliar mais aos que guardam merecimento . As graves conseqüências do aborto são aqui analisadas

AMANTINO/280 (d) – Juiz no “ Almas Irmãs”.

JOVELINA/286 (d) – Mãe que roga amparo para filha internada em manicômio .

IRIA VETRI/286 (e) – A filha de Jovelina. IRIA provocou aborto por seis vezes ...

Cap 11 – No Plano espiritual verbo e pensamento são construtores incomparáveis ...
O inimigo gratuito , tanto quanto aquele que agride, invariavelmente são doentes da alma .
É dificílima a atitude do perdão no justo momento da injúria ou da agressão física , ou ambas simultaneamente, contudo , essa é a postura daqueles que verdadeiramente já conseguem vivenciar alguns ensinamentos de Jesus. A Espiritualidade se desdobra em providências abençoadas no sentido de reajustar , numa família , os Espíritos que se debatem entre crises por contendas , disputas físicas ou emocionais . Além da correção , o mal não merece qualquer outra conotação .

desnastrados/308 = (adj.) – sem nastro; soltos [nastro: fita estreita de algodão , linho , etc.];

Cap 12 – A paixão por alguém já comprometido não pode ser evitada, mas não lhe dar curso é decisão que o bom senso recomenda e o reto proceder exige. Aquele que se entrega a sentimentos não correspondidos e duela com a própria vida , ameaçando findar com ela via suicídio , bem demonstra que não respeita ao próximo , a si mesmo e menos ainda a Deus .

A insânia de um apaixonado desvairado é geradora de tragédias que só o Amor de Deus pode desanuviar , gerando bem desse mal e ofertando novas oportunidades de progresso moral ao infeliz causador de males , ao próximo e a si mesmo .

ádito/321 (da memória ) = (subst.masc.) – câmara secreta ; lugar recôndito ;

Cap 13 – O complexo de culpa faz a alma do devedor arder em remorsos , cuja melhor terapia será o engajamento dele em serviços a benefício do próximo .

Vemos aqui interessantíssima informação : um homem desencarna ao ser atropelado por um inimigo e ao ser socorrido no Plano espiritual , poucos dias após , solicita permanecer por mais algum tempo junto do plano terreno , auxiliando justamente esse inimigo e a esposa infiel , além de outros familiares . É atendido, sob condição de trabalhar com aplicação no cumprimento das suas promessas , do contrário , tal crédito será cassado. Conhecemos o impressionante benefício e as vantagens da dor para o culpado...

Quase sempre o Espírito desencarnado reúne equilíbrio para visitar a família terrena , mormente se em crises ... O capítulo oferta exemplo de alerta ... Há a descrição de um atendimento em que o Espírito desencarnado passa por tratamento sonoterápico, sob narcoanálise, com vistas a serem apagadas recordações da existência física recém-finda.

OBS : Neste capítulo um Espírito desencarnado, dementado, é submetido a cauteloso tratamento para recordar-se de alguns fatos apenas da existência anterior à que acabou de findar . Nessas recordações, encontraremos alguns personagens de então , citados no decorrer desta obra :

- Leonor(BEATRIZ), casada com Domingos ; ficou viúva e casou-se novamente com Justiniano(NEMÉSIO);

- Álvaro ( Irmão FÉLIX) – filho do casal Leonor-Domingos; apaixonou-se por Brites e foram amantes ; -

Brites(MÁRCIA), casada com Teodoro (CLÁUDIO NOGUEIRA ); -

Virgínia ( MARINA ) – filha do casal Brites-Teodoro, tornou-se amante de Justiniano; - Mariana de Castro”Naninha”(MARITA), viveu maritalmente com Teodoro.

Cap 14 – Um Espírito que tenha transgredido as Leis de Deus , causando mal a muitos , ao desencarnar se vê diante de uma turma de obsessores que pretendem utilizá-lo, para novas maldades . Não suportando, enlouquece e assim é mantido sob decisão de Juízes espirituais , isso se configurando uma bênção , já que os referidos obsessores não poderão se comunicar com ele , nem dele se valerem. Mais do que nunca , emerge a lição do quanto a reunião de Espíritos num grupo familiar , para reajustes ou auxílio , é uma das maiores bênçãos divinas Passado e presente se reencontram em sublime lance que não citaremos, deixando ao leitor a alegria e a emoção que a leitura lhe trará-

SÉRGIO CLÁUDIO/352 (e) – Tem quatro anos . É o Irmão Félix, ora reencarnado.

Esta sinopse , em particular , vai acompanhada de um organograma \ sobre Instituições Espirituais , Famílias , Espíritos ( encarnados , desencarnados, e vertentes de alguns em vidas passadas \Citado organograma , no meu entender , precisou ser elaborado, pois a teia de envolvimentos entre os personagens principais é de tal intensidade que só mesmo com esse anexo nas mãos é que o estudo ficou algo facilitado\Opino que onde este livro vá ser estudado o grupo providencie a ampliação desse organograma , de forma que os participantes possam acompanhar o desenrolar dos acontecimentos , visualizando as\múltiplas interrelações entre aqueles personagens

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RENOVANDO ATITUDES

FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO

DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED

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Tempos da Ignorância

 

“... Muito se pedirá àquele a quem se tiver muito dado, e se fará prestar maiores contas àqueles a quem se tiver confiado mais coisas.

“... Somos nós, pois, também cegos? Jesus lhes respondeu: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas agora dizeis que vedes e é por isso que vosso pecado permanece em vós.”

(Capítulo18, itens 10 e 11.)

 

Lucas relata em Atos dos Apóstolos a seguinte orienta­ção de Paulo de Tarso: “Deus não leva em conta os tempos da ignorância”. (1) Em outras oportunidades, confirmou também que “muito se pedirá àquele que muito recebeu”. (2) quer dizer, o agrava­mento das faltas é proporcional ao conhecimento que se possui.

Compreendemos, dessa forma, que somos todos nós pro­tegidos pela nossa “ignorância”, pois somente seremos avaliados pela Divina Providência, de conformidade com as possibilidades do “saber” e “sentir”, isto é, segundo a nossa maneira de ver a nós próprios e o mundo que nos rodeia.

As leis espirituais que dirigem a vida são sábias e justas e adaptam-se particularmente a cada criatura, levando em conta suas individualidades.

O eminente psicólogo e pedagogo suíço Jean Piaget, responsável pela teoria de que o desenvolvimento das crianças propicia seu aprendizado, dizia que elas são diferentes entre si, que cada uma tem seu jeito de crescer e de se realizar como indivíduo, e que todos poderíamos ajudá-las nesse crescimento, porém nunca impondo formas generalizadas e semelhantes.

Piaget ensinava que cada criança pensa e interpreta o mundo com seu peculiar pensamento e com suas possibilidades orgânicas e mentais, quase sempre heterogêneas.

Encontramos no mundo atual modernos métodos peda­gógicos que seguem esse raciocínio, levando em conta que cada indivíduo, para assimilar sua realidade de vida, é portador de um processo psicológico de aprendizagem próprio. Cada um percebe de forma dissemelhante os estímulos da Vida, decodifica-os e em seguida os reelabora, formando assim sua própria individualidade.

Por outro lado, encontramos também na reencarnação a guarida desses métodos de ensino, pois ela se baseia na multiplici­dade de experiências ocorridas nos diversos avatares por onde a alma percorre seus caminhos vivenciais, como um ser individual. As diversidades do nosso tempo de criação, nossas heranças reencarnatórias, experiências emocionais e mentais, ambientes sociais onde ocorrem essas mesmas experiências, estruturas se­xuais, masculinas ou femininas, e motivações várias desenvolvidas na atualidade particularizam os seres humanos com vocações, tendências, interesses, grau de raciocínio e discernimento “sui generis”.

Relativos e não generalizados devem ser os modos de ver as coisas e as pessoas. O próprio direito penal classifica e pune os crimes dentro dos padrões do “intencional” ou “doloso”, “pas­sional” ou “ocasional”. Por que o Poder Inteligente que nos rege iria julgar-nos sem levar em conta nosso “tempo da ignorância” e nossa relatividade?

Como educar ou avaliar genericamente, usando o mesmo critério, crianças que receberam uma educação cheia de energia e vida, ensinadas a questionar e criar; a ter curiosidade e admira­ção pela natureza; e outras que só vivenciaram discussões, agres­sões e comportamentos medíocres por entre odores de bebidas alcoólicas e nicotina, sem uma visão saudável de Deus; ao contrário, temerosa, distorcida, adquirida através da crença de um ser amea­çador e temperamental?

O Amor de Deus programou-nos simples inicialmente para permitir que nos desenvolvêssemos, de forma gradativa, até atingir maiores plenitudes e totalidades.

Temos, pois, que seguir essa programação da Natureza, ou seja, caminhar dentro desse projeto estabelecido pelas leis uni­versais para atingirmos a nossa integração como seres espirituais.

Esse processo evolucional nos mostra que podemos estar um pouco atrás, ou adiante, das criaturas, embora cada uma delas tenha suas características próprias e certas de acordo com sua idade astral. Nesse decurso evolutivo, todos nós passamos por fases de egoísmo e orgulho até atingirmos mais tarde as grandes virtudes da alma. Consideremos, portanto, que não seremos censurados por estar nessas fases “primitivas”, porque o que chamamos de “de­feito” ou “inferioridade” seja, talvez, a passagem por esses ciclos iniciantes onde estagiamos. Lembremos que essas “fases” ou “ci­clos” não foram criados por nós, mas pelos desígnios de Deus, que regem a Natureza como um todo.

Coisas inadequadas que vemos em outras pessoas po­dem ser naturais nelas, ou mesmo do “tempo da sua ignorân­cia”, e representam características próprias de sua etapa evolu­cional na estrada por onde todos transitamos, alguns mais avan­çados e outros na retaguarda.

A vida moderna nos deu raciocínio e reflexão, maturação intelectual e um desenrolar de novas descobertas, ensinando-nos formulações racionais surpreendentes para que melhor pudéssemos compreender os métodos de evolução e progresso em nós mesmos e no Universo.

Não somos responsáveis por aquilo que não sabemos, não sofreremos um castigo por atos ou atitudes que ignoramos. Talvez essas idéias de punição, alienatórias, sejam os frutos da incapacidade de nossa reflexão sobre a Bondade Divina, O que chamamos de “sofrimento” é simplesmente “resultado” de nossa falta de habilidade para desenvolver as coisas corretamente, pois na vida não existem “prêmios” nem “castigos”, somente as conse­qüências dos nossos atos.

Vale, porém, considerar que, à medida que nossa cons­ciência se expande e maior lucidez se faz em nossa mente, maiores serão nossos compromissos perante a existência. “Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas agora dizeis que vedes e é por isso que vosso pecado permanece em vós”. (3)

Podemos pretextar ignorância, mas se tivermos consciên­cia de nossos feitos isso sempre será levado em conta.

Avaliemos atentamente: os tesouros da alma que já inte­gramos nos obrigarão a prestar maiores ou menores contas perante a Vida Maior.

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DEZEMBRO

GLÓRIA DO NATAL

Espírito: IRMÃO X.

Senhor – rei divino projetado às sombras da manjedoura -, diante do teu berço de palha recordo-me de todos os conquistadores que te antecederam na Terra.

Em rápida digressão, vejo Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio, e Cambises, rei dos persas, ocupando o vale do Nilo, antes poderoso e dominador.

Reparo as lutas sanguinolentas dos assírios, disputando a hegemonia do seu império dividido e infeliz.

Nabopolassar e Nabucodonosor reaparecem à minha frente, arrasando Nínive e atacando Jerusalém, cercados de súditos a se banquetearem sobre presas misérrimas para desaparecerem, depois, num sudário de cinza.

Não observo, contudo, apenas o gentio, na pilhagem e na discórdia, expandindo a própria ambição; o povo escolhido, apesar dos desígnos celestes que lhes fulguram na lei, entrega-se, de quando em quando, à sementeira de miséria e ruína; revoluções e conflitos ceifam as doze tribos e orgulho desvairado compele irmãos ao extermínio de irmãos.

Revejo os medas, açoitados pelos cimerianos e citas.

Dario surge, ao meu olhar assombrado, envolvido nos esplendores de Persépolis para mergulhar-se, em seguida, nos labirintos do túmulo.

Esparta e Atenas, entre códigos e espadas, se estraçalham mutuamente, no impulso de predomínio; numerosos tiranos dentro de seus muros, manobram o centro da governança, fomentando a humilhação e o luto.

Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões, deixando um cortejo de lágrimas, atrás da fanfarra guerreira que lhe abre caminho à morte, em plena mocidade.

E os romanos, Senhor? Desde as alucinações dos descendentes de Príamo ao último dos imperadores, deposto por Odoacro, jamais esconderam a vocação do poder, arrojando povos livres ao despenhadeiro da destruição...

Todos os conquistadores vieram e dominaram, surgindo na condição de pirilampos barulhentos, confundidos, à pressa, num turbilhão de desencanto e poeira, mas Tu, Soberano Senhor, te contentaste com o berço da estrebaria!

Ministros e sábios não te contemplaram, na hora primeira, mas humildes pastores ajoelharam, sorridentes, diante de Ti, buscando a luz de teus olhos angelicais...

Hinos de guerra não se fizeram ouvir à tua chegada libertadora; todavia, em sinal de reconhecimento, cânticos abençoados de louvor subiram ao Céu, dos corações singelos que te exaltavam a Estrela Gloriosa, a resplandecer nos constelados caminhos.

Os outros, Senhor, conquistaram à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exércitos e prisões, assassínio e tortura, traição e vingança, aviltamento e escravidão, títulos fantasiosos e arcas de ouro...

Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro.

Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com os filósofos; no entanto, conversaste fraternalmente com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular...

E por fim, Mestre, longe de escolheres um trono de púrpura a fim de administrares o Reino Divino de que te fizeste embaixador e ordenador, preferiste o sólio da cruz, de cujos braços duros e tristes ainda nos endereças compassivo olhar, convidando-nos à caridade e à harmonia, ao entendimento e ao perdão...

Conquistador das almas e governador do mundo, agora que os teus tutelados afiam as armas para novos duelos sangrentos, neste século de esplendores e trevas, de renovação e morticínio, de esperanças e desilusões, ajuda-nos a dobrar a cerviz orgulhosa, diante do teu berço de palha singela!...

Mestre da Verdade e do Bem, da Humildade e do Amor, permite que o astro sublime de teu Natal brilhe, ainda, na noite de nossas almas e estende-nos caridosas mãos para que nos livremos de velhas feridas, marchando ao teu encontro na verdadeira senda da redenção.

LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

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ENCONTRO DE NATAL

Meimei

Recolhes as melodias do Natal, guardando o pensamento engrinaldado pela ternura de harmoniosa canção...

Percebes que o Céu te chama a partilhar os júbilos da exaltação do Senhor nas sombras do mundo.

Entretanto, misturada ao regozijo que te acalenta a esperança, carregas a névoa sutil de recôndita angústia, como se trouxesse no peito um canteiro de rosas orvalhado de lágrimas!...

É que retratas no espelho da própria emoção o infortúnio de tantos outros companheiros que foram inutilmente convidados para a consagração da alegria. Levantaste no lar a árvore da ventura doméstica, de cujos galhos pendem os frutos do carinho perfeito; entretanto, não longe, cambaleiam seguidores de Jesus, suspirando por leve proteção que os resguarde contra o frio da noite; banqueteias-te, sob guirlandas festivas, mas, a poucos passos da própria casa, mães e crianças desprotegidas aguardando o socorro do Cristo, enlanguescem de fadiga e necessidade; repetes hinos comovedores, tocados pela serena beleza que dimana dos astros; no entanto, nas vizinhanças, cooperadores humildes do Mestre choram cansados de penúria e aflição; abraças os entes queridos, desfrutando excessos de reconforto; contudo, à pequena distância, esmorecem amigos de Jesus, implorando quem lhes dê a bênção de uma prece e o consolo de uma palavra afetuosa, nas grades dos manicômios ou no leito dos hospitais...

Sim, quando refletes na glória da Manjedoura, sentes, em verdade, a presença do Cristo no coração!

Louva as doações divinas que te felicitam a existência, mas não te esqueças de que o Natal é o Céu que se reparte com a Terra, através do eterno amor que se derramou das estrelas.

Agradece o dom inefável da paz que volta, de novo, enriquecendo-te a vida, mas divide a própria felicidade, realizando, em nome do Senhor, a alegria de alguém!...

LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

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Dando continuidadae à divulgação das sinopses das obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier. Seguimos com MECANISMOS DA MEDIUNIDADE- PARTE 1ª .

A leitura da sinopse não exclui a leitura do livro. Ela tem por finalidade relembrar a quem já leu as obras, determinados pontos importantes. Para aqueles que ainda não conhecem as obras de André Luiz, poderá ser um despertamento para levar à leitura das obras.

Título: "MECANISMOS DA MEDIUNIDADE" - (26 capítulos - 188 páginas)

AUTOR: Espírito ANDRÉ LUIZ (pseudônimo espiritual de um consagrado médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro)

PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER e WALDO VIEIRA (concluída em 1959)

EDIÇÃO: Primeira edição em 1959, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ).

Neste trabalho estamos consultando a 9ª edição/1986. Em 2006 foi lançada a 25ª edição, do 221º ao 225º milheiro de exemplares.

ABERTURA: Registros de Allan Kardec, designados pelo Autor espiritual

PREFÁCIO: Espírito EMMANUEL — Mediunidade.

INTRODUÇÃO: Do próprio Autor Espiritual (ANDRÉ LUIZ) — Ante a Mediunidade.

 

 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

(Obra com estudo simplificado)

O livro “MECANISMOS DA MEDIUNIDADE” é o décimo-primeiro da abençoada coleção A Vida no Mundo Espiritual, composta de 13 (treze) livros.

Permitam-nos os leitores fazermos um pequeno paralelismo entre esta obra e a anterior (EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS ), posto que ambas apresentam particularidades especiais, não só quanto à sua feitura — dois médiuns psicógrafos —, mas, principalmente, quanto ao conteúdo: se na anterior vimos características da evolução do Espírito, desde sua criação, quer no Plano Espiritual, quer no material, nesta, o Autor espiritual, no sentido de que seja compreendida a mediunidade, enquadra-a em alguns conceitos da Física, do magnetismo e principalmente da eletricidade. Prudente, apressa-se em prevenir que suas notas são transitórias, eis que ao revestir a mediunidade com apontamentos daquelas ciências, mais não faz do que utilizar o que há de disponível na Ciência terrena, cujo conhecimento evolui, sendo, pois, passageiras as “verdades acabadas” dos homens.

Palavras textuais de André Luiz, na apresentação desta sua obra :

“ (...) Quanto mais investiga a Natureza, mais se convence o homem de que vive num reino de ondas transfiguradas em luz, eletricidade, calor ou matéria, segundo o padrão vibratório em que se exprimam.

Existem, no entanto, outras manifestações da luz, da eletricidade, do calor e da matéria, desconhecidas nas faixas de evolução humana, das quais, por enquanto, somente poderemos recolher informações pelas vias do espírito.”

Aos médiuns, qualquer que seja sua faculdade mediúnica, recomendamos o estudo desta obra, se possível em grupo, do qual faça parte alguém estudioso da eletricidade e eletrônica, para maior proveito.

 

Repetimos o que dissemos no “EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS ”: realizar simplificação desta alentada obra, capítulo a capítulo, como agora nos propomos é tarefa arriscada. Se por um lado tornará acessível ao entendimento parte do texto e da mensagem, por outro, necessariamente, implicará em perda de substância. Estamos cientes disso. Não obstante, com olhos voltados para a tolerância do Autor espiritual e a compreensão dos leitores, estaremos nos esforçando para que do nosso trabalho, entre perdas e ganhos, resulte que estes prevaleçam.

Assim, comentá-la sob reducionismo (simplificação), muito mais com boa vontade do que com competência, imaginamos que apenas isso nos seja permitido.

Para tanto, dentro do possível, buscaremos traduzir essa ou aquela terminologia técnica e sublinharemos a mensagem.

— Por que é arriscada a tarefa?

— Porque a obra não cita personagens e não contém o roteiro de um acontecimento, tanto quanto não se prende a uma determinada área científica, de uma época ou de uma civilização em particular. Contém ensinamentos inéditos sobre os mecanismos pelos quais se processa a mediunidade, partindo a narração da visão “do Céu para a Terra”. Para tanto, apropria o que a Ciência terrena detinha de conhecimentos (eletricidade, em particular), à época da sua elaboração.

 

INTRODUÇÃO-REGISTROS:

Para abrir a obra André Luiz designou que fossem apostos registros de Allan Kardec, os quais citamos abaixo (as fontes estão registradas logo na abertura do livro “Mecanismos da Mediunidade”):

1. No estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados, ou não encarnados, comunicação que se estabelece pelo contacto dos fluidos, que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio elétrico.

2. Salvo algumas exceções, o médium exprime o pensamento dos Espíritos pelos meios mecânicos que lhes estão à disposição e a expressão desse pensamento pode e deve mesmo, as mais das vezes, ressentir-se da imperfeição de tais meios.

3. A mediunidade não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos; faltando estes, já não há mediunidade.

4. Por toda a parte, a vida e o movimento: nenhum canto do Infinito despovoado, nenhuma região que não seja incessantemente percorrida por legiões inumeráveis de Espíritos radiantes, invisíveis aos sentidos grosseiros dos encarnados, mas cuja vista deslumbra de alegria e admiração as almas libertas da matéria.

5. São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes, de acordo com as circunstâncias. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado, como no magnetismo ordinário; doutras vezes é rápida, como uma corrente elétrica.

 

NOTA DOS MÉDIUNS : A convite do Espírito André Luiz, os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam os textos deste livro em noites de quintas e terças-feiras, na cidade de Uberaba, Estado de Minas Gerais. O prefácio de Emmanuel e os capítulos pares foram recebidos pelo médium Francisco Cândido Xavier, e o prefácio de André Luiz e os capítulos ímpares foram recebidos pelo médium Waldo Vieira.

DINÂMICA UNIVERSAL

Alinhavamos abaixo algumas concepções científicas, as quais, de alguma forma, poderão auxiliar o entendimento das matérias tratadas na obra “Mecanismos da Mediunidade”.

O motivo desses comentários iniciais objetiva “preparar o terreno” para que o leitor, logo no início da obra, pressinta o que virá, eis que o Autor espiritual, ao socorrer-se da eletricidade para esclarecer-nos como se processa a mediunidade, leva-nos a visitar o fantástico mundo do micro — o mundo dos átomos, suas partículas e subpartículas.

Esse mundo é o foco principal da mecânica quântica (ramo da Física), hoje presente em praticamente todos os aparelhos eletrodomésticos, computadores, radares e microscópios eletrônicos. As equações quânticas (surgidas no século vinte) explicaram para os cientistas, pela primeira vez as reações da Química Nuclear, da Bioquímica, o funcionamento das estrelas e do Universo.

Os cientistas deduziram, com isso, que há unidade comportamental do micro ao macro.

Partindo do átomo, muitas são as referências à ininterrupta viagem rumo à miniaturização, com medidas cada vez mais diminuindo, sem jamais se chegar a um ponto final.

(Para não perdermos o foco da Sabedoria divina — que tudo criou e a tudo preside —, lembramo-nos, de raspão, que o mundo do macro segue o mesmo caminho, só que no sentido contrário (com grandezas universais invertidas), isto é, aumentando cada vez mais, incessante e assombrosamente!).

A ciência terrena, avançadíssima, curva-se diante da impossibilidade de ensaiar qualquer teoria ou hipótese sobre esse mundo material, que existe, mas que é impossível de ser explicado, rendendo-se, finalmente, à inalcançável sabedoria de Deus.

Pois, da mesma forma, a dimensão espaço-tempo não responde sobre o que havia antes da criação e início do “nosso” atual Universo, bem como o que ou como acontecerá no seu fim.

O homem, mesmo inculto, mas pio, sempre intuiu que Deus está “em toda parte”...

 

Teoria do caos

A Teoria do Caos para a Física e a Matemática é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Isso significa que para um determinado resultado será necessária a ação e a interação de inúmeros elementos, de forma aleatória. Para entender o sentido dessa hipótese basta observar um exemplo na natureza, onde esses sistemas são comuns. A formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores quais o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros.

Para a maioria de nós, a soma de uma quantidade indeterminada de elementos, com possibilidades infinitas de variação e de interação, resultaria em nada mais do que um acontecimento ao acaso.

Pois, é exatamente isso que os matemáticos querem prever: “esse” acaso.

NOTA: Se isso acontecer, o dicionário terá que ser modificado... e talvez aí o homem compreenda que o acaso não existe, conforme os Espíritos responderam a Kardec, na questão nº 8 de “O Livro dos Espíritos”. Aliás, a mente brilhante de Einstein disse isso mesmo, de outra forma: “Deus não joga dados”.

Edward Norton Lorenz, meteorologista e matemático norte-americano, nascido em 23 de Maio de 1917, dedicou-se bastante à “Teoria do Caos”. Seus trabalhos com matemática da meteorologia nos laboratórios do MIT (Massachusetts Institute of Technology, EUA), na década de 1960, foram os primeiros estudos do que na teoria do caos se entende por atrator estranho.

Os modelos desenvolvidos por Lorenz, que poderiam auxiliar na previsão dos padrões meteorológicos, baseavam-se em doze equações que aplicadas em seqüência causariam uma soma de erros, através da realimentação dos dados de entrada pela própria saída de dados. Estes fatores onde as alterações dinâmicas de resultados alargam as probabilidades de determinadas previsões podem levar a resultados surpreendentes, ora para o caos extremo, ora para resultados precisos.

Lorenz percebeu que as teorias deterministas da física clássica estavam erradas.

Aproximava-se o final da década de 1950...

Certo dia Lorenz decidiu repetir alguns cálculos em seu modelo. Para isto parou sua simulação computacional, anotou uma linha de números (números inteiros, não fracionários) que havia sido apresentada tempos antes e digitou-a, fazendo com que o programa rodasse novamente. Afastou-se, indo tomar um café. Voltando instantes depois, para sua surpresa, notou que os novos números da simulação nada pareciam com os impressos anteriormente. Inicialmente eram iguais, depois de algum tempo começavam a diferir na última casa decimal, então na penúltima, na antepenúltima... Fisicamente este resultado poderia ser interpretado como sendo as condições climáticas que, primeiramente, comportavam-se de forma semelhante à simulação anterior; dias após surgiam pequenas diferenças; depois diferenças cada vez maiores até que, semanas depois, as características climáticas eram totalmente diferentes das características da simulação anterior.

— Por que isto ocorreu?

A conclusão do cientista foi de que os números que ele digitara não eram exatamente os mesmos; estavam arredondados! Esta pequena diferença, embora irrisória no início, foi de maneira tão incisiva se avolumando, por causa de não-arredondamentos, até que mudasse totalmente o resultado final. A isto se denomina caos.

Efeito borboleta

O “efeito borboleta” é um termo que se refere às condições iniciais dentro da Teoria do Caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.

Dessa forma, o “efeito borboleta” faz parte da Teoria do Caos, a qual encontra aplicações em qualquer área das ciências: exatas (engenharia, física, etc), médicas (medicina, veterinária, etc), biológicas (biologia, zoologia, botânica, etc) ou humanas (psicologia, sociologia, etc), na arte ou religião, entre outras aplicações, seja em áreas convencionais e não convencionais.

E mais: o “efeito borboleta” encontra também espaço em qualquer sistema natural, ou seja, em qualquer sistema que seja dinâmico, complexo e adaptativo.

Dito de outra forma, já se filosofou que o simples espirro de alguém faz o Universo todo vibrar. Ou então, que quando alguém sonha, todo o Universo conspira para que esse sonho se realize.

 

SINOPSE Capítulo a capítulo

1 – ONDAS E PERCEPÇÕES

1.1 – Agitação e ondas – Espíritos sábios, no tempo certo (século XX) repassaram conhecimento para os humanos de que o planeta Terra é um gigantesco gerador elétrico, envolto em forças atômicas que, combinadas, condicionam os movimentos do Planeta, em ritmos próprios, marcando essa sua sublime individualidade eletromagnética em todo o Universo.

OBS: Aqui já podemos inferir o que nos espera ao longo desta obra: se a Terra gera incessantemente eletricidade, ela, a eletricidade, há de ser inesgotável fonte de recursos e energia, a serviço da evolução humana.

Energias tantas, isoladas ou combinadas, geram movimento e disso resulta agitação. “E toda agitação produz ondas”:

- ondas sonoras: palavras pronunciadas, instrumentos vibrando, nuvens entrechocando-se, pássaros cantando;

- ondas caloríficas: um aquecedor assim que é ligado, um palito de fósforo aceso;

- ondas luminosas: uma lâmpada acesa, a chama de uma vela;

- ondas elétricas: o rádio funcionando.

Em resumo: na Natureza, “toda inquietação” se propaga em ondas.

1.2 – Tipos e definições

— O que é uma onda?

Tantas são as características das ondas que seria inviável simplificar-lhes os conceitos, os tipos e suas definições. Por isso, para nosso estudo, nos ateremos apenas às citações do Autor espiritual. E ele, já de início, contempla que ondas são “oscilações eletromagnéticas” (conjunção da eletricidade com o magnetismo).

Da eletricidade focalizamos o átomo, irradiando partes (os elétrons) em agitação, formando raios ou ondas que oscilam segundo a intensidade.

(Elétron = é a partícula fundamental portadora da unidade natural de carga elétrica. No presente estudo os elétrons serão intensivamente citados).

Do magnetismo fiquemos apenas com as aplicações do magneto — o ímã (toda substância que possui a propriedade de atrair o ferro).

Como André Luiz citou no item anterior, a Terra é um grande ímã natural.

Agora já podemos, embora com pobreza, definir o que seja onda:

“Onda é uma determinada forma de ressurreição de energia, a partir do seu estabelecimento ou da sua expressão”, diz-nos o Autor, relembrando que essa terminologia não é clara. A partir desse princípio, encontramos a fonte primordial de qualquer irradiação no átomo, ou em parte dele, despedindo raios ou ondas que se articulam. Ondas são avaliadas pelo seu comprimento: “longas” ou “curtas”.

As figuras abaixo nos ajudarão a mentalizar ondas e algumas das suas características:

Freqüência: número de cristas de ondas consecutivas que passam por um mesmo ponto no mesmo intervalo de tempo.

Amplitude: ondas são sempre da mesma substância e se diferenciam quanto ao comprimento da crista de uma oscilação para a crista da outra oscilação. A essa distância se denomina amplitude.

Uma onda é caracterizada pela sua amplitude e comprimento de onda, sendo a freqüência igual a velocidade dividida pelo comprimento de onda.

 

Ondas eletromagnéticas são compostas por duas ondas interdependentes e transversais, uma de campo elétrico e outra de campo magnético, sendo que, uma onda não pode existir sem a outra.

 

As ondas eletromagnéticas se propagam em qualquer meio, inclusive no vácuo, por grandes distâncias, com a velocidade da luz, por isso se prestam à comunicação.

1.3 – Homem e ondas

Átomos contêm núcleo, prótons e elétrons. Sacudidos ou excitados em seus núcleos os átomos arrojam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama.

Ondas são da mesma natureza, diferenciando-se porém pela freqüência na qual se exprimem, o que acontece em toda a vastidão cósmica.

O homem, onde esteja, segundo sua evolução moral, captará as ondas consentâneas que a tudo e todos envolvem. Assim, no incessante e inexorável fluxo de progresso que traça a sua existência, seu campo mental sintonizará as ondas do meio ambiente, ao tempo que expressará aquelas que seu cérebro forjará.

1.4 – Continente do “infra-som”

(Infra-som = Vibração da mesma natureza que o som, mas de freqüência inferior à dos sons audíveis).

O homem encarnado, ou o desencarnado fixado na materialidade vive em meio aos infra-sons, abaixo de 35 a 40 vibrações por segundo, havendo autores que reduzam esse número para 16. Exemplo de infra-som: quando o trem ou o grande veículo passa por uma ponte agita a porta da residência próxima, que por sua vez agita as outras portas mais distantes.

Correntes imperceptíveis que se exteriorizam pela antena alimentada pela energia elétrica apresentam freqüência aumentada e por meio de condensadores produzem ondas de rádio comum (ondas longas), até aproximadamente mil metros, numa freqüência equivalente a 300.000 vibrações por segundo (300 quilociclos), dirigindo-se para as ondas métricas ou decimétricas (radar ou televisão).

Ao encarnado ou desencarnado ainda sintonizado com a matéria ali só há o silêncio...

1.5 – Sons perceptíveis

Ondas com freqüência aumentada, quais as notas graves do piano, são facilmente percebidas pelo ouvido humano (o tímpano é afetado) e segundo a disposição mental do ouvinte produzirão efeitos psíquicos.

Ante sons médios, mais altos, agudos, superagudos: pouco além de 15.000 vibrações por segundo, via de regra, atinge-se a zona-limite (há casos de pessoas que ouvem ainda além dessas vibrações). Cães ouvem acima de 40.000 vibrações por segundo (ultra-som).

A escala é ascendente e inimaginável aos ouvidos humanos.

NOTA: Neste item o Autor espiritual cita “as ondas nascidas do movimento incessante do Universo”.

1.6 – Outros reinos ondulatórios

Ondas do infra-vermelho, de oscilações mais curtas, já se mostram ao olhar humano, qual a luz e cores visíveis. O homem identifica, então, pelo prisma, as sete cores fundamentais contidas na luz que as sintetiza: o vermelho, o alaranjado, o amarelo, o verde, o azul, o anilado e o violeta.

Efeitos psíquicos e cores andam de mãos dadas...

O violeta, por exemplo, na onda de comprimento igual a 4/10.000 de milímetros, encontra o teto da visão humana, mas nem por isso suas oscilações param aí: com efeito, avançam, ascendentemente, não demorando a alcançar as ondas imensamente curtas dos raios X, dos raios gama, indo para os raios cósmicos que entrecruzam o Planeta.

Nos reinos do Espírito, quando este formula e emite pensamentos, está arremessando ondas cujo alcance sequer pode imaginar.

2 – CONQUISTAS DA MICROFÍSICA

2.1 – Primórdios da Eletrônica

O progresso humano decorre, invariavelmente, de bênçãos do Plano Maior.

Tratando-se da “natureza ondulatória do Universo”, Protetores Siderais destacaram Espíritos ilustres para alavancarem a Ciência terrena.

Na Grécia, 600 anos antes do Cristo, o matemático, sábio e filósofo Tales, nascido em Mileto, observa a excitação elétrica do âmbar (resina fóssil).

NOTA: Esse é o mais antigo fenômeno elétrico conhecido: a propriedade que o âmbar amarelo adquire, pelo atrito, de atrair corpos leves. Também os antigos indianos notaram que alguns cristais aquecidos atraem as cinzas quentes. Somente no século XVI essa propriedade do âmbar foi reconhecida e identificada em diversas outras substâncias: o vidro, a resina, o enxofre, etc. Foi aí que os materiais isolantes passaram a ser distinguidos dos materiais condutores.

No século XVII, o filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650) concluiu que na base do átomo deveria existir uma partícula primitiva (desenhou-a como sendo um remoinho).

Isaac Newton, físico, matemático e astrônomo inglês (1642-1727) realiza a decomposição da luz branca nas sete cores do prisma. Cogita a hipótese de que os fenômenos luminosos se expandiam no ar, em ondas vibratórias.

Christiaan Huygens, matemático, físico e astrônomo holandês (1629-1695) adotou, em 1678, uma teoria ondulatória, em óptica, na qual supôs a luz como constituída pelas vibrações de um meio material muito tênue — o éter.

Benjamin Franklin, filósofo e físico norte-americano (1706-1790) propôs a hipótese atômica da eletricidade (ela seria formada de grânulos sutis). Descobriu a natureza elétrica do relâmpago e inventou o pára-raios.

2.2 – Campo eletromagnético

Iniciando o século XIX vários investigadores fizeram deduções importantes sobre fenômenos ligados à luz.

Em 1873, James Clerk Maxwell, físico escocês (1831-1879) publicou seu “Tratado de eletricidade e de magnetismo”, verdadeiro fundamento do eletromagnetismo moderno.

Heinrich Hertz, físico alemão (1857-1894), descobriu as ondas eletromagnéticas, as quais demonstrou possuírem todas as propriedades da luz.

Começado o século XX, a Ciência já sabe que a Natureza terrestre é percorrida por inumeráveis ondas que cruzam todo o planeta. E, mais deslumbrante: sem jamais se misturarem!

Porém, confirmada a Terra como grande ímã, composto de átomos, dos quais provinham as ondas, pairava a indagação: como o calor e a luz eram gerados pelos sistemas atômicos?

 

2.3 – Estrutura do átomo

Max Karl Ernst Ludwig Planck, físico alemão (1858-1947), prêmio Nobel de Física de 1918, formulou a hipótese das trocas de energias dos átomos por “pacotes” indivisíveis e a se efetuarem de modo descontínuo. Estava fundada a revolucionária Teoria quântica!

NOTA: Quantum = quantidade elementar de energia (“a carga do elétron é um quantum de carga elétrica);

Quanta = plural de quantum.

Niels Bohr, físico dinamarquês (1885-1962), prêmio Nobel de Física de 1922, elaborou uma teoria da estrutura do átomo: utilizando a noção de quantum introduzida por Planck, deduziu que os elétrons gravitavam ao redor do núcleo dos átomos em órbitas definidas, arremessando energia, não em órbitas similares às dos planetas em torno do Sol, mas com saltos inesperados, de uma camada para outra.

NOTA: Essa dedução deslumbra-nos a mente, ao imaginar a vida intensa dentro do átomo, sabendo que o Universo todo é composto deles!

Bohr deduziu ainda pela existência de sete camadas concêntricas no interior de cada átomo, isoladas entre si, nas quais os elétrons “fazem o que querem”, isto é, circulam livremente, em todos os sentidos. Os elétrons das camadas periféricas são responsáveis pela projeção de raios luminosos; já os próximos ao núcleo emitem raios mais curtos: os raios X.

2.4 – Estado radiante e raios X

A Ciência terrena, por longos séculos, acreditou que os átomos (átomo = do Grego: atomos = indivisível) eram corpúsculos eternos e indivisíveis e as menores partículas existentes, “irredutíveis a qualquer divisão”... E mais: que a Natureza — a vida —, nessa quadra científica, disporia eternamente desse capital, sem qualquer desperdício.

Porém, antes do findar do século XIX, a Ciência descobriu, experimentalmente, que sob determinadas condições (ar rarefeito) materiais sob corrente elétrica de alto potencial emitem raios de luminosidade fluorescente, mas também desconhecidos, que foram denominados de “raios X”.

NOTA: Wilhelm Conrad Roentgen (ou Röntgen), físico alemão, prêmio Nobel de Física, em 1901. Em 1895 descobriu os raios X e estudou suas propriedades. O emprego da radiografia deve muito a este brilhante cientista.

Atualmente as técnicas da radiografia evoluíram a ponto de ser possível visualizar não apenas tecidos duros (ossos), mas também tecidos moles (o fígado, os intestinos, o cérebro). Isso foi conseguido graças ao desenvolvimento da tomografia computadorizada (uma expressiva evolução dos Raios X), fruto do trabalho do engenheiro inglês Godfrey Newbold Hounsfield (1919-) e do médico norte-americano Allan MacLeod Corrnack, ganhadores do prêmio Nobel de Medicina, de 1979. Na tomografia computadorizada o paciente é acomodado no interior de um grande anel que gira em torno dele, emitindo e captando a radiação de vários ângulos diferentes. O resultado equivale a cerca de 130.000 (cento e trinta mil) radiografias (!). Os sinais colhidos são enviados a um computador que os transforma em imagens tridimensionais, com detalhes precisos de qualquer parte do organismo.

2.5 – Elétron e radioatividade

Em 1895 o físico francês Jean Perrin (1870-1942), prêmio Nobel de Física de 1926, demonstrou a existência do elétron, viajando no interior do átomo a fantásticas velocidades.

Experimentalmente, em 1897, Joseph John Thomson, físico britânico (1856-1940), prêmio Nobel de Física, de 1906, comprova que o elétron é um constituinte do átomo, desmentindo, de vez, a idéia da indivisibilidade do átomo. Inclusive, determina a massa do elétron (!), que é, aproximadamente, 1.850 vezes menor que a do átomo conhecido por mais leve — o hidrogênio.

Precisamente neste ponto, o Autor espiritual registra que o Plano Maior age diretamente sobre o plano físico e intui o físico francês Henri Becquerel (1852-1908), prêmio Nobel de Física de 1903 (compartilhado com o casal Curie ), a pesquisar o urânio. Becquerel descobre, então, em 1896, o fenômeno da radioatividade nos sais de urânio, mostrando que se trata de uma propriedade do átomo de urânio e que a radiação emitida provoca a ionização dos gases. Descobre essas novas fontes de raio X, cujas radiações encaminharam o casal Curie à descoberta do rádio (metal alcalino-terroso, radioativo).

NOTA: Marie Curie ganhou também o prêmio Nobel de Química de 1911. Pela excessiva exposição à radioatividade, faleceu vitimada pela leucemia.

Neste ponto, após tantas, mas necessárias citações, André Luiz diz-nos:

“(...) A Ciência percebeu, afinal, que a radioatividade era como que a fala dos átomos, asseverando que eles nasciam e morriam ou apareciam e desapareciam no reservatório da Natureza”.

2.6 – Química nuclear

Em um grama de rádio “há tão grande quantidade de átomos que somente no espaço de 16 séculos é que seu peso fica reduzido à metade”. Aliás, está demonstrado que “em cada segundo, de um grama de rádio se desprendem 36 bilhões de fragmentos radioativos da corrente mais fraca de raios emanentes desse elemento, perfazendo um total de 20.000 quilômetros de irradiação por segundo”.

NOTA: Essas ocorrências e suas quantidades são espantosas, “quase incríveis”, mas é isso mesmo: quanto mais o homem adentra nos prodígios da Natureza, mais deve se convencer da inalcançável Sabedoria de Deus, o Criador. Não há escape para isso.

A Ciência pensou em controlar esse abundante fluxo radioativo e conseguiu fazer com que os projéteis vigorosos do rádio eletrizassem o azoto,(elemento químico, metalóide gasoso, também denominado nitrogênio) num tubo. Desse bombardeio, núcleos do azoto explodiam, convertendo-se em hidrogênio e num isótopo do oxigênio.

Estava criada na humanidade a “química nuclear”, fazendo surgir a radioatividade artificial, pelo processo do bombardeamento elétrico de elementos, em alta voltagem, em tensão alternada altíssima.

NOTA: Ao encerrar este capítulo André Luiz comenta, à guisa de esclarecimento:

“(...) Nossos apontamentos sintéticos objetivam apenas destacar a analogia do que se passa no mundo íntimo das forças corpusculares que entretecem a matéria física e daquelas que estruturam a matéria mental”.

3 – FÓTONS E FLUIDO CÓSMICO

3.1 – Estrutura da luz

Impressionante, mas é isso mesmo: a irradiação da luz visível pressiona os demais corpos! Exemplo: o jato de uma lâmpada sobre um feixe de poeira faz esse feixe se curvar (!).

Em 1905, o notável físico alemão naturalizado norte-americano Albert Einstein (1879-1955), prêmio Nobel de Física de 1921, expôs uma das mais importantes descobertas da Física do início do século: a teoria especial da relatividade e admitiu que a luz tem propriedades corpusculares (massa e peso específico), além das propriedades ondulatórias. Einstein “deduziu que a luz de uma lâmpada resulta de sucessivos arremessos de grânulos luminosos, em relâmpagos sucessivos, a se desprenderem dela por todos os lados”.

Contestado por colegas, lembrou o efeito fotoelétrico, pelo qual um raio luminoso sobre película de sódio ou potássio expulsa elétrons dessas películas (seriam os grânulos luminosos, ou fótons que provocam essa expulsão.

3.2 – Saltos quânticos

Como os leitores percebem, os últimos itens trataram da luz, com especificidade.

O presente item e outros mais ainda continuarão a tratar da luz.

Para que seja mais fácil o entendimento desses assuntos, sugerimos ao leitor imaginar-se dentro de um laboratório experimental de Física, há uns 100 anos atrás, ao lado de um dos pesquisadores citados (Einstein, por exemplo, por que não?) e prestar atenção no que ele está fazendo e pedir-lhe explicações.

A teoria dos saltos quânticos explicou a produção de raios luminosos como sendo resultado de oscilações eletromagnéticas.

Vamos testemunhar uma experiência: excitar o átomo, com calor, por exemplo. O que irá acontecer?

- os movimentos aceleram-se

- os elétrons de cada átomo se distanciam do núcleo e passam para degrau mais alto de energia

- esse afastamento se dá aos saltos, no quadrado dos números cardinais, a saber: 1º salto: de 1 para 2; 2º salto: de 2 para 4; 3º salto: de 4 para 16; e assim sucessivamente

- à temperatura de 1.000ºC mais ou menos os elétrons abandonam as órbitas

- à temperatura de 100.000ºC os átomos ficam sem elétrons e explodem, por entrechoque.

Na escala da excitação dos sistemas atômicos impera a luz que conhecemos, expandindo-se por eletromagnetismo:

a. em ondas médias; à baixa energia poucos elétrons periféricos se desprenderão, superando facilmente a atração do núcleo;

b. ondas mais longas — saltos mais compridos, sob menor energia;

c. ondas mais curtas, quanto mais para dentro do sistema atômico (essas ondas, a se exteriorizarem, têm maior poder penetrante).

3.3 – Efeito Compton

Arthur Holly Compton, físico norte-americano (1892-1962), prêmio Nobel de Física, de 1927, ao estudar a difusão dos raios X pela grafite, mostrou, em 1923, o efeito que leva seu nome. Vejamos exemplos:

- ao ser realizada a estimulação das órbitas eletrônicas externas, disso resultará luz vermelha, formada de ondas longas;

- prosseguindo essa estimulação, nas órbitas seguintes, em direção ao núcleo, teremos irradiação azul, formando ondas mais curtas;

- excitando as órbitas ainda mais íntimas, provocaremos luz violeta, de ondas ainda mais curtas;

- se continuarmos, sempre indo mais para o interior, chegaremos aos raios gama, com oscilações do núcleo atômico.

O “Efeito Compton” mostra que a colisão provocada de fótons com elétrons faz com que aqueles descarreguem energia, baixam a freqüência da onda e daí surge luz mais avermelhada.

3.4 – Fórmula de De Broglie

Louis De Broglie, físico francês (1892-1987), prêmio Nobel de Física, de 1929, enunciou o princípio (indagando): “Se as ondas de luz, em determinadas circunstâncias procedem como corpúsculos (fórmula de Einstein), por que motivo os corpúsculos da matéria, também em determinadas condições não se comportarão à maneira de ondas?”

Acrescentava De Broglie “que cada partícula de matéria está acompanhada pela onda que a conduz”. Isso carreou para ele dificuldades profissionais, pois passou a ser hostilizado e desafiado por colegas, dedicou-se a estudar mais, criando a fórmula para definir o comprimento da onda conjugada ao corpúsculo: elétrons oriundos das experiências de Roentgen, quando originam oscilações curtas (10.000 vezes mais reduzidas que as da luz) arremessam-se por ondas tão curtas como os raios X.

3.5 – Mecânica ondulatória

A fórmula de De Broglie foi contestada por físicos eminentes, que a consideravam incompatível com a difração (quebra; ficar em pedaços) dos elétrons. Não tardou e dois cientistas americanos comprovaram a difração, quando projetaram um jato de elétrons sobre um cristal de níquel. A partir daí a “mecânica ondulatória” tornou-se cientificamente reconhecida.

Primeira e transcendental conseqüência dessa realidade: mais da metade do Universo foi reconhecida como um reino de oscilações e a matéria (o restante), passível de igualmente ser convertida em ondas de energia.

Segunda conseqüência: a concepção do mundo material desapareceu e em seu lugar ficou provado que a matéria, na verdade, não passa de um vasto aglomerado de corpúsculos dinâmicos, produtores eternos de turbilhões de ondas de todas as freqüências, entrecruzando o cosmos, em todas as direções. E mais impressionante: ondas de freqüências diferentes jamais se misturam!

Terceira conseqüência: o homem compreendeu, finalmente, que a matéria é vestimenta das forças (energias) com as quais a mãe-Natureza, sempre dadivosa, o contempla.

Quarta conseqüência: tudo o que é palpável pode ser analisado em linguagem matemática, porém, a origem, formulação e natureza desses processos são indevassáveis à mente humana. E isso é válido para o homem com ou sem o equipamento físico (encarnado ou desencarnado). Ele, homem, traz em si mesmo as duas vertentes divinas: a espiritual, representada pelo Espírito imortal; e a material (o perispírito, sempre, mais o organismo terreno, quando encarnado).

3.6 – “Campo” de Einstein

Sabe o homem:

- que existem várias ondas;

- que a luz se desloca em feixes corpusculares (fótons);

- que o átomo é pulsante e que suas forças, negativas ou positivas, variam em razão do número de elétrons ou partículas de força em torno do núcleo;

- que a energia, quando se condensa, surge como massa, voltando a energia, após.

Até agora, contudo, o homem não sabe como é o meio e o que se passa no trajeto dos bilhões das oscilações atômicas a transitarem na vastidão do cosmos, à fantástica velocidade de 300.000 quilômetros/segundo. Esse grande espaço (o meio no qual transitam as citadas) oscilações, até Einstein, era chamado de “éter”, válida tal denominação também para o minúsculo espaço entre partículas atômicas.

Einstein, não conseguindo agasalhar tais ocorrências numa fórmula matemática, por ser inacessível à compreensão das propriedades e da qualidade desse “éter”, opinou pela eliminação do conceito de “éter”, considerando-o inexistente. Preenchendo esse vácuo científico (inexistência de meio no qual as partículas de massa se deslocam) propôs que tal espaço (meio) seja denominado de “campo”, válida tal denominação para o macro e para o micro, isto é, o espaço das partículas atômicas de todo o Universo.

Para exemplificar, pensemos numa chama acesa:

- a zona iluminada por ela é o seu “campo” peculiar, isto é, as partículas atômicas arremessadas vão em todas as direções, e a 300.000 km/segundo;

- a influência da iluminação decresce à medida que essas partículas se afastam do fogo, passando a “iluminar” ½, ¼, 1/8, 1/16, etc.

- nunca se atingirá o zero (!) porque, teoricamente, o “campo” ou zona de influência alcança o infinito...

NOTA: Lembram-se da “teoria do caos”?

Se Einstein acomodou o entendimento, não respondeu à pergunta qual a matéria de base para o campo? E a resposta permanece desafiando o raciocínio.

Do Plano Espiritual, André Luiz registra:

“(...) escrevendo da esfera extrafísica, na tentativa de analisar, mais acuradamente, o fenômeno da transmissão mediúnica, definiremos o meio sutil em que o Universo se equilibra como sendo o Fluido Cósmico ou Hálito Divino, a força para nós inabordável que sustenta a Criação”.

 

* * *

Antes de prosseguirmos, permitam-nos os leitores algumas reflexões sobre o que já vimos:

- como o leitor poderá observar, esses três primeiros capítulos foram dedicados a registrar enfoques científicos, principalmente dos avanços da Física, desde os tempos antigos;

- nesses três primeiros capítulos André Luiz (certamente com assessoria de Espíritos bondosos, quanto especializados) trouxe-nos um alicerce seguro para que, a partir deles, pudéssemos melhor assimilar como ocorrem os mecanismos da mediunidade;

- iniciando por conceituar e explicar o que são ondas, acoplou-as ao magnetismo, porém o foco maior das lucubrações centrou-se na luz, a seguir no átomo, depois no elétron, prosseguiu no eletromagnetismo e por fim, na radioatividade;

- estivemos brevemente na companhia de expoentes da humanidade, homens ilustres e altamente sábios, na maioria ligados à Física, quase todos laureados com o Prêmio Nobel ;

- certamente não foram aqui citados todos os pesquisadores envolvidos em tão fascinantes temas, nem o espaço da obra o comportaria; não obstante, não nos escapa que a Espiritualidade agiu com a bondade e sabedoria de sempre, fazendo aportar na Terra Espíritos de escol, o fantástico patamar atual de conhecimentos científicos, que em cascata de descobertas foram chegando e paulatinamente se completando e evoluindo;

- novas descobertas certamente surgirão, eis que o progresso, por decisão de Deus, é uma constante universal, mas o homem, na atual quadra, não pode e não deve permanecer distante das “descobertas” do Espírito: criação e evolução, rumo à felicidade, só alcançável pelo amor a Deus e ao próximo.

- finalmente: o assunto poderá soar algo árido, mas o aprendizado decorrente compensa.

4 – MATÉRIA MENTAL

4.1 – Pensamento do Criador

As formas se associam no Cosmos todo tendo por base mantenedora o Fluido Elementar (Hálito Divino). O elétron responde como corpúsculo-base formador da matéria, organizando-a e proporcionando oscilações eletromagnéticas.

Dessa forma, o Universo é um todo de forças dinâmicas que expressam o Pensamento do Criador, de grandeza indevassável.

O homem, dotado pelo Criador de inteligência, que mobiliza matéria mental adequada à sua evolução, é também um criador, só que de formações que duram o necessário à sua necessidade de progresso.

O pensamento de Deus é imensurável e o do homem vibra limitado no ambiente em que se encontra, possibilitando ao Espírito despertar os poderes possíveis, no vasto oceano de força mental em que está mergulhado.

4.2 – Pensamento das criaturas

O homem, palidamente, ausculta algumas das propriedades que fluem das energias profundas do Princípio Elementar. Manipulando algo da eletricidade e do magnetismo, dentro das limitações humanas, busca entender como é que o pensamento é produzido a partir da matéria mental, expressando-se em vários tipos de ondas:

- os raios super-ultra-curtos (linguagem dos Espíritos angelicais);

- em desconhecidos e indevassáveis processos de raios...

- trânsito das oscilações médias e longas, pelas quais a mente humana se expressa;

- ondulações fragmentárias dos animais, em raios de pensamentos descontínuos.

Espíritos puros operam no micro e no macro, por delegação do Amor Divino: em síntese, adequam ambientes, no Universo todo, para expansão da Vida.

O homem, meritoriamente, conquanto em grau modesto, e sempre sob supervisão do Mais Alto, também pode interferir na vida planetária.

E os animais, que aqui vivem, encontram-se também transitando na mesma estrada da Vida, chamada Evolução, para o que contam (ou deveriam contar...) com o apoio humano.

4.3 – Corpúsculos mentais

O pensamento responde por todas as realizações, físicas ou extrafísicas. O mais fantástico é que ele ainda é matéria (matéria mental). E essa matéria utiliza leis que se regem sob novo sentido na formação de cargas magnéticas e sistemas atômicos.

A humanidade inteira está envolvida por essa maravilhosa energia, que se apresenta sutil, transcendendo todos os elementos conhecidos pela Química.

Para efeito de entendimento nosso, já que não há terminologia sobre as forças existentes no plano mental, encontraremos átomos mentais, tanto quanto no plano material temos átomos materiais. Os átomos mentais, com seus núcleos, prótons, nêutrons, posítrons, elétrons ou fótons mentais, agregam formações corpusculares de diferentes vibrações.

Tais vibrações trazem em si mesmas o teor da energia correspondente ao que pensa cada indivíduo, e em conseqüência, formam o halo vital ou aura, de freqüência e cor peculiares a cada um deles.

A vontade do homem movimenta forças com sincronia ou agitação. Em virtude disso, cada pessoa estabelece sua própria onda mental.

4.4 – Matéria mental e matéria física

Pensamentos de indivíduos normais movimentam átomos inteiros que formam ondas muito longas.

Pessoas atentas, em oração ou em estado pacífico, emitem ondas de comprimento médio, com aquisição de aprendizado e produção de luz interior.

Já emoções profundas, dores acerbas, súplicas aflitivas ou dilatada concentração mental estabelecerão raios muito curtos, poderosos, transformando o campo mental.

As Leis de Deus são perfeitas e válidas para todo o Universo.

Assim, as mesmas injunções e propriedades regem a matéria, mental ou física, embora a primeira seja fundamentalmente diferente da segunda.

4.5 – Indução mental

Da mesma forma como a luminosidade decresce à medida que o observador se afasta (por exemplo, de uma chama acesa), sem jamais chegar ao zero, igualmente a corrente mental se espraia em todas as direções. Tanto maior seja o poder de concentração e persistência do agente emissor do pensamento, essa corrente mental terá poder de induzir outras mentes, principalmente se com ele mantiverem afinidade.

Todos nós atraímos para nós próprios o efeito da matéria mental com a qual sintonizamos, do que resultará em nossas vidas prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero.

Tais efeitos se traduzem por luz ou sombra, vitória ou fracasso, infortúnio ou felicidade.

4.6 - Formas-pensamentos

Todas as associações que acontecem no Universo obedecem a princípios mentais exteriorizados em todas as direções, por telementação ou simples reflexão, seja o acasalamento de insetos ou a comunhão de Espíritos.

Quando alguém emite uma idéia, essa idéia, de imediato reflete as congêneres e a elas se associa, formando feixe que se engrossa ou se dissolve, segundo esse alguém e seus pares sustentem e permaneçam aumentando o fluxo mental, ou o desliguem do seu campo mental.

Desse intercâmbio de projeção de forças mentais iremos encontrar as formas-pensamentos, caracterizadas por construções da(s) alma(s), que traz(em) compulsoriamente liberdade ao nosso passo, ou escravidão, segundo tenhamos optado pelo bem ou pelo mal.

O bem é construtor de estradas para o progresso espiritual.

Já o mal é como um labirinto ao qual adentramos e cuja saída ou atalhos desembocarão sempre em planos inferiores.

5. CORRENTE ELÉTRICA E CORRENTE MENTAL

5.1 – Dínamo espiritual

Associações inteligentes de matéria mental se superpõem às associações atômicas.

Essa é uma realidade do Espírito que a Ciência não aceita, pois não há como comprová-la, experimental ou laboratorialmente.

Com efeito, o Espírito (encarnado ou desencarnado) é qual um dínamo a gerar energias que se expressam pelo psiquismo e pelo físico, sob ação da mente e pelo eletromagnetismo com que impregna as células nas quais age.

O espírito capta e emite correntes de força.

Dínamo é um aparelho que converte energia mecânica em elétrica, através de indução eletromagnética. É constituído por um ímã e uma bobina. A energia mecânica (de um rio, por exemplo) faz girar um eixo ao qual se encontra o ímã, fazendo alternar os pólos norte e sul na bobina e por indução geram a energia elétrica. O contrário, ou seja, a bobina no eixo, também é possível. As polaridades são invertidas a cada 180 graus de rotação para que o dínamo gere uma corrente contínua, e não alternada, como nos alternadores.

Os geradores podem ser divididos numa enorme quantidade de tipos, de acordo com o aspecto que se leve em conta. Além dos dois grupos mais gerais -- geradores de corrente contínua e de corrente alternada --, os dínamos podem ser, quanto ao número de pólos, dipolares e multipolares; quanto ao tipo de enrolamento do induzido, podem ser em anel e em tambor; quanto ao tipo de excitação, auto-excitados e de excitação independente.

Dínamo-Gerador

5.2 – Gerador elétrico

Motores se alimentam da corrente elétrica decorrente de recursos atômicos.

A matéria mental é a substância básica com a qual um Espírito produz força mediúnica (força eletromotriz), e que em circuito fechado irá acionar um médium – em circuito fechado: emissor-receptor.

A energia que vai da hidrelétrica à lâmpada, se acionada, acende-a.

Para que isso aconteça necessário se faz que um transformador adeqüe a voltagem que sai da hidrelétrica com a da voltagem da lâmpada.

Assim agem os transformadores das ruas (fixados a postes) e numa infinidade de aparelhos elétricos. Transformador

5.3 – Gerador mediúnico

Um Espírito, elevado ou sofredor, emite fluxo de energias mento-eletromagnéticas que um médium poderá captar, se em clima de aceitação e afinidade.

Essa aceitação responderá pela continuidade da circulação dessas energias que aí encontram ponto de equilíbrio, disso resultando esse ou aquele fenômeno ou serviço mediúnico.

Depreendemos que quando o Espírito comunicante é elevado ele próprio “baixa sua voltagem”; quando sofredor, quem o faz é o médium.

É simples assim: sintonia, afinidade, aceitação, continuidade!

5.4 – Átomos e Espíritos

Tratando-se da produção da corrente elétrica e de certa forma da corrente mental as cargas de sinal contrário ou de força centrípeta (aceleração orientada para o centro) atraem-se, equilibrando a atração com a repulsão ante as cargas de sinal igual ou força centrífuga (que tende a afastar-se do centro).

Lembra ainda a “Lei de Coulomb” (Charles, de – físico francês, 1736-1806), segundo a qual forças exercidas, uma sobre a outra, tendem a serem iguais ou opostas, tanto quanto a atração entre duas massas magnéticas iguais e de sinais contrários.

Tratando-se da “compensação vibratória”, em termos de mediunidade, onde há a ação mental de um Espírito e a recepção por parte de um médium, o Autor lembra que os mesmos princípios predominam para as correntes de matéria mental.

Analogamente, afinizando-se reciprocamente, um Espírito comunicante e um médium, a matéria mental que o primeiro plasma e projeta, o segundo conseguirá captar e expressar, de acordo com seu potencial mediúnico.

Representação de um átomo de lítio

Partículas escuras: elétrons em órbita; azuis e vermelhas: prótons e nêutrons (núcleo).

5.5 – Força eletromotriz e força mediúnica

Ambas as forças podem resultar de benefícios para a humanidade.

A força eletromotriz, empregada na indústria e no progresso em geral.

A força mediúnica, pela troca (consciente ou inconsciente) dos princípios ou correntes mentais, seja gerando grandes bênçãos, de socorro às necessidades humanas, seja ofertando expansão cultural.

Usinas diversas fornecem sistemas de luz e força para a população.

Grupos mediúnicos, de várias categorias que palmilham e influenciam os quadros morais do mundo, sustentam e fazem progredir a Religião, a Ciência, a Filosofia, a Educação, a Arte, o Trabalho. Sobressai o Consolo e a Caridade, alavancando a evolução espiritual planetária.

5.6 – Fontes de fraco teor

Além da energia elétrica emanada das usinas, fontes menores dessa energia existem (eletrização por atrito ou por contato e ainda por indução eletrostática), utilizadas em microfones, alto-falantes, radiotecnia, termômetros para medição de altas temperaturas e em outras várias espécies de medidores.

Da mesma forma, no mundo todo, existem mananciais de força mediúnica não necessariamente expressos em fenômenos ostensivos. Pessoas há que, por fraternidade, reerguem alguém caído, curam almas enfermas, dão avisos e alertas de prudência, engajam-se em minorar a dor onde ela se apresente, cumprem santamente suas responsabilidades familiares.

Nessas abençoadas atividades, muitos dos que assim procedem têm a mediunidade oculta (por vezes, até para si mesmos).

A Vida Superior e essas pequenas ações expressam-se por igual teor: a construção do bem. É aí que encontraremos o Espírito falando com o Espírito, no fluxo incessante da evolução moral.

6. CIRCUITO ELÉTRICO E CIRCUITO MEDIÚNICO

6.1 – Conceito de circuito elétrico

Circuito elétrico é a distância percorrida, num condutor, pela corrente elétrica e em cujos extremos sustenta diferença de potencial. Para tanto, a corrente vai e volta, realizando vários serviços nos aparelhos empregados: geração, transmissão, transformação e distribuição de energia.

Naturalmente, as máquinas utilizadas nesses trabalhos são dotadas de recursos especiais, que permitem geração, manobra, proteção e medida.

6.2 – Conceito de circuito mediúnico

A corrente mental, que vai do emissor ao receptor, congrega em si o conceito de circuito mediúnico, desde que ocorra sintonia psíquica, emergindo uma “vontade-apelo” e a respectiva “vontade-resposta”, isto é, o comunicante se expressa e o médium concorda.

Essa conjugação inteligente acontece entre desencarnados e encarnados, pois ambos, nessas atividades, têm recursos cerebrais que administram as idéias e sua seleção, seguida de auto-crítica e expressão.

6.3 – Circuito aberto e circuito fechado

Num circuito elétrico iremos encontrar a corrente saindo do pólo positivo do gerador, circulando nos aparelhos e voltando ao gerador, indo para o pólo negativo, de onde retorna ao pólo positivo, prosseguindo seu curso.

A corrente só se manterá se o interruptor estiver e permanecer ligado e o circuito elétrico fechado (em circuito aberto a corrente não circula).

Da mesma forma, no circuito mediúnico — emissor-receptor —, o médium tem que estar em equilíbrio e receptivo (“ligado”) para que a corrente mental transite em regime fechado, pois se estiver aberto, isso caracterizará desatenção.

 

6.4 – Resistência

Um circuito elétrico (ou rede elétrica) comporta elementos ativos ou fontes de energia (geradores) e elementos passivos, representados por números finitos (parâmetros localizados) ou infinitos (parâmetros distribuídos). Esses parâmetros são: resistência, indutância e capacitância.

Resistência: gasto de energia no circuito.

No circuito mediúnico, resistência é dispersão da corrente mental.

6.5 – Indutância

A acumulação da energia num campo magnético, por ação da corrente, não se altera no circuito elétrico, para mais ou para menos, devido à indutância.

Quando há variação da corrente, no circuito elétrico, é por indutância que ocorre aumento de força, impedindo mudança.

Alteração continuada resulta em descarga elétrica, que pode vir a ocasionar desastrosa perda dos aparelhos (bobinas e motores).

Assim também, no circuito mediúnico, do equilíbrio de forças mentais entre o comunicante e o médium resultará impedimento de interrupção ou alterações.

Surgindo alteração na corrente mental há aumento de força. Isso provocará interrupção intempestiva no circuito mediúnico e essa mudança brusca do equilíbrio (sintonia) caracteriza violência. As conseqüências serão danosas, tanto para a entidade comunicante quanto para o médium.

6.6 - Capacitância

A capacitância permite que a energia se acumule num campo elétrico, por ação de capacitores ou condensadores.

O capacitor acumula energia elétrica na carga e a restitui ao circuito, na descarga.

No circuito mediúnico iremos encontrar a entidade comunicante se aproximando do médium, antes mesmo da reunião mediúnica, visando adequar a sintonia entre ambos.

Esse médium, então e assim, “acumularᔠa expressão e os valores da energia mental que procedem daquele Espírito e a devolverá no evento mediúnico, com maior ou menor fidelidade.

Os apontamentos deste capítulo evidenciam que o exercício mediúnico com fins nobres apóia-se sempre na sintonia que cada médium estabelece com um bondoso Espírito, que o orienta, podendo pois ser chamado de “Espírito-guia”.

7. ANALOGIAS DE CIRCUITOS

7.1 – Velocidade elétrica

Algumas propriedades físicas nos ajudarão a entender o processamento do intercâmbio mediúnico:

a. Impulsos elétricos e a luz expandem-se à velocidade de 300.000 km/s;

b. Uma quantidade de elétrons injetada na ponta de um condutor de 300.000 km poderá chegar em um segundo à outra extremidade desse condutor, dependendo da pressão elétrica aplicada e da resistência elétrica encontrada no percurso;

c. A velocidade da água colocada na ponta de um cano, para chegar à outra ponta terá velocidade correspondente à pressão dessa corrente líquida.

7.2 – Continuidade de correntes

Repetindo, temos que a circulação da corrente elétrica num circuito fechado (do gerador ao aparelho utilizado) pode ser comparada ao trânsito da água numa tubulação. No caso da água, uma bomba com ação contínua e uniforme fará passar sempre a mesma quantidade num ponto e no mesmo período de tempo.

Assim também, um gerador em atividade permanente e sem variação fará passar a corrente elétrica na mesma intensidade em cada setor do circuito.

A água, para transitar na canalização, exige corrente líquida incessante.

A corrente elétrica, por sua vez, para produzir e agir em valores contínuos de energia, pede que seja feita carga de bilhões de elétrons.

NOTA: A enumeração “bilhões” dá uma sensação de dificuldade... Mas, permitam-nos os leitores repetirmos as considerações do item 2.6 (Química nuclear) deste trabalho, sobre as propriedades de um grama de rádio:

Em um grama de rádio “há tão grande quantidade de átomos que somente no espaço de 16 séculos é que seu peso fica reduzido à metade”. Aliás, está demonstrado que “em cada segundo, de um grama de rádio se desprendem 36 bilhões de fragmentos radioativos da corrente mais fraca de raios emanentes desse elemento, perfazendo um total de 20.000 quilômetros de irradiação por segundo”.

A Natureza é pródiga, pois assim Deus a fez e nos autorizou utilizá-la. Se fizermos isso com bom senso e respeito, só benefícios visitarão nossos dias terrenos.

7.3 – Expressões de analogia

Resumindo os dois últimos itens:

a. Curso dágua — fluxo elétrico — corrente mediúnica;

b. Pressão hidráulica — diferença de potencial elétrico resultando harmonia — sintonia psíquica;

c. Obstáculos nos condutores, à corrente elétrica ou na corrente líquida, assemelham-se a inibição ou desatenção do médium, prejudicando o circuito mediúnico;

d. Para a água transitar normalmente depende de bomba ou aproveitamento de desnível. A corrente elétrica para se manter em intensidade invariável, respeitando a natural resistência elétrica, necessitará que o gerador mantenha a diferença de potencial, utilizando nessa função grande quantidade de elétrons, segundo a tarefa a ser cumprida.

Circuito mediúnico equilibrado exige médium ou grupo de médiuns conectados aos Espíritos do Plano Maior e essa conexão será obtida quando houver aceitação expressa, caracterizada por pensamentos constantes e finalidades nobres.

7.4 – Necessidades da sintonia

Adverte-nos o Autor espiritual: o livre-arbítrio do médium é sagrado, inviolável.

Suas anotações registram tão-somente a necessidade do médium apresentar-se aos Benfeitores espirituais isento de quaisquer preocupações, não trazendo nenhum resquício de vulgaridades e disposto ao sacrifício de si mesmo. Esse estado mental não é exigência daqueles Espíritos amigos, mas sim, responsabilidade individual do médium engajado em ações a benefício do próximo, não necessariamente através de manifestações mediúnicas ostensivas, algumas delas, em outras circunstâncias, passíveis até de obsessão.

7.5 – Detenção de circuitos

Os exemplos e a analogia entre os circuitos da água e o efeito magnético da corrente elétrica, e, dessa com o efeito espiritual do circuito mediúnico, não guardam expressão científica, mas foram citados em caráter de modestas comparações entre “correntes circulantes”: o circuito da água é vagaroso; o da corrente elétrica, muito rápido; o da corrente mental, ultra-rápido.

Os três circuitos podem ser adaptados, controlados, aproveitados ou conduzidos. Só não podem estagnar ou acumular, pois resultaria respectivamente em pântano, em curto-circuito e em destruição.

7.6 – Condução das correntes

A água, para beneficiar a coletividade, é mantida em reservatórios e canais, represas e comportas, graças a obras específicas.

A utilização da corrente elétrica demanda emprego de alternadores que respondam pela adequação da força eletromotriz ajustada à voltagem dos aparelhos em ação.

Na corrente mental, em se tratando do circuito mediúnico com finalidades abençoadas, os médiuns, quais aparelhos diversos, hão de se apresentarem capazes de atender a qualquer serviço no bem.

As três correntes — a líquida, a elétrica e a mental — terão sempre o efeito consentâneo com a destinação optada pelo homem.

 

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