VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2007

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES 2008

VEJA TAMBÉM AS MENSAGENS ANTERIORES -2009

 

 

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JANEIRO

 

AVALIAÇÃO

Quando tiveres superado graves problemas de relacionamento no grupo das pessoas queridas, não te detenhas na lembrança das aflições e lágrimas que, porventura, tenhas trazido por dentro do próprio coração. Pensa no concurso recebido de benfeitores da Vida Maior que te escoraram, na travessia de inesperadas perturbações.

Quando saíste desse ou daquele acidente, sem calamidades fatais, não te fixes na recordação das fases difíceis de semelhante acontecimento. Reflete no auxílio dos Enviados do Bem que conseguiram colocar-te a salvo de conseqüências a lamentar.

Quando venceste lutas e tentações que te situavam às portas da insanidade ou do suicídio, não te demores na rememoração dos fatos que te impeliam a enganos e alucinações. Medita na dedicação dos Amigos Espirituais, domiciliados em Plano Superior , que te evitaram a queda nos despenhadeiros da sombra.

Quando varaste o tratamento da saúde comprometida por enfermidade complexa, não te cristalizes na idéia de doença e sofrimento. Imagina a generosidade dos Mensageiros da Luz que te reduziram as crises orgânicas, sem que disso te apercebesses, socorrendo-te, tanto na assistência médica como também no carinho daqueles que te rodeiam, a fim de que se te alongue a existência na Terra, com a oportunidade de trabalhar. Ainda mesmo nas provas que consideres claramente infelizes, não te craves em pensamentos de tristeza ou desânimo.

Avalia as bênçãos que te ficam no balanço de quaisquer ocorrências e agradece o saldo dos recursos e vantagens com que a Misericórdia Divina te favorece, na certeza de que os Emissários dos Céus te ajudarão a reconhecer que Deus, em qualquer situação e em qualquer tempo, faz, por nós todos, o que seja melhor.

(De “Amizade”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Meimei

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ACUSAÇÃO INDÉBITA

Emmanuel

No capítulo da censura, comumente chega em nossa vida um momento de perplexidade, à frente do qual muito companheiros se mostram ameaçados pelo desânimo.

Não se trata da ocasião em que somos induzidos a reprovar os outros e nem mesmo daquela em que somos repreendidos, em razão de nossas quedas.

Reportamo-nos à hora em que nos vemos acusados por faltas que não perpetramos e por intenções que nos afloram à mente.

Desejamos falar das circunstâncias em que somos julgados por falsas aparências, dando lugar a comentários depreciativos em torno de nós mesmos.

Teremos agido no bem de todos e, em seguida, analisados sob prisma diferente, qual se estivéssemos diligenciando gratificar o próprio egoísmo; de outras vezes assumimos posição de auxílio ao próximo, empenhando nossas melhores energias, e tivemos nossas palavras ou providências, sob interpretação infeliz, atraindo-nos à crítica desapiedada, até mesmo naqueles amigos a quem oferecemos o coração.

Atingindo esse ponto nevrálgico no caminho, não te permitas o mentiroso descanso no esmorecimento.

Se trazes a consciência tranqüila, entre os limites naturais de tuas obrigações ante as obrigações alheias, ora pelos que te censuram ou injuriam e prossegue centralizando a própria atenção no desempenho dos encargos que o senhor te confiou, de vez que o tempo é o juiz silencioso de cada um de nós.

Ouve a todos, trabalhando e trabalhando.

Responde a tudo, servindo e servindo.

Nos dias nublados, quando as sombras se amontoem ao redor de teus passos, converte Toda tendência à lamentação em mais trabalho, e transfigura as muitas palavras de autojustificação, que desejarias dizer, em mais serviço, conversando com os outros através do idioma inarticulado do dever retamente cumprido, porquanto se, em verdade, não temos o coração claramente aberto à observação dos que nos cercam no mundo, a todo instante, a justiça nos segue e em toda parte Deus nos vê.

Livro: Rumo certo. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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NA TRILHA DE ALLAN KARDEC

André Luiz

Estudando a vida espiritual, além do túmulo, Allan Kardec, o eminente Codificador da Nova Revelação, apresente em O Livro dos Espíritos algumas definições que será oportuno examinar, a fim de que nós outros, tarefeiros encarnados e desencarnados do Espiritismo, estejamos vigilantes nas responsabilidades que o Plano Superior nos conferiu.

Na pergunta 226 , indaga o apóstolo da Codificação:

- “Poder-se-á dizer que são errantes todos os Espíritos que não estão encarnados?”.

E os seus elevados mentores responderam:

- “ Sim, com relação aos que devam reencarnar. Não são errantes, porém, os Espíritos puros, os que chegaram à perfeição. Esses se encontram em seu estado definitivo”.

Segundo é fácil deduzir, “Espíritos errantes, na elucidação, não significa Espíritos vagabundos, desocupados, inertes, mas sim sem residência fixa, qual ocorre com todos nós, de vez que, de conformidade com a palavra dos instrutores de Allan Kardec, somente não são considerados “errantes” aqueles “que chegaram à perfeição”, da qual, todos nós, a generalidade das criaturas terrestres, ainda nos achamos imensamente distantes.

Na pergunta 227 , inquire o grande servidor da verdade:

- “De que modo se instruem os Espíritos errantes? Certos não o fazem do mesmo modo que vós outros?”.

E o esclarecimento veio, preciso:

- “Estudam e procuram meios de elevar-se. Vêem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute idéias que antes não tinham”.

A resposta é segura. Os “Espíritos errantes”, isto é, nós outros, os viajores em demanda da perfeição suprema, inclusive a maioria das almas reencarnadas, que permanecem na curta romagem do berço ao túmulo e que ainda voltarão muitas vezes ao educandário da carne, encontramos oportunidades de estudo e meios de elevação.

Ora, quem diz, “estudo e elevação”, refere-se a esforço e trabalho, disciplina e progresso.

Assim é que tanto na experiência física quanto na experiência espiritual , propriamente considerada, nós, os viajores da senda evolutiva, não nos achamos órfãos da organização que nos define os méritos e os deméritos.

Compreender-se-á, então, logicamente, que civilização e autoridade, agrupamento e ordem, escola e dignificação, hospital e penitenciária, embora diferenciados na expressão, escalonam-se e vigem para nós, os milhões de encarnados e desencarnados que vivem ainda tão longe do acrisolamento absoluto.

Na pergunta 229 , interroga o Codificador:

- “Por que, deixando a Terra, não deixam aí os Espíritos todas as más paixões, uma vez que lhes reconhecem os inconvenientes?”

E os orientadores aduziram:

- “Vês nesse mundo pessoas excessivamente invejosas. Imaginas que, mal o deixam, perdem esse defeito? Acompanha os que da Terra partem, sobretudo os que alimentaram paixões bem acentuadas, uma espécie de atmosfera que os envolve, conservando-lhes o que têm de mau, por não se achar o Espírito inteiramente desprendido da matéria. Só por momentos ele entrevê a verdade, que assim lhe aparece como que para mostrar-lhe o bom caminho”.

A elucidação não deixa dúvidas.

Carregamos para além do sepulcro a sombra das ações deploráveis em que nos envolvemos, por efeito das paixões que acalentamos no próprio ser.

Somos prisioneiros das imagens infelizes a que nos afeiçoamos, quando na extensão do mal aos outros e a nós mesmos, imagens essas que se imobilizam, temporariamente, em nossa vida mental, detendo-nos nas grades do remorso e do arrependimento, até que atendamos à expiação necessária.

Em tais condições, a visão das verdades divinas surge em nossa consciência, tão somente à maneira de relâmpago nas trevas que nós mesmos criamos, descerrando-nos o caminho regenerador que nos compete aceitar e seguir.

A morte física, como é racional, não nos subtrai, de improviso, dos íntimos refolhos do Espírito, as conseqüências dos erros nefastos a que nos precipitamos, de vez que os pensamentos oriundos das faltas cometidas nos entrançam a alma às imposições do resgate.

Na pergunta 230 , consulta o notável missionário:

- “Na erraticidade, o Espírito progride?”.

E os Benfeitores informam:

- “ Pode melhorar-se muito, tais sejam à vontade e o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as idéias que adquiriu”.

Outra vez reconhecemos os veneráveis mensageiros interessados em destacar a necessidade de serviço e educação, além-túmulo, aclarando, ainda, que todos nós, “os viajores da evolução”, despendemos muitos séculos adquirindo ensinamentos na Vida Espiritual e aplicando-os na esfera física, de modo a assimilarmos com segurança, a golpes de trabalho no campo do tempo, os valores da perfeição.

Ainda na Pergunta 232 , Kardec argúi, meticuloso:

- “Podemos espíritos errantes ir a todos os mundos?”.

E a explicação veio clara:

- “Conforme. Pelo simples fato de haver deixado o corpo, o Espírito não se acha completamente desprendido da matéria e continua a pertencer ao mundo onde acabou de viver, ou a outro do mesmo grau, a menos que, durante a vida, se tenha elevado, o que, aliás, constitui o objetivo para que devam tender seus esforços, pois, do contrário, não se aperfeiçoaria. Pode, no entanto, ir a alguns mundos superiores, mas na qualidade de estrangeiro. A bem dizer, consegue apenas entrevê-los, donde lhe nasce o desejo de melhorar-se para ser digno da felicidade de que gozam os que os habitam, para ser digno também de habita-los mais tarde”.

A resposta é tão brilhantemente positiva que não requisita comentários.

Vale, todavia, dizer que, muitas vezes, em desencarnando a alma do veículo de sangue e ossos, não se liberta mentalmente da experiência a que ainda se prende na vida terrestre, em torno da qual gravita por tempo indeterminado.

Ninguém acredite, que o túmulo seja depósito de asas destinadas à elevação de quem não procurou elevar-se durante a passagem pelo sei da Humanidade.

Ascensão pede leveza.

Triunfo verdadeiro reclama heroísmo e glória.

Sublimação exige amor e sabedoria.

Felicidade não dispensa equilíbrio.

O preço da perfeição é trabalho contínuo de engrandecimento da alma.

Ninguém espere, assim, depois da morte, repouso e bem-aventuranças que não soube conquistar por si mesmo.

Serviço e hierarquia, aprendizado e aprimoramento são imperativos a que não conseguiremos fugir, tanto do berço para o túmulo quanto do túmulo para o berço, se desejamos marchar para a Vida Superior.

E enunciando semelhante realidade, não estamos fazendo mais que acompanhar a trilha de Allan Kardec, nas lições que o apóstolo admirável entesourou em nosso benefício, há cem anos.

(mensagem recebida em 1957, no I Centenário de lançamento de O Livro dos Espíritos).

(De “Doutrina Escola”, de Francisco Cândido Xavier – Autores Diversos)

 

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O BOM LIVRO

André Luiz

O livro edificante é sementeira da Luz Divina, aclarando o passado, orientando o presente e preparando o futuro...
Instrutor do espírito – esclarece sem exigências,
Médico da alma – cura sem ruído,
Sacerdote do coração – consola sem ritos exteriores.
Amigo vigilante – ampara em silêncio,
Companheiro devotado – jamais abandona,
Cooperador eficiente – não pede compensações.
Semeador do infinito – fecunda os sentimentos,
Benfeitor infatigável – permanece fiel,
Arquiteto do bem – constrói no espírito imorredouro.
Altar da simplicidade – revela a sabedoria,
Fonte inesgotável – jorra bênçãos de paz,
Campo benfazejo – prepara a vida eterna.
Lâmpada fulgurante – brilha sem ofuscar,
Árvore compassiva – frutifica sem condições,
Celeiro farto – supre sem perder.

Do livro "Relicário de Luz", por André Luiz, psicografia Francisco Cândido Xavier.

 

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O  LIVRO  ESPÍRITA

Emmanuel

 

Cada livro edificante é porta libertadora.

O livro espírita, entretanto, emancipa a alma, nos fundamentos da vida.

O livro cientifico livra da incultura; o livro espírita lira da crueldade, para que os louros intelectuais não se desregrem na delinqüência.

O livro filosófico livra do preconceito; o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a elucidação não se converta em palavras inúteis.

O livro piedoso livra do desespero, o livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em fanatismo.

O livro jurídico livra da injustiça; o livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o direito não se faça instrumento de opressão.

O livro técnico livra da insipiência; o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada em prejuízo dos outros.

O livro de agricultura livra do primitivismo; o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim de que o trabalho da gleba não se envileça.

O livro de regras sociais livra da rudeza de trato; o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes, transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.

O livro de consolo livra da aflição; o livro espírita lira do êxtase inerte, para que o reconforto não se acomode em preguiça.

O livro de informações livra do atraso; o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos arraste à queda em dívidas escabrosas.

Amparemos o livro respeitável, que é luz de hoje; no entanto, auxiliemos e divulguemos, quanto nos seja possível, o livro espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre.

O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal.

 Francisco Cândido Xavier. Da obra: Doutrina e Vida .

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FEVEREIRO

 

A LIÇÃO DAS BRASAS

 

Um membro que frequentava, regularmente, um determinado grupo de estudos, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades . Após algumas semanas, o Facilitador daquele grupo decidiu visitá-lo.

O Facilitador encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao ‘Mestre', conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.

No silêncio, grave, que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o Visitante examinou as brasas que se formaram e, cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas,empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel

O anfitrião prestava atenção à tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de cinzas.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento, inicial, entre os dois amigos

O Amigo, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e, aparentemente inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pelo calor das brasas ardentes em torno dele.

Quando o Amigo alcançou a porta para partir,seu anfitrião disse: Obrigado.Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio. do grupo . Muito obrigado!

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REFLEXÕES

Aos membros de um grupo vale lembrar: que fazemos parte da chama e que, longe do grupo perdemos todo o brilho e nos tornamos mais vulneráveis aos ataques dos inimigos de nosso progresso espiritual.

“Quem se isola, furta-se de cooperar no rendimento da vida; além disso, faz-se órfão de alegria, na posição de tutelado constante do sofrimento.” - ( Bezerra )

 

Aos lideres vale lembrar: que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

(Recebido de A Era dp Espírito, desconhecemos a autoria).

 

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A MAIOR DOR

Simone de Beauvoir


A maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado. É perder alguém que nos amava e que depois deixou de se importar. É sermos deixados de lado por quem tanto nos apoiava.

É constatar que esses são os resultados das nossas negligências e muitas vezes de nossa estupidez.

A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista.

É não ter um doce amigo telefonando só pra dizer "olá

É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração.

O que dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e ajudar a reerguer o nosso espírito. É quando parece que nas aflições sobramos somente nós nos importando com nossas tristezas.

Muitas dores nos afetam, mas isso pode não ser tão pesado se formos mais presentes e atenciosos:
Cada um de nós tem um papel para desempenhar no teatro que chamamos VIDA.

Cada um de nós tem o dever de dizer aos amigos que os amamos.

Se você não se importa com seus companheiros de jornada, você não será punido: apenas acabará simplesmente ignorado...; esquecido...; exatamente como faz com eles...;é a lei; da natureza.

 

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VAMOS ESTUDAR ?

A Importância dos Livros da Codificação
Sérgio Biagi Gregório

http://www.ceismael.com.br/artigo/artigo120.htm

 

  1. INTRODUÇÃO  

Por que enaltecer os livros da codificação? Quais são esses livros? Por qual deles deveríamos começar o nosso estudo? Para que possamos responder a essas perguntas, fizemos um pequeno roteiro, em que tratamos da relação ensino-aprendizagem, conteúdo doutrinal dos livros e das conseqüências que daí dimanam.

  2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 

O Espiritismo , codificado por Allan Kardec no século XIX, existe, como idéia, há muito mais tempo. Pode-se dizer que, desde que o homem é homem, as idéias espíritas já começavam a se desabrochar, pois a preocupação com a vida futura e o relacionamento com os chamados mortos eram assuntos corriqueiros na Antigüidade. Ao longo da história, muitos espiritualistas tentaram levar alguma luz sobre a relação corpo-alma. Essas orientações, contudo, foram ofuscadas pelo orgulho, vaidade e interesses próprios de outros pensadores, que deixaram a humanidade numa total ignorância com relação à reencarnação e à possibilidade de comunicação com os seres extracorpóreos.

Na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec desenvolve a tese de que Sócrates e Platão foram os precursores da idéia cristã e do Espiritismo.

José Herculano Pires, em O Espírito e o Tempo , traça-nos a linha de evolução do Espiritismo, começando pelo horizonte tribal (mediunismo primitivo) e terminando no horizonte civilizado (positivação da mediunidade), quando da vinda do codificador.

Jesus, quando esteve encarnado, anunciou o Consolador Prometido – o Espírito da Verdade – que viria relembrar o que Ele tinha dito e ensinar muitas outras coisas. Na época predita, mais especificamente em 18 de abril de 1857, surge o Espiritismo, a terceira revelação, tendo como codificador Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

 

3. RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM

Para que possamos bem entender a importância dos livros da codificação, achamos conveniente elaborar alguns raciocínios sobre o estudo, a aprendizagem e o ensino doutrinário.

  3.1. O ESTUDO DOUTRINÁRIO

O que é uma doutrina? O que se entende por doutrinário? Doutrina – O sentido mais antigo é o que deriva da sua etimologia latina doctrina que, por sua vez, vem de doceo , "ensino". O sentido mais antigo, portanto, é de ensino ou aprendizado do saber em geral, ou do ensino de uma disciplina particular. Ao longo do tempo perdeu-se o sentido original e o termo firmou-se como o indicador de um conjunto de teorias, noções e princípios coordenados entre eles organicamente que constituem o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc. Doutrinário – O termo indica, em geral, quem obedece rigidamente aos princípios da própria doutrina, prestando atenção à teoria no seu sentido abstrato, mais do que no prático.

Em se tratando do Espiritismo, devemos seguir rigorosamente os princípios codificados por Allan Kardec. Ou seja, devemos estudar as obras básicas, para melhor alicerçar os fundamentos doutrinários.

3.2. O ESTUDO E A APRENDIZAGEM DA DOUTRINA

O processo de aprendizagem pode ser posto da seguinte forma: 

1. Deve haver necessidade de resolver um problema;

2. Para enfrentar o problema a pessoa se prepara: estuda, lê, consulta, pergunta, examina instrumentos etc.

3. A pessoa faz algumas tentativas de ação. Em inglês diz-se learning by doing . Aprende-se fazendo.

4. Constata fracasso e sucesso. Tenta corrigir o fracasso e repetir o sucesso.

5. A aprendizagem baseia também numa aprendizagem anterior.

O aprender envolve, assim, a captação dos dados, a sua memorização, a associação com outros conhecimentos e a aplicação em outros campos de interesse. O aprender pressupõe uma mudança de comportamento. Quer dizer, só podemos nos dizer conhecedores, aprendizes da Doutrina Espírita, quando isto processar uma mudança em nós. Contudo , essa mudança deve estar associada à orientação de Jesus. Sem o apoio do Mestre Jesus, nenhum ensinamento será bem concretizado em nossos corações.

  Aprender é aproximar-se à filosofia de Sócrates, ou seja, ao "sei que nada sei". E esta é a verdadeira atitude, porque nos leva à humildade.

3.3. DA APRENDIZAGEM AO ENSINO DOUTRINÁRIO

A palavra ensinar – do latim in + signare significa marcar com um sinal. As perguntas relevantes são: que tipo de sinal estamos marcando o nosso próximo? Que tipo de estímulo estamos transmitindo àqueles que nos rodeiam? Estamos aproveitando o material, considerado inútil pelos outros? Estamos aureolando de esperança as mentes sombrias?

Às vezes um conhecimento nos visita a mente, mas como não estamos preparados para absorvê-lo, ele passa e se esvai. Quando, porém, descobrimos o nosso espírito para a verdade, o ensinamento surge e se aclimata em nosso passivo espiritual. Um exemplo prático: estamos tão acostumados a repetir a frase: "amar ao próximo como a si mesmo", sem, muitas vezes, penetrar na sua profundidade. O texto original, em hebraico, dá uma outra versão: "somente quando você amar a si mesmo, pode amar seu próximo". Isso afirma bem outra coisa, ou seja, o amar a si mesmo é uma precondição para amar o próximo. A partir dessa constatação, passamos a interpretar os fatos de uma forma mais racional e menos emotiva. Em outras palavras, passamos a ensinar melhor.

4. OS LIVROS DA CODIFICAÇÃO

4.1. QUAIS SÃO OS LIVROS?

Os livros básicos da doutrina são: O Livro dos Espíritos (1857); O Livro dos Médiuns - ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores (1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864); O Céu e o Inferno - ou Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1865); A Gênese - os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (1868) .

Além dos cinco livros acima, Kardec escreveu também: O que é o Espiritismo (1859); O Espiritismo em sua Expressão Mais Simples (1862); Viagem Espírita (1862); Obras Póstumas (1.ª edição — 1890); Revista Espírita , periódico mensal (1.ª edição — 1.º de janeiro de 1858)

Há, também, os escritos complementares de autores encarnados, tais como, Gabriel Delanne, Leon Denis, Camile Flammarion, J. Herculano Pires, Edgar Armond etc e as obras mediúnicas , como as psicografadas por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

4.2. O QUE CADA LIVRO REPRESENTA?

 

O LIVRO DOS ESPÍRITOS resume toda a Doutrina, enquanto os demais se dedicam a assuntos especializados , oriundos da necessidade de desdobramento de cada uma das partes de O Livro dos Espíritos .

O LIVRO DOS MÉDIUNS tem sua fonte na segunda parte de O Livro dos Espíritos . Trata da parte experimental da doutrina. Trata do gênero de todas as manifestações, da educação da mediunidade e das dificuldades e tropeços que ocorrem na prática do Espiritismo.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO é decorrência da terceira parte de O Livro dos Espíritos . Seu conteúdo sintetiza as explicações das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.

O CÉU E O INFERNO contém o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal para a vida espiritual, as penas e recompensas futuras, os anjos e os demônios, as penas eternas etc., seguido de numerosos exemplos sobre a situação real da alma, durante e após a morte. Decorre da quarta parte de O Livro dos Espíritos , e coloca ao nosso alcance o mecanismo da Justiça Divina, em consonância com o princípio evangélico: "A cada um segundo as suas obras".

A GÊNESE , os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo trata dos problemas genésicos e da evolução física da Terra. Abrange as questões da formação e desenvolvimento do globo terreno e as referentes a passagens evangélicas e bíblicas. Explica, à luz da razão, os milagres do Evangelho.

4.3. POR ONDE COMEÇAR O ESTUDO DA DOUTRINA?

  Como se vê, devemos começar pelo geral, para depois ir ao particular. A codificação começou de forma generalizada, ou seja, pelo O Livro dos Espíritos . Se quisermos fazer um estudo sério do Espiritismo, devemos começar a nossa reflexão pelas questões ali ventiladas, no sentido de estimular a nossa curiosidade para o estudo de assuntos mais específicos, como é o caso da mediunidade e de outros aspectos da moral evangélica. A frase lapidar comece pelo começo é oportuna. Comecemos pelo começo, ou seja, pelo O Livro dos Espíritos .

 

5. O ESTUDO DAS OBRAS BÁSICAS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

5.1. O TEMPO QUE SE GANHA

 

O tempo que se gasta, lendo romances e outras novidades, poderia ser mais bem aproveitado debruçando-se sobre as obras básicas da codificação. A formação de um grupo de estudo para analisar, por exemplo, O Livro dos Espíritos é de uma utilidade sem limites. Quando nos predispomos a estudar pergunta por pergunta, vamos nos inteirando de detalhes valiosos para o nosso aprendizado. Um exemplo: a pergunta 176A – "Existem homens que estão na Terra pela primeira vez?" Resposta: "há muitos, em diversos graus". Daí, podemos tirar a seguinte dedução: os laços de família são importantes, não resta dúvida, mas não devemos dar-lhes um peso exagerado, pois há Espíritos que estão vindo a este Planeta pela primeira vez, e conseqüentemente não tem nenhuma relação mais direta com aqueles Espíritos que são seus pais ou seus parentes mais próximos.

 

5.2. LIVRA-NOS DO ERRO DA ABSOLUTIZAÇÃO DO RELATIVO

 

Ao tratarmos do pensamento, somos passíveis de confundir a parte com o todo. Um estudo sério dos princípios doutrinários ameniza tal erro. Senão vejamos: lemos um romance, que retrata um caso particular. De imediato, queremos generalizar este episódio, aplicando-o a todo o ser vivente. Esquecemo-nos de que o relato é uma verdade relativa; serve para aquela situação, mas não deve ser extrapolado para toda a humanidade. Da leitura do romance, podemos deduzir que a reencarnação é um castigo. Confrontando, porém, com os ensinamentos trazidos por Allan Kardec, vemos que a reencarnação é sempre uma oportunidade de evolução, não um castigo. A dúvida se desfaz e passamos a enfrentar com mais segurança os revezes do nosso caminho. Aprendemos, assim, que podemos sofrer porque queremos evoluir e não simplesmente por causa da ira de Deus.

5.3. A FELICIDADE DA COMPREENSÃO

 

Diz o ditado que "sempre chegamos tarde às verdades mais simples". O mesmo se dá com o nosso desenvolvimento moral e espiritual. Contudo, quando nos compenetramos do valor inestimável dos livros da codificação, vamos adquirindo uma riqueza interior que nenhum ladrão consegue nos roubar. Onde quer que estejamos, estaremos conosco mesmos. Se a nossa consciência estiver tranqüila, tranqüilo também estará o nosso coração.

6. CONCLUSÃO 

Quando estivermos totalmente absorvidos nos temas das obras básicas, começaremos a perceber uma mudança radical em nossa visão de mundo. O que antigamente era exaltado, hoje deixa de sê-lo, e o que era desprezado hoje é exaltado.

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MARÇO

 

RECLAMAR  MENOS

Emmanuel

 

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam,

assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas"

- Jesus (Mateus, 7:12).

 

         Para extinguir a cultura do ódio nas áreas do mundo, imaginemos como seria melhor a vida na terra se todos cumpríssemos fielmente o compromisso de reclamar menos.

         Quantas vezes nos maltratamos, reciprocamente, tão só por exigir que se realize, de certa forma, aquilo que os outros só conseguem fazer de outra maneira!     De atritos mínimos, então partimos para atitudes extremas. Nessas circunstâncias, costumamos recusar atenção e cortesia até mesmo àqueles a quem mais devemos consideração e amor; implantamos a animosidade onde a harmonia reinava antes; instalamos o pessimismo com a formulação de queixa desnecessária ou criamos obstáculos onde as grandes realizações poderiam ter sido tão fáceis. Tudo porque não desistimos de reclamar, - na maioria das ocasiões, - por simples bagatelas.

         De modo geral, as reivindicações e desinteligências reportam, mais freqüentemente, entre aqueles que a Sabedoria Divina reuniu com os mais altos objetivos na edificação do bem, seja no círculo doméstico, seja no grupo de serviço ou de ideal. Por isso mesmo, os conflitos e reprovações aparecem quase sempre no mundo, nas faixas de ação a que somos levados para ajudar e compreender. Censuras entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos e amigos. De pequenas brechas se desenvolvem os desastres morais que comprometem a vida comunitária desentendimentos, rixas, perturbações e acusações.

         Dediquemos à solução do problema as nossas melhores forças, buscando esquecer-nos, de modo a sermos mais úteis aos que nos cercam, e estejamos convencidos de que a segurança e o êxito de quaisquer receitas de progresso e elevação solicitam de nós a justa fidelidade ao programa que a vida estabelece em toda parte, a favor de nós todos: reclamar menos e servir mais.

 

 Livro: Segue-me. Psicografia de Francisco Cândid o Xavier

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CONHECENDO A DOUTRINA

 

In ¨O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples¨.

Em Janeiro de 1862, Allan Kardec publicou, na "Revista Espírita", o seguinte comentário sobre o livreto O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples , que acabava de editar:

"O objetivo desta publicação é dar, num quadro muito sucinto, o histórico do Espiritismo e uma idéia suficiente da Doutrina dos Espíritos, para que se lhe possa compreender o objetivo moral e filosófico. Pela clareza e pela simplicidade do estilo, procuramos pô-lo ao alcance de todas as inteligências. Contamos com o zelo de todos os verdadeiros Espíritas para ajudar a sua propagação. - Allan Kardec "

O ¨livreto¨ enfoca os acontecimentos de 1848 em Hydesville , já bastante conhecidos, quando as irmãs Fox entram em contato com o espírito de um caixeiro viajante que havia sido assassinado na casa na qual foram morar.

 

Kardec prossegue a análise e os pontos importantes do Histórico são :

Em resumo , o Espiritismo suaviza a amargura das tristezas da vida; acalma os desesperos e as agitações da alma, dissipa as incertezas ou os terrores do futuro, elimina o pensamento de abreviar a vida pelo suicídio; da mesma forma torna felizes os que aderem a ele, e está aí o grande segredo de sua rápida propagação.

Do ponto de vista religioso , o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras; mas é independente de qualquer culto particular. Seu propósito é provar, aos que negam ou duvidam que a alma existe, que ela sobrevive ao corpo, que ela sofre depois da morte as conseqüências ao bem e do mal que fez durante a vida corpórea; ora, isto é de todas as religiões.

Como crença nos espíritos , também não se afasta de qualquer religião , ou de qualquer povo, porque em todo lugar onde há homens há almas ou espíritos; que as manifestações são de todos os tempos, e o relato delas acha-se em todas as religiões, sem exceção. Pode-se, portanto, ser católico, grego ou romano, protestante, judeu ou muçulmano, e acreditar nas manifestações dos espíritos, e conseqüentemente ser Espírita; a prova é que o Espiritismo tem aderentes em todas as seitas.

Como moral , ele é essencialmente cristão, porque a doutrina que ensina é tão-somente o desenvolvimento e a aplicação da do Cristo, a mais pura de todas, cuja superioridade não é contestada por ninguém, prova evidente de que é a lei de Deus; ora, a moral está a serviço de todo mundo.

O Espiritismo, sendo independente de qualquer forma de culto , não prescrevendo nenhum deles, não se ocupando de dogmas particulares, não é uma religião especial, pois não tem nem seus padres nem seus templos. Aos que indagam se fazem bem em seguir esta ou aquela prática, ele responde: Se sua consciência pede para fazê-lo, faça-o; Deus sempre leva em conta a intenção. Em resumo, ele não se impõe a ninguém; não se destina àqueles que têm fé ou àqueles a quem essa fé basta, mas à numerosa categoria dos inseguros e dos incrédulos; ele não os tira da Igreja, visto que eles se separaram dela moralmente em tudo, ou em parte; ele os faz percorrer os três quartos do caminho para entrar nela; cabe a ela fazer o resto.

O Espiritismo combate, é verdade, certas crenças como a eternidade das penas, o fogo material do inferno, a personalidade do diabo, etc.; mas não é certo que essas crenças, impostas como absolutas, sempre fizeram incrédulos e continuam a fazê-los? Se o Espiritismo, dando desses dogmas e de alguns outros uma interpretação racional, devolve à fé aqueles que dela desertaram não está prestando serviço à religião? Assim, um venerável eclesiástico dizia a esse respeito: "O Espiritismo faz acreditar em alguma coisa; ora, é melhor acreditar em alguma coisa que não acreditar em absolutamente nada."

Os Espíritos não sendo senão almas, não se pode negar os Espíritos sem negar a alma. Sendo admitidas as almas ou Espíritos, a questão reduzida à sua mais simples expressão é esta: As almas dos que morreram podem comunicar-se com os vivos? O Espiritismo prova a afirmativa pelos fatos materiais; que prova se pode dar de que isso não é possível? Se assim é, todas as negações do mundo não impedirão que assim seja, pois não se trata nem de um sistema, nem de uma teoria, mas de uma lei da natureza; ora, contra as leis da natureza, a vontade do homem é impotente; é preciso, querendo ou não, aceitar suas conseqüências, e adequar suas crenças e seus hábitos.

Nota: grifos nossos. Continua no próximo número de o Caminho.

 

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A BORBOLETA E A FLOR

 

Certa vez , um homem pediu a Deus uma borboleta e uma flor

Mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta .

O homem ficou triste porque não entendeu o por quê de seu pedido vir errado.

DaÍ, pensou : “ com tanta gente para atender ...” e resolveu não questionar .

Passado algum tempo , o homem foi verificar como estava o pedido que tinha deixado esquecido.

Para sua surpresa , do cacto , havia nascido a mais bela flor .

E a horrível lagarta , transformara-se numa lindíssima borboleta .

Deus sempre age certo . Seu caminho é o melhor , embora a nossos olhos pareça estar dando tudo errado.

Se você pediu a Deus uma coisa e recebeu outra,confie.Tenha certeza de que Ele sempre dá a você o que você precisa no momento certo .

Nem sempre o que você deseja é o que você precisa .

Como Ele nunca erra na entrega de Seus pedidos , siga em frente sem murmurar , reclamar ou duvidar

. O espinho de hoje será a flor de amanhã .

(desconhecemos a autoria ).

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COMO PLANTAR A SUA HORTA

 

Para começar, sejam só você e a horta - entre enquanto o orvalho ainda ilumina a plantação.

  PARA PLANTAR A HORTA DE SUA MORADIA, MUNA-SE DE TRÊS PODEROSAS PÁS:

 

- paz de pensamento

- paz de coração

- paz de espírito

  PREPARE MAIS QUATRO CANTEIROS – SE ENCONTRAR ERVAS DANINHAS, EXPURGUE!

- expurgue a fofoca

- expurgue a indiferença

- expurgue a murmuração

- expurgue o egoísmo

    PLANTE QUATRO CANTEIROS DE REPOLHO :

- reponha a fé

- reponha a bondade

- reponha a paciência

- reponha o amor ao próximo

NÃO HÁ HORTA QUE NÃO TENHA MILHO:
- mire nos encontros

- mire no serviço

- mire na ajuda ao próximo


PARA CONCLUIR, NOSSA HORTA DEVE TER ERVILHA:

- fervilhe tempo para a convivência
- fervilhe tempo para a família

- fervilhe tempo para os amigos

REGUE ABUNDANTEMENTE COM PACIÊNCIA E CULTIVE COM AMOR.

HAVERÁ MUITOS FRUTOS EM SUA HORTA ,

PORQUE VOCÊ COLHE O QUE PLANTA .

(Texto recebido em Inglês-via Internet e traduzido e

adaptado por Maria Luiza M.Palhas).

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PEDAÇO DO CÉU

 

Às vezes você se sente deslocado no planeta que habita, como se o Criador o tivesse jogado a esmo, e você caiu em local inóspito e infeliz...

Olha ao redor e tem a sensação de que todos estão bem encaixados, como engrenagens vivas nessa imensa máquina chamada sociedade..., menos você.

Parece até que as pessoas não o vêem, não o ouvem, e sente-se como um fantasma que se move, sem rumo e sem alegria.

E pensa que seria tão bom se você pudesse fazer parte das alegrias de todos, das conquistas alheias, das belezas da natureza que o cerca.

Seria ainda melhor se todos percebessem seus talentos, seus esforços, suas pequenas vitórias, e o amparassem nos seus dias de tristezas...

Sente que pode estar no mundo errado, no momento errado, com as pessoas erradas, e talvez fosse mais feliz se alterasse a rota, trocasse de posição com outra pessoa, fosse outro ser qualquer...

Você olha o céu e analisa os pássaros, na sua trajetória maravilhosa, a planar ao vento com o sol a brilhar sobre suas penas...

É delicioso ser pássaro, pensa você.

Volve os olhos ao mar e analisa os peixes, com suas cores diversas, tamanhos variados e pensa na maravilha que é nadar no recife entre os corais, na água tépida...

Seria tão bom ser peixe..., pensa você.

Observa árvores gigantescas, arbustos, plantas, flores e frutos à disposição dos seres selvagens.

E pensa que não seria nada mau ser um tigre a desfrutar da liberdade, a correr leve e solto, sem peias, sem amarras...

Volta seu olhar para o seio da terra e vê seres que cavam tocas profundas, bem feitas e, embora ache escuro, observa os seres que lá habitam e medita que não seria nada ruim habitar as entranhas da terra...

Volve seu olhar a todos esses seres que habitam o planeta e analisa prós e contras, e percebe cada um com um pedacinho do céu.

E assim é a vida de cada um de nós: diferente, formando habilidades múltiplas, desenvolvendo aptidões diversas, com prós e contras.

Mas, assim como o pássaro não pode nadar, o peixe habitar a selva nem o tigre voar, cada um tem um pedacinho do céu em suas vidas.

Saiba verificar qual é o seu pedaço do céu. Não ambicione o céu alheio.

É possível que você não esteja preparado para vivenciar a realidade alheia.

Talvez lhe falte envergadura. Talvez lhe sobre possibilidades.

E não há nada pior do que estar no lugar errado, na hora errada.

Conscientize-se de que você tem o pedaço do céu que merece e que tem a capacidade de desfrutar.

De que adiantaria o pôr-do-sol mais esplendoroso para quem não pode enxergar?

Viva o seu momento, na certeza de que a vida futura lhe reserva experiências diferentes, mestres diferentes e, sobretudo, o pedaço do céu que lhe pertence...

Pense nisso!

Este é o seu momento de crescer, de produzir, de colaborar com o Criador exatamente onde ele o colocou.

Seja feliz no seu pedacinho do céu, que é único e é seu!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Stephano, psicografada por Marie-Chantal Dufour Eisenbach, na Sociedade Espírita Renovação, no dia 23/05/2005.

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PRECE

Pela prece pode-se propor três coisas: louvar, pedir e agradecer. L. E. pg 268

O essencial não é orar muito, mas orar bem. L. E. pg 268

Se o homem ora a Deus e ao seu bom gênio com sinceridade, os bons Espíritos virão certamente em sua ajuda, porque é sua missão. L. E. pg 350

Quando orares entra no teu aposento, e fechada a porta, ora a teu Pai em secreto; e teu Pai, que vê o que se passa em secreto, te dará a paga. E.S.E.. pg 275

 

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ABRIL

 

VAMOS ESTUDAR ?

 

Mediunidade no tempo de Jesus

Paulo da Silva Neto Sobrinho

“Se alguém julga ser profeta ou inspirado pelo Espírito, reconheça um mandamento do Senhor nas coisas que estou escrevendo para vocês” (PAULO, aos coríntios).

Introdução A mediunidade é uma faculdade humana que consiste na sintonia espiritual entre dois seres. Normalmente, a usamos para designar a influência de um Espírito desencarnado sobre um encarnado, entretanto, julgamos que, acima de tudo, por se tratar de uma aquisição do Espírito imortal, pouco importa a situação em que se encontram esses dois seres, para que se processe a ligação espiritual entre eles.

É comum que ataques ao Espiritismo ocorram por conta desse “dom”, como se ele viesse a acontecer exclusivamente em nosso meio. Ledo engano, pois, conforme já o dissemos, é uma faculdade humana, e assim sendo, todos a possuem, variando apenas quanto ao seu grau.

Os detratores querem, por todos os meios, fazer com que as pessoas acreditem que isso é coisa nova, mas podemos provar que a mediunidade não é coisa nova e que até mesmo Jesus dela pode nos dar notícias. É o que veremos a seguir.

A mediunidade e Jesus

Quando Jesus recomenda a seus doze discípulos a divulgação de que o “reino do Céu está próximo” fica evidenciado, aos que estudaram ou vivenciam esse fenômeno, que o Mestre estava falando mesmo era da faculdade mediúnica. Entretanto, por conta dos tradutores ou dos teólogos, essa realidade ficou comprometida no texto bíblico. Entretanto, como é impossível “tapar o sol com uma peneira”, podemos perfeitamente identificá-la, apesar de todo o esforço para escondê-la.

O evangelista Mateus narra o seguinte: “ Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês”. (10,16-20).

A primeira observação que faremos é que por ter tentado a Eva, dizem que a serpente seria o próprio satanás, entretanto, isso fica estranho, porquanto o próprio Jesus nos recomenda sermos prudentes como as serpentes. Esse fato demonstra que tal associação é apenas fruto do dogmatismo que só produz o fanatismo religioso.

Essa fala de Jesus é inequívoca quanto ao fenômeno mediúnico: “não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês”, e arremata: “Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês” . A tentativa de esconder o fenômeno fica por conta da expressão “o Espírito do Pai”, quando a realidade é “um Espírito do Pai” a mudança do artigo indefinido para o artigo definido tem como objetivo principal desvirtuar a fenomenologia em primeiro plano e em segundo, mais um ajuste de texto bíblico para apoiar a trindade divina copiada dos povos pagãos.

O filósofo e teólogo Carlos Torres Pastorino abordando a questão da mudança do artigo, diz: “.Novamente sem artigo. Repisamos: a língua grega não possuía artigos indefinidos. Quando a palavra era determinada, empregava-se o artigo definido ‘ho, he, to'. Quando era indeterminada (caso em que nós empregamos o artigo indefinido), o grego deixava a palavra sem artigo. Então quando não aparece em grego o artigo, temos que colocar, em português, o artigo indefinido: UM espírito santo, e nunca traduzir com o definido: O espírito santo”. ( Sabedoria do Evangelho , volume 1, pág 43).

Se sustentarmos a expressão “o Espírito do Pai” teremos forçosamente que admitir que o próprio Deus venha a se manifestar num ser humano. Pensamento absurdo como esse só pode ser pela falta de compreensão da grandeza de Deus. Dizem os cientistas que no cosmo há 100 bilhões de galáxias, cada uma delas com cerca de 100 bilhões de estrelas, fazendo do Universo uma coisa fora do alcance de nossa limitada imaginação, mas, mesmo que a custa de um grande esforço, vamos imaginar tamanha grandeza. Bom, façamos agora a pergunta: o que criou tudo isso? Diante disso, admitir que esse ser possa estar pessoalmente inspirando uma pessoa é fora de proposto, coisa aceitável a de povos primitivos, cujos conhecimentos não lhes permitem ir mais longe, por restrição imposta pelo seu hábitat.

A mediunidade no apostolado

Um fato, que reputamos como de inquestionável ocorrência da mediunidade, aconteceu logo depois da morte de Jesus, quando os discípulos reunidos receberam “como que línguas de fogo” e começaram a falar em línguas, de tal sorte que, apesar da heterogeneidade do povo que os ouvia, cada um entendia o que falavam em sua própria língua. Fato extraordinário registrado no livro Atos dos Apóstolos, desta forma:

“Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como o sopro de um forte vendaval, e encheu a casa onde eles se encontravam. Apareceram então umas como línguas de fogo, que se espalharam e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Acontece que em Jerusalém moravam judeus devotos de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, todos se reuniram e ficaram confusos, pois cada um ouvia, na sua própria língua, os discípulos falarem”. (Atos 2, 1-6).

Aqui podemos identificar o fenômeno mediúnico conhecido como xenoglossia, que na definição do Aurélio é: A fala espontânea em língua(s) que não fora(m) previamente aprendida(s). Mas, como da vez anterior, tentam mudar o sentido, para isso alteram o artigo indefinido para o definido, quando a realidade seria exatamente que estavam “repletos de um Espírito santo (bom)”.

Fato semelhante aconteceu, um pouco mais tarde, nomeado como o Pentecostes dos pagãos: “Pedro ainda estava falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham ido com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo também fosse derramado sobre os pagãos. De fato, eles os ouviam falar em línguas estranhas e louvar a grandeza de Deus...” (At 10, 44-46).

Episódio que confirma que “Deus não faz acepção de pessoas” (At 10,34), daí podermos estender à mediunidade como uma faculdade exclusiva a um determinado grupo religioso, mas existindo em todos segmentos em suas expressões de religiosidade.

A mediunidade como era “transmitida”

A bem da verdade não há como ninguém transmitir a mediunidade para outra pessoa, entretanto, pelos relatos bíblicos, a imposição das mãos fazia com que houvesse sua eclosão, óbvio que naqueles que a possuíam em estado latente. Vejamos algumas situações em que isso ocorreu.

Em Atos 8, 17-18: “Então Pedro e João impuseram as mãos sobre os samaritanos, e eles receberam o Espírito Santo. Simão viu que o Espírito Santo era comunicado através da imposição das mãos. Dêem para mim também esse poder, a fim de que receba o Espírito todo aquele sobre o qual eu impuser as mãos” .

Simão era um mago que, com suas artes mágicas, deixava o povo da região de Samaria maravilhado. Mas, ao ver o “poder” de Pedro e João, ficou impressionado com o que fizeram, daí lhes oferece dinheiro a fim de que dessem a ele esse poder, para que sobre todos os que ele impusesse as mãos, também recebessem o Espírito Santo.

Em Atos 19, 1-7: “Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões mais altas e chegou a Éfeso. Encontrou aí alguns discípulos, e perguntou-lhes: ‘Quando vocês abraçaram a fé receberam o Espírito Santo?' Eles responderam: ‘Nós nem sequer ouvimos falar que existe um Espírito Santo'. Paulo perguntou: ‘Que batismo vocês receberam?' Eles responderam: ‘O batismo de João'.

Então Paulo explicou: ‘João batizava como sinal de arrependimento e pedia que o povo acreditasse naquele que devia vir depois dele, isto é, em Jesus'. Ao ouvir isso, eles se fizeram batizar em nome do Senhor Jesus. Logo que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Eram, ao todo, doze homens” .

Será que podemos entender que o batismo de Jesus é “receber o Espírito Santo”, conseguido pela imposição das mãos? A narrativa nos leva a aceitar essa hipótese, apenas mantemos a ressalva feita anteriormente quanto à expressão “o Espírito Santo”.

A mediunidade como os dons do Espírito

Na estrada de Damasco, Paulo, que até então perseguia os cristãos, numa ocorrência transcendente, se encontra com Jesus, passando, a partir daí, a segui-lo. Durante o seu apostolado se comunicava diretamente com o Espírito de Jesus, demonstrando sua incontestável mediunidade.

Aliás, o apóstolo Paulo foi quem mais entendeu do fenômeno mediúnico, tanto que existem recomendações preciosas de sua parte aos agrupamentos cristãos de então. Ele o chamava de “dons do Espírito” . “Sobre os dons do Espírito, irmãos, não quero que vocês fiquem na ignorância” (1Cor 12,1), mostrando-se interessado em que todos pudessem conhecer tais fenômenos.

E esclarece o apóstolo dos gentios: “Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um, o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de as interpretar. Mas é o único e mesmo Espírito quem realiza tudo isso, distribuindo os seus dons a cada um, conforme ele quer” . (1 Cor 12,4-11).

Novamente, mudando-se “o Espírito” para “um Espírito”, estaremos diante da faculdade mediúnica, basta “ter olhos de ver”. Ao que parece, naquela época, os médiuns se preocupavam mais com a xenoglossia.

Paulo para desfazer esse engano novamente faz outras recomendações aos coríntios (1Cor 14,1-25). Disse ele: “... aspirem aos dons do Espírito, principalmente à profecia. Pois aquele que fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o entende, pois ele, em espírito, diz coisas incompreensíveis. Mas aquele que profetiza fala aos homens: edifica, exorta, consola. Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, ao passo que aquele que profetiza edifica a assembléia. Eu desejo que vocês todos falem em línguas, mas prefiro que profetizem. Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a menos que este mesmo as interprete, para que a assembléia seja edificada...”.

Conclusão Como apregoa a Doutrina Espírita o fenômeno mediúnico nada mais é que uma ocorrência de ordem natural. Podemos identificá-lo desde os mais remotos tempos da humanidade, e não poderia ser diferente, pois, em se tratando de uma manifestação de uma faculdade humana, deverá ser mesmo tão velha quanto a permanência do homem aqui na Terra.

Mas, infelizmente, a intolerância religiosa, a ignorância e, por vezes, a má-vontade, não permitiu que fosse divulgada da forma correta, ficando mais por conta de uma ocorrência sobrenatural, que só acontecia a uns poucos privilegiados. Coube ao Espiritismo a desmistificação desse fenômeno, bem como a sua explicação racional. Kardec nos deixou um legado importantíssimo para todos que possam se interessar pelo assunto, quando lança O Livro dos Médiuns , que recomendamos aos que buscam o conhecimento dessa fenomenologia, ainda muito incompreendida em nossos dias. Nov /2004.

Bibliografia :

Carlos Torres Pastorino , Sabedoria do Evangelho, volume 1, Revista Mensal Sabedoria, Rio, 1964.

Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Paulus, São Paulo

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AJUDA-TE, QUE O CÉU TE AJUDARÁ

 

Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma estrada tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus que o auxiliasse a tirar seu carro do atoleiro.

Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.

Alguns quilômetros à frente, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lodaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.

Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo.

Reuniram todas as forças e conseguiram retirar o transporte do atoleiro. Após os agradecimentos o viajante se foi feliz.

Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: senhor, o primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até praguejava, recebeu nosso apoio. Por que?

Sem perturbar-se, o nobre professor respondeu: aquele que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.

Muito de nós costumamos agir como o primeiro viajante. Diante das dificuldades que nos parecem insolúveis, acomodamo-nos, esperando que Deus faça a parte que nos cabe para a solução do problema.

Nós podemos e devemos empregar esforços para melhorar a situação em que nos encontramos.

Há pessoas que desejam ver os obstáculos retirados do caminho por mãos invisíveis, esquecidas de que esses obstáculos, em sua maioria, foram ali colocados por nós mesmos, cabendo-nos agora, a responsabilidades de retirá-los.

Alguns se deixam cair no amolentamento, alegando que a situação está difícil e que não adianta lutar.

Outros não dispõem de perseverança, abandonando a luta após ligeiros esforços.

Com propriedade afirma a sabedoria popular que "pedra que rola não cria limo" , sugerindo alteração de rota, movimento, dinamismo, realização.

Não basta pedir ajuda a Deus, é preciso buscar, conforme o ensino de Jesus: "buscai e achareis" , "batei e abrir-se-vos-á" .

Devemos, portanto, fazer a nossa parte que Deus nos ajudará no que não estiver ao nosso alcance resolver.

Pense nisso!

Seria ideal que, sem reclamar e pensando corretamente, fizéssemos esforços p ara retirar do atoleiro o carro da nossa existência, a fim de seguirmos adiante felizes, com coragem e disposição. Confiantes de que Deus sustentará as nossas forças para que possamos triunfar.

Redação do Momento Espírita.

Em 22.04.2009.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim

Chico Xavier

 

 

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MAIO

 

 

PENSAMENTOS DE CHICO XAVIER

¨ Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas.. Ora,nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas¨

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar...As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito”.

 

  O POÇO E A PEDRA

 

Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.

Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.

O homem abaixou os olhos e murmurou envergonhado:

"Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto de meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então desse sofrimento, dessa angústia!" - pediu ajoelhando-se.

O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:

"Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"

Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:

"Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."

O monge sorrindo aceitou a idéia e logo em seguida encontrava-se dentro do poço.
Pouco depois, veio a voz do monge:

"Pode puxar!"

O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir.

Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início.

Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo.

Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.

Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:

"Hei, que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira boba! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo."

De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:

"Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue me puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo com você. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém.  Encontra-se firmemente agarrado a essas idéias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada. Tudo depende de você. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas idéias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se."

* * *

A escuridão nada mais é do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem.  Quando pensamentos negativos turvarem nossos pensamentos, ocultando nossos melhores sentimentos, busquemos a luz da verdade e o caminho do bem.

Abandonemos as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros de nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As mais belas parábolas de todos os tempos , organizado por Alexandre Rangel, pp.  46-47, ed.  Leitura, 7ª edição. http://www.momento.com.br/

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TORNE-SE UM LAGO...

 

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.

– Ruim – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse: – Beba um pouco dessa água.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou: – Qual é o gosto?

– Bom! – disse o rapaz.

– Você sente o gosto do sal?

– Perguntou o Mestre.

– Não – disse o jovem.

O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse: – A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.

Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

(Desconhecemos a autoria)

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O PROPÓSITO DA REENCARNAÇÃO

 

O Espírito encarna e reencarna inúmeras vezes com a finalidade de progredir.

Gradualmente, ele sai da ignorância e cresce em conhecimentos e em moralidade.

Esse processo é vasto e demanda incontáveis existências.

Nesse longo caminhar, vagarosamente o Espírito inteira-se do teor das leis divinas, que se encontram inscritas em sua consciência.

As leis divinas constituem um roteiro de felicidade.

Quem consegue adaptar sua vontade e seu proceder aos estatutos divinos, apressa e ameniza sua evolução para Deus.

Todo ato contrário às leis soberanas gera desequilíbrio, a exigir reparação.

Conforme a extensão das conseqüências, o ato de reparar pode demandar inúmeras encarnações.

Muitas vezes um homem consegue ignorar e sufocar a própria consciência durante um tempo.

Não raro, grandes criminosos terminam seus dias terrenos na abastança.

No plano espiritual, tudo muda de figura.

Entre as encarnações, o Espírito contempla, no cenário da própria consciência, os atos que praticou.

Ele vislumbra todas as conseqüências que advieram de seu proceder. E se vê tal qual é, sem ilusões ou desculpas.

Alguns recalcitram no reconhecimento da própria realidade.

Entretanto, permanecem desequilibrados e sofredores, enquanto isso não se dá.

Não existe a figura do Espírito culpado, mas feliz.

Os pensamentos e os sentimentos do Espírito desencarnado são muito intensos e claros.

O corpo físico funciona como um quebra-luz, que diminui a agilidade mental e abafa as percepções e sensações.

Sem o corpo, tudo se torna muito vívido e vibrante.

Um Espírito delinqüente padece enormemente por conta do remorso.

Seus sofrimentos morais possuem uma pujança impossível de ser concebida por quem está encarnado.

Para atenuá-los, ele se decide pelas mais dramáticas e sofridas encarnações, sem titubear.

Tudo parece preferível a suportar tão angustiantes impressões.

Isso bem evidencia a sabedoria do preceito evangélico segundo o qual devemos nos acertar com os inimigos, enquanto estamos ao lado deles.

É prudente resolver imediatamente as pendências que temos com o próximo, sem acumular dívidas na consciência.

Por outro lado, como tudo é muito intenso no plano espiritual, isso também ocorre com a felicidade.

A alegria do dever bem-cumprido, de estar em perfeita paz, tudo se multiplica ao infinito.

O Espírito devedor percebe a diferença entre sua condição e a de quem cumpriu o próprio dever.

Para passar de um estado a outro, decide-se a enfrentar algumas dificuldades na terra.

Por isso, quando o Espírito programa sua existência futura, age com lucidez.

Posteriormente, esquecido do que o moveu, muitas vezes reclama das agruras da vida.

Mas as dificuldades são desafios destinados a fazer surgir o melhor que existe no ser.

Elas se destinam a promover a reparação do passado de enganos e gerar novos conhecimentos.

Seu corajoso e digno enfrentamento descortina um amanhã luminoso, pleno de paz.

Assim, não reclame de sua vida.

Seja digno e correto, em todas as circunstâncias.

Não se preocupe com os equívocos alheios.

Cada qual dará contas de seus atos à própria consciência.

Sua tarefa consiste em melhorar-se, sempre e cada vez mais. Para isso você nasceu.

(Redação do Momento Espirita) 

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APAGUEM AS LUZES; QUERO VER !


O título desta mensagem é intrigante. Em princípio, parece um contra-senso que alguém peça:

“Apaguem as luzes; quero ver!”

No entanto, vale a pena acompanhar com atenção os argumentos do pensador que a escreveu, para entender que luzes são essas que, apagadas, podem favorecer a nossa visão.

A mensagem foi escrita por um ilustre professor, e diz o seguinte:

A beleza da consciência não costuma se mostrar no clarão das luzes que brotam do calor dos acontecimentos.

Assim como os olhos exigem alguma proteção para olhar diretamente em direção ao sol, nossa razão pede a proteção do tempo para poder contemplar com serenidade a verdade em todo o seu esplendor.

É preciso distanciar-se dos fatos, das experiências vividas, para finalmente poder-se contemplar a beleza da verdade.

O tempo é o único colírio capaz de limpar os olhos da nossa razão, com os quais realmente enxergamos.

É mister despir-se das ilusões, miragens que não ocorrem apenas para os perdidos nos desertos de areia.

É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices filhas da angústia e do medo do desconhecido.

Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo.

Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.

Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.

Nós humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.

Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico; de nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes.

Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver.

Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranqüilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo; esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.

É contraditório, mas é preciso morrer para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.

Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz:

“Neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo”.

Acredito que, no ditado popular, a palavra cristo significa “ter consciência do processo da vida”.

Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, certamente seríamos muito mais felizes.

Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.

Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser.

Viveríamos em paz, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros.

Não necessitaríamos do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas; pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma.

Pense nisso! Apague as luzes, dilate as pupilas da alma, e veja .

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto do Professor Oriovisto Guimarães, Reitor do Centro Universitário Positivo – UNICENP.

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ESTUDAR ALLAN KARDEC

Geraldo Campetti Sobrinho

Quanto mais nos debruçamos no estudo das obras básicas e na leitura atenta da Revue Spirite, constatamos que o trabalho de Allan Kardec não se limitou à sua época. Na seleção e compilação cuidadosas das mensagens oriundas de diversas localidades, bem como nas anotações judiciosas do Codificador, sempre estiveram presentes o bom senso e a seriedade que resultaram na organização de uma Doutrina que veio ao mundo com a missão de promover a renovação social da humanidade.

Estudar não significa meramente ler. É analisar, entender, refletir, ponderar... É, principalmente, apreender o conteúdo lido para aplicação diária em oportunidades de ação no bem que a vida nos oferece.

O PRIMEIRO LIVRO

Pergunta freqüente dos iniciantes no estudo do Espiritismo e dúvida comum, também, aos que já conhecem a Doutrina: qual o primeiro livro espírita a ser lido? Esta questão pode ser respondida com outra pergunta: qual foi o primeiro livro espírita publicado?

Não resta a menor dúvida de que a obra basilar, principal do Espiritismo, é e continuará sendo O Livro dos Espíritos . Entretanto, raramente é o primeiro a ser lido. O neófito "adquire conhecimentos" ou desperta seu interesse para o estudo espírita pela leitura, geralmente, de um romance.

Na leitura sucessiva de romances, seu conhecimento poderá limitar-se aos assuntos de tais livros ou ficar direcionado para os aspectos abordados nas obras que leu.

É importante que os romances espíritas destaquem os princípios básicos do Espiritismo, fazendo, inclusive, sempre que possível, referências diretas às obras principais da Doutrina. Assim, o leitor iniciante será incentivado à leitura das obras de Allan Kardec.

Ideal mesmo é que o estudo da Doutrina Espírita seja iniciado pelas obras básicas: O Livro dos Espíritos , O Livro dos Médiuns , O Evangelho segundo o Espiritismo , O Céu e o Inferno e A Gênese , que constituem o pentateuco kardequiano(*). Estes livros não podem ser esquecidos pelos principiantes no estudo doutrinário nem por aqueles que já apresentam níveis mais aprofundados de conhecimento do Espiritismo. Aliás, quando desejamos estudar minuciosamente uma questão sob a visão espírita, iniciamos com a consulta às obras de Kardec e encerramos, igualmente, fundamentados nas assertivas do Codificador, permeando a pesquisa com bibliografia complementar, constituída de obras subsidiárias que enriquecem o estudo.

Ou você faz diferente?

(artigo enviado por Geraldo foi escrito originalmente para a revista Reformador - FEB - e publicado na edição de dezembro de 2002 Texto publicado no Boletim GEAE Número 453 de 8 de abril de 2003 )

( Nota - Parte da mensagem ¨Estudar nunca é demais ¨ ,recebida de ¨A Era do Espírito¨. . A continuar .na próxima edição de O Caminho).

 

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JUNHO

 

ESTUDAR ALLAN KARDEC

Geraldo Campetti Sobrinho

 

Nota -continuação do texto ¨Estudar nunca é demais¨, in O Caminho de Maio de 2010).

 

Relação das Obras de Allan Kardec


1) O Livro dos Espíritos (18 de abril 1857) Esta obra traz os fundamentos do Espiritismo e expõe, através de respostas dadas por espíritos superiores, a síntese de uma nova filosofia espiritualista. Em sua primeira edição, estava dividida em 3 partes, contendo 501 perguntas. Em sua segunda edição, de 1860, já aparecia dividida em 4 partes, contendo as atuais 1018 questões.



2) Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos - (Coleção) (janeiro de 1858 -1869)


Publicação mensal composta de artigos e comunicações obtidas, principalmente, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Veja a definição deste periódico nas palavras do próprio Kardec: "O relato das manifestações materiais ou inteligentes dos Espíritos, aparições, evocações, etc, bem como todas as notícias relativas ao Espiritismo. - O ensino dos Espíritos sobre as coisas do mundo visível e do invisível; sobre as ciências, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e o seu futuro. - A história do Espiritismo na antiguidade; suas relações com o magnetismo e com o sonambulismo; a explicação das lendas e das crenças populares, da mitologia de todos os povos, etc..." .


3) Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas (1858)

Esta obra foi substuida pelo O LIVRO DOS MÉDIUNS em 1861.

Obra contendo diretrizes básicas para a prática da mediunidade.

4) O que é o Espiritismo (julho de 1859)

Pequeno livro que traz os princípios básicos do Espiritismo.

5) Carta sobre o Espiritismo (1860)

Em resposta a um artigo publicado na Gazeta de Lyon.

6) O Livro dos Médiuns (15 de janeiro 1861)

Trata da mediunidade, em seus aspectos teórico e experimental. Considerado o livro científico da doutrina espírita.

7) O Espiritismo em sua Expressão mais Simples (15 de janeiro 1862)

Pequeno livro para iniciantes no estudo doutrinário.

8) Viagem Espírita em 1862 (novembro de 1862)

Contém diversos discursos feitos por Kardec ao iniciante movimento espírita da França, quando ele percorreu suas principais cidades. É o registro da viagem que ele realizou a partir de 1860.

9) Resposta à Mensagem dos Espíritas Lioneses por ocasião do Ano Novo (fevereiro de 1862)
Opósculo que Kardec dirigiu ao movimento espírita de Lyon, sua cidade natal .

10) Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas, ou Primeira Iniciação (abril de 1864)

Mais um livrete voltado aos iniciantes do Espiritismo.

11) O Evangelho Segundo o Espiritismo (abril de 1864)

Trata da parte ético-moral da doutrina espírita, trazendo uma nova interpretação do Evangelho Bíblico de Jesus de Nazaré, analisado à luz do Espiritismo. Em sua primeira edição, chamava-se "Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo", adquirindo o nome definitivo a partir da segunda edição de 1865.

12) Coleção de Composições Inéditas (1865)

Pequeno livro que contém trechos de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

13) O Céu e o Inferno, ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1º de agosto 1865)

"As penas e gozos segundo o Espiritismo". É um detalhamento da quarta parte de "O Livro dos Espíritos". Traz o aprofundamento de alguns conceitos cristãos, segundo a ótica espírita: A vida após a morte, o Céu, o Inferno, o Purgatório e a Justiça Divina.

14) Coleção de Preces Espíritas (1865)

Obra feita a partir de trechos de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

15) Estudo acerca da Poesia Medianímica (1867)

Coletânea de poesias recebidas pelo médium Vavasseur, em que Kardec coloca seus comentários e interpretações.

16) Caracteres da Revelação Espírita ( publicado na Revista Espírita de setembro de 1867 com 55 itens ) (1868 livro publicado com 62 itens )

Obra que contém trechos extraídos da Revista Espírita.

17) A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (6 de janeiro 1868)

Obra de caráter científico e filosófico, é dividida em 2 partes: A primeira, detalha a criação tanto material quanto orgânica e espiritual; a segunda parte trata de Jesus, dos milagres e das predições.

18) Obras Póstumas (1890 )

Publicada após o desencarne do mestre lionês, esta obra traz uma coletânea de textos inéditos que tratam de diversos assuntos como música, prece, história do Espiritismo e outros.

 

Ordem nos estudos espíritas

in O LIVRO DOS MÉDIUNS Do Método - item 35


35. Aos que quiserem adquirir essas noções preliminares, pela leitura das nossas obras, aconselhamos que as leiam nesta ordem:

1º - O que é o Espiritismo? Esta brochura, de uma centena de páginas somente, contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras ele lhe percebe o objetivo e pode julgar do seu alcance. Aí se encontram, além disso, respostas às principais questões ou objeções que os novatos se sentem naturalmente propensos a fazer. Esta primeira leitura, que muito pouco tempo consome, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado.

2º - O Livro dos Espíritos. Contém a doutrina completa, como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conseqüências morais. E a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.

3º - O Livro dos Médiuns. Destina-se a guiar os que queiram entregar-se à prática das manifestações, dando-lhes conhecimento dos meios próprios para se comunicarem com os Espíritos. E um guia, tanto para os médiuns, como para os evocadores, e o complemento de O Livro dos Espíritos .

4º - A Revue Spirite. Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de trechos isolados, que completam o que se encontra nas duas obras precedentes, formando-lhes, de certo modo, a aplicação. Sua leitura pode fazer-se simultaneamente com a daquelas obras, porém, mais proveitosa será, e, sobretudo, mais inteligível, se for feita depois de O Livro dos Espíritos .

Isto pelo que nos diz respeito. Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor . Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.

Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.

 

Doutrina Espírita

Reunião pública de 13/11/59

Questão nº 838

 

Toda crença é respeitável.

No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

Toda religião é sublime.

No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.

Toda religião é santa nas intenções.

No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor.

Toda religião auxilia.

No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.

Toda religião é conforto na morte.

No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.

Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.

No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever.

Toda religião exorciza os Espíritos infelizes. No entanto, só a Doutrina

Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles recnhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.

Toda religião educa sempre.

No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face.

Toda religião fala de penas e recompensas.

No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.

No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho.

Porque a Doutrina Espírita é em si a liberalidade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais

e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

«Espírita» deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

«Espírita» deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.

«Espírita» deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

«Espírita» deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.

Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

Emmanuel (Religião dos Espíritos, Chico Xavier).

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INDULGÊNCIA PERMANENTE

 

Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência.

Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem.

Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva.. .

Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.

A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.

A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.

É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina alcance do sedento.

Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor

A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.

Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.

Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.

A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.

Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.

Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.

Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.

pelo Espírito Joanna de Ângelis ,do livro: Viver e amar .Médium: Divaldo Pereira Franco

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SIGA FELZI

 

Viva em paz com a sua consciência...

Sempre que você se compare com alguém, evite orgulho e desprezo, reconhecendo que em todos os lugares existem criaturas, acima ou abaixo de sua posição.

Consagre-se ao trabalho que abraçou realizando com ele o melhor que você possa, no apoio ao bem comum.

Trate o seu corpo na condição de primoroso instrumento, ao qual se deve a maior atenção no desempenho da própria tarefa.

Ainda que se veja sob graves ofensas, não guarde ressentimento, observando que somos todos , os espíritos em evolução na Terra, suscetíveis de errar.

Cultive sinceridade com bondade para que a franqueza agressiva não lhe estrague belos momentos no mundo.

Procure companhias que lhe possam doar melhoria de espírito e nobreza de sentimentos.

Converse humanizando ou elevando aquilo que se fala.

Não exija da vida aquilo que a vida ainda não lhe deu, mas siga em frente no esforço de merecer a realização dos seus ideais.

E, trabalhando e servindo sempre você obterá prodígios, no tempo, com a bênção de Deus.

André Luiz, in "Momentos de Ouro", Francisco Cândido Xavier)

 

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JULHO

O FERREIRO

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitara -- e que se compadecia de sua situação difícil -- comentou: "É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro: "Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente". O ferreiro deu uma longa pausa, acendeu um cigarro e continuou: "`As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria."

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser -- mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas. ( desconhecemos a autoria ).

 

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A EXISTÊNCIA DO MAL

 

 

Um professor universitário desafiou seus alunos com esta pergunta:

- Deus criou tudo o que existe?

Um estudante respondeu corajosamente:

- Sim, ele fez. Deus criou tudo? Sim, senhor, respondeu o rapaz.

O professor respondeu:

- Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.

O estudante ficou em silêncio diante de tal resposta e o professor feliz se vangloriou por ter provado mais uma vez que a fé cristã era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:

- Posso fazer uma pergunta, professor?

-Certamente, respondeu o professor.

O rapaz levantou-se e perguntou:

- Professor, o frio existe?

- Que pergunta é essa? Claro que existe você nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:

-Na verdade, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade, a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que um corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.

Ele respondeu:

-Claro.

O estudante respondeu:

-Novamente o senhor está equivocado, a escuridão não existe, a escuridão é a ausência de luz. A luz pode ser estudada mas a escuridão não, inclusive  existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga a escuridão e ilumina a superfície onde termina o raio.Como você sabe quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é? Escuridão é um termo que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente o jovem perguntou ao professor:

- Senhor, o mal existe?

Ele respondeu:

-Claro que sim, como referi no início, vemos maldades, crimes e violência em todo o mundo, essas coisas são o mal.

- Porém o estudante respondeu:

-Não,mal não existe senhor, ou pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência de Deus, é como os casos anteriores, uma palavra que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal, não é como a fé ou o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado de que o homem não tem Deus presente em seus corações. É como o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Então o professor, depois de ter baixado a cabeça, ficou em silêncio.

O nome do jovem era . ALBERT EINSTEIN.  

 

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GRUPO EM CRISE

Emmanuel

 

“Se permanecerdes em mim e a minhas palavras permanecerem em vós,

pedireis o que quiserdes, e vos será feito”

- Jesus (João, 15:7)

Habitualmente, quando as tarefas de uma equipe consagrada ao serviço do bem parecem devidamente estabilizadas, a crise explode.

Desequilibra-se o clima das sãs obras e a tempestade ruge.

Desentendem-se irmãos na sombra da discórdia quando mais necessária se faz a luz da harmonia.

Edificações que se figuravam consolidadas apresentam brechas arrasadoras.

Todo o esquema das realizações em andamento se mostra superficialmente comprometido.

Afastam-se companheiros de posições importantes deixando espaços difíceis de preencher.

Esses são os dias de exame, em que a ventania da crítica esbraveja em torno de nós, experimentando-nos a segurança da construção. E esses são, igualmente, os dias para a serenidade maior. Diante deles nada de irritação, nem desânimo.

Reunirmo-nos mais estreitamente uns aos outros na fidelidade ao trabalho, a fim de afastar perigos maiores, é o nosso dever.

Urge consertar a máquina de ação, como pudermos, dentro de todos os recursos lícitos, à maneira dos ferroviários que restauram a locomotiva descarrilada e, depois de colocá-la em condições de serviços nos trilhos justos, seguir para frente.

Nem acusações, nem lamentos.

Trabalhar com mais ardor, esquecendo o mal e lembrando o bem.

Restabelecer a união e avançar adiante.

Compreender que as horas para a fé não são aquelas do Sol rutilando no firmamento azul, mas, precisamente, aquelas outras em que as nuvens despejam ameaças de algum lugar do céu.

Todos encontramos dificuldades no caminho em que transitamos.

Sempre que chamados a servir é forçoso recordar que estamos carregando encargos que a Divina Providência nos confiou, no bem de todos. E, cuidando de satisfazer aos Desígnios de Deus, sejam quais forem os riscos e tropeços com que sejamos defrontados, estejamos convencidos de que Deus cuidará de nós.

Do livro Segue-me. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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PARTIDA E CHEGADA

 


Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi” . Terá sumido?  Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.

E talvez, no exato instante em que alguém diz: "já se foi” , haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “lá vem o veleiro” .

Assim é a morte. Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: “já se foi” .

Terá sumido?  Evaporado?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi” , no mais além, outro alguém dirá feliz: “já está chegando” .

Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.

A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos. Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da imortalidade que somos todos nós.

Pense nisso! 

Victor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no Século XIX, falou da vida e da morte dizendo:

“A cada vez que morremos ganhamos mais vida.  As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.

Eu sou uma alma.  Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou”.

“Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou.  Mas não posso dizer: "minha vida acabou.” Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte.

O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.”

Equipe de Redação do Momento Espírita. Pensamentos de Victor Hugo retirado do livro “A reencarnação através dos séculos” , de Nair Lacerda.

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A LIÇÃO DA BORBOLETA

Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura num casulo. Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer, como é que a lagarta conseguiria sair por um orifício tão miúdo.

Mas logo lhe pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso, como se tivesse feito todo o esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir. Ele resolveu então ajudá-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo. A borboleta pôde sair com toda a facilidade... mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria se firmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.

O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que ela ficasse pronta para voar assim que se livrasse daquele invólucro.

Algumas vezes o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através da existência sem quaisquer obstáculos, Ele nos condenaria a uma vida atrofiada. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nunca poderíamos alçar vôo.

Fonte: "Para que minha vida se transforme"- Maria Salette e Wilma Ruggeri - Editora Verus

 

AGOSTO

Luz na escuridão

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro.

Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória. De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas. Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos.

Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas. Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas. O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.

Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo. O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema. Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro. A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto. Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o. Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam. À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto. O sistema permitia também ler e escrever música. A ideia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.

Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam. Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir. No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.

Autor desconhecido


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RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL

Estudo com base no Livro II, Capítulo III, Itens 149 à 153 de O Livro dos Espíritos (Allan Kardec).

Pesquisa : Elio Mollo e Claudia C

 

 

A ALMA APÓS A MORTE

 

No instante da morte a alma volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos, que ela havia deixado temporariamente.

Não tendo mais o corpo material a alma constata a sua individualidade através de um fluido que lhe é próprio, tirando-o da atmosfera do planeta em habita e que representa a aparência da sua última encarnação: seu perispírito.

A alma não leva nada deste mundo a não ser a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor. Essa lembrança é cheia de doçura ou de amargor, segundo o emprego que tenha dado a vida. Quanto mais pura ela for, mais compreenderá a futilidade daquilo que deixou na Terra.

O conjunto dos Espíritos constitui um todo. Da mesma maneira quando estamos numa assembléia, fazemos parte integrante da mesma, e não obstante conservamos a nossa individualidade.

A prova que podemos ter da individualidade da alma após a morte pode ser constada pelas comunicações espíritas. Geralmente percebidas como uma voz que nos fala e nos revela a existência de um ser que está ao nosso redor.

Os que pensam que a alma, com a morte, volta ao todo universal, estarão errados, se por isso entendem que ela perde a sua individualidade como uma gota d'água que caísse no oceano. Estarão certos, entretanto, se entenderem pelo todo universal o conjunto dos seres incorpóreos de que cada alma ou Espírito é um elemento.

Se as almas se confundissem no todo, não teriam senão as qualidades do conjunto, e nada as distinguiria entre si; não teriam inteligência nem qualidades próprias. Entretanto, em todas as comunicações elas revelam a consciência do eu e uma vontade distinta. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a conseqüência da sua individualização. Se não houvesse, após a morte, senão o que se chama o Grande Todo, absorvendo todas as individualidades, esse todo seria homogêneo e então as comunicações recebidas do mundo invisível seriam todas idênticas. Desde que encontramos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados, desde que há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e sérios, etc. é evidente que se trata de seres distintos.

A individualização ainda se evidência quando estes seres provam a sua identidade através de sinais incontestáveis, de detalhes pessoais relativos à vida terrena, e que podem ser constatados; ela não pode ser posta em dúvida quando eles se manifestam por meio das aparições. A individualidade da alma foi teoricamente ensinada como um artigo de fé, mas o Espiritismo a torna patente, e de certa maneira, material [1 e 2].

A vida do Espírito é eterna: a do corpo é transitória, passageira. Quando o corpo morre, a alma retoma a vida espiritual que é normal e eterna.  Os que aproveitaram a encarnação justamente se sentirão felizes com o objetivo atingido, ao contrário, sentirão necessidade de reparar as suas falhas.

* * *

[1] As teorias psicológicas, metapsíquicas, parapsicológicas e outras, sobre as aparições, são hipóteses pessoais e parciais, que não abrangem a totalidade dos fatos, e bastaria isso para provar a sua fragilidade e insustentabilidade científicas. (Nota de J. Herculano Pires)

[2] Allan Kardec in nota para as questões envolvidas no capítulo.

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BEZERRA DE MENEZES-O MÉDICO E O HOMEM

Exemplo a ser seguido por todos.

Bezerra de Menezes considerava o exercício da Medicina como verdadeiro sacerdócio e dizia : "Um médico não tem direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito lhe bate a porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro o que, sobretudo , pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro, esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse é um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu Espírito, a única que jamais se perderá nos vais-e-vens da vida".

 

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BEZERRA DE MENEZES TOMA CONHECIMENTO DA DOUTRINA ESPÍRITA

 

Bezerra de Menezes tomou conhecimento da Doutrina Espírita de forma inusitada. Foi presenteado com "O Livro do Espíritos" e como morava na Tijuca e levava uma hora viajando de bonde, resolveu, para distrair-se, ler o livro. Segundo suas palavras :

"Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrara nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no "O Livro dos Espíritos". Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença".

No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade presentes à sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha( atual Avenida 13 de Maio, Rio de Janeiro), reuniu-se para ouvir em silêncio emocionado e atônito, as palavras do médico e cidadão católico, Dr.BEZERRA DE MENEZES, que proclamava sua conversão ao Espiritismo.

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PENSAMENTOS DE BEZERRA DE MENEZES

 

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Oração a Bezerra de Menezes

 

Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu Infinito Amor.

Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus santos espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas.

Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimentai as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

 

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Kardec e vida

Kardequização do sentimento: =equilíbrio

Kardequização do raciocínio :=visão

Kardequização da ciência : = humanidade

Kardequização da filosofia : =discernimento

Kardequização da fé : =racionalidade

Kardequização da inteligência : =orientação

Kardequização do estudo =esclarecimento

Kardequização do trabalho : =organização

Kardequização do serviço =eficiência

Kardequização das relações : =sinceridade

Kardequização do progresso : =elevação

Kardequização da liberdade :=disciplina

Kardequização do lar :=harmonia

Kardequização do debate =proveito

Kardequização do sexo: =responsabilidade

Kardequização da personalidade : =autocrítica

Kardequização da corrigenda : =compreensão

Kardequização da existência : =caridade

 

Kardequizemos para evoluir com acerto à frente do Cristo de Deus. A Terra é nossa escola milenária e, em suas classes múltiplas, somos companheiros uns dos outros.

Kardequizarmo-nos na carteira de obrigações a que estamos transitoriamente jungidos é a fórmula ideal de ascensão.

Estudemos e trabalhemos sempre.

Bezerra de Menezes

(Página psicografada por Francisco Cândido Xavier)

 

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SETEMBRO

ESTUDANDO A DOUTRINA

PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADO S

Paulo da Silva Neto Sobrinho

 

“Há várias moradas na Casa de meu Pai”

João 14, 2.

 

O nosso conceito de que Deus fez a terra e tudo que nela há, o sol, a lua e as estrelas para nós é falso e é isto que vem nos deixando com idéias arraigadas não nos permitindo enxergar mais além. Esta visão é bastante egoísta e presunçosa, não há como admitir, nos dias de hoje, que Deus tenha criado tudo para o gozo, contemplação e delícia do ser humano, que na verdade não passa de mais um dos seres da criação divina, cuja diferença para com os animais é ter o raciocínio contínuo. Entretanto mostra, em algumas situações, mais irracional que os próprios animais. Para podermos nos situar, vejamos a grandeza do cosmo. Ao depararmos com sua magnitude chegaremos à conclusão de nossa extrema insignificância perante o Universo.

O cosmo conhecido tem por diâmetro 40.000.000.000 anos-luz. E para quem quiser mensurar o que representa este número, basta multiplicá-lo por 9.467.280.000.000 km, número este que equivale a um ano-luz. Ora, dentro desta extraordinária grandeza não há como pensar que somente a terra, talvez nem um minúsculo grão de areia neste contexto, tenha vida humana. A ciência avança gradativamente e algumas nações gastam fortunas para tentar captar sons de outras galáxias, instrumentos cada vez mais potentes e sensíveis são direcionados para o céu em busca do contato com inteligências extraterrestres. Pode até parecer ficção científica, mas é a nossa pura realidade nos dias de hoje.

Perguntaríamos: Dada a grandeza do cosmo com seus bilhões e bilhões de planetas porque pensar que apenas a terra teria vida? Não poderia Deus ter criado tantos planetas sem que tivessem alguma outra utilidade a não ser iluminar nossas noites escuras? Tem que haver forçosamente, dentro de um senso lógico, vidas em outros planetas. Para se ter uma idéia somente a Via Láctea possui cerca de 200.000 planetas semelhantes a terra. Se há vida na terra porque não poderia haver nestes outros planetas semelhantes ao nosso? Não podemos fugir desta grande possibilidade de que possa haver vidas em outros planetas.

 

Suponhamos que um homem é colocado num foguete e lançado à Marte, desce lá e se não vê vida humana não quer dizer necessariamente que não há vida em Marte, o que podemos afirmar é que em Marte não há vida igual ou semelhante à da terra. Poderia ocorrer, talvez, que a vida em Marte não seria captada pelos nossos sentidos, como por exemplo, numa gota d'água não enxergamos, a olho nu, os micróbios que nela vivem, mas se colocarmos esta gota diante de um microscópio veremos uma infinidade de seres vivendo nesta gota, ou seja, se tivermos um instrumento apropriado poderíamos deslumbrar com a vida naquele planeta.

E aí as palavras de Jesus, em João 14, 2, “há muitas moradas na casa de meu Pai”, parecem fazer sentido. Não estaria ele falando dos vários planetas habitados? 

Preocupado com esta questão Allan Kardec questiona aos espíritos superiores, conforme consta do O Livro dos Espíritos , o seguinte:

Pergunta 55 – Todos os globos que circulam no espaço são habitados?

Resposta – Sim, e o homem da terra está longe de ser, como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Todavia, há homens que se crêem muitos fortes, que imaginam que somente seu pequeno globo tem o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus criou o Universo só para eles.

Pergunta 56 – A constituição física dos mundos é a mesma?

Resposta – Não, eles não se assemelham de modo algum.

Pergunta 67 – A constituição física dos mundos não sendo a mesma para todos, seguir-se-ão tenham organização diferentes os seres que os habitam?

Resposta – Sem dúvida, como para vós os peixes são feitos para viverem na água e os pássaros no ar.

Vamos descrever como seriam estes mundos de acordo com as informações dos espíritos superiores a Kardec.

 

Classificação dos Mundos

•  Quanto ao grau de adiantamento ou inferioridade dos seus habitantes

•  Mundos Inferiores – a existência é toda material, reinam as paixões, quase nula é a vida moral;

•  Mundos Intermediários – misturam-se o bem e o mal, predominando um ao outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam;

•  Mundos Adiantados – a vida é por assim dizer toda espiritual;

•  Quanto ao estado em que se acham e da destinação que trazem:

•  Mundos Primitivos – destinados às primeiras encarnações da alma humana;

•  Mundos de Expiação e Provas – onde domina o mal (Terra);

•  Mundos de Regeneração – nos quais as almas ainda têm o que expiar, haurem novas forças repousando das fadigas da luta;

•  Mundos Ditosos – onde o bem sobrepuja o mal;

•  Mundos Celestes ou Divinos – habitações de espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem.

Os espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingirem a perfeição.

Os mundos estão, também, sob a lei do Progresso.

Características dos Mundos  

a) Mundos Inferiores

•  seres rudimentares;

•  forma humana sem beleza;

•  instintos, não há sentimentos de delicadeza ou de benevolência;

•  não tem noção do justo e do injusto;

•  a força bruta é a única lei;

•  carentes de indústrias e de invenções;

•  passam a vida na conquista de alimentos.

b) Mundos Superiores

•  forma humana, mais embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada;

•  o corpo não tem a materialidade terrestre, não está sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que predominância da matéria provoca;

•  sentidos mais apurados;

•  leveza do corpo permite locomoção rápida e fácil, deslizando pela superfície, usando apenas a vontade;

•  é rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância;

•  vida mais longa do que na Terra;

•  a morte não causa pavor, é considerada uma transformação feliz;

•  a livre transmissão do pensamento;

•  relações amistosas entre os povos;

•  só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia;

•  a autoridade merece o respeito de todos, pois está estabelecida no mérito e na justiça;

•  amor e fraternidade prendem uns aos outros todos os homens;

•  possuem bens adquiridos mais ou menos por meio da inteligência;

•  o mal, nesses mundos, não existe;

•  os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer dos seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarmos a tais mundos.  

c) Mundos Regeneradores

•  servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes;

•  encontra neles a calma e o repouso, acabando por depurar-se;

•  sujeição às leis que regem a matéria;

•  libertos das paixões, isentos do orgulho, da inveja e do ódio;

•  ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade;

•  o homem lá é ainda de carne;

•  ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação.

O que isto tudo representa para nós?

•  explica de onde vêem os espíritos que reencarnam na Terra;

•  nos dá a certeza de, conforme o progresso individual, irmos aos mundos mais elevados ou o “reino dos céus”;

•  pouca significância do tempo em que estamos aqui na terra;

•  passagem para o 3º milênio, depuração da terra dos espíritos inferiores, que não desejam progredir e não querem que os outros progridam.
(Recebido de ¨A Era do Espírito¨).

 

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SIGA FELIZ

Viva em paz com a sua consciência...

Sempre que você se compare com alguém, evite orgulho e desprezo, reconhecendo que em todos os lugares existem criaturas, acima ou abaixo de sua posição.

Consagre-se ao trabalho que abraçou realizando com ele o melhor que você possa, no apoio ao bem comum.

Trate o seu corpo na condição de primoroso instrumento, ao qual se deve a maior atenção no desempenho da própria tarefa.

Ainda que se veja sob graves ofensas, não guarde ressentimento, observando que somos todos , os espíritos em evolução na Terra, suscetíveis de errar.

Cultive sinceridade com bondade para que a franqueza agressiva não lhe estrague belos momentos no mundo.

Procure companhias que lhe possam doar melhoria de espírito e nobreza de sentimentos.

Converse humanizando ou elevando aquilo que se fala.

Não exija da vida aquilo que a vida ainda não lhe deu, mas siga em frente no esforço de merecer a realização dos seus ideais.

E, trabalhando e servindo sempre você obterá prodígios, no tempo, com a bênção de Deus.

André Luiz, in "Momentos de Ouro", Francisco Cândido Xavier)

 

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AMAI-VOS
"Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em
verdade." - João. (I JOÃO, 3:18.)

Por norma de fraternidade pura e sincera, recomenda a Palavra Divina: "Amai-vos uns aos outros.
Não determina seleções.
Não exalta conveniências.
Não impõe condicionais.
Não desfavorece os infelizes.
Não menoscaba os fracos.
Não faz privilégios.
Não pede o afastamento dos maus.
Não desconsidera os filhos do lar alheio.
Não destaca a parentela consanguínea.
Não menospreza os adversários.
E o apóstolo acrescenta: "Não amemos de palavra, mas através das obras, com todo o fervor do coração.
O Universo é o nosso domicílio.
A Humanidade é a nossa família.
Aproximemo-nos dos piores, para ajudar.
Aproximemo-nos dos melhores, para aprender
.
Amarmo-nos, servindo uns aos outros, não de boca, mas de coração, constitui para nós todos o glorioso caminho de ascensão.

Emmanuel in "Vinha de Luz", Emmanuel, psicografia de Francisco C. Xavier.

 

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PONDERAÇÃO
Bezerra de Menezes

Diante do mal quantas vezes!...
Censuramos o próximo...
Desertamos do testemunho da paciência...
Criticamos sem pensar...
Abandonamos companheiros infelizes à própria sorte...
Esquecemos a solidariedade...
Fugimos ao dever de servir...
Abraçamos o azedume...
Queixamo-nos uns dos outros...
Perdemos tempo em lamentações...
Deixamos o campo das próprias obrigações...
Avinagramos o coração...
Desmandamo-nos na conduta...
Agravamos problemas...
Aumentamos o próprios débitos...
Complicamos situações...
Esquecemos a prece...
Desacreditamos a fraternidade...
E, às vezes, olvidamos até mesmo a fé viva em Deus...
Entretanto a fórmula da vitória sobre o mal ainda e sempre é
aquela senha de Jesus:


AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI!!...

(Do livro "Visão Nova", Bezerra de Menezes, Francisco Cândido Xavier)

 

O destino do Espírito é a plenitude que lhe está reservada e que alcançará mediante passos seguros no rumo do dever e da paz". Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Conflitos Existenciais

"Allan Kardec afirmou: Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real...

Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.

Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a VERDADE.

O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá.

Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Atitudes Renovadas.

"Quando Jesus propôs que brilhasse a tua luz, estimulou-te ao sublime labor da preservação da claridade do amor e do conhecimento que existe em ti, repartindo-o com os teus irmãos de jornada.

Há muita sombra no mundo arguandando um raio de luz que sirva de sinal de esperança apontando rumos.

Herdeiro do amor de Deus, já conseguiste amealhar claridade para espargi-la onde te encontras.

Sorri e prossegue, fazendo sempre o melhor, sem a preocupação de agradar a quem quer que seja.

Repetem-se, agora, as condições para a ampliação dos horizontes da fé libertadora. A renovação ocorrerá mediante a atualização dos ensinamentos de Jesus, que não foram devidamente vivenciados por aqueles que se apresentaram como Seus discípulos.

Enquanto conduzes o luminoso facho da esperança e permaneces no trabalho ensementando os paradigmas de amor e de sabedoria que libertam as consciências, aqueles espíritos inferiores de ambos os planos da vida se voltarão contra ti, esquecidos de que estás a serviço dAquele que te enviou.

Corresponde-Lhe à confiança e deixa que brilhe a tua luz".

Joanna de Ângelis (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Atitudes Renovadas.

 

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OUTUBRO

 

PENSAMENTOS DE KADEC

 

A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário compreender 

.E. S. E. pg 226

Só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade. E. S. E. pg 226

A esperança e a caridade são uma consequencia da fé. E. S. E. pg 228

É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer, quando duvidamos de nós mesmos. E. S. E. pg 223

Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.

FELICIDADE

 

O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver o outro, tal deve ser o objetivo de todos os esforços do homem, se quer assegurar sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.  L. E. pg 354

Depende do homem amenizar seus males e ser tão feliz quanto se pode ser sobre a Terra. L. E. pg 358

O sábio, para ser feliz, olha abaixo de si e jamais acima, a não ser para elevar sua alma até o infinito. L .E. pg 359

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

JUSTIÇA

A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um. L.E. pg 338

Deus colocou no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça, pelo desejo de cada um de ver seus direitos respeitados. L. E. pg 339

LEI

A lei natural traça ao homem o limite de suas necessidades, e quando ela a ultrapassa, é punido pelo sofrimento. L. E. pg 261

A natureza das vicissitudes e das provas que suportamos pode, também, nos esclarecer sobre o que fomos e o que fizemos, como neste mundo julgamos os fatos de um culpado pelos castigos que lhe infringe a lei. L. E. pg 185

Os obstáculos ao cumprimento da lei divina decorrem dos preconceitos sociais e não da lei civil. E. S. E. pg 247

Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza. E. S. E. pg 264

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PROTEÇÃO

André Luiz

 

Duas horas de fria madrugada num hotel pequeno de rodovia.

O cavalheiro chegou apressado e pediu a chave do aposento em que se instalara durante o dia.

Inexplicavelmente, a chave desaparecera, e o interessado se confiou à exasperação.

Gritou. Acusou empregados.

A gerência interferiu com gentileza.

Outro quarto lhe foi entregue. O homem, porém, declarou que deixara junto ao leito grande soma de dinheiro e exigiu fosse a porta arrombada.

Depois de muita crítica, em que ameaçava a casa com denúncia à polícia, concordou em ocupar um aposento vizinho.

Somente pela manhã, ao sol muito alto, a fechadura foi quebrada. E só então o inconformado hóspede, ao retirar o dinheiro, verificou que sob o travesseiro se ocultava enorme escorpião.

(Do livro “Endereços da Paz”, André Luiz, Francisco Cândido Xavier )

 

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Uma nova oportunidade

Há algum tempo, a mídia veiculou uma notícia interessante. Dizia que jovens que cometeram crimes na Inglaterra, após cumprirem a pena estabelecida pela Justiça, voltavam ao convívio social, com nomes diferentes.

A troca de identidade foi providenciada para que não houvesse discriminação por parte da população, e para que os jovens não fossem condenados outra vez, pelo preconceito.

Enfim, estariam recebendo uma nova chance de acertar o passo e crescer.

Isso parece justo, pois o ser humano tem um senso de julgamento um tanto estreito e dificilmente oferece oportunidade para quem já teve o nome anotado nos registros policiais.

Com uma nova identidade, aqueles jovens teriam possibilidade de se reintegrar ao convívio social, encontrar emprego e ter uma vida digna.

Fazendo um paralelo com essa medida adotada pelas autoridades inglesas e a Justiça Divina, podemos entender um pouco mais a respeito da realidade da Lei da reencarnação.

Deus nos oferece inúmeras chances de acertar o passo no compasso das Suas Soberanas Leis, por esse mecanismo de troca de identidade.

Isso se dá pelo despojamento do corpo físico, com a morte, e pela possibilidade de voltar ao palco terrestre em um novo corpo, uma nova identidade e outro nome.

Em outras palavras: saímos de cena, pelas portas do túmulo, e retornamos a ela pelas portas do berço, sem perder os conhecimentos adquiridos até então.

É assim que Deus nos renova infinitas chances de crescer e conquistar a paz de consciência, ajustando-nos com as Leis que regem o Universo moral.

Assumindo uma nova identidade, mas sem perder suas conquistas anteriores, o Espírito infrator terá nova oportunidade de reconquistar as pessoas às quais prejudicou, obter novamente a confiança da sociedade e progredir.

Um exemplo disso e a prova de que dá certo, é o caso de Judas, o traidor de Jesus.

A Humanidade cristã ainda o espanca e o incendeia, personalizado num boneco, feito para ser malhado, até os dias de hoje, mesmo que seu delito tenha ocorrido há mais de dois milênios.

Mas esse mesmo Espírito já voltou ao palco terrestre inúmeras vezes e já está muitos degraus acima daqueles que o malham todos os anos.

Em sua última aparição nos palcos terrestres, esse mesmo Espírito, usando uma nova identidade, ficou conhecido no Mundo inteiro, como a brava guerreira francesa Joana D´arc.

Mas isso só aconteceu porque não foi reconhecido, senão teria sido espancado até à morte, pelos justiceiros terrenos.

Com as possibilidades mediúnicas de que era portadora, a jovem francesa recebia orientações diretas dos amigos espirituais e as seguia com incontestável fidelidade.

Conquistou a paz da própria consciência permanecendo fiel às vozes do Além, até o sacrifício na fogueira, sem abjurar ou negar as verdades que conhecia.

Assim fica mais fácil entender que realmente Deus não quer a morte do pecador, mas a sua redenção.

Se a redenção do Espírito que animou o corpo de Judas dependesse dos homens, certamente jamais teria obtido outra chance até hoje.

Mas Deus, que é a Soberana Justiça e Misericórdia, permitiu que aquele Espírito mudasse de nome, de personalidade, a fim de aprender e crescer, para atingir o objetivo de todos os filhos de Deus, que é a conquista da felicidade suprema.

* * *

A reencarnação é abençoado e valioso ensejo que o Espírito recebe para a própria sublimação, na longa jornada da Imortalidade.

 

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5 do livro Crônicas de além túmulo, do Espírito Humberto de Campos, psicografia de Chico Xavier

 

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SEGREDOS DOS HOMENS QUE MUDARAM A HISTÓRIA

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1202&let=S&stat=0

 

No livro intitulado Nunca desista de seus sonhos , o autor Augusto Cury tece interessantes considerações a respeito da capacidade humana de alterar o curso da própria história.

Diz ele, em resumo, que a maior genialidade não é aquela que vem da carga genética, nem a que é produzida pela cultura acadêmica. M as sim, aquela que é construída nos vales dos medos, nos desertos das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios.


Muitos sonhadores desenvolveram áreas nobres da sua inteligência, atravessando turbulências aparentemente insuperáveis. Suportar am pressões que poucos agüentam Viveram dias ansiosos, sentiram-se pequenos diante dos obstáculos.


Alguns foram chamados de loucos, outros, de tolos. Zombaram de alguns, outros foram discriminados. Tinham todos os motivos para desistir de seus sonhos, mas não desistiram.

Quais foram seus segredos?


Eles fizeram da vida uma aventura. Não foram aprisionados pela rotina. Embora não seja possível escapar da rotina, esses sonhadores passaram parte de suas vidas criando, inventando, descobrindo.


Tiveram uma visão panorâmica da existência mesmo em tempo nublado. Foram empreendedores, estrategistas, persuasivos, amigos do otimismo Foram sociáveis, observadores, analíticos e críticos. Fizeram escolhas, traçaram metas e as executaram com paciência.


Segundo o filósofo Kant, “a paciência é amarga, mas seus frutos são doces. A paciência é o diamante da personalidade.

Muitos discorrem sobre ela, mas são poucos os que a conquistam e colhem seus frutos.


Para Plutarco, “a paciência tem mais poder do que a força” .

Não se pode medir um ser humano pelo seu poder político e financeiro. Ele pode ser avaliado pela grandeza de seus sonhos e pela paciência em executá-los.

No entanto, a paciência é um dos remos que impulsiona o barco dos sonhos .


O outro remo é a coragem. É necessário ter-se coragem para correr riscos e superar os obstáculos . Aqueles que têm medo jamais navegam em mares desconhecidos. E por isso mesmo nunca serão capazes de conquistar outros continentes.


Os homens que transformaram seus sonhos em realidade aprenderam a ser líderes de si mesmos para depois liderar o mundo que os cercava .

Tinham uma ambição positiva, queriam transformar a sociedade em que estavam inseridos. Foram dominados por um desejo de serem úteis para os outros.


É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros .

 

Os ditadores jamais conseguiram destruir os sonhos daqueles que sonharam com a liberdade do seu povo. Morrem os ditadores, enferrujam-se as armas, mas não se pode destruir os sonhos de quem ama ser livre .

* * *

O esforço em direção ao ideal traçado é ônus intransferível de cada ser.

Paciência e coragem servem de ferramentas poderosas na realização de sonhos.

No entanto, acima de tudo isso há a vontade soberana e poderosa, capaz de justificar o início de qualquer projeto, bem como de motivar-nos a seguir em frente.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Nunca desista de seus sonhos, de Augusto Cury, Ed. Sextante, 2004, pp.  18/19, item intitulado “Os segredos dos que mudaram a história .

 

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KARDEC E A ESPIRITUALIDADE

Emmanuel

 

Todas as missões dignificadoras dos grandes vultos humanos são tarefas do Espírito. Precisamos compreender a santidade do esforço de um Edson, desenvolvendo as comodidades da civilização, o elevado alcance das experiências de um Marconi, estreitando os laços da fraternidade, através da radiotelefonia. Apreciando, porém, o labor da inteligência humano, é obrigados a reconhecer que nem todas essas missões têm naturalmente uma repercussão imediata e grandiosa no Mundo dos Espíritos.

 Daí a razão de examinarmos o traço essencial do trabalho confiado a Allan Kardec. Suas atividades requisitaram a atenção do planeta e, simultaneamente, repercutiram nas esferas espirituais, onde formaram legiões de colaboradores, em seu favor.

 Sua tarefa revelava ao homem um mundo diferente. A morte, o problema milenário das criaturas, perdia sua feição de esfinge. Outras vozes falavam da vida, além dos sepulcros. Seu esforço espalhava-se pelo orbe como a mais consoladora das filosofias; por isso mesmo, difundia-se, no plano invisível, como vasto movimento de interesses divinos.

 Ninguém poderá afirmar que Kardec fosse o autor do Espiritismo. Este é de todos os tempos e situações da humanidade. Entretanto, é ele o missionário da renovação cristã. Com esse título, conquistado a peso de profundos sacrifícios, cooperou com Jesus para que o mundo não morresse desesperado. E, contribuindo com a sua coragem, desde o primeiro dia de labor, organizaram-se nos círculos da espiritualidade os mais largos movimentos de cooperação e de auxílio ao seu esforço superior.

 Legiões de amigos generosos da humanidade alistaram-se sob a sua bandeira cooperando na causa imortal. Atrás de seus passos, movimentou-se um mundo mais elevado, abriram-se portas desconhecidas dos homens, para que a ciência e a fé iniciassem a marcha da suprema união, em Jesus Cristo.

Não somente o orbe terrestre foi beneficiado. Não apenas os homens ganharam esperanças. O mundo invisível alcançou, igualmente, consolo e compreensão.

 Os vícios da educação religiosa prejudicaram as noções da criatura, relativamente ao problema da alma desencarnada. As idéias de um céu injustificável e de um inferno terrível formaram a concepção do espírito liberto, como sendo um ser esquecido da Terra, onde amou, lutou e sofreu.

Semelhante convicção contrariava o espírito de seqüência da natureza. Quem atendeu as determinações da morte, naturalmente, continua, além, suas lutas e tarefas, no caminho evolutivo, infinito. Quem sonhou, esperou, combateu e torturou-se não foi a carne, reduzida à condição de vestido, mas a alma, senhora da Vida Imortal.

 Essa realidade fornece uma expressão do grandioso alcance  “da missão de Allan Kardec”, considerada no Plano Espiritual.

É justo o reconhecimento dos homens e não menos justo o nosso agradecimento aos seus sacrifícios “de missionário”, ainda porque apreciamos a atividade de um apóstolo sempre vivo.

Que Deus o abençoe.

O Evangelho nos fala que os anjos se regozijam quando se arrepende um pecador. E a tarefa santificada de Allan Kardec tem consolado e convertido milhares de  pecadores, neste mundo e no outro.

Livro: Doutrina De Luz - Francisco Cândido Xavier

 

Praticar o Espiritismo experimental, sem estudo, é querer efetuar manipulações químicas sem saber química.

Allan Kardec

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NOVEMBRO

A LEI DO CAMINHÃO DE LIXO

 

Uma boa orientação para a nossa mudança de atitude também.

Pense nisso!!!!

Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de

"A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa,ou nas ruas. Fique tranquilo... respire e deixe o lixeiro passar..

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento, o que você faz dela e noventa por cento, a maneira como você a recebe !

(desconhecemos a autoria, recebido via internet).

 

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RAIVA E INVEJA

Ilze Soares

A raiva e a inveja são sentimentos negativos, que contaminam a alma humana. A raiva aparece, é claro, ainda somos seres humanos, cheios de falhas.

Mas permitir que a raiva machuque os que nos rodeiam é o que precisamos controlar.

Ultimamente, vemos a raiva atingir seu grau máximo, pessoas matam por qualquer discussão boba!

Uma fechada no trânsito, uma palavra mais rude...

Tanto a raiva como a inveja, o desejo, a cobiça, parecem desenfreados atualmente.

Nenhum sentimento, em excesso, faz bem ao homem.

Precisamos saber dosar, controlar nossos impulsos.

Às vezes, vemos um ser humano demonstrar amor, com gestos magnânimos, para logo depois explodir num acesso de raiva!

São estas atitudes que devemos evitar.

A máxima "Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você," ainda é o melhor parâmetro.

Tenham cuidado com suas palavras e atitudes!

Pensem, analisem se o que vão fazer é certo ou errado e só então traduzam seus pensamentos em ação!

(recebido de ¨A Era do Espírito¨.

 

 

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BEM AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

 

No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou: Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.

Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento, eis que grande interesse desperta em todos os que tomaram conhecimento dos ensinos de Jesus.

No entanto, tal ensino, como tantos outros, resta ainda incompreendido pelos homens.

O que, afinal, o Mestre pretendia proclamar?

Jesus proclama que Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.

Os Espíritos ricos são aqueles que acumulam os tesouros que não se confundem com as riquezas da Terra.

Seus bens não são jamais corroídos pelas traças, tampouco podem ser subtraídos pelos ladrões.

Os pobres de Espírito são os que não têm orgulho. São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm.

A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm idéia do quanto não sabem.

Por isso, a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se o reino dos céus.

Sem a humildade nenhuma virtude se mantém.

A humildade é o propulsor de todas as grandes ações, em todas as esferas de atuação do homem.

Os humildes são simples no falar.

São sinceros e francos no agir.

Não fazem ostentação de saber, nem de santidade.

A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho.

Calam-se diante de palavras loucas.

Suportam a injustiça.

Vibram com a verdade.

A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes.

A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o viajor que busca sinceramente a perfeição.

Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos, representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho.

Há muitos pobres de bens terrenos que se julgam dignos do reino dos céus, mas que, no entanto, têm a alma endurecida e orgulhosa.

Repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé que obscurece seus entendimentos e os afasta da verdade.

Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus.

O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, embasados na caridade e no amor incondicional.

Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.

Pobres de Espírito são os simples e nobres.

Não os orgulhosos e velhacos.

Pobres de Espírito são os bons, que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.

São aqueles que observam e vivem as Leis de Deus. Estudam com humildade.

Reconhecem o quanto ainda não sabem. Imploram a Deus o amparo indispensável às suas almas.

Era a respeito desses homens que o Mestre Nazareno, em Suas bem-aventuranças, estava se referindo.

Muitos são os que confundem humildade com servilismo.

Ser humilde não significa aceitar desmandos e compactuar com equívocos.
Ser humilde é reconhecer as próprias limitações, buscando vencê-las, sem alarde, nem fantasias.

É buscar, incansavelmente, a verdade e o progresso pessoal, nas trilhas dos exemplos nobres e dignos.

Pense nisso. 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Pobres de Espírito e Espíritos pobres , do livro Parábolas e Ensinos de Jesus , deCairbar Schutel, ed. O Clarim .


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NA CASA ESPÍRITA

André Luiz

Nosso grupo de trabalho espírita-cristã, em verdade, assemelha-se ao campo consagrado à lavoura comum.

Almas em pranto que o procuram simbolizam terrenos alagadiços que nos cabe drenar proveitosamente.

Observadores agressivos e rudes são espinheiros magnéticos que devemos remover sem alarde.

Freqüentadores enquistados na ociosidade mental constituem gleba seca que nos compete irrigar com carinho.

Criaturas de boa índole, mas vacilantes na fé, expressam erva frágil que nos pede socorro até que o tempo as favoreça.

Confrades irritadiços, padecendo melindres pessoais infindáveis, são os arbustos carcomidos por vermes de feio aspecto.

Irmãos sonhadores, eficientes nas idéias e negativos na ação, representam flores improdutivas.

Pedinchões inveterados, que nunca movem os braços nas boas obras, afiguram-se-nos folhagem estéril que precisamos suportar com paciência.

Amigos dedicados ao mexerico e ao sarcasmo são pássaros arrasadores que prejudicam a sementeira.

O companheiro, porém, que traz consigo o coração, para servir, é o semeador que sai com Jesus a semear, ajudando incessantemente a execução do Plano Divino e preparando a seara do Amor e da Sabedoria, em favor da Humanidade, no Futuro Melhor.

(Francisco Cândido Xavier in: Coragem)

 

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TOLERÂNCIA E COERÊNCIA

Emmanuel

 

Compreender o desculpar sempre., porque todos necessitamos de compreensão e desculpa,.nas horas do desacerto,. mas observar a coerência para que os diques da tolerância, não se esbarrondem, corroídos pela displicência sistemática, patrocinando a desordem.

Disse Jesus: “amai os vossos inimigos.

E o Senhor ensinou-nos realmente a amá-los, através dos seus próprios exemplos de humildade sem servilhismo e de lealdade sem arrogância.

Ele sabia que Judas, o discípulo incauto, bandeava-se, pouco a pouco, para a esfera dos adversários que lhe combatiam a mensagem renovadora.

A pretexto de amar os inimigos, ser-lhe-ia lícito afastá-lo da pequena comunidade, a fim de preservá-la, mas preferiu estender-lhe mãos fraternas, até a última crise de deserção, ensinando-nos o dever de auxiliar aos companheiros de tarefa, na prática do bem, enquanto isso se torne possível.

Não ignorava que os supervisores do Sinédrio lhe tramavam a perda...

A pretexto de amar os inimigos, poderia solicitar-lhes encontros cordiais para a discussão de política doméstica, promovendo recuos e concessões, de maneira a poupar complicações aos próprios amigos, mas preferiu suporta-lhes a perseguição gratuita, ensinando-nos que não se deve contender, em matéria de orientação espiritual, com pessoas cultas e conscientes, plenamente informadas quanto às obrigações que a responsabilidade do conhecimento superior preceita.

Certificara-se de que Pilatos, o juiz dúbio, agia, inconsiderado...

A pretexto de amar os inimigos, não lhe seria difícil recorrer à justiça de instância mais elevada, mas preferiu agüentar-lhe a sentença iníqua, ensinando-nos que a atitude de todos aqueles que procuram sinceramente a verdade não comporta evasivas.

 

Percebia, no sacrifício supremo, que a multidão se desvairava...

 

A pretexto de amar os inimigos, era perfeitamente cabível que alegasse a extensão dos serviços prestados, pedindo a comiseração pública, a fim de que não se lhe não golpeassem a obra nascente, mas preferiu silenciar e partir, invocando o perdão da Providência Divina para os próprios verdugos, ensinando-nos que é preciso abençoar os que nos firam e orar por eles, sem contudo, premiar-lhes a leviandade para que a leviandade não alegue crescimento com o nosso apoio.

Jesus entendeu a todos, beneficiou a todos, socorreu a todos e esclareceu a todos, demonstrando-nos que a caridade, expressando amor puro, é semelhante ao sol que abraça a todos, mas não transigiu com o mal.

Isso quer dizer que fora da caridade não há tolerância e que não há tolerância sem coerência.

Emmanuel.

 

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PALAV RAS DE KARDEC

MORAL

O sublime da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o próximo, sem oculta intenção.

 L. E. pergunta 893

O sinal mais característico da imperfeição do homem, é o seu interesse pessoal.

L. E. pergunta 895

O verdadeiro homem de bem é aquele que faz a outrem aquilo que queria que os outros lhe fizessem.

L. E. pergunta 918

A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade.

E. S. E. Capítulo VIII, item 3

A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal.

E. S. E. Capítulo VIII, item 6

 

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DEZEMBRO

 

A VINDA DE JESUS

 

A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.

Começava a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade terrestre, de vez que Jesus, com a sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações.

Debalde os escritores materialistas de todos os tempos vulgarizaram o grande acontecimento, ironizando os altos fenômenos mediúnicos que o precedera,. As figuras de Simeão, Ana, Isabel, João Batista, José, bem como a personalidade sublimada de Maria, tem sido muitas vezes objeto de observações injustas e maliciosas; mas a realidade é que somente com o concurso daqueles mensageiros da Boa-Nova, portadores da contribuição de fervor, crença e vida; poderia, Jesus lançar na Terra os fundamentos da verdade inabalável.

Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do seu messianismo de amor e de redenção. As próprias esferas mais próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da Humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas.

O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou de sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.

 

Do seu divino apostolado nada nos compete dizer em acréscimo das tradições que a cultura evangélica apresentou em todos os séculos posteriores à sua vinda à Terra, reafirmando, todavia, que a sua lição de amor e de humildade foi única em todos os tempos da Humanidade.

Dele asseveravam os profetas de Israel, muito antes da manjedoura e do Calvário: - “Levantar-se-á como um arbusto verde, vivendo na ingratidão de um solo árido, onde não haverá graça nem beleza; Carregado de opróbrios e desprezado dos homens, todos lhe voltarão o rosto. Coberto de ignomínias, não merecerá consideração; É que Ele carregará o fardo pesado de nossas culpas e de nossos sofrimentos, tomando sobre si todas as nossas dores; Presumireis na sua figura um homem vergando ao peso da cólera de Deus, mas serão os nossos pecados que o cobrirão de chagas sanguinolentas e as suas feridas hão de ser a nossa redenção. Somos um imenso rebanho desgarrado, mas, para nos reunir no caminho de Deus, Ele sofrerá o peso das nossas iniqüidades. Humilhado e ferido, não soltará o mais leve queixume, deixando-se conduzir como um cordeiro ao sacrifício; O seu túmulo passará como o de um malvado e a sua morte como a de um ímpio; Mas, desde o momento em que oferecer a sua vida, verá nascer uma posteridade e os interesses de Deus hão de prosperar nas suas mãos”.

Emmanuel in Antologia Mediúnica do Natal, Psicografia: Francisco Cândido Xavier

 

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A PEDRA

 

 

O distraído tropeçou nela.

O bruto a usou como projétil.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura.

E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem .!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para

o seu próprio crescimento.
Cada instante que passa é uma gota de vida que nunca mais torna a cair. aproveite cada gota para evoluir.

Das oportunidades saiba tirar o melhor proveito, talvez não teremos outra chance.

Antonio Carlos Vieira, poeta e dramartugo, PPS formatado por Lincon Ferreira

 

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COMO SE MEDE UMA PESSOA

 

 Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento: ela é enorme para você ,   quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e   respeito ,   quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você , quando só pensa em si mesma , quando se comporta de uma maneira pouco gentil , quando fracassa justamente no momento em que  teria que   demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas : a amizade , o respeito , o carinho , o zelo e, até mesmo , o amor .

Uma pessoa é gigante para você , quando se interessa pela sua vida ,   quando   busca alternativas para o seu crescimento , quando sonha junto com   você .

 É pequena , quando desvia do assunto .

 Uma pessoa é grande , quando perdoa, quando compreende, quando se  coloca no   lugar do outro , quando age, não de acordo com o que esperam dela, mas  de   acordo com o que espera de si mesma. .  Uma pessoa é pequena , quando se deixa reger por comportamentos clichês .

 Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um  relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas   semanas . Uma   decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande . A   ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo .

 É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se centímetros e metros , mas de ações e reações , de expectativas e frustrações .

 Uma pessoa é única ao estender a mão , e ao recolhê-la,   inesperadamente , se   torna mais uma.

  O egoísmo unifica os insignificantes . Não é a altura , nem o peso , nem  os   músculos que tornam uma pessoa grande ... É a sua sensibilidade , sem tamanho ...

William Shakespeare-dramaturgo inglês.

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DEUS

 

O Universo é obra inteligentíssima; obra que transcende a mais genial inteligência humana; e, como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a do universo é superior a toda inteligência; é a inteligência das inteligências; a causa das causas; a lei das leis; o princípio dos princípios; a razão das razões; a consciências das consciências; é Deus!

Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais pronunciava sem se descobrir!

Ó Deus que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa mãe, reconheço-vos eu, Senhor, na poesia da criação; na criancinha que sorri; no ancião que tropeça; no mendigo que implora; na mão que assiste; na mãe querida que vela; no pai extremoso que instrui; no apóstolo abnegado que evangeliza as multidões.

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, no amor do esposo; no afeto do filho; na estima da irmã; na justiça do justo; na misericórdia do indulgente; na fé do homem piedoso; na esperança dos povos; na caridade dos bons; na inteireza dos íntegros.

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vate; na eloqüência do orador na inspiração do artista; na santidade do mestre na sabedoria do filósofo e nos fogos eternos do gênio!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na flor dos vergéis, narelva dos vales; no matiz dos campos; na brisa dos prados; no perfume das campinas; no murmúrio das fontes; no rumorejo das franças; na música dos bosques; na placidez dos lagos; na altivez dos montes; na amplidão dos oceanos e na majestade do firmamento!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! nos lindos antélios, no íris multicor; nas auroras polares; no argênteo da Lua; no brilho do Sol; na fulgência das estrelas; no fulgor das constelações!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! na formação das nebulosas; na origem dos mundos; na gênese dos sóis; no berço das humanidades; na maravilha, no esplendor e no sublime do Infinito!

Ó Deus! Reconheço-vos eu, Senhor! com Jesus, quando ora:

"Pai nosso que estais nos céus..." ou com os anjos quando cantam: "Glória a Deus nas alturas,

Aleluia!

Eurípedes Barsanulfo

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ALGO  MAIS  NO  NATAL

Emmanuel

Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória na manjedoura, nós te agradecemos:

a música da oração;

o regozijo da fé;

a mensagem de amor;

a alegria do lar;

o apêlo a fraternidade;

o júbilo da esperança;

a bênção do trabalho;

a confiança no bem;

o tesouro da tua paz;

a palavra da Boa Nova;

e a confiança no futuro!...

Entretanto, oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais! ...Concede-nos,

Senhor, o dom inefável da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!

Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: “Luz do Coração” – Edição Clarim

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CONVITE DE NATAL

Enquanto a glória do Natal se expande

Aqui, ali, além

Toda a Terra se veste de esperança

Para a festa do bem !

Natal ! ... Refaz-se a vida, alguém ressurge

Nos clarões com que o céu te anuncia ....

É Jesus pedir-te que repartas do teu pão de Alegria.

Para louvar-lhe os dons da presença Divina,

Não digas, alma irmã, que nada tens;

A riqueza do amor, no coração fraterno,

É o maior de teus bens...

Quando o dia se esvai e a noite desce

Ao comando da sombra que a domina,

Para varrer a escuridão da estrada

Basta a luz de uma vela pequenina.

O deserto se esfalfa em longa sede,

Na solidão em que se configura ...

Se chega simples fonte,

Ei-lo mudado em flórida espessura! ....

Ninguém sabe tão bem, senão aquele

Que a penúria desgasta ou desconforta,

O valor de uma veste contra o frio,

O Tesouro de um prato dado à porta.

A migalha de força é a base do universo,

Desde a furna terrestre à estrela mais remota !...

Todo livro se escreve, letra a letra,

Compõe-se a melodia, nota a nota

Alma irmã, no serviço da bondade

Jamais te afirmes desfavorecida

Pobres sementes formam ricas messes !

Assim também na vida . . .

O cobertor, o pão, a prece, o abraço,

Uma frase de paz e compreensão

Podem criar prodígios de trabalho

De reconforto e de ressurreição

Natal ! ... dá de ti mesmo o quanto possuas,

No amparo à retaguarda padecente;

Toda bênção de auxílio é socorro celeste,

Que Deus amplia indefinidamente.

Natal ! recorda o Mestre da Bondade !

Ele, o cristo e Senhor

Acendeu sobre a Terra o sol do Novo Reino

Com migalhas de amor!

Francisco Cândido Xavier por Maria Dolores. in: Antologia Mediúnica do Natal

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cepa

 

O QUE ACONTECE NO CÉU- UMA HISTORINHA

Sonhei que estava no Céu e um Anjo veio para levar-me a conhecer as dependências do Céu. Caminhamos até chegar a um ambiente enorme,com várias salas e repleto de anjos. O meu Anjo parou diante da primeira sala e disse : Esse é o Departamento de Recepção, onde todos os pedidos feitos a Deus em prece, são recebidos.

Olhei em volta e notei que o havia muito trabalho. Todos estavam muito ocupados. Eram pedidos vindos de todas as partes do mundo.
Saímos dali e depois de percorrer um longo corredor, chegamos a outro Departamento. O Anjo disse :¨ Aqui embalamos e despachamos as bençãos e os pedidos atendidos. Reparei que era um ambiente onde todos também estavam muito ocupados.

Finalmente, chegamos ao fim do longo corredor e paramos diante da porta de um pequeno departamento. Para minha surpresa. ¨Este é o Departamento de Agradecimentos¨ disse o meu Anjo. Ele parecia muito embarassado e tristeHavia soomente um anjo e ele nada a tinha. Eu perguntei por que não havia trabalho a fazer ali. ¨É muito triste¨, disse o Anjo, depois que seus pedidos são atendidos,poucos são os que nos enviam seus agradecimentos¨. Surpreso, perguntei: ¨E como se envia agradecimentos a Deus ? ¨

Disse o Anjo :¨Muito simples. Apenas agradeça a Deus por tudo que você recebe, fazendo uma prece de agradecimento e ajudando a quem estiver precisando de uma palavra de conforto, um prato de comida, o que quer que seja, você estará agradecendo da forma que Deus espera de você.

Acordei contente e agradeci a Deus e ao Anjo que me esclareceu. ( desconhecemos a autoria).

¨

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FINAL DE ANO

 

Encerrando o ano de 2010, o CEAK deseja a todos muita Paz, e Harmonia.

Que os ensinamentos de nosso Mestre Jesus,possam fazer parte de nossa vida diária.

Desejamos que a Paz que Ele nos deixou transforme-se em realidade, para convivermos todos , harmoniosamente, como irmãos que somos.

Nossos votos de que 2011 seja para todos um ano de renovação espiritual.

Que Jesus nos abençoe sempre.

 

 

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