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JANEIRO

AS CAIXAS DE DEUS

 

Certa noite, um homem teve um sonho. Sonhou que tivera um encontro com Deus e porque o homem se apresentasse muito triste, Deus o presenteou com duas caixas. Uma delas era de cor preta, envernizada e a outra de cor dourada, com um belo laço de fita.

“Coloque todas as suas tristezas na caixa preta” , recomendou o bom Deus.  “E as suas alegrias, guarde na caixa dourada.” O homem entendeu Suas palavras e, desde aquele dia, passou a proceder de acordo com a recomendação Divina.

Depois de algum tempo, o homem se surpreendeu porque a caixa dourada ficava cada dia mais pesada e a preta continuava tão leve quanto a noite em que a ganhara de Deus.

Tomado de curiosidade, abriu a caixa preta. Queria descobrir por que estava tão leve, se quase todos os dias ele colocava ali, ao menos, uma pequena tristeza.

Foi então que ele percebeu um buraco na base da caixa, por onde saíam todas as suas tristezas. Pensou alto, falando com Deus:

“Por que, Pai, Você me deu uma caixa com um buraco e uma caixa inteira, sem nenhum vazamento?” 

O bom Pai respondeu de pronto: “Meu filho, a caixa dourada é para você contar suas bênçãos.  Por isso é fechada.  A caixa preta é para você deixar ir embora todas as suas tristezas. ”

Diz o provérbio popular que tristezas não resgatam dívidas. É verdade.  Mais do que isso, guardar tristezas é extremamente prejudicial à vida.

A tristeza é má conselheira, porque empana a visão mental de quem lhe sofre a presença e lhe perturba o discernimento.

A presença da tristeza produz emoções de sofrimento, que devem ser vencidas a esforço de renovação, a fim de que não se transformem em amargura ou desinteresse pela existência física.

No concerto harmonioso da Criação tudo convida à alegria. Flora e fauna são um poema de maravilhosa estrutura exaltando o Criador.

Apesar da Terra ser um planeta de provas e expiações, é também uma escola de campos verdes de infinita beleza, de perfumes no ar e de cascatas que arrebentam cristais nas pedras.

Nesse conjunto, só o homem é triste porque ele pensa, e a insatisfação, o orgulho, o egoísmo, a rebeldia o tornam sombrio, solitário e amargo...

Mas é o mesmo ato de pensar que ergue o homem ao esplendor dos céus, para agradecer o presente da vida no corpo, que lhe proporciona a evolução.

  *  *  * A tristeza, quando se instala, espalha destruição, não merecendo, portanto, aceitação em nossas vidas.

Coloquemo-la, então, sempre na caixa preta, sem fundo, para não guardá-la de um dia para o outro, nem da manhã para a tarde ou para a noite.

Depositemos, sim, todos os dias, na caixa dourada da nossa existência, as bênçãos com que Deus nos agracia, lembrando que só o ato de existir, já deve ser motivo de alegria, pelas excelentes ocasiões de que dispõe o Espírito para ser plenamente feliz.

Redação do Momento Espírita, com base em mensagem intitulada As caixas de Deus, sem menção a autor, e no cap.  4 do livro Perfis da vida, pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. www.momento.com.br

 

CARIDADE, VIRTUDE QUE FAZ FLUIR O AMOR DIVINO

Elio Mollo

 

O importante é sempre sermos nós mesmos, procurando avaliar tudo sensatamente, separando o que é ruim e desfazendo-se dele, e o que é bom procurando adaptar em nossos hábitos.  Falar de nós sim, mas tomando o cuidado de que isto não apareça mais do que é necessário.  É sempre bom utilizar a palavra "nós" ao invés de "eu", assim sempre estaremos no contexto e não ficaremos expostos no sentido exagerado, ou seja, falemos de nós como integrados a um conjunto, afinal, na Terra ainda não há ninguém perfeito, somos todos mais ou menos parecidos, as diferenças simplesmente somam o conjunto para movimentar o progresso naturalmente.

Em nossas vidas sempre surgem pessoas especiais, que nos ensinam como seguir adiante, diminuindo nossos medos e traumas, fazendo com que diante dos obstáculos nos tornemos mais serenos e com mais vontade de superá-los.  Claro que, também, surgem pessoas difíceis que desejam a nossa derrubada, mas isto faz parte, ou seja, eles são os instrumentos que sem saberem nos fazem muito bem, pois através deles crescemos muito mais.  Eles, na realidade, servem de alavanca para que mais depressa cheguemos ao objetivo divino, que é, de cada dia sermos melhores do que ontem.

No Universo tudo se encadeia, desde o ser mais simples ao mais perfeito, pois não devemos esquecer nunca que qualquer que seja o grau de nosso adiantamento, nossa situação como encarnados, ou na erraticidade, estaremos sempre colocados entre um superior, que nos guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual temos que cumprir com esses mesmos deveres. Esta é a hierarquia do cumprimento de deveres em todo o Universo.

Jamais seremos substituídos, pois cada um de nós é único no Universo, contudo, como as notas musicais, seremos sempre sucedidos.  Assim, como na música, na sucessão das notas, seja numa oitava abaixo ou numa oitava acima, formam-se as belas melodias, nesta sucessão dos seres Deus rege a grande melodia universal.

É também, nesta sucessão, que através do ato de relação, da hierarquia, do cumprimento de deveres que a solidariedade se faz presente, pois Deus, o Grande Maestro do Universo, com a força do seu amor, faz com que cada um de nós use seu instrumento para fazer soar da forma mais vibrante a Caridade(*), virtude que faz fluir o Amor divino, e que torna mais alegre nossa caminhada rumo a perfeição.

(*)Caridade: A solidariedade no mais alto grau.

Colaborou no desenvolvimento ortográfico deste texto Aletéia Costa da Rosa

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RECIPROCIDADE

 

Ação e reação conseqüente integram inderrogável lei da vida ...
Procure ouvir a esperança e você encontrará a certeza da vitória .
Detenha-se no bem e obterá o lado melhor das pessoas e circunstâncias.
Auxilie a alguém e esse alguém se fará canal de auxílio em seu apoio.
Promova a tranqüilidade alheia e a paz virá em seu encontro.
Aproveite seu tempo construindo elevação e o tempo lhe trará maravilhas .
Abençoe a vida e a vida lhe abençoará a existência

Busque servir e o seu próprio trabalho lhe oferecerá a orientação de que você necessita.
Ame aos semelhantes e os semelhantes retribuirão a você com medidas transbordantes de afeto .

Plante isso ou aquilo e você colherá dos recursos que semeou; alguém poderá dizer que isso é óbvio; entretanto, ligados no bem de todos, tranfiramo-nos da palavra à vivência e decerto que surpresas iluminadas de alegrias virão fatalmente a você se você experimentar.

André Luiz (in "Respostas da Vida", 18, FCXavier, edição IDEAL)

 

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NUNCA ESTARÁS A SÓS

Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e conforto.

Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.

Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo algum, te recusa bom-ânimo.

Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência, refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas bênçãos da paz.

Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.

Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos precisos à recuperação de que careças.

Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos, amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que sempre te convida à tolerância e ao perdão.

Ante as crises da existência que te sugiram revolta e desespero, recorda o mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há problema sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a esperança.

Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados, não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a conhecê-lo.

E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da consciência que esse alguém é Jesus...

Emmanuel(in: “Algo Mais”, Francisco Cândido Xavier)

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A GUERRA DA PAZ

No mundo em guerra em que vivemos há uma guerra da paz. Este livro de Emmanuel que é a 107 º obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, constitui mais uma fortaleza da paz implantada pelo Céu no coração da Terra. Todas as mensagens deste livro se fundem na grande e única mensagem da paz sob a benção de Deus.  Não a paz do mundo, mas a paz do Evangelho.


A guerra da paz se divide na Terra em vários setores: o ideológico, o político, o religioso, o moral e o espiritual. No campo ideológico e político as armas da paz se forjam na estratégia verbal e nos sofismas dialéticos.  No campo religioso as bênçãos rituais são dispensadas à paz e às armas. No campo moral as grandes figuras de líderes se fazem mártires pacíficos de agressões violentas, tombando nas trincheiras do amor como se lutassem de armas na mão.

Mas a guerra espiritual da paz se mantém num campo de silêncio e humildade, muitas vezes acusada de covardia e comodismo, contraindo a bênção da paz no tear modesto do amor. Se as guerras precisam do combustível do ódio para alimentar as suas máquinas, a paz só necessita do óleo do amor para acender a sua candeia no coração dos homens. Não importam o que digam os guerreiros de armas em punho. Os guerreiros desarmados da paz avançam de mãos abertas para socorrer as feridas do mundo.

Emmanuel destaca, neste livro, a importância do pensamento, do sentimento, da palavra, da intenção, do gesto, da atitude de cada um para que a guerra da paz atinja os seus objetivos que são: a maior extensão do reino de harmonia e de amor entre as criaturas.


Assim como o guerreiro cuida das suas armas fratricidas para vencer as batalhas, na guerra da paz temos de cuidar das armas fraternais da comunicação amorosa para atingir a benção de paz.


Psicólogos e psiquiatras falam hoje das vantagens da violência e do erotismo (os mitos do século) para a libertação do homem enredado em complexos de culpa e agressividade. Emmanuel nos traz a lição espiritual da bondade e do carinho, como únicas saídas verdadeiras para a Humanidade em conflito.  Se precisamos romper um tumor para extravasar-lhe o pus, entretanto a cura real se efetua com os pensos e os cuidados da enfermagem.

Este livro nos faz pensar nesses problemas da hora presente e ao mesmo tempo nos aponta o caminho da legítima libertação. A força (instrumento da violência) comanda apenas coisas e corpos, ensina Emmanuel. Por isso mesmo: Quanto mais baixo nas esferas da Natureza, mais intenso se mostra o bem da força, e quanto mais alto nos planos do Espírito, mais pura se revela a força do bem.

J.Herculano Pires

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NECESSIDADE DE MENTIRA

Há insegurança infantil em quem mente, acreditando assim chamar a atenção. A mentira sob qualquer forma deve ser rechaçada, face aos prejuízos morais que provoca, pois leva à maledicência, à calúnia e a terríveis distonias psicológicas e éticas.

O mentiroso é um enfermo, sem dúvida, mas desprezado em razão do seu proceder. As raízes da mentira estão  nos conflitos da personalidade que induzem ao comportamento de fantasia como fuga da realidade.

O hábito da distorção dos fatos criou a chamada mentira branca, aquela de caráter suave. A face da verdade nunca deve ser ocultada. Em reação contra ela, pretende-se que venha como pílula dourada, isto é, a verdade escamoteada.

A verdade deve ser exposta com naturalidade, sem alarde ou imposição, mas sem falsear. É importante a disciplina e vigilância no falar, para repetir, sem interpretação, o que ocorreu. A boa leitura e os hábitos saudáveis levam à harmonia entre o que se pensa, vê, ouve e fala. (Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco)

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FEVEREIRO

T.V.P.-TERAPIA DE VIDAS PASSADAS

 

Carlos de Brito Imbassahy

 

Convidado a participar, nesta segunda-feira de Zumbi dos Palmares de 2006, do programa matinal da Rádio Roquete Pinto – Rio de Janeiro –, a convite do insigne radialista Jorge Ramos e seu comando, dentro do tema “ Hipnose e Regressão da Memória” , pude constatar que, de fato, o assunto é de grande interesse e que, mais do que muitos outros, há uma preocupação a seu respeito, motivo pelo qual fui levado a redigir esta página dentro do que fora debatido no aludido programa.

Primeiramente, vejamos o que seja hipnose :

Vem do grego, onde Hypnos é o deus do sono, filho de Elebus – (que deu o nome a um vulcão da Antártica), precipitado por Zeus no Tártaro, local que sugeriu o “purgatório” cristão, depois de se envolver com os Titãs – e da Noite, irmão de Thanatus, a morte, neto do Caos; sem dúvida, uma grande família.

O termo acabou se transformando, nos diversos idiomas europeus em “sono forçado” geralmente obtido a partir de um condicionamento exercido por outra pessoa no dito hipnotizado.

Quem primeiro estudou esse condicionamento hipnótico foi Frans Anton Mesmer (1776 – 1847), médico alemão que descobriu que poderia transferir energia para os pacientes aplicando-lhe as mãos e vibrando com seu pensamento, daí dar-lhe a este ato o nome que, em nosso português, foi traduzido como “passe”. À aludida energia, Mesmer chamou-a de magnetismo animal , assimilando-a ao efeito dos campos magnéticos.

Mesmer ainda descobriu que auferia melhores resultados se levasse seu paciente ao sono que passou a ser conhecido como hipnótico, durante o qual poderia sugestionar seu paciente a exercer sobre si um melhor comando sobre seus problemas doentios.

Muitos foram os seus seguidores, até chegar ao neurologista francês Jean Martin Charcot que definiu a hipnose como sendo histeria, tendo em Sigmund Freud seu principal seguidor.

Já a regressão da memória teve outra trajetória; antes, tendo ido à Grécia e estudado Egiptologia, Carl Bonnet (1720 – 1793), pesquisador suíço, trouxe para seu país um novo estudo conhecido como Palingênese , ou seja, estudo das vidas sucessivas, influindo no pensador místico francês Pierre Simon Ballance (1776 – 1847) que acabou introduzindo seus estudos em França, mais particularmente, nos salões literários da Mme Recammier, esposa do banqueiro mais importante do país, a partir do que passou a ser um assunto de maiores estudos, de melhores conhecimentos e aceitação.

Esse estudo da reencarnação tornou-se desenvolvido através de sensitifs que percebiam, ouviam, conversavam ou, até mesmo, davam passividade a manifestações de Entidades ditas falecidas que vinham dar ciência da sua sobrevivência e informar a respeito das existências pretéritas.

Todavia, foi um coronel médico do exército francês chamado Albert De Rochas que, empregando as técnicas da hipnose num de seus pacientes, em vez de colocá-lo em sono condicionado, fê-lo regredir involuntariamente à observação e vivência de fatos da sua infância, ato esse que passou a ser conhecido como regressão da memória . Curioso, De Rochas, resolve aumentar a indução erroneamente dita hipnótica, ou condicionamento controlado a fim de ver que fenômeno obteria com isso. O que aconteceu foi que o paciente regrediu até a sua fase fetal, tendo ocasião de dizer que era um Espírito liberto do corpo material a comandar a formação do seu futuro corpo somático no útero materno, tendo, contudo, condições plenas de observar os fatos que ocorriam em volta da sua mãe.

Tudo teria ficado por aí se o próprio De Rochas não resolvesse, em outras experiências, com outros pacientes, fazê-los regredir além do ventre materno, verificando que todos eles caiam em prováveis vidas pregressas, ou seja, descreviam-se como sendo outra pessoa em tais ou quais condições, com outra vida, em datas anteriores.

Em síntese, caiam em encarnações passadas, com características diversas da que possuíam na encarnação presente, durante o transe. Era a comprovação da aludida palingênese.

De Rochas teve como auxiliar um outro pesquisador, Flournois, que viajou por diversos lugares do mundo, com o objetivo de verificar se tais pessoas vividas pelos pacientes sujeitos à regressão da memória haviam, de fato, existido, chegando à conclusão de que, várias delas foram reais e coincidiam com a vivência personificada pelo paciente sujeito ao transe de regressão.

Daí, esta técnica passou a ser diversificada por diversos experimentadores, contudo, a regressão da memória não depende de tal condicionamento: pode ser espontânea, durante sonhos, ou simplesmente e transes sem nenhum condicionamento, onde o paciente se vê lançado a vidas passadas, sendo ele próprio o protagonista de outra personalidade, com outra atividade, enfim, embora se sentindo ele próprio, contudo, vivendo outra vida. Sempre em datas pretéritas.

A partir dessas aludidas experiências, certos observadores passaram a perceber que algumas das doenças e mazelas de seus pacientes estavam intimamente ligadas a fatos ocorridos e revivenciados pelos mesmos em transe, nas aludidas vidas pretéritas, surgindo, assim, a idéia de que poderiam fazer um tratamento nestes pacientes levando-os à cura pela terapia condicionada, agindo diretamente no inconsciente do pesquisado.

Vários médicos, principalmente, médicas em sua maioria, têm logrado grande êxito em tais tratamentos que passaram a ser conhecidos como TVP (Terapia de Vidas Passadas).

Está claro que tal técnica só pode ser usada por pessoas credenciadas que, além de possuírem o curso de Medicina, são capazes de atuar sobre seus pacientes, de forma precisa, condicionando-os com pleno domínio do fenômeno, para que não transforme o transe em mais um problema para o mesmo.

Muitos são os que se sujeitam a tais tratamentos e acabam perturbados, além da doença que já possuíam. Contudo, o testemunho de vários médicos tem levado estes pesquisadores a resultados excelentes, principalmente em casos psíquicos e de doenças causadas por atos cometidos nas aludidas vidas pretéritas vivenciadas pelo paciente.

Isto, todavia, não evita que aventureiros e mal intencionados usem esta técnica para auferirem lucros e obterem vantagens sem escrúpulos, usando pessoas vítimas de problemas que se deixam levar por suas respectivas lábias.

Por isso, realmente, tem-se que ter enorme cuidado em se saber com quem o doente vá se tratar, não se deixando levar pelo simples fato de o executor do tratamento possuir títulos, quiçá de médicos, porque não é apenas o título mas a capacidade do mesmo em aplicar tais métodos.

Claro está que não se trata de conceito religioso, embora o Cristão em suas diversas seitas e o Islâmico, da mesma forma, não aceitem a reencarnação como verdade, porque, para eles, a alma do falecido tem destino certo e irrevogável após o fim desta vida terrena que, para eles é única. As duas maiores religiões do mundo – Hinduísmo e Budismo – porém, são reencarnacionistas, motivo por que os principais pesquisadores deste fenômeno, como Ian Steevenson, são asiáticos já que, para eles, a posição religiosa não abala a científica.

DEFICIÊNCIAS

Mario Quintana

'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco ' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego ' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo ' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

' Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético ' é quem não consegue ser doce.

' Anão ' é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

'Miseráveis' são todos que não conseguem falar com Deus

' A amizade é um amor que nunca morre .'

 

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VIVER COMO AS ÁRVORES

 

Que bela seria a vida se todos pudéssemos ser generosos como as árvores... Da semente pequenina, emergiríamos para o Mundo trazendo impresso em nós apenas o desejo de servir.

Observe: a árvore cresce e, em torno de si, espalha sombra, perfume e cor.  Doadora . Em seu tronco adormecem os insetos, abrigam-se os animaizinhos. Por entre seus galhos, pássaros fazem suas casas. Nascem flores em seus brotos. E o Mundo se perfuma ao seu redor.  Acolhedora .

Gentis árvores, que estendem sombras aos que caminham sob sol forte, que oferecem frutos aos famintos, que alegram a existência de todos com suas cores. A árvore não escolhe a quem presentear com suas dádivas. Não discrimina nem privilegia.  Serve . A árvore segue o curso da natureza. Sempre produtiva e útil.  Não se detém para reparar o que fazem os outros, não anota dificuldades.  Prossegue .

Simples, precisa apenas de sol, água, ar e alimento. Nada exige. Cresce . E quando seus galhos se estendem em ramagens fortes, oferece-os para brincadeiras e divertimentos.  Nela crianças fazem casas de brinquedo e balanços. Doa-se aos mais jovens Concede .

A árvore oferece tudo e nada espera em troca. Submete-se mesmo àqueles que, para lhe retirarem os frutos maduros, atiram-lhe pedras. A seiva escorre do tronco ferido, mas ela...  Ah, ela tolera A árvore, de raízes fortes e profundas, mostra-se firme, apesar da força das tempestades . Resiste .

E se o velho tronco se mostra cheio de nós, apontando idade avançada, sempre há o frescor dos galhos novos, de brotos verdes-claros.  Renova-se .

Árvore cresce em toda parte, até em encostas de montanhas e em abismos perigosos. Mesmo em locais adversos, a árvore permanece imponente – sem perder a grandeza jamais.  Forte .

Busca na terra escura, entre pequenos vermes, lodo e estrume, o material com que faz os frutos deliciosos que saciam a fome de tantos.  Transformadora .

E se é abatida pelo machado da impiedade, ainda assim se transmuda em móveis úteis, casas seguras e calor em lareiras acesas. Perdoa . Silenciosa, a árvore cumpre sua trajetória. Deveríamos todos nós buscar nesse exemplo de generosidade, vindo da natureza, um roteiro de vida.

Vale a pena viver assim: empenhado em ser útil, sem se deixar abater pelas tempestades emocionais, oferecendo dádivas a todos. Firme, dócil, generoso.

Lembre que hoje é mais um dia de sua vida, em que surgirão dezenas de oportunidades de servir alguém, de perdoar ao outro, de ser útil e gentil, simples e amoroso. Seja hoje como a árvore que se cobre de flores e frutos para que os outros sejam felizes.

“Nos quadros vivos da Terra, desde a sua formação, a árvore generosa é imagem da Criação. É a vida em Deus que nos ama, que nos protege e nos cria, que fez a bênção da noite, e a bênção da luz do dia¨.

Redação do Momento Espírita, com pensamento final extraído do cap.  43, do livro Cartilha da natureza , pelo Espírito Casimiro Cunha, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed.  Feb.

ELES DISSERAM :

  Deus! Dai-nos a graça de aceitar com serenidade as coisas que não podem ser mudadas, coragem para mudar as que devem ser mudadas e sabedoria para distinguir umas das outras.(R. Nienuhr)

Quando morreres, só levarás contigo aquilo que tiveres dado.(Saadi)

Se a gente quisesse ser apenas feliz, isso não seria difícil. Mas querer ficar mais feliz do que os outros é quase sempre difícil, porque nós sempre achamos que os outros são mais felizes do que nós (Montesquieu) 

O pensamento humano, mais sutil e veloz que a luz, sobe e se eleva mais alto que as nuvens, e no seu  vôo assombroso transcende as barreiras do universo visível, contempla e se expande na imensidade. (Marquês de Maricá)

Nunca se permita sentir-se triste ou deprimido. A depressão é um equívoco, porque contagia os outros e torna suas vidas mais difíceis, o que você não tem o direito de fazer. Portanto, se ela vier até você, jogue-a fora, imediatamente. (Krishnamurti)

A primeira lei da amizade consiste em pedir aos amigos coisas honestas, em fazer por eles coisas honestas. O amigo certo conhece-se nos momentos incertos. (Cícero)

O Amor é a base, a essência e o fim da existência. Só por meio do amor é que conhecemos a nós mesmos e compreendemos o mundo e a vida. A gente só vive enquanto ama (C.A.Helvetius)

É preciso querer ser feliz e contribuir para isso. Se ficarmos na posição do espectador impassível, deixando para a felicidade apenas a entrada livre e as portas abertas, será a tristeza que entrará. (Alain Touraine)

É apenas com o coração que alguém pode ver corretamente; o essencial é invisível para o olho. (A.Saint Exupéry)

O amor não consiste em fitar um ao outro, mas em olhar juntos na mesma direção. (A.Saint Exupéry)

Só os bons sentimentos podem unir-nos uns com os outros; nunca o interesse resultou em ligações firmes. Somente o amor puro é profundo. (Augusto Comte)

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ESPIRITISMO E VOCÊ

Recentemente você teve os primeiros contatos com a DOUTRINA ESPÍRITA e agora se deslumbra com as novas perspectivas espirituais da existência..

Ideais redentores. Relações pessoais enriquecidas. Conversações edificantes. Leitura nobre. Promissores ensejos de servir à fraternidade.

Recorde, no entanto, os imperativos da disciplina, em todos os empreendimentos, para que a afoiteza não lhe crie "frustrações". Tornar-se Espírita não é santificar-se automaticamente, não significa privilégio e nem expressa cárcere interior.

É oportunidade de libertação da ALMA com responsabilidades maiores ante as Leis da Criação. É reformar=se moralmente, dentro da própria VIida humana.

Convicção espírita é galardão abençoado no aprendizado multimilenar da evolução.

Desse modo, sem prevenção nem invigilância constituem caminhos para semelhante conquista.

Urge sustentar perseverança e paciência na execução justa de todos os deveres. Evite arrancar abruptamente as raízes defeituosas, mas profundas, de suas atividades; empreenda qualquer renovação pouco a pouco. Contenha os ímpetos de defesa intempestiva das suas idéias novas; sedimente primeiro os próprios conhecimentos.

Espiritismo é Claridade Eterna. Gradue a intensidade da Luz que você vislumbrar, para que seus olhos não sejam acometidos pela cegueira do fanatismo .

Muitas pessoas ainda se debatem nas lutas de subnível, porque não se dispuseram a aceitar a realidade que você está aceitando , mas, também, outros muitos palmilharam o lance da experiência que hoje você palmilha e nem por isso "alcançaram êxitos maiores", na batalha íntima e intransferível que travamos conosco, em vista da negligência a que ainda se afazem.

Crença não nos exime da consciência. Acertar ou cair são problemas pessoais.  Tudo depende de você. Quem persiste na ilusão, abraça a teimosia Quanto mais se edifica a inteligência , mais se lhe acentua o prazer de servir .

Obedeça, pois, ao chamamento do Senhor, emprestando boa-vontade ao engrandecimento da redenção humana, através do trabalho ativo e incessante nos diversos setores em que se lhe possa desenvolver a colaboração. Conserve-se encorajado e confiante.
Alegria serena , em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir-se a meta colimada.

Eleve anseios e esperanças , tentando sublimar emoções e cometimentos.
Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que a revelação maior é aquela que nos preceitua o dever de procurar com JESUS a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito AMOR estamos construindo o REINO de DEUS em nós.

(grupo Mens@gero)

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Provérbio árabe:

Não digas tudo que sabes
Não faças tudo que podes
Não acredites em tudo que ouves
Não gastes tudo que tens

Porque:

Quem diz tudo que sabe
Quem faz tudo que pode
Quem acredita  em tudo que ouve
Quem gasta tudo que tem

Muitas vezes: Diz o que não convém
Faz o que não deve
Julga o que não vê
Gasta o que não pode


MARÇO

Da perpetuidade do Espiritismo

Revista Espirita - Jornal de Estudos Psicológicos publicada sobre a direção de Allan Kardec - fevereiro de 1865

 

Num artigo anterior falamos dos incessantes progressos do Espiritismo. Serão esses progressos duráveis ou efêmeros? É um meteoro que brilha com luz passageira, como tantas outras coisas? É o que vamos examinar em poucas palavras.

Se o Espiritismo fosse uma simples teoria, uma escola filosófica fundada numa opinião pessoal, nada garantiria a sua estabilidade , porque poderia agradar hoje e não agradar amanhã; num dado tempo poderia não estar mais em harmonia com os costumes e o desenvolvimento intelectual e, então, cairia, como todas as coisas velhas, que ficam para trás do movimento; enfim poderia ser substituído por algo de melhor. Assim é com todas as concepções humanas, todas as legislações, todas as doutrinas puramente especulativas.

O Espiritismo apresenta-se em condições completamente outras, como tantas vezes temos feito observar. Repousa sobre um fato, o da comunicação entre o mundo visível e o invisível. Ora, um fato não pode ser anulado pelo tempo, como uma opinião. Sem dúvida ainda não é admitido por todos. Mas que importam as negações de alguns, quando ele é constatado diariamente por milhões de indivíduos, cujo número cresce incessantemente, e que nem são mais tolos, nem mais cegos que outros? Virá, pois, um momento em que não encontrará mais negadores do que os que há atualmente do movimento da terra.

Quanta oposição não levantou este último fato! Há quanto tempo faltam aos incrédulos boas razões aparentes para o contestar. “Como crer, diziam eles, na existência dos antipodas, marchando de cabeça para baixo? E se a terra gira, como pretendem, como crer que nós mesmos estejamos, de vinte e quatro em vinte e quatro horas, nessa posição incômoda sem nos apercebermos? Nesse estado, não mais poderíamos ficar ligados à terra senão quiséssemos marchar contra o fecto, com os pés no ar, à maneira de moscas. E depois, que aconteceria aos mares? Será que a água não se derrama quando se inclina o vaso? A coisa é simplesmente impossível, portanto é absurda, e Galileu é um louco.”

Entretanto, sendo um fato essa coisa absurda, triunfou de todas as razões contrarias e de todos os anátemas. Que faltava para admitir a sua possibilidade? o conhecimento da lei natural sobre a qual ela repousa. Se Galileu se tivesse contentado com dizer que a terra gira, ainda agora não o acreditariam. Mas as denegações caíram ante o conhecimento do princípio. Será o mesmo com o Espiritismo. Desde que repousa sobre um fato material, existente em virtude de uma lei explicada e demonstrada, que lhe tira todo caráter sobrenatural e maravilhoso, é imperecível. Os que negam a possibilidade das manifestações estão no mesmo caso dos que negaram o movimento da terra. A maioria nega a causa primeira, isto é, a alma, sua sobrevivência e sua individualidade. Então não é de surpreender que neguem o efeito. Julgam pelo simples enunciado do fato, e o declaram absurdo, como outrora declaravam absurda a crença nos antípodas. Mas, que pode sua opinião contra um fenômeno constatado pela observação e demonstrado por uma lei da natureza? Sendo o movimento da terra um fato puramente cientifico, sua demonstração não estava ao alcance do vulgo; foi preciso aceitá-lo sobre a fé nos cientistas. Mas o Espiritismo tem a mais, por si, poder ser constatado por todo o mundo, o que explica sua rápida propagação.

Toda descoberta nova de alguma importância tem conseqüências mais ou menos graves. A do movimento da terra e da lei da gravitação, que rege esse movimento as teve e incalculáveis. A ciência viu abrir-se à sua frente um novo campo de exploração e não se poderiam enumerar todas as descobertas, as invenções e as aplicações que foram sua conseqüência. O progresso da ciência acarretou o da indústria, e o progresso da indústria mudou a maneira de viver, os hábitos, numa palavra todas as condições de ser da humanidade. O conhecimento das relações do mundo visível e do mundo invisível tem conseqüências ainda mais diretas e mais imediatamente práticas, porque está ao alcance de todas os individualidades e do interesse de todos. Devendo cada homem necessariamente morrer, ninguém pode ser indiferente ao em que se transformará após a morte. Pela certeza que o Espiritismo dá do futuro, muda a maneira de ver e influi sobre a moralidade. Abafando o egoísmo, modificará profundamente as relações sociais de indivíduo a indivíduo e de povo a povo.

Muitos reformadores de pensamento generoso formularam doutrinas mais ou menos sedutoras; mas, em sua maioria, apenas tiveram um sucesso de seita, temporário e circunscrito. Foi assim e assim será sempre com as teorias puramente sistemáticas, porque na terra não é dado ao homem conceber algo de completo e perfeito. Ao contrário, o Espiritismo, apoiando-se não numa idéia preconcebida, mas em fatos patentes , está ao abrigo dessas flutuações e não poderá senão crescer, à medida que os fatos forem vulgarizados, melhor conhecidos e melhor compreendidos Ora, nenhuma força humana poderia impedir a vulgarização de fatos que cada um pode constatar . Constatados os fatos, ninguém poderá impedir as conseqüências dos mesmos resultantes . Estas conseqüências são aqui uma revolução completa nas idéias e na maneira de ver as coisas deste mundo e do outro. Antes que este século tenha passado ela será realizada.

Mas, dirão, ao lado dos fatos tendes uma teoria, uma doutrina; quem vos diz que essa teoria não sofrerá variações? Que em alguns anos a de hoje será a mesma?

Sem dúvida ela pode sofrer modificações em seus detalhes , à vista de novas observações; mas, uma vez adquirido o princípio, não pode variar e, menos ainda, anular-se; é o essencial . Desde Copérnico e Galileu tem-se calculado melhor o movimento da terra e dos astros, mas o fato do movimento ficou com o princípio.

Dissemos que o Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência de observação . É o que faz a sua força contra os ataques de que é objeto e dá. aos seus adeptos uma fé inquebrantável. Todos os raciocínios que lhe opõem caem diante dos fatos, e esses raciocínios têm tanto menos valor aos seus olhos quanto mais os sabem interesseiros . Em vão se lhe diz que isto não é, ou é outra coisa. Respondem: Não podemos negar a evidência. Ainda quando se tratasse de um só, poderia julgar-se vítima de uma ilusão; mas quando milhões de indivíduos vêem a mesma coisa, em todos os países, conclui-se logicamente que são os negadores que abusam.

Se os fatos espíritas só tivessem como resultado satisfazer a curiosidade, certamente ocasionariam apenas uma preocupação momentânea , como tudo o que é inútil; mas as conseqüências que deles decorrem tocam o coração, tornam felizes, satisfazem as aspirações , enchem o vazio cavado pela dúvida, lançam a luz sobre a temível questão do futuro; ainda mais, neles se vê uma causa poderosa de moralização para a sociedade; elas têm, pois, um grande interesse. Ora, a gente não renuncia facilmente ao que é uma fonte de felicidade. Certamente não é com a perspectiva do nada, nem com a das chamas eternas que arrancarão os Espíritas de sua crença.

O Espiritismo não se afastará da verdade e nada terá a temer das opiniões contraditórias, enquanto sua teoria cientifica e sua doutrina moral forem uma dedução dos fatos escrupulosa e conscientemente observados, sem preconceitos nem sistemas preconcebidos . É diante de uma observação mais completa que todas as teorias prematuras e aventurosas, surgidas na origem dos fenômenos espíritas modernos, caíram e vieram fundir-se na imponente unidade que hoje existe, e contra a qual só se atiram raras individualidades, que diminuem dia a dia. As lacunas que a teoria atual pode ainda conter encher-se-ão da mesma maneira. o Espiritismo está longe de haver dito a última palavra, quanto às suas conseqüências, mas é inamolgável em sua base, porque esta base está assentada nos fatos .

Assim, que os Espíritas nada receiem: o futuro lhes pertence; que deixem os adversários se debatendo sob o aperto da verdade, que os ofusca, porque toda denegação é impotente contra a evidência que, inevitavelmente, triunfa pela mesma força das coisas. É uma questão de tempo, e neste século o tempo marcha a passos de gigante, sob o impulso do progresso.

 

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AJUDA-TE,QUE O CÉU TE AJUDARÁ

 

Narra-se que um sábio caminhava com os discípulos por uma estrada tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus que o auxiliasse a tirar seu carro do atoleiro.

Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram.

Alguns quilômetros à frente, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lodaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo.

Comovido, o sábio propôs aos discípulos ajudá-lo.

Reuniram todas as forças e conseguiram retirar o transporte do atoleiro. Após os agradecimentos o viajante se foi feliz.

Os aprendizes surpresos, indagaram ao mestre: senhor, o primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até praguejava, recebeu nosso apoio. Por que?

Sem perturbar-se, o nobre professor respondeu: aquele que orava, aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio.

* * *

Muito de nós costumamos agir como o primeiro viajante. Diante das dificuldades que nos parecem insolúveis, acomodamo-nos, esperando que Deus faça a parte que nos cabe para a solução do problema.

Nós podemos e devemos empregar esforços para melhorar a situação em que nos encontramos.

Há pessoas que desejam ver os obstáculos retirados do caminho por mãos invisíveis, esquecidas de que esses obstáculos, em sua maioria, foram ali colocados por nós mesmos, cabendo-nos agora, a responsabilidades de retirá-los.

Alguns se deixam cair no amolentamento, alegando que a situação está difícil e que não adianta lutar.

Outros não dispõem de perseverança, abandonando a luta após ligeiros esforços.

Com propriedade afirma a sabedoria popular que "pedra que rola não cria limo" , sugerindo alteração de rota, movimento, dinamismo, realização.

Não basta pedir ajuda a Deus, é preciso buscar, conforme o ensino de Jesus: "buscai e achareis" , "batei e abrir-se-vos-á" .

Devemos, portanto, fazer a nossa parte que Deus nos ajudará no que não estiver ao nosso alcance resolver.

PENSE NISSO : Seria ideal que, sem reclamar e pensando corretamente, fizéssemos esforços para retirar do atoleiro o carro da nossa existência, a fim de seguirmos adiante felizes, com coragem e disposição. Confiantes de que Deus sustentará as nossas forças para que possamos triunfar.

Equipe Momento Espírita www.momento.com.br

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O COPO E O LAGO

 

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.

-"Como é o gosto?" - perguntou o Mestre.

-"Ruim" - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem Jogou o sal no lago. Então o velho disse:

-"Beba um pouco dessa água".

Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: -"Como é o gosto?"

-"Bom!" disse o rapaz.

-"Você sente o gosto do sal?"perguntou o Mestre.

-"Não" disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

-"A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: É deixar de ser copo para se tornar um Lago."(deconhecemos a autoria)

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CONSTRUÇÃO SOBRE A ROCHA

Você se considera uma pessoa de fé? Não importa qual seja a sua religião, mas será que você tem plena confiança nas verdades que aprende, a ponto de obter sustentação nas horas difíceis?

Para os cristãos, há um ensinamento do Cristo que vale a pena relembrar e refletir.

Em Mateus, cap. 7, versículos 21 a 29, lemos o seguinte:

¨ Todo aquele que ouve estas minhas palavras, e as põe em prática, será como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra a casa, mas ela não desabou. Estava fundada na rocha.

Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será como um homem tolo que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela desabou. E grande foi sua ruína¨.

Jesus se refere, claramente, à fé operante daqueles que ouvem as suas palavras e as praticam.

A fé operante é aquela que nos sustenta nas horas mais difíceis da vida. Será que a nossa fé resiste às chuvas, ventos e enxurradas que chegam a cada dia? Ou será que o mais leve vento derruba a nossa confiança em Deus?

Será que, quando o vendaval da morte arranca do nosso convívio uma pessoa querida, nossa casa ainda continua firme, ou desaba como as construções feitas sobre a areia?

Nesses momentos, só a certeza da imortalidade da alma e da individualidade que nosso ente caro guarda após a morte, será capaz de nos trazer conforto íntimo.

Quando a nossa fé não está fundamentada na razão, passamos a nos questionar: “E se a morte for o fim de tudo? E se meu familiar querido se foi para sempre? E se aquele corpo que foi enterrado era tudo que existia?"

Nessas horas, o cristão se esquece que o mestre, de quem se diz seguidor, deu o maior exemplo de imortalidade e individualidade, voltando depois de ter sido morto e enterrado. E voltou para provar que o túmulo não é o fim da vida, e que o espírito conserva sua individualidade, isto é, não se perde no todo, como uma gota d'água no oceano.

Tendo essas bases sustentando a fé, nada a fará desabar, nem mesmo os mais terríveis temporais. E se é capaz de sustentar diante da mais terrível das dores, que é a da separação pela morte, que força não terá frente às demais amarguras?

Se em algum momento a sua fé demonstrar fragilidade diante de uma situação qualquer, talvez seja hora de você buscar solidificar suas certezas. Se você diz ter fé num Deus justo e bom, nada que lhe aconteça deverá ser motivo de desespero.

Se nas bases da sua fé está bem sedimentada a certeza de que cada um receberá segundo suas obras, nenhuma tempestade a abalará. Você terá sempre confiança plena no Criador, que tudo sabe e a tudo provê. Mas, se a mais leve brisa abala suas frágeis crenças, é hora de refletir, estudar a fundo as bases da sua religião e fortalecê-las.

Só assim essa construção estará firmada na rocha. Na rocha de convicções inabaláveis.

Pense nisso!   Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelho segundo o Espiritismo.  www.momento.com.

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ABRIL

A IMPORTÃNCIA DOS LIVROS DA CODIFICAÇÃO
Sérgio Biagi Gregório

http://www.ceismael.com.br/artigo/artigo120.htm- Recebida da ¨A Era do Espírito¨  

 

1. INTRODUÇÃO 

Por que enaltecer os livros da codificação? Quais são esses livros? Por qual deles deveríamos começar o nosso estudo? Para que possamos responder a essas perguntas, fizemos um pequeno roteiro, em que tratamos da relação ensino-aprendizagem, conteúdo doutrinal dos livros e das conseqüências que daí dimanam.

  2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O Espiritismo , codificado por Allan Kardec no século XIX, existe, como idéia, há muito mais tempo. Pode-se dizer que, desde que o homem é homem, as idéias espíritas já começavam a se desabrochar, pois a preocupação com a vida futura e o relacionamento com os chamados mortos eram assuntos corriqueiros na Antigüidade. Ao longo da história, muitos espiritualistas tentaram levar alguma luz sobre a relação corpo-alma. Essas orientações, contudo, foram ofuscadas pelo orgulho, vaidade e interesses próprios de outros pensadores, que deixaram a humanidade numa total ignorância com relação à reencarnação e à possibilidade de comunicação com os seres extracorpóreos. Na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo , Allan Kardec desenvolve a tese de que Sócrates e Platão foram os precursores da idéia cristã e do Espiritismo. José Herculano Pires, em O Espírito e o Tempo , traça-nos a linha de evolução do Espiritismo, começando pelo horizonte tribal (mediunismo primitivo) e terminando no horizonte civilizado (positivação da mediunidade), quando da vinda do codificador. Jesus, quando esteve encarnado, anunciou o Consolador Prometido – o Espírito da Verdade – que viria relembrar o que Ele tinha dito e ensinar muitas outras coisas. Na época predita, mais especificamente em 18 de abril de 1857, surge o Espiritismo, a terceira revelação, tendo como codificador Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail.  

3. RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM

Para que possamos bem entender a importância dos livros da codificação, achamos conveniente elaborar alguns raciocínios sobre o estudo, a aprendizagem e o ensino doutrinário.  

 3.1. O ESTUDO DOUTRINÁRIO

O que é uma doutrina? O que se entende por doutrinário?

Doutrina – O sentido mais antigo é o que deriva da sua etimologia latina doctrina que, por sua vez, vem de doceo , "ensino". O sentido mais antigo, portanto, é de ensino ou aprendizado do saber em geral, ou do ensino de uma disciplina particular. Ao longo do tempo perdeu-se o sentido original e o termo firmou-se como o indicador de um conjunto de teorias, noções e princípios coordenados entre eles organicamente que constituem o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc. Doutrinário – O termo indica, em geral, quem obedece rigidamente aos princípios da própria doutrina, prestando atenção à teoria no seu sentido abstrato, mais do que no prático. Em se tratando do Espiritismo, devemos seguir rigorosamente os princípios codificados por Allan Kardec. Ou seja, devemos estudar as obras básicas, para melhor alicerçar os fundamentos doutrinários. 

3.2. O ESTUDO E A APRENDIZAGEM DA DOUTRINA

O processo de aprendizagem pode ser posto da seguinte forma: 1. Deve haver necessidade de resolver um problema; 2. Para enfrentar o problema a pessoa se prepara: estuda, lê, consulta, pergunta, examina instrumentos etc. 3. A pessoa faz algumas tentativas de ação. Em inglês diz-se learning by doing . Aprende-se fazendo. 4. Constata fracasso e sucesso. Tenta corrigir o fracasso e repetir o sucesso. 5. A aprendizagem baseia também numa aprendizagem anterior. O aprender envolve, assim, a captação dos dados, a sua memorização, a associação com outros conhecimentos e a aplicação em outros campos de interesse. O aprender pressupõe uma mudança de comportamento. Quer dizer, só podemos nos dizer conhecedores, aprendizes da Doutrina Espírita, quando isto processar uma mudança em nós. Contudo , essa mudança deve estar associada à orientação de Jesus. Sem o apoio do Mestre Jesus, nenhum ensinamento será bem concretizado em nossos corações.   Aprender é aproximar-se à filosofia de Sócrates, ou seja, ao "sei que nada sei". E esta é a verdadeira atitude, porque nos leva à humildade. 

3.3. DA APRENDIZAGEM AO ENSINO DOUTRINÁRIO

A palavra ensinar – do latim in + signare significa marcar com um sinal. As perguntas relevantes são: que tipo de sinal estamos marcando o nosso próximo? Que tipo de estímulo estamos transmitindo àqueles que nos rodeiam? Estamos aproveitando o material, considerado inútil pelos outros? Estamos aureolando de esperança as mentes sombrias? Às vezes um conhecimento nos visita a mente, mas como não estamos preparados para absorvê-lo, ele passa e se esvai. Quando, porém, descobrimos o nosso espírito para a verdade, o ensinamento surge e se aclimata em nosso passivo espiritual. Um exemplo prático: estamos tão acostumados a repetir a frase: "amar ao próximo como a si mesmo", sem, muitas vezes, penetrar na sua profundidade. O texto original, em hebraico, dá uma outra versão: "somente quando você amar a si mesmo, pode amar seu próximo". Isso afirma bem outra coisa, ou seja, o amar a si mesmo é uma precondição para amar o próximo. A partir dessa constatação, passamos a interpretar os fatos de uma forma mais racional e menos emotiva. Em outras palavras, passamos a ensinar melhor.  

4. OS LIVROS DA CODIFICAÇÃO

Os livros básicos da doutrina são:

O Livro dos Espíritos (1857); O Livro dos Médiuns - ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores (1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864); O Céu e o Inferno - ou Justiça Divina Segundo o Espiritismo (1865); A Gênese - os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (1868) . Além dos cinco livros acima, Kardec escreveu também: O que é o Espiritismo (1859); O Espiritismo em sua Expressão Mais Simples (1862); Viagem Espírita (1862); Obras Póstumas (1.ª edição — 1890); Revista Espírita , periódico mensal (1.ª edição — 1.º de janeiro de 1858) Há, também, os escritos complementares de autores encarnados, tais como, Gabriel Delanne, Leon Denis, Camile Flammarion, J. Herculano Pires, Edgar Armond etc e as obras mediúnicas , como as psicografadas por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros. 

4.2. O QUE CADA LIVRO REPRESENTA?

O LIVRO DOS ESPÍRITOS resume toda a Doutrina, enquanto os demais se dedicam a assuntos especializados , oriundos da necessidade de desdobramento de cada uma das partes de O Livro dos Espíritos .

O LIVRO DOS MÉDIUNS tem sua fonte na segunda parte de O Livro dos Espíritos . Trata da parte experimental da doutrina. Trata do gênero de todas as manifestações, da educação da mediunidade e das dificuldades e tropeços que ocorrem na prática do Espiritismo.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO é decorrência da terceira parte de O Livro dos Espíritos . Seu conteúdo sintetiza as explicações das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida.

O CÉU E O INFERNO contém o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal para a vida espiritual, as penas e recompensas futuras, os anjos e os demônios, as penas eternas etc., seguido de numerosos exemplos sobre a situação real da alma, durante e após a morte. Decorre da quarta parte de O Livro dos Espíritos , e coloca ao nosso alcance o mecanismo da Justiça Divina, em consonância com o princípio evangélico: "A cada um segundo as suas obras".

A GÊNESE , os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo trata dos problemas genésicos e da evolução física da Terra. Abrange as questões da formação e desenvolvimento do globo terreno e as referentes a passagens evangélicas e bíblicas. Explica, à luz da razão, os milagres do Evangelho.

4.3. POR ONDE COMEÇAR O ESTUDO DA DOUTRINA?

Como se vê, devemos começar pelo geral, para depois ir ao particular. A codificação começou de forma generalizada, ou seja, pelo O Livro dos Espíritos . Se quisermos fazer um estudo sério do Espiritismo, devemos começar a nossa reflexão pelas questões ali ventiladas, no sentido de estimular a nossa curiosidade para o estudo de assuntos mais específicos, como é o caso da mediunidade e de outros aspectos da moral evangélica. A frase lapidar comece pelo começo é oportuna. Comecemos pelo começo, ou seja, pelo O Livro dos Espíritos .  

5. O ESTUDO DAS OBRAS BÁSICAS E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

5.1. O TEMPO QUE SE GANHA

O tempo que se gasta, lendo romances e outras novidades, poderia ser mais bem aproveitado debruçando-se sobre as obras básicas da codificação. A formação de um grupo de estudo para analisar, por exemplo, O Livro dos Espíritos é de uma utilidade sem limites. Quando nos predispomos a estudar pergunta por pergunta, vamos nos inteirando de detalhes valiosos para o nosso aprendizado. Um exemplo: a pergunta 176A – "Existem homens que estão na Terra pela primeira vez?" Resposta: "há muitos, em diversos graus". Daí, podemos tirar a seguinte dedução: os laços de família são importantes, não resta dúvida, mas não devemos dar-lhes um peso exagerado, pois há Espíritos que estão vindo a este Planeta pela primeira vez, e conseqüentemente não tem nenhuma relação mais direta com aqueles Espíritos que são seus pais ou seus parentes mais próximos. 

5.2. LIVRA-NOS DO ERRO DA ABSOLUTIZAÇÃO DO RELATIVO

Ao tratarmos do pensamento, somos passíveis de confundir a parte com o todo. Um estudo sério dos princípios doutrinários ameniza tal erro. Senão vejamos: lemos um romance, que retrata um caso particular. De imediato, queremos generalizar este episódio, aplicando-o a todo o ser vivente. Esquecemo-nos de que o relato é uma verdade relativa; serve para aquela situação, mas não deve ser extrapolado para toda a humanidade. Da leitura do romance, podemos deduzir que a reencarnação é um castigo. Confrontando, porém, com os ensinamentos trazidos por Allan Kardec, vemos que a reencarnação é sempre uma oportunidade de evolução, não um castigo. A dúvida se desfaz e passamos a enfrentar com mais segurança os revezes do nosso caminho. Aprendemos, assim, que podemos sofrer porque queremos evoluir e não simplesmente por causa da ira de Deus.

5.3. A FELICIDADE DA COMPREENSÃO

Diz o ditado que "sempre chegamos tarde às verdades mais simples". O mesmo se dá com o nosso desenvolvimento moral e espiritual. Contudo, quando nos compenetramos do valor inestimável dos livros da codificação, vamos adquirindo uma riqueza interior que nenhum ladrão consegue nos roubar. Onde quer que estejamos, estaremos conosco mesmos. Se a nossa consciência estiver tranqüila, tranqüilo também estará o nosso coração. 

6. CONCLUSÃO

Quando estivermos totalmente absorvidos nos temas das obras básicas, começaremos a perceber uma mudança radical em nossa visão de mundo. O que antigamente era exaltado, hoje deixa de sê-lo, e o que era desprezado hoje é exaltado.

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MEU DEUS

Mahatma Gandhi

Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis. Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio. Se me dás êxito, não me tires a humildade, se me dás humildade, não tires a minha dignidade. Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério. Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros. Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso. Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito. Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade. Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso. Se me despojas do dom da saúde deixa-me a graça da fé. Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência. Meu Deus, se me esquecer de Ti, Tu não Te esqueças de mim

 

FÉ E ORAÇÃO

Não é a repetição automática de palavras decoradas que nos aproxima de Deus. Não é a oferta de valores e de bens que nos concederá a paz que tanto almejamos. Não serão rituais, nem trajes específicos que garantirão às nossas almas o consolo e a orientação de que necessitamos Deus dispensa fórmulas para estender seus braços amorosos em nossa direção. Somente a fé verdadeira, que deve ser conquistada por nós, individualmente e à custa de esforço e dedicação, é que nos oferecerá tais bênçãos de forma efetiva e permanente. (autor desconhecido).

 

ILUMINANDO AS RUAS DA VIDA

Benjamin Franklin é a pessoa a quem devemos agradecer pela iluminação pública. Ele apresentou a idéia de iluminar as ruas e teve sabedoria para conseguir que esta idéia fosse implementada. E o que fez ele? Foi aos vereadores e exigiu que as ruas da cidade fossem iluminadas?  Não! Reuniu um grupo de moradores e fez passeata exigindo que as luzes fossem espalhadas pelas ruas?  Não! Na realidade, o que fez foi bastante simples. Toda noite ele iluminava uma lanterna de metal polido e brilhante e a pendurava em uma árvore bem em frente de sua casa. Noite após noite ele repetia isso, iluminando seu pequeno canto do mundo. Logo todos os seus vizinhos começaram a seguir seu exemplo e em pouco tempo toda a cidade estava apreciando os benefícios das luzes nas ruas. Temos consciência de que vivemos, atualmente, em um mundo onde as trevas estão cada vez mais intensas. A violência, a corrupção, a mentira e o desamor cooperam para que as ruas de nossas vidas estejam cada vez mais escuras. As pessoas não mais se abraçam, os braços têm estado cada vez mais encolhidos e o desamor tem sido regra geral e não exceção. Queixamo-nos da situação, murmuramos contra a indiferença de nossos governantes e até chegamos a crer que não há nenhuma luz no fim do túnel. E o que temos feito? Que atitude temos tomado para que as nuvens escuras sejam dissipadas? Acomodamo-nos achando que nada se pode fazer ou alistamo-nos nas fileiras dos que confiam que "tudo é possível ao que crê?" Não podemos iluminar todo o mundo e nem acabar com as trevas que o envolvem de uma só vez, mas podemos começar acendendo a lanterna brilhante de nossos corações. Quanto mais lanternas espirituais acesas existirem,menos espaço haverá para a escuridão. Não espere pelo seu irmão ou seu vizinho, comece a iluminar o mundo por você!

Paulo Roberto Barbosa Um cego na Internet

 

Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que fizer dela. (André Luiz)

A morte é a mudança completa de casa sem mudança essencial da pessoa. (Chico Xavier)

Não acrescente dias à sua vida, mas vida a seus dias.( Harry Benjamin)

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MAIO

 

A IMPORTÂNCIA DO PENSAMENTO NA REUNIÃO ESPIRITA

Dr. Eduardo http://www.cema.org.br/Artigo18.htm

Estas palavras foram transcritas do Discurso de Abertura pelo Sr. Allan Kardec na Sessão Anual Comemorativa dos Mortos na Sociedade de Paris, em 1º de Novembro de 1868. "O Espiritismo é uma Religião?" A Obsessão - Allan Kardec - Tradução Wallace Leal V. Rodrigues-páginas 263-274 "... Qual a utilidade que pode haver em se reunir assim num dia determinado?".

Jesus no-lo indica pelas palavras citadas em (Mat. XVII, 20) "Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, aí estarei com eles" . Esta utilidade está no resultado produzido pela comunhão de pensamentos que se estabelece entre pessoas reunidas com o mesmo objetivo. Mas compreende-se bem toda a expressão: "Comunhão de pensamentos?" Seguramente, até este dia, poucas pessoas dela tinham feito uma idéia completa. O espiritismo, que nos explica tantas coisas, pelas leis que nos revela, vem ainda nos explicar a causa, os efeitos e o poder desta situação do espírito. Comunhão de pensamento quer dizer pensamento comum unidade de intenção, de vontade, de desejo, de aspiração.

Ninguém pode desconhecer que o pensamento seja uma força; mas é uma força puramente moral e abstrata? Não; do contrário não explicariam certos efeitos do pensamento e, ainda menos, a comunhão do pensamento. Para o compreender é preciso conhecer as propriedades e a ação dos elementos que constituem a nossa essência espiritual, e é o Espiritismo que no-las ensina. O pensamento é o atributo característico do ser espiritual; é ele que distingue o espírito da matéria: sem o pensamento o espírito não seria espírito. A vontade não é atributo especial do espírito: é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento tornado força motriz. É pela vontade que o espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido. Mas se ele tem a força de agir sobre os órgãos materiais, como não deve ser maior esta força sobre os elementos fluídicos que nos cercam! O pensamento age sobre os fluidos ambientes como o som age sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento como o ar nos traz o som. Pode, pois, dizer-se com todo a verdade que há nesses fluidos ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundir, como há no ar ondas e raios sonoros.

Uma assembléia é um foco onde irradiam pensamentos diversos; é como uma orquestra, um coro de pensamentos em que cada um produz sua nota. Resulta daí uma porção de correntes e de eflúvios fluídicos, cada um dos quais recebe a impressão pelo sentido espiritual, como num coro de música cada uma recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição. Mas, assim como há raios sonoros harmônicos ou discordantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes.

Se o conjunto for harmônico, a impressão será agradável; se for discordante, a impressão será penosa. Ora, para isso não é preciso que o pensamento seja formulado em palavras; a radiação fluídica não existe menos, seja ou não expressa; se todas forem benevolentes, todos os assistentes experimentarão um verdadeiro bem-estar e sentir-se-ão à vontade; mas se misturarem alguns pensamentos maus, produzem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido. Tal é a causa do sentimento de satisfação que se experimenta numa reunião simpática; aí como que reina uma atmosfera moral salubre, onde se respira à vontade; daí se sai reconfortado, porque se ficou impregnado de eflúvios fluídicos salutares. Assim se explicam, também, a ansiedade, e o mal-estar indefinível que se sente num meio antipático, em que pensamentos malévolos provocam, por assim dizer, correntes fluídicas malsãs.

A comunhão de pensamentos produz, assim, uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral; é o que só o Espiritismo poderia dar a compreender. O homem o sente instintivamente, desde que procure as reuniões onde sabe que encontra essa comunhão. Nas reuniões homogêneas e simpáticas adquire novas forças morais; poder-se-ia dizer que aí recupera as perdas fluídicas que tem diariamente, pela radiação do pensamento, como recupera pelos alimentos as perdas do corpo material. A esses efeitos da comunhão dos pensamentos junta-se um outro que é a sua conseqüência natural, e que importa não perder de vista: é o poder que adquire o pensamento ou a vontade, pelo conjunto de pensamentos ou vontades reunidas.

Sendo a vontade uma força ativa, esta força é multiplicada pelo número de vontades idênticas, como a força muscular é multiplicada pelo número de braços. Aceito este ponto, concebe-se que nas relações que se estabelecem entre os homens e os Espíritos haja, numa reunião onde reine uma perfeita comunhão de pensamentos, uma força atrativa ou repulsiva, que nem sempre possui o individuo isolado. Para os espíritas a comunhão de pensamentos tem um resultado ainda mais especial. Vimos o efeito dessa comunhão de homem a homem; o Espiritismo nos prova que não é menor dos homens para os Espíritos, e reciprocamente. Com efeito, se o pensamento coletivo adquire força pelo número, um conjunto de pensamentos idênticos, tendo o bem por objetivo, terá mais força para neutralizar a ação dos maus Espíritos.

Sozinho o homem pode sucumbir, ao passo se sua vontade for corroborada por outras vontades poderá resistir, segundo o axioma: "A união faz a força" , verdadeiro tanto no moral quanto no físico. A influência salutar dos bons Espíritos não encontrará obstáculos; seus eflúvios fluídicos não serão detidos por correntes contrárias, espalhar-se-ão sobre todos os assistentes, precisamente por que todos o terão atraído pelo pensamento, não cada um em proveito pessoal, mas em proveito de todos conforme a lei da caridade. Assim pela comunhão de pensamentos, os homens se assistem entre si e ao mesmo tempo assistem aos Espíritos e são por estes assistidos. As relações entre o mundo visível e o mundo invisível não são mais individuais, são coletivas, e, por isso mesmo, mais poderosas para o proveito da assistência como para o dos indivíduos. Estabelece-se a solidariedade, que é a base da fraternidade. Ninguém trabalha para si só, mas para todos, e trabalhando por todos cada um aí encontra a sua parte. É o oposto do egoísmo.

O Espiritismo faz que compreendamos, então, o poder e os efeitos dos pensamentos coletivos; explicando-nos melhor o sentimento de bem estar que se experimenta num meio homogêneo e simpático; este sentimento também ocorre com os Espíritos, porque eles também recebem os eflúvios de todos os pensamentos benevolentes que para eles se elevam, com uma nuvem de perfume. Os que são felizes experimentam uma maior alegria por esse concerto harmonioso; os que sofrem sentem um maior alívio. Todas as reuniões religiosas, seja qual for o culto a que pertençam, são fundadas na comunhão de pensamentos; é aí, com efeito, que esta deve e pode exercer todo a sua força, porque o objetivo deve ser o desprendimento do pensamento das garras da matéria. Devemos, pois ir as reuniões espíritas com o entendimento nas palavras de Jesus: "Quando estiverdes diversos reunidos em meu nome, estarei no meio de vós" . Reunidos em meu nome quer dizer com um pensamento comum; mas não se pode estar reunido em nome de Jesus sem assimilar os seus princípios, a sua doutrina que é a Caridade em pensamentos, palavras e obras.

Qual o sentimento no qual se devem confundir todos os pensamentos? È um sentimento todo moral, todo espiritual, todo humanitário: o da caridade para todos, ou, por outras palavras: o amor do próximo, que compreende os vivos e os mortos. A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes. É com este pensamento em todos que devemos ir as reuniões espíritas.

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"Não Julgues Teu Irmão

Amigo,
examina o trabalho que desempenhas. Analisa a própria conduta. Observa os atos que te definem. Vigia as palavras que proferes. Aprimora os pensamentos que emites. Pondera as responsabilidades que recebeste. Aperfeiçoa os próprios sentimentos. Relaciona as faltas em que, porventura, incorreste. Arrola os pontos fracos da própria personalidade. Inventaria os débitos em que te inseriste. Sê o investigador de ti mesmo, o defensor do próprio coração, o guarda de tua mente.


Mas, se não deténs contigo a função do juiz, chamado à cura das chagas sociais, não julgues o irmão do caminho, porque não existem dois problemas, absolutamente iguais, e cada espírito possui um campo de manifestações particulares.

Cada criatura tem o seu drama, a sua aflição, a sua dificuldade e a sua dor. Antes de julgar, busca entender o próximo e compadece-te, para que a tua palavra sejam uma luz de fraternidade no incentivo do bem. E, acima de tudo, lembra-te de que amanhã, outros olhos pousarão sobre ti, assim como agora a tua visão se demora sobre os outros. Então, serás julgado pelos teus julgamentos e medido, segundo as medidas que aplicas aos que te seguem.

"André Luiz (in “Comandos do Amor”, psicografia de Chico Xavier).

 

"Nada se esquece mais lentamente do que uma ofensa e nada mais rápido que um favor".

Martinho Lutero, teólogo, reformista protestante, 1483-1546

 

PERFEIÇÃO MORAL

Elio Mollo

http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/A_ERA_DO_ESPIRITO_-_Portal/ARTIGOS/Artigos_E/PERFEICAO_MORAL.html

Diz a Espiritualidade em « O LIVRO DOS ESPÍRITOS », no capítulo que trata da Perfeição Moral, Virtudes e Vícios, que muitas vezes as qualidades morais são como a douração feita num objeto de cobre, que não resiste a pedras de toque.

Pode um homem possuir reais qualidades que o apontam ao mundo como um homem de bem? Mas , posto seja um progresso, nem sempre essas qualidades resistem a certas provas , e por vezes, basta tocar a corda do interesse pessoal para o pôr a descoberto . Emendar-se, vencer as paixões, corrigir o caráter, visando crescer espiritualmente e com a intenção de colaborar com Deus e a Humanidade desinteressadamente: Eis,  um procedimento sensato , pois não há nenhum egoísmo em melhorar-se tendo em vista aproximar-se de Deus, pois esta é a meta para a qual todos nós tendemos . .


Sempre que nos dedicarmos a um estudo sistemático, estaremos seguindo o caminho do bem já que, a par de nos instruirmos – e por conseguinte trabalharmos por nosso progresso individual -, estaremos indiretamente contribuindo para o progresso dos que nos cercam e, em última análise, de toda a humanidade – e isto está conforme à lei natural do progresso que nos direciona para a perfeição.


Neste caminho da perfeição censurar defeitos alheios não é uma boa atitude, poi s nenhum de nós dispõe de faculdades completas; e é pela união social que nos completamos, asseguramos nosso próprio bem-estar e progredimo s.  Antes de qualquer censura a alguém, devemos refletir de como agiríamos se estivéssemos no lugar daquele que desejamos censurar. Este proceder nos levará a compreender melhor a psicologia humana, buscando formas de nos educarmos mutuamente, inclusive analisar o nosso proceder e corrigir possíveis defeitos que ainda existem em nós. Este procedimento também é um meio de crescermos espiritualmente.
Se desejamos provar nossa capacidade, só existe uma maneira de fazê-lo, é através do exemplo .

Diz Alexandre Rangel, especialista em processos de qualidade empresarial, in ¨ Artigos/Qualidade da Rádio Bandeirante¨s , que Napoleão Bonaparte sem dúvida foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma das maiores batalhas. As forças adversárias tinham um contingente três vezes maior que o seu, além de um equipamento muito superior. Napoleão avisou seus generais de que ele estava indo para a frente de batalha e estes procuraram convencê-lo a mudar de idéia: - Comandante, o senhor é o império! Se morrer, o império deixará de existir.

A batalha será muito difícil. Deixe que nós cuidaremos de tudo. Por favor, fique. Confie em nós. Tudo em vão, não houve nada que o fizesse mudar de idéia. No meio da noite, o general Junot, um de seus brilhantes auxiliares e também amigo, procurou-o e, de novo, tentou mostrar o perigo de ir para a frente de batalha. Napoleão olhou-o com firmeza e disse: - Não tem jeito, eu vou. - Mas por quê, comandante? E ele respondeu... - É mais fácil puxar do que empurrar! Servir de exemplo não é a melhor forma de ensinar;  é a única forma de ensinar! Não merece repreensão aquele que sabe, por suas ações, estar fazendo o bem, desde que seu intuito é o de pesar suas ações na balança de Deus, e sobretudo na Sua lei de justiça, amor e caridade, para dizer a si mesmo se suas ações estão no objetivo correto. O que não é racional é se envaidecer, pois significaria que tudo o que fez cairia por terra, já que essa atitude seria uma demonstração que em si ainda há o egoísmo.

Em L.E., q. 913, os Espíritos superiores dizem que o vício que podemos considerar como sendo o mais pernicioso é o egoísmo , pois é dele que deriva todo o mal e, se estudarmos a fundo todos os vícios que possuímos, em todos eles existe o egoísmo.
Podemos lutar de todas as formas para tentar tirar qualquer um de nossos vícios, mas só iremos extirpar o egoísmo quando o atacarmos na sua raiz e destruirmos sua causa , pois quem nesta vida desejar se aproximar da perfeição deve extirpar de si todo o sentimento de egoísmo, porque ele é incompatível com a lei de Justiça, amor e caridade.   Aliás, o egoísmo anula todas as outras qualidades.

Muitos de nós podemos alegar que o nosso mundo é dominado pelo egoísmo, por isto a dificuldade em extirpá-lo . A isto podemos dizer que , se cada um de nós trabalhar sua transformação íntima, procurando uma forma de se melhorar, a intensidade desse vício tenderá a diminuir e o mundo melhorar . Caso contrário será necessário que ele cresça mais ainda para que faça danos consideráveis para se compreender a necessidade de sua extirpação, daí a escolha é de cada um de nós.

Realmente, podemos admitir que o egoísmo é muito difícil de se erradicar - pois está ligado à influência da matéria - e que ainda estamos muito próximo de sua origem mas, com certeza, ele se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a vida material , e sobretudo com a compreensão de doutrinas como o Espiritismo, que nos fazem entender melhor nossa condição futura.

Conforme ensinamentos de Sócrates e Santo Agostinho, in LE 919a: O autoconhecimento é a chave do melhoramento individual , pois permite que alinhemos nossas ações e pensamentos na direção das correções que necessitamos realizar, e assim, ajustar nossos atos de acordo com os ensinamentos dos grandes Mestres que estiveram na Terra, em especial o Mestre Jesus, tanto em relação a Deus, como em relação ao nosso próximo.

Este processo é árduo; assim, necessitaremos de muita coragem e determinação para realizá-lo, mas através do esforço próprio e de exercícios repetidos na direção das boas causas,  iremos sedimentar em nós o próprio bem . Deus sempre nos assiste  e auxilia, mas devemos fazer a nossa parte se desejamos verdadeiramente melhorar e assim colaborar com a construção de um mundo novo e melhor.  

Artigo com base no Livro terceiro, cap. XII de ¨O livro dos Espíritos¨. Colaborou no desenvolvimento ortográfico deste texto Maria Luiza Palhas

A mais elevada concepção de Deus que podemos abrigar no santuário do Espírito é aquela que Jesus nos apresentou, em no-Lo revelar pai amoroso e justo, à espera dos nossos testemunhos de compreensão e amor.

Emmanuel in ¨Pão Nosso¨, FEB, psicografia de Chico Xavier.

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JUNHO

A SABEDORIA DO BEM

Quando, na Antiguidade, alguém queria matar um urso, pendurava uma pesada tora de madeira em cima de uma vasilha com mel. O urso empurrava a tora com força, a fim de afastá-la do mel.  A tora voltava e o atingia. O urso ficava irritado, feroz, e empurrava a tora com mais força ainda, e esta o atingia por sua vez com muito mais força. Isso continuava até o urso ser morto.

Se nos fixarmos nesse fato, numa reflexão rápida e despretensiosa, poderíamos afirmar que as pessoas fazem o mesmo quando pagam o mal com o mal que recebem dos outros. Pensamos então: Será que nós, seres humanos, não podemos ser mais sábios do que os ursos?Empurramos a tora cada vez com mais força, mesmo sabendo que ela irá retornar e nos ferir!

As Leis de Deus - em especial a lei de causa e efeito – é muito precisa ao nos revelar esta sua característica. Todas nossas ações são causas que irão sempre gerar uma conseqüência no Mundo. Quando retribuímos com voz alterada e raivosa, uma palavra agressiva que nos fere o íntimo, estamos apenas empurrando a tora, e esquecendo o mel. Nesta analogia, o mel seria o entendimento com o outro, a felicidade, a paz que tanto desejamos. Só que, comumente, acabamos por nos entreter tanto com os empurrões da tora, que acabamos deixando o mel, a felicidade, esquecida num canto. O objetivo do urso nunca será empurrar a tora.  Sua meta é o mel, o alimento. 

A tora é um obstáculo a se contornar, um desafio apenas. Se o animal pudesse raciocinar como o ser humano, nesta situação em particular, certamente pensaria numa forma de cortar a corda que sustenta a tora, ou num jeito de retirar o pote de mel debaixo dela. Esta é a sabedoria do bem.  Procurar outra alternativa que não a de retribuir o mal com o mal. A sabedoria do bem proporciona, ao recebermos palavras amargas, uma pequena reflexão antes da reação eminente. A sabedoria do bem busca compreender o momento do outro, a dor do outro, a angústia e infelicidades íntimas que o moveram a soltar pela boca o veneno que guarda na alma.

A sabedoria do bem nunca é conivente com o mal, e nem mesmo tolerante com ele.  É, sim, compreensiva com o outro ser.  Tolerante, indulgente com seu irmão. A sabedoria do bem requisita criatividade, para que consigamos abrir a mente e pensar em outras soluções para resolver nossos problemas, que não a vingança. A vingança será sempre a ação mais reativa, menos pensada, e que trará, sem dúvida alguma, a tora de volta para nos machucar tantas e tantas vezes.

A sabedoria do bem requisita amor.  Amor pela vida, pelo Criador, sabendo que nenhum desastre, nenhum mal nos alcança sem razão. Só quem ama o Criador confia em Seus desígnios, confia que tudo acontece para nosso bem, e desta forma não cultiva ódio por seus opositores na Terra, apenas compaixão. Só a sabedoria do bem consegue eliminar os círculos viciosos nos quais nos aprisionamos ao longo dos milênios. Só a sabedoria do bem em ação irá expulsar deste Mundo a guerra, o ódio e a violência.

O verdadeiro ensinamento do amor é forte: ele mata o mal antes que o mal possa crescer e tornar-se poderoso. Redação do Momento Espírita com base em trechos do livro Pensamentos para uma vida feliz , de Léon Tolstói, ed.  Prestígio. www.momento.com.br rtrtrr

 

FÉ RACIOCINADA: SEGUNDO JESUS A MAIOR FÉ !

Alexandre Fontes da Fonseca (recebido de ¨A Era do Espírito

 

¨. Jesus, após ouvir o Centurião (Mt, VIII, 5-13), afirma que jamais viu tamanha fé em toda Israel ! Um estudo mostra claramente que a fé do Centurião foi uma fé raciocinada.

Um dos princípios básicos do Espiritismo é a fé raciocinada . O capítulo XIX do Evangelho Segundo o Espiritismo 1 é inteiro dedicado ao estudo da fé. Kardec, primeiro, analisa o poder da fé em remover as mais difíceis montanhas morais que atrapalham o progresso da humanidade. As características da fé são também analisadas. “A fé sincera e verdadeira é sempre calma” diz Kardec no ítem 3 do referido capítulo, mostrando que “a calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança” e que a violência apenas denota a fraqueza e insegurança daquele que assim procede para resolver seus problemas. Kardec analisa, também, o poder da fé na ação magnética dos fluidos sobre a matéria. Ele diz que “aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural”. É por essa razão que os discípulos de Jesus não puderam curar o moço lunático na passagem de Mateus, cap. XVII, vv. 14 a 20. Em seguida, Kardec analisa a fé religiosa e apresenta a condição da fé inabalável . A fé pode ser cega ou raciocinada . No primeiro caso, a fé nada examina e aceita sem controle o falso e o verdadeiro 1 . Aquela que tem a verdade por base é a única que pode resistir às transformações devido ao progresso do conhecimento. Dessa forma, Kardec apresenta a condição da fé inabalável: “ Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade ” (Ítem 7, cap. XIX, Evangelho Segundo o Espiritismo 1 ). Kardec não fica apenas na análise do assunto. Ele exemplifica o exercício da fé raciocinada ao preparar, por exemplo, o conteúdo do capítulo XXIII do Evangelho Segundo o Espiritismo 1 , Moral Estranha , onde ele analisa algumas passagens em que Jesus faz afirmativas que ao pé da letra são contrárias à mensagem de amor contida no Evangelho. Ao invés de aceitar sem questionar o conteúdo dessas passagens, Kardec as analisa sob a luz da razão e do bom senso, retirando delas lições preciosas para todos nós.

Uma das passagens evangélicas de grande expressão é aquela conhecida como “Jesus e o Centurião” . Caibar Schutel 2 analisa essa passagem retirando valiosíssimos ensinamentos sobre a humildade e a fé. Em resumo, nessa passagem, Jesus é interpelado por um Centurião ao entrar em Cafarnaum: “Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico (...)” 3 . Jesus, então, respondeu-lhe: “eu irei curá-lo” 3 . O Centurião, demonstrando enormes conquistas no terreno da humildade, exclamou que não se sentia digno de receber Jesus em sua casa mas “dize somente uma palavra e o meu criado há de sarar.” 3 . O ponto que nos interessa nessa matéria vem das seguintes palavras do Centurião proferidas após a que acabamos de citar: Porque também sou homem sujeito à autoridade e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: vai ali, e ele vai; a outro: vem cá, e ele vem; ao meu servo: faze isto, e ele o faz. (destaque em negrito feito por nós). Caibar Schutel sintetiza: “(...) foi esta a Fé, engrandecida pelos conhecimentos, purificada pela humildade, santificada pela prece na pessoa do centurião, que o mestre justificou, dizendo: ‘Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei tamanha fé!' ” .

Caibar Schutel destacou o fato de que a fé do Centurião estava “engrandecida pelos conhecimentos” como um dos fatores para a exclamação de Jesus perante ele. Nós aqui desejamos destacar que isso nada mais significa que o Centurião usou aquilo que chamamos de fé raciocinada .

Jesus reconhecia que o Centurião era uma pessoa boa e que o servo doente, certamente, merecia a cura de sua moléstia. Por isso afirmou que iria curar o doente. Porém, o Centurião disse que ao invés de ir à sua casa, bastava Jesus dizer uma palavra que o servo estaria curado. E para mostrar que entendia como isso era possível o Centurião expôs um raciocínio , uma analogia . Assim como ele, uma autoridade militar, tinha soldados e servos sob suas ordens, Jesus, uma autoridade moral, também tinha Espíritos que cumpriam suas determinações. O que é isso senão um simples, porém legítimo raciocínio ? Após o raciocínio do Centurião , Jesus demonstrou enfaticamente sua aprovação e apoiou essa manifestação de fé ao dizer que nunca tinha visto tamanha fé em toda Israel !

Essa passagem evangélica é muito simples e não tem sentido figurado. Tanto o Centurião em seu raciocínio, quanto Jesus na sua exclamação, foram muito claros. A maior fé de Israel não era a dos discípulos que conviviam com Jesus, mas sim de um homem que soube aliar a pureza de seus sentimentos com a simplicidade da razão e do bom-senso.

A análise de Caibar Schutel de toda essa passagem evangélica é muito instrutiva e merece ser lida e estudada por todos. E não tenhamos nenhum receio em afirmar que Jesus aprovou a fé raciocinada. Não foi a toa que os Espíritos superiores ensinaram que a verdadeira fé possui a compreensão das coisas e é a única capaz de sobreviver ao progresso da razão em qualquer época.

Referências 1 . Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo , Editora FEB, 112ª Edição, 1996. 2 . Caibar Schutel, Parábolas e Ensinos de Jesus , Casa Editora O Clarim, 12ª Edição, 1987. 3 . Mateus, VIII, 5-13. (Uma transcrição dessa passagem pode ser lida no livro da referência 2). Revista Internacional de Espiritismo , Janeiro, pp. 627-628, (2006)

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O PRÍNCIPE SENSATO

Havia um rei, muito bom, que tinha dois filhos. Como já estava velho, precisava escolher um deles para ajudá-lo nas tarefas de governar e, mais tarde, substituí-lo, naquele país.

A fim de experimentar qual dos dois estaria melhor indicado para aquela tarefa, chamou os moços, entregou a cada um deles, uma carruagem contendo ouro, dinheiro e jóias, dizendo: Percorram o reino e procurem empregar estes tesouros da forma que julgarem mais convenientemente ao futuro rei deste país. Dentro de três meses, deverão regressar e contar-me o que tiverem feito; dependendo de suas ações, escolherei aquele que há de me ajudar no governo deste país. Findo os três meses, um dos filhos chegou ao palácio, alegre e bem vestido, o rei o recebeu contente, abençoou-o e pediu que narrasse o que havia feito.

O moço fez uma reverência e disse: - ¨Meu pai e soberano, viajei por todo o país e comprei, para teu descanso um maravilhoso e enorme palácio: comprei escravos fortes, para te servirem e reuni neste castelo as riquezas maravilhosas do nosso tempo. No palácio, poderás viver tranqüilamente, feliz e seguro de todos os teus bens, vigiados pelos teus servos¨. O velho rei agradeceu amorosamente, as atitudes do filho que pensou muito nele  e em seu futuro. Convidou o filho a esperar pelo outro príncipe Que ainda não chegara. Certo dia, estando pai e filho em agradável conversa, eis que chega o outro filho.

O príncipe entrou na sala real e ao contrário do irmão, vinha cansado, abatido e mal vestido. Não havia comprado roupas novas. Aproximando-se do rei, falou: - Querido pai, viajei por todas as terras, de norte a sul, de leste a oeste. Em alguns lugares o povo vivia em paz, em bem estar, mas nas montanhas encontrei muitos sem emprego, doentes, famintos e muitas mulheres e crianças sem casa para morar. Com parte do dinheiro e dos tesouros que me destes, arranjei médicos e remédios em favor daqueles que sofriam. Mandei construir oficinas de trabalho e dei emprego a todos. Com alimentos e com forças readquiridas, cada família construiu sua casa com o material que doei em seu nome. Ao norte, verifiquei jovens e crianças sem escolas, instalei várias salas de aula e contratei professores. O jovem parou de falar e em seguida comentou:
- Perdoe-me pai, nada fiz para te enriquecer e gastei tudo o que me deste. Voltei pobre! O rei olhou para o filho e com um gesto carinhoso perguntou:

- Fizeste o que achavas que era certo? -

Sim, – respondeu o filho – jamais descansarei enquanto houver sofrimento nestas terras, porque aprendi contigo que as necessidades dos filhos do povo são iguais às dos filhos do rei...

Diante destas palavras, o rei, trêmulo de emoção, desceu do trono, abraçou demoradamente o filho e exclamou: - Grande príncipe, abençoado sejas para sempre. É a ti que compete o direito de governar ao meu lado, pois foste tu que melhor soube aplicar o dinheiro que lhe confiei. Multiplicastes nossos bens. O povo trabalhando, produzirá mais e haverá mais o que vender e assim, melhorarão suas condições de vida e saúde, e com as escolas o povo compreenderá o valor da liberdade e do conhecimento engrandecendo o meu reino. Deus te abençoe meu filho!

(autor desconhecido).

Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É A ÚNICA !!

(Albert Schwertzer)

 

 

ACIMA DE TUDO, AS LEIS DIVINAS

Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo? No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres: “Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa.”-“Foi extraviada grande porção de otimismo, quem a encontrar favor devolver no endereço citado.Ou então, “Incêndio consumiu toda a fidelidade de Fulano”, ou “Naufragou a honestidade de Beltrano.” Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.

Todavia, isso acontece, diariamente, quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.

No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes. Quem, verdadeiramente, conquista uma virtude, jamais a perde. Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe: “ Quero que você arquive estes processos.” O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: “Porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor”.   O moço que, por sua vez, tinha um compromisso sério com a própria consciência, que é onde estão inscritas as Leis Divinas, fez com que os processos seguissem seu curso sem interferir.

Tempos depois, os amigos do diretor tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma. E, quando o diretor foi tirar satisfação com o advogado, este argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade dos seus atos. E que somente a falta de provas poderia livrá-los, o que não era o caso.

Se esse jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação: “Este espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são a fidelidade e a honestidade, roubados.” Mas, felizmente, isso não aconteceu.

Pense nisso : Toda vez que permitimos que nossas virtudes sejam compradas ou roubadas, ficamos mais pobres espiritualmente. Toda vez que aplaudimos a corrupção e a ganância, tirando proveito de cargos, posições sociais, ou de situações diversas em benefício próprio e em detrimento de outrem, estamos nos candidatando a entrar no Mundo Espiritual como mendigos morais.

Redação do Momento Espírita, com base em fato real. 20.11.2007, recebido via Internet

 

O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia. Quem desejar conhece-lo seriamente deve pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.”

Allan Kardec

 

O conhecimento pode pouquíssimo,comparado com o muito que o amor pode sempre.

André Luiz, in O Mundo Maior.

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JULHO

Diálogo dos vivos

Doutrina Espírita- um resumo

"E eis que lhe apareceram Moisés e Elias falando com Ele". (Mateus: 17;3.)

Espiritismo: A comunicação interdimensional

"Os Espíritos só se manifestam por vontade de Deus; se, pois, Deus em sua misericórdia envia aos homens esse socorro para afastá-los da incredulidade, é uma impiedade repeli-lo" .Allan Kardec

Evidências da comunicação entre homens e espíritos encontram-se em todas as civilizações, desde as remotas eras pré-históricas. Em todas as culturas de todos os povos há sinais de um intercâmbio interdimensional, cujos registros inequívocos impõem-se nas mais diferentes descobertas arqueológicas, nas mitologias, nas artes, religiôes, rituais, etc. Invasão psíquica organizada Mas em meados do século dezenove, uma avassaladora onda de fenômenos, alheios às leis da ciência, espalhou-se pela Terra.

Esses acontecimentos paranormais, tendo iniciado em 1848, em Hydesville, Nova Iorque, difundiram-se pela América em direção a Europa e posteriormente a todos os continentes.

Ocorriam em forma de misteriosas pancadas, provocadas por uma causa desconhecida e inexplicável. Verificavam-se nos mais diversos ambientes, "das choupanas aos palácios", e todas as camadas sociais deles se ocupavam - fato que acabou despertando, por fim, a atenção da imprensa, e sobretudo da religião, da filosofia e da ciência. Interrogada acerca da sua natureza, essa força comunicante desconhecida declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Afirmavam desejar transmitir, à toda humanidade, uma importante revelação.

E assim, teve início o surgimento da Doutrina dos Espíritos. "Um efeito inteligente tem por causa uma força inteligente"

Em 1853, toda a Europa detinha suas atenções ao chamado "fenômeno das mesas girantes".

Foi nesta época, que o prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail interessou-se por esses mesmos fenômenos, passando a estudá-los com seriedade e rigor científico.

O prof. Rivail, que mais tarde seria conhecido como Allan Kardec, diferentemente das opiniões frívolas e distoantes da época, concluía: "Um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos provam que a força comunicante é capaz de entrar em contato com os homens por meio de sinais materiais".

Missão de instruir e esclarecer os homens sobre a sobrevivência da alma

Em 1857, em O Livro dos Espíritos , primeiro fruto de um criterioso trabalho de observação e comparação, Allan Kardec afirmava: "As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos".

E definia, com clareza, o por quê de todos aqueles acontecimentos espantosos: "Os espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de Sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade".

Os horizontes do Espírito imortal

Ainda em O Livro dos Espíritos , Kardec coordena uma síntese da então chamada Doutrina dos Espíritos, colhida como resultado de suas pesquisas: "Os seres que se manifestam designam-se a si mesmos pelo nome de Espíritos ou Gênios, e dizem, alguns, pelo menos, que viveram como homens na Terra.

Constituem o mundo espiritual, como nós constituímos, durante a nossa vida, o mundo corporal. Resumimos em poucas palavras os pontos principais da doutrina que nos transmitiram, a fim de mais facilmente responder a certas objeções.   "Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. "Criou o Universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais. "Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos. "O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. "O mundo corporal é secundário; pode deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.

"Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível e sua destruição pela morte os devolve à liberdade. "Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a um certo grau de desenvolvimento, o que lhes dá superioridade moral e intelectual perante as demais.

"A alma é um Espírito encarnado e o corpo é apenas o seu invólucro. "Há no homem três coisas:

1) O corpo ou ser material, semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;

2) A alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo;

3) O liame que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

"O homem tem, assim duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais possui os instintos; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.

"O liame ou perispírito que une corpo o Espírito é uma espécie de invólucro semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar acidentalmente visível e mesmo tangível, como se verifica no fenômeno de aparição.

"O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que só o pensamento pode conceber. É um ser real, definido, que em certos casos pode ser apreciado pelos nossos sentidos da vista, da audição e do tato.

"Os Espíritos pertencem a diferentes classes, não sendo iguais em poder nem inteligência, saber ou moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores que se distinguem pela perfeição, pelos conhecimentos pela proximidade de Deus, a pureza dos sentimentos e o amor do bem: são os anjos ou Espíritos puros. "As demais classes se distanciam mais e mais dessa perfeição.

"Os das classes inferiores são inclinados às nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc. e se comprazem no mal. "Nesse número há os que não são nem muito bons nem muito maus; antes perturbadores e intrigantes do que maus; a malícia e a inconseqüência parecem ser as suas características: são os Espíritos estouvados ou levianos.

"Os Espíritos não pertencem eternamente à mesma ordem. Todos melhoram, passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse melhoramento se verifica pela encarnação, que a uns é imposta como uma expiação e a outros como missão.

A vida material é uma prova a que devem submeter-se repetidas vezes até atingirem a perfeição absoluta; é uma espécie de peneira ou depurador de que eles saem mais ou menos purificados. "Deixando o corpo, a alma volta ao mundo dos Espíritos, de que havia saído para reiniciar uma nova existência material após um lapso de tempo mais ou menos longo durante o qual permanecerá no estado de Espírito errante. (Há entre esta doutrina da reencarnação e a da metempsicose, tal como a admitem algumas seitas, uma diferença característica, que é explicada em "O Livro dos Espíritos").

"Devendo o Espírito passar por muitas encarnações, conclui-se que todos nós temos muitas existências e que teremos ainda outras mais ou menos aperfeiçoadas, seja na Terra, ou em outros mundos. "A encarnação dos Espíritos ocorre sempre na espécie humana. Seria erro acreditar que a alma ou espírito pudesse encarnar num corpo de animal.

"As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e jamais retrógradas; mas a rapidez do progresso depende dos esforços que fazemos para chegar à perfeição. "As qualidades da alma são as do Espírito encarnado. Assim, o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito e o homem perverso, a de um Espírito impuro.

"A alma tinha a sua individualidade antes da encarnarção e a conserva após a separação do corpo. "No seu regresso ao mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos os que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores se delineiam na sua memória, com a recordação de todo o bem e todo o mal que tenha feito. "O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria.

O homem que supera essa influência, pela elevação e purificação de sua alma, aproxima-se dos bons Espíritos com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, aproxima-se dos Espíritos impuros, dando preferência à sua natureza animal.

"Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo. "Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam nenhuma região determinada ou circunscrita; estão por toda parte, no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos sem cessar. É toda uma população invisível, que se agita em nosso redor.

"Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico uma ação incessante. Agem sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das forças da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados, que não encontram solução racional. "As relações dos Espíritos com os homens são constantes.

Os bons Espíritos nos convidam ao bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos convidam ao mal: é para eles ver-nos sucumbir e cair no seu estado. "As comunicações ocultas verificam-se pela influência boa ou má que eles exercem sobre nós sem o sabermos, cabendo ao nosso julgamento saber discernir as más e boas inspirações

As comunicações ostensivas realizam-se por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, ma maioria das vezes através dos médiuns que lhes servem de instrumentos. "Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou pela evocação.

"Podemos evocar todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros e os dos personagens mais ilustres, qualquer que seja a época em que tenham vivido; os de nossos parentes, de nossos amigos ou inimigos e deles obter, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se acham no espaço, seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que tenham a permissão de fazer-nos.

"Os Espíritos são atraídos na razão de sua simpatia pela natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos superiores gostam das reuniões sérias, em que predominam o amor do bem e o desejo sincero de instrução e de melhoria. Sua presença afasta os Espíritos inferiores, que encontram, ao contrário, livre acesso e podem agir com inteira liberdade entre as pessoas frívolas ou guiadas apenas pela curiosidade, e por toda parte onde encontrem maus instintos. Longe de obterem bons conselhos e informações úteis desses Espíritos, nada mais devemos esperar do que futilidades, mentiras, brincadeiras de mau gosto ou mistificações, pois freqüentemente se servem de nomes veneráveis para melhor nos induzirem ao erro.

"Distinguir os bons e os maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, cheia da mais alta moralidade, livre de qualquer paixão inferior, seus conselhos revelam a mais pura sabedoria e têm sempre por alvo o nosso progresso e o bem da Humanidade.

A dos Espíritos inferiores é inconseqüente, quase sempre banal e mesmo grosseira. Se dizem às vezes coisas boas e verdadeiras, dizem com mais freqüência falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade e divertem-se à custa dos que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade e embalando-lhes os desejos com falsas esperanças.

Em resumo, as comunicações sérias, na mais ampla acepção do termo, não se verificam senão nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos dirigidos para o bem.

"A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: 'Fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam, ou seja, fazer o bem e não o mal.

O homem encontra nesse princípio a regra universal de conduta, mesmo para as menores ações. "Eles nos ensinam que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, desde este mundo, se liberta da matéria pelo desprezo das futilidades mundanas e o cultivo do amor ao próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve tornar-se útil segundo as faculdades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, porque aquele que abusa da sua força e do seu poder para oprimir o seu semelhante viola a Lei de Deus.

Eles ensinam, enfim, que no mundo dos Espíritos nada pode estar escondido: o hipócrita será desmascarado e todas as suas torpezas reveladas; a presença inevitável e incessante daqueles que prejudicamos é um dos castigos que nos estão reservados; ao estado de inferioridade e de superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos que nos são desconhecidas na Terra. "Mas eles nos ensinam também não há faltas irremissíveis que não possam ser apagadas pela expiação.

O homem encontra o meio necessário nas diferentes existências que lhe permitem avançar, na via do progresso, em direção à perfeição que é o seu objetivo final." Este é o resumo da Doutrina Espírita, como ela aparece no ensinamento dos Espíritos superiores. Citações de "O Livro dos Espíritos" , de Allan Kardec Tradução de J. Herculano Pires Edição: Editora EME - ESTUDOS DOUTRINÁRIOS

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MEU DEUS

Mahatma Gandhi

Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis. Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás forças, não tires o meu raciocínio.

Se me dás êxito, não me tires a humildade, se me dás humildade, não tires a minha dignidade. Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério

.Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros. Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso. Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.

Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade.

Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.

Se me despojas do dom da saúde deixa-me a graça da fé.

Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.

Meu Deus, se me esquecer de Ti, Tu não Te esqueças de mim .

 

¨... mas aquele que por amor de mim perder a vida e pela causa do Evangelho, há de salva-la.¨ Jesus( Marcos 08:35)

 

AGOSTO

DR. BEZERRA DE MENEZES- uma breve biografia

 

Em 29 de agosto de 1831, nascia na antiga Freguesia do Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, no estado do Ceará, aquele que seria conhecido como o "MÉDICO DOS POBRES", o "KARDEC BRASILEIRO'.

Adolfo BEZERRA DE MENEZES muito cedo revelou sua extraordinária inteligência. Com a idade de 11 anos iniciou o curso de Humanidades e, aos 13, conhecia tão bem o Latim que ele substituía o professor quando necessário, ministrando aulas a seus companheiros.

Seu pai, capitão das antigas milícia e tenente- coronel da Guarda Nacional, Antonio Bezerra de Menezes, homem severo, de honestidade e caráter incontestáveis, possuia fazendas de criação. A política e seu bom coração, que o levaram a ajudar parentes e amigos que o procuravam, explorando seu sentimento de caridade ao próximo, comprometeram sua fortuna. Ao perceber que seus débitos igualavam seu haveres, procurou os credores e lhes propôs entregar todos os seus bens para quitar suas dívidas. Contudo, os credores, todos amigos, recusaram tal proposta e aceitando que lhes pagasse quando pudesse e quisesse. Não se sentindo em condições morais de aceitar tal proposta, decidiu tornar-se um mero administrador do que fora sua propriedade, retirando do exercício da administração apenas o estritamente necessário para a manutenção de sua família.

Bezerra de Menezes, criado com o edificante exemplo de seu pai, decidiu com a pequena quantia que parentes lhe deram, e com o firme propósito de vencer quaisquer dificuldades, partiu para o Rio de Janeiro para seguir sua vocação- a Medicina.

Em novembro de 1852, ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misercórdia. Completou o curso em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese "Diagnóstico do Cancro". Em 27 de abril de 1857, candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina e no ano seguinte candidatou-se a uma vaga de lente substituto da Seção de Cirurgia da Faculdade de Medicina. Mais tarde foi nomeado para o posto de Cirurgião-Tenente, como assistente de seu mestre Manoel F.P. de Carvalho, então Cirurgião-Mor do Exército.

Em 1861, foi eleito vereador municipal pelo Partido Liberal, mas sua eleição foi impugnada pelo conservador Hadock Lobo, sob a alegação de ser Bezerra de Menezes médico militar. Mas, em 1867 foi eleito Deputado Geral e seu nome constou de uma lista tríplice para o Senado. Desiludido com a política e os políticos, decidiu abandonar a vida pública e dedicar-se a atender os pobres, repartindo com eles o pouco que então possuía.

Bezerra de Menezes tomou conhecimento da Doutrina Espírita de forma inusitada. Foi presenteado com "O Livro do Espíritos" e como morava na Tijuca e levava uma hora viajando de bonde, resolveu, para distrair-se, ler o livro. Segundo suas palavras :

"Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrara nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no "O Livro dos Espíritos". Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença".

No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade presentes à sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha( atual Avenida 13 de Maio, Rio de Janeiro), reuniu-se para ouvir em silêncio emocionado e atônito, as palavras do médico e cidadão católico, Dr.BEZERRA DE MENEZES, que proclamava sua conversão ao Espiritismo.

 

O MÉDICO E O HOMEM

(Exemplo a ser seguido)

Bezerra de Menezes considerava o exercício da Medicina como verdadeiro sacerdócio e dizia "Um médico não tem direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito lhe bate a porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro o que, sobretudo , pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro, esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse é um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu Espírito, a única que jamais se perderá nos vais-e-vens da vida".

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JUGO SUAVE

 

Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus afirma: 

Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.  

O convite é tentador, pois o Mestre promete alívio para as dores humanas.

Também garante repouso para as almas, ao afirmar que seu jugo é suave e seu fardo é leve.

Em um mundo turbulento, alívio, repouso, suavidade e leveza são autênticos tesouros.

Em meio à correria da vida moderna, é possível ser rico de tudo, menos de paz.

Por vezes, as tarefas e os compromissos surgem esmagadores.

Na busca de sucesso e de bens materiais, as pessoas perdem a noção do que realmente importa.

As horas de trabalho são multiplicadas, talvez desnecessariamente.

Para comprar um carro mais novo ou uma casa maior, abre-se mão de um precioso tempo de repouso ou meditação.

A convivência familiar torna-se algo secundário.

Garante-se que os filhos tenham acesso às melhores escolas, mas se abre mão de transmitir-lhes valores. 

Os jovens são instruídos, mas não educados. 

Para lucrar bastante, profissionais deixam de lado a ética.

Passam a ter vergonha de si próprios, enquanto ganham muito dinheiro.

Com o objetivo de terem companhia, ainda que temporária, muitas mulheres abdicam de sua dignidade feminina.

Para parecerem modernos, jovens aceitam experimentar cigarros, bebidas e drogas.

Tudo parece valer a pena, desde que seja possível surgir aos olhos alheios como bem-sucedido.

Entretanto, a alma permanece carente de paz.

As conquistas materiais cintilam, mas os seus possuidores adoecem, desenvolvem problemas de sono e distúrbios psicológicos os mais diversos. São ricos de coisas e de distrações, mas lamentáveis em seu desequilíbrio.

Estão conquistando o mundo, mas perdendo a si próprios.

Nesse contexto turbulento, convém recordar as palavras de Jesus. Ele ofereceu alívio, repouso, suavidade e leveza. 

São genuínos tesouros, que ninguém pode roubar. 

Oscilações da Bolsa de Valores, desemprego, doenças e traições, nada consegue afetar o verdadeiro equilíbrio espiritual.

Quem adquire paz de espírito jamais a perde.

Mas é importante observar que Jesus não apenas fez o oferecimento.

Também recomendou que se aprendesse com ele, que é brando e humilde de coração.

Ou seja, é preciso seguir os exemplos do Cristo, a fim de se viver em paz.

Ele enfatizou a importância da brandura e da humildade.

Assim, para não se perder nas ilusões mundanas, importa manter-se humilde.

Igualmente convém desenvolver brandura, não se imaginar em combate feroz com os semelhantes.

Não é preciso vencer ninguém para ser feliz.

Instruir-se e trabalhar, pois isso é necessário à vida.

Mas não gastar tempo em disputas vãs ou ilusões passageiras.

Jamais admitir corromper a própria essência, mesmo diante das maiores tentações.

Havendo dúvida sobre a conduta correta, recordar a figura digna e sábia de Jesus.

Ter em mente os sublimes exemplos do Cristo é o melhor antídoto contra ilusões que apenas causam sofrimentos.

Segui-los pode não ser fácil, mas eles constituem um jugo suave, na medida em que propiciam a verdadeira paz. (Redação do Momento Espírita) .

 

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R E N O V A Ç ÃO

As revelações dos Espíritos convidam naturalmente a ideais mais elevados, a propósitos mais edificantes. Para as inteligências realmente dispostas à renunciação da animalidade, são elas sublime incentivo à renovação interior, modificando a estrutura fluídica do ambiente mental que lhes é próprio. Se a civilização exige o desbravamento da mata virgem, para que cidades educadas surjam sobre o solo e para que estradas se rasguem soberanas, é indispensável a eliminação de todos os obstáculos, à custa do sacrifício daqueles que devotam ao apostolado do progresso.

A Humanidade atual, em seu aspecto coletivo, considerada mentalmente, ainda é a floresta escura, povoada de monstruosidades.

Se nos fundamentos evolutivos da organização planetária encontramos os animais pré-históricos, oferecendo a predominância do peso e da ferocidade sobre quaisquer outros característicos, nos alicerces da civilização do espírito ainda perseveram os grandes monstros do pensamento, constituídos por energias fluídicas, emanadas dos centros de inteligência que lhes oferecem origem. Temos, assim, dominando ainda a formação sentimental do mundo, os mamutes da ignorância, os megatérios da usura, os iguanodontes da vaidade ou os dinossauros da vingança, da barbárie, da inveja ou da ira. As energias mentais do habitantes da Terra tecem o envoltório que os retém à superfície do Globo. Raros são aqueles cuja mente vara o teto sombrio com os raios de luz dos sentimentos sublimados que lhes fulguram no templo íntimo.

O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de força do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal, grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza e dirige. E a moradia dos homens ainda está mergulhada em fluidos ou em pensamentos vivos e semicondensados de estreiteza espiritual, brutalidade, angústia, incompreensão, rudeza, preguiça, má-vontade, egoísmo, injustiça, crueldade, separação, discórdia, indiferença, ódio, sombra e miséria...

Com a demonstração da sobrevivência da alma, porém, a consciência humana adquire domínio sobre as trevas do instinto, controlando a corrente dos desejos e dos impulsos, soerguendo as aspirações da criatura para níveis mais altos.

Os corações despertados para a verdade começam a entender as linhas eternas da justiça e do bem. A voz do Cristo é ouvida sob nova expressão na mais profunda acústica da alma. Quem acorda converte-se num ponto de luz no serro denso da Humanidade, passando a produzir fluidos ou forças de regeneração e redenção, iluminando o plano mental da Terra para a conquista da vida cósmica no grande futuro.

Em verdade, pois, nobre é a missão do Espiritismo, descortinando a grandeza da universalidade divina à acanhada visão terrestre; no entanto, muito maior é muito mais sublime é a missão do nosso ideal santificante com Jesus para o engrandecimento da própria Terra, a fim de que o Planeta se divinize para o Reino do Amor Universal. Emmanuel (“Roteiro”, psicografia de Chico Xavier)

 

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A ROUPA DE VER DEUS

(Richard Simonetti)

 

Vão longe os tempos em que terno e gravata faziam parte do cotidiano masculino.

No cinema, nos bancos, no comércio, em reuniões sociais, ninguém estaria “decente” sem a tira de pano ao redor do pescoço, camisa de colarinho duro, convenientemente coberta pelo indefectível paletó. O rigor era tanto que em alguns locais forneciam-se surradas gravatas, por empréstimo, para os desleixados.

A moda feminina era mais flexível, mas sempre pautada por vestuário recatado. Impunham-se saias longas, vestidos sem decote, ombros cobertos...Hoje tais rigores estão superados.

Vivendo num país tropical, de tórrido verão, é inconcebível usar tanto pano, com os inconvenientes que lhe são inerentes:

Suor excessivo, calor sufocante, mal-estar, um certo odor que nos fere as narinas...

Não obstante, há limites a serem observados.

É preciso algum cuidado, evitando converter o espaço urbano em extensão dos campos de nudismo, num retorno impudente ao naturalismo inocente de Adão e Eva.

Disciplinas devem ser observadas, particularmente nos templos religiosos. A atenção dos fiéis não pode ser desviada ou perturbada pela exposição dos delicados atributos femininos ou da desprazível pilosidade masculina.

A participação em atividade religiosa é um momento solene. Direta ou indiretamente estamos buscando a comunhão com o Senhor Supremo, Nosso Pai.

É de bom-tom que estejamos convenientemente trajados.

Algumas correntes religiosas até exigem de seus profitentes os mesmos rigores que havia no passado em relação ao cotidiano.

Impões a “roupa de ver Deus”.

Há algum exagero. Forçoso reconhecer, entretanto, que algo é inadmissível:

Ostentar no recinto consagrado à atividade religiosa a mesma descontração com que comparecemos à praia ou ao balneário.

Esse princípio vale para o Centro Espírita. Nele temos:

A escola abençoada...

O hospital das almas...

A oficina de trabalho...

É também o recinto sagrado onde buscamos a comunhão com a espiritualidade: O templo de nossa fé.

Imperioso, portanto, que respeitemos o Centro Espírita e o que ele representa, guardando em suas dependências um cuidado fundamental: sobriedade no vestir!

 

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SILÊNCIO DOS LOBOS

 

Pense em alguém que seja poderoso... Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio.

Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.

Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.

Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe. Sorria Silencie. Vá em frente Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.

Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade ! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.

Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

 Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.

Você pode escolher o silêncio.

Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“ME ARREPENDO DE COISAS QUE DISSE,MAS JAMAIS DO MEU SILÊNCIO".

Responda com o silêncio, quando for necessário.

Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.

Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.

Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.

E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas. ( Autor do Texto: Aldo Novak)

 

 

Há duas maneiras de espalhar luz: ser a vela ou o espelho que a reflete.

Edith Wharton Escritora inglesa -1862-1937

 

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SETEMBRO

Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas,primeiro centro espírita do mundo


Editorial do Jornal Mundo Espírita de Abril de 1998 Grupo de Estudos Avançados Espíritas – Boletim do GEAE Ano 16 - Número 535 – 15.06. 2008

Uma das providências mais significativas tomadas por Allan Kardec, após descortinar a visão panorâmica do mundo espiritual através de "O Livro dos Espíritos" , foi a de procurar estabelecer a melhor maneira de pesquisar esse mundo que se abria diante da humanidade, de estudar os procedimentos para o relacionamento com os desencarnados e de difundir os ensinos dos Espíritos superiores.

Contrariando, pois, os usos da época, em que as manifestações das "mesas girantes" eram práticas de salão das residências burguesas, o Codificador, filho de magistrado e pedagogo de mérito, foi de parecer que as reuniões espíritas deveriam ser levadas a efeito em instituição especialmente criada para esse objetivo, a fim de evitar a frivolidade e a interferência de contingências da vida privada dos participantes.

Assim, no dia 1º de abril de 1858, praticamente um ano após o lançamento do 1º volume da Codificação, ao lado de diversos estudiosos, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas – SPEE .

Conforme consta na página final da Revista Espírita de maio de 1858, Kardec deu ciência da criação da Sociedade, nos seguintes termos: "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Fundada em Paris a 1º. de abril de 1858 e autorizada por portaria do sr. Prefeito de Polícia, conforme o aviso de S. Ex. o sr. Ministro do Interior e da segurança geral, em data de 13 de abril de 1858" .

"A extensão por assim dizer universal que tomam diariamente as crenças espíritas faziam desejar vivamente a criação de um centro regular de observações. Esta lacuna acaba de ser preenchida. A Sociedade cuja formação temos o prazer de anunciar, composta exclusivamente de pessoas sérias, isentas de prevenções e animadas do sincero desejo de esclarecimento, contou, desde o início, entre os seus associados, com homens eminentes por seu saber e por sua posição social. Estamos convictos de que ela está chamada a prestar incontestáveis serviços à constatação da verdade. Sua lei orgânica lhe assegura uma homogeneidade sem a qual não haverá vitalidade possível; está baseada na experiência dos homens e das coisas e no conhecimento das condições necessárias às observações que são o objeto de suas pesquisas. Vindo a Paris, os estranhos que se interessam pela doutrina espírita terão um centro ao qual poderão dirigir-se e comunicar suas próprias observações".

O Estatuto (regulamento) dessa entidade, o primeiro Centro Espírita regularmente constituído no mundo, estava normatizado por 29 artigos que tratavam dos objetivos e fins, da constituição, dos sócios, da administração, das sessões e de outras disposições . (inserido no Capítulo XXX de "O Livro dos Médiuns" )

As reuniões, em seu primeiro ano de funcionamento, eram realizadas às sextas-feiras, na Rua de Valois, nº 35 – Bairro Palais-Royal, em Paris.

A partir de 20 de abril de 1860, conforme consta na biografia de Kardec, de autoria de Francisco Thiesen e Zeus Wantuil, a Sociedade ficou definitivamente instalada num imóvel alugado na Rua Sainte Anne, nº 59, para onde, dois meses depois, foi transferida a redação da Revista Espírita .

De acordo com o relatório de abril de 1862, publicado no mencionado periódico, a Sociedade experimentou considerável crescimento nesses dois anos de funcionamento, com 87 sócios efetivos pagantes, contando entre os membros: cientistas, literatos, artistas, médicos, engenheiros, advogados, magistrados, membros da nobreza, oficiais do exército e da marinha, funcionários civis, empresários, professores e artesãos. O número de visitantes chegava a quase 1500 pessoas por ano.

Kardec, que desempenhava o cargo de presidente desde a criação da entidade, fatigado com o excesso de trabalho e aborrecido com as querelas administrativas, por várias vezes, externou o desejo de renunciar. Instado, porém, pelos mentores espirituais, continuou no exercício da presidência até a data de sua desencarnação.

O Codificador era rigoroso no cumprimento das disposições estatutárias e na disciplina na condução das atividades aí realizadas. Exigia de todos os participantes extrema seriedade e isso contribuiu para dar muita credibilidade à instituição e aos seus pronunciamentos acerca dos assuntos tratados. Era extremamente prudente e austero nos pareceres exarados e nunca permitiu que a Sociedade se tornasse arena de controvérsias e debates estéreis.

As atividades levadas a efeito, na época, podem ser apreciadas pela leitura do "Boletim" , usualmente inserido na Revista Espírita .

Embora tenha sido a SPEE a primeira entidade espírita oficialmente constituída, ela nunca teve sobre outras quaisquer vínculos de ascendência, filiação ou solidariedade material, e os laços que as unia eram apenas de identidade de objetivos e de troca de experiências.

Conforme mencionado na citada biografia, "a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas se viu sujeita a muitas vicissitudes" .. "Sobrepôs às calúnias e maledicências de toda sorte, firmou-se, cresceu e veio a ser modelo para numerosas associações de estudo e propaganda da Nova Revelação, posteriormente criadas na França e em várias outras partes do mundo, inclusive no Brasil".

Versão eletrônica do texto no site Portal do Espírito - www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/sociedade-parisiense.htlML

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ESSE TAL DE KARDECISMO

 

Introdução : A “língua do Lácio ” (latim), agregando o sufixo ISM O aos morfemas (palavras principais) fez surgir a derivação, palavras que se originam de outras e que representam a idéia ou ideal criado por uma pessoa ou uma coletividade como, por exemplo,as palavras darwin ismo , consum ismo , comun ismo . No mesmo sentido, o sufixo IST A significa “pessoa partidária de...” a exemplo de comun ista , darwin ist a

Allan Kardec é o pseudônimo gaulês do professor francês Hipolittè Leon Denizard Rivail, cognominado “mestre lionês”.

Por Allan Kardec não ter criado o Espiritismo, não há sentindo em se falar “ kardecismo ”, muito menos “ kardequismo ”. Quando neófitos (adeptos iniciantes) se utilizam desta descrição imprópria, é falha compreensível. No entanto, quando adeptos supostamente experientes, escritores, palestrantes, dirigentes, órgãos de divulgação e até mesmo “guias” formulam tal descrição, configura-se erro grosseiro, quase sempre camuflando preconceitos aos cultos afro-brasileiros (quimbanda, umbanda e catulada).

A Codificação sob os auspícios do próprio Jesus (Espírito da Verdade/A Verdade/Espírito de Verdade – ver Sistema mono-espírito em O Livro dos Médiuns-) e, a posteriori , sob o amparo de uma falange de entidades superiores, dentre elas João, o Evangelista, Emmanuel, Joanna de Angelis, Fènelon e tantos outros, teve como tarefa investigar os fenômenos ditos sobrenaturais/espectrais e através de método filosófico e científico dar-lhes parecer racional, afastando-se de crendices e personalismos.

Isto posto, não cabe a Allan Kardec a alcunha de “pai do Espiritismo”, ou coisa semelhante, mas de “ Codificador ”, ou principal organizador de milhares de perguntas cujas repostas foram recebidas através de cerca de 10 médiuns, oriundos de diversos países, com idade, sexo e condição intelectual variados.

Somente após 15 meses consecutivos de iniciação doutrinária surgiu, em 18 de Abril de 1857, a primeira edição de O Livro dos Espíritos, e dois anos mais tarde, em 18 de março de 1860, a segunda edição já revisada.

Por tudo isso, admiremos Allan Kardec e seus colaboradores espirituais (Zéfiro, Agostinho, etc.) e os do mundo físico, entre eles, sua esposa e crítica Amelié Boudet.

Assim, sem genuflexão idólatra, aceitação salvacionista, emocionalidades exaltadas e crenças exclusivistas, façamos o “Espiritismo de Vivos”, como diria Leopoldo Machado, compreendendo que Espiritismo é ciência, ciência da alma, que com seu aspecto filosófico promove o reencontro do Homem com Deus.

Diria Paulo, apóstolo: “Deus não faz acepção de pessoas” e sua Verdade, apesar de única, é como um rio onde cada um retira a sua parte seja uma gota, um cálice ou a quantidade que se transforma em oceano e se espraia.

Artigo: Dr.Luiz Claudio de Pinho ( palestrante,médico,teólogo e articulista espírita). Mensagem recebida correiofamiliar@yahoo.com.br

 

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CONDUTA MORAL-definição

Conduta moral é o conjunto de atitudes que revelam o caráter de cada pessoa, sua forma habitual de agir segundo as virtudes já conquistadas.

Daí as palavras de Kardec ¨ Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar as suas más inclinações¨.

 

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Nascer é uma possibilidade.

Viver é um risco.

Envelhecer é um privilégio

Transformar depende da vontade.

Realizar é nossa responsablidade ." (autor desconhecido)

 

 

MINUTOS DE SABEDORIA

Carlos Torres Pastorino

Não critique! Procure antes colaborar com todos, sem fazer críticas.A crítica fere, e ninguém gosta de ser ferido.

E a criatura que gosta de criticar, aos poucos, se vê isolada de todos. Se vir alguma coisa errada, fale com amor e carinho, procurando ajudar.

Mas, sobretudo, procure corrigir os outros, através de seu próprio exemplo.

 

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A LUZ  E  O SILÊNCIO

O Mestre que nos recomendou situar a lâmpada sobre o velador, também nos exortou, de modo incisivo:
– “Brilhe a vossa luz diante dos homens!”

Conhecimento evangélico é sol na alma.

Compreendendo a responsabilidade de que somos investidos, esposando a Boa Nova por ninho de nossos sentimentos e pensamentos, busquemos exteriorizar a flama renovadora que nos clareia por dentro, a fim de que a fé não seja uma palavra inoperante em nossas manifestações.

- Onde repontem espinheiros da incompreensão, sê a bênção do entendimento fraterno.

- Onde esbraveje a ofensa, sê o perdão que asserena e edifica.

- Onde a revolta incendeie corações, sê a humildade que restaura a serenidade e a alegria.

- Onde a discórdia ensombre o caminho, sê a paz que se revela no auxílio eficiente e oportuno.

Não olvidemos que a luz brilha dentro de nós.

Não lhe ocultemos os raios vivificantes sob o espesso velador do comodismo, nas teias do interesse pessoal.

Entretanto, não nos esqueçamos igualmente de que o sol alimenta e equilibra o mundo inteiro sem ruído, amparando o verme e a flor, o delinqüente e o santo, o idiota e o sábio em sublime silêncio.

Não suponhas que a lâmpada do Evangelho possa fulgurar através de acusações ou amarguras.

Enquanto a ventania compele o homem a ocultar-se, a claridade matinal, tépida e muda, o encoraja ao trabalho renovador.

Inflamando o coração no luzeiro do Cristo, saibamos entender e servir com Ele, sem azedume e sem crítica, sem reprovação e sem queixa, na certeza de que o amor é a garantia invulnerável da vitória imperecível.

Emmanuel-in  “Abrigo”, Francisco Candido Xavier)

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ROBERT HAPPÉ

In Consciência é a Resposta- editora Talento

(...) ¨Todos nós viemos para este planeta com o propósito de experenciar a nós mesmos como amor encarnado no corpo físico e, para, livremente expressar esta energia sagrada, o que ,no entanto não ocorre. Quando nós adentramos esta realidade tridimensional chamada planeta Terra, ficamos todos presos no seu campo energético denso e entramos em um estado de sono e entorpecimento denso e em que estamos apenas semiconscientes¨.

Conclusão - deixamos de realizar o que programamos na Espiritualidade por ficarmos entorpecidos no corpo denso que possuímos ao encarnar.

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PROGRAMAÇÃO ESPIRITUAL

Redação do Momento Espírita

Antes de renascer na carne, cada Espírito elabora uma programação a cumprir. Orientado por amorosos e sábios guias, ele se decide por determinadas vivências. Esse plano é habitualmente precedido de uma incursão pela memória do candidato à reencarnação. Salvo o caso de almas muito valorosas, a recordação é algo restrita, a fim de não desequilibrar o Espírito. É que uma parte muito considerável dos espíritos cometeu incontáveis equívocos antes de optar pelo bem.

A misericórdia Divina costuma lançar um véu sobre o passado, para permitir o soerguimento do ser. Mas chega uma hora em que ele já entesourou bastante compreensão da vida e se habituou a perdoar. Quando a alma se ocupa de amar e esquece de condenar é que pode recordar mais amplamente o que viveu.

A compaixão que aplica naturalmente ao semelhante a credencia a conhecer seu histórico e a perdoar-se também Enquanto o amor não domina o ser, este segue tateando em sua evolução.

Mas sempre conta com o apoio de amigos mais evoluídos, que o auxiliam a planejar as futuras vivências.

O livre-arbítrio é costumeiramente respeitado e ninguém se obriga a viver o que não deseja.

O Espírito, por sua conta e risco, pode protelar por um tempo o próprio reajustamento com as leis cósmicas. Entretanto, não há paz e bem-estar sem consciência tranqüila. Mais cedo ou mais tarde, ele resolve se dignificar perante os próprios olhos.

O espetáculo da felicidade dos bons espíritos é um estímulo tentador para quem segue na retaguarda. Entre permanecer desequilibrado e trabalhar pela própria felicidade, o trabalho parece altamente desejável. Certa exceção quanto à liberdade na escolha das provas e expiações ocorre no caso de espíritos muito endurecidos.  Se a liberdade integra a Lei Divina, o mesmo ocorre com o progresso.

Todos os espíritos devem evoluir para Deus. Quando conscientes, participam ativamente das decisões sobre o que precisam viver. É até comum que peçam provas demasiado rudes, no afã de progredir rapidamente. Então, os amigos espirituais buscam convencê-los a serem mais modestos em sua pretensão. É melhor avançar mais lentamente do que falir em um projeto grandioso.

Contudo, quando o Espírito é renitente no mal ou um contumaz preguiçoso, pode ser conduzido a uma existência que não deseja. Seres que enlouqueceram em vivências cruéis ou que perderam o discernimento em rebeldias contra as Leis Divinas são momentaneamente tutelados em seu refazimento.

O ser é tão mais livre quanto mais consciente de seus deveres. Não ocorreria a nenhum pai deixar a criança decidir se vai ou não para a escola. Como nenhum pai sensato obrigaria o filho a cursar uma faculdade que detesta. Em tudo, deve vigorar equilíbrio e respeito a quem tem maturidade para autodeterminar-se. Assim, com base em liberdade, responsabilidade e conhecimento do passado, são programadas as existências terrenas. Não se trata de um roteiro minucioso ou de um destino inexorável.

Alguns eventos marcantes são programados, mas a conduta a ser adotada é de inteira responsabilidade do reencarnante. Este é livre para comportar-se dignamente ou para rebelar-se e fugir ao dever que se apresenta em sua vida. O relevante é que ninguém é vítima indefesa de forças caprichosas ou arbitrárias.

Em tudo se tem a Justiça Cósmica, que aproveita erros e acertos humanos para conduzir os Espíritos à felicidade.

www.momento.com.br

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PENSAMENTOS DE LÉON DENIS

¨A alma se depura e se eleva pelo contato com os escritores de gênio e verdadeiramente grandes.¨

¨O pensamento dissipa as sombras do caminho, traça o caminho da humanidade.

Sua chama aquece as almas e embeleza os desertos da existência.¨

 

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OUTUBRO

 

MINHA PRIMEIRA INICIAÇÃO NO ESPIRITISMO

Foi em 1854 que ouvi falar, pela primeira vez, das mesas girantes. Um dia, encontrei o Sr. Fortier, o magnetizador, que conhecia há muito tempo; ele me disse: Sabeis a singular propriedade que se acaba de descobrir no magnetismo? Parece que não são somente os indivíduos que se magnetizam, mas as mesas que se fazem girar e caminhar à vontade. - "É muito singular, com efeito, respondi; mas, a rigor, isso não me parece radicalmente impossível. O fluido magnético, que é uma espécie de eletricidade, pode muito bem agir sobre os corpos inertes e fazê-los mover.

" Os relatos, que os jornais publicaram, de experiências feitas em Nantes e Marselha, e em algumas outras cidades, não podiam deixar dúvida sobre a realidade do fenômeno. Algum tempo depois revi o Sr. Fortier, e ele me disse: "Eis que é muito mais extraordinário; não só se faz a mesa girar magnetizando-a, mas a faz falar; interrogada ela responde . – Isto, repliquei, é uma outra questão; crerei nisso quando o vir, e quando se me tiver provado que uma mesa tem um cérebro para pensar, nervos para sentir, e que possa se tornar sonâmbula; até lá, permiti-me nisso não ver senão uma história de fazer dormir.

" Este raciocínio era lógico; eu concebia a possibilidade do movimento por uma força mecânica, mas, ignorando a causa e a lei do fenômeno, parecia-me absurdo atribuir inteligência a uma coisa puramente material. Estava na posição dos incrédulos de nossos dias que negam porque não vêem senão um fato do qual não se dão conta. Há 50 anos, se se tivesse dito, pura e simplesmente, a alguém que se podia transmitir um despacho a 500 léguas, e receber-lhe a resposta em uma hora, se vos riria na cara, não teriam faltado excelentes razões científicas para provar que a coisa era materialmente impossível. Hoje, quando a lei da eletricidade é conhecida, isto não espanta ninguém, mesmo os camponeses.

Ocorre o mesmo com todos os fenômenos espíritas; para quem não conhece as leis que o regem, parecem sobrenaturais, maravilhosos, e, por conseqüência, impossíveis e ridículos; uma vez conhecida a lei, o maravilhoso desaparece; a coisa nada mais tem que repugne à razão, porque se lhe compreende a possibilidade. Disso estava, pois, no período de um fato inexplicado, em aparência contrário às leis da Natureza, e que a minha razão repelia. Ainda nada tinha visto, nem nada observado; as experiências, feitas na presença de pessoas honradas e dignas de fé, me confirmaram na possibilidade do efeito puramente material, mas a idéia de uma mesa falante não entrava ainda no meu cérebro.

No ano seguinte, era no começo de 1855, encontrei o Sr. Carlotti, um amigo de vinte e cinco anos, que me entreteve com esses fenômenos durante quase uma hora, com o entusiasmo que punha em todas as idéias novas. O Sr. Carlotti era Corso, de uma natureza ardente e enérgica; sempre estimara nele as qualidades que distinguem uma grande e bela alma, mas desconfiava de sua exaltação. Foi oprimeiro que me falou da intervenção dos Espíritos, e me contou tantas coisas surpreendentes que, longe de me convencer, aumentou as minhas dúvidas. Sereis um dia dos nossos, disse-me. Não digo não, respondi-lhe; veremos isso mais tarde.

Algum tempo depois, pelo mês de maio de 1855, me encontrei na casa da sonâmbula, Sra. Roger, com o Sr. Fortier, seu magnetizador; encontrei o Sr. Pâtier e a Sra. de Plainemaison que me falaram desses fenômenos no mesmo sentido do Sr. Carlotti, mas num outro tom.

O Sr. Pâtier era um funcionário público, de uma certa idade, homem muito instruído, de um caráter sério, frio e calmo; sua linguagem firme, isenta de todo entusiasmo, fez sobre mim uma viva impressão, e, quando me ofereceu para assistir às experiências, que ocorriam na casa da Sra. de Plainemaison, rua Grange-Batelière, nº 18, aceitei prontamente. O encontro foi marcado para a terça-feira, mas, às oito horas da noite.

Foi lá, pela primeira vez, que fui testemunha do fenômeno das mesas girantes, e isso em condições tais que não me era mais possível a dúvida. Vi também algumas tentativas, muito imperfeitas, de escrita medianímica, sobre uma ardósia, com a ajuda de uma cesta. As minhas idéias estavam longe de ser detidas, mas havia ali um fato que deveria ter uma causa. Entrevi, sob essas futilidades aparentes e a espécie de jogo que se fazia desses fenômenos, alguma coisa de séria, e como a revelação de uma nova lei, que me prometia aprofundar. Logo se ofereceu a ocasião de observar mais atentamente do que não o havia feito ainda.

Em um dos saraus da Sra. de Plainemaison, conheci a família Baudin, que morava então na rua Rochechouart. O Sr. Baudin ofereceu-me para assistir às sessões semanais que ocorriam em sua casa, e para as quais fui, desde esse momento, muito assíduo. Essas reuniões eram bastante numerosas; além dos habituais, ali se admitia, sem dificuldade, a quem pedisse. As duas médiuns eram as Srtas. Baudin, que escreviam sobre uma ardósia com a ajuda de uma cesta, dita pião, descrita em O Livro dos Médiuns.

Esse modo, que exige o concurso de duas pessoas, excluía toda possibilidade de participação das idéias do médium. Ali, vi comunicações seguidas, e respostas dadas às perguntas propostas, algumas vezes mesmo a perguntas mentais que acusavam, de maneira evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. Os assuntos tratados eram geralmente frívolos; ocupava-se ali sobretudo de todas as coisas ligadas à vida material, ao futuro, em uma palavra, a nada de verdadeiramente sério; a curiosidade e o divertimento eram os principais móveis dos assistentes.

O Espírito que se manifestava habitualmente, tomava o nome de Zéfiro, nome perfeitamente em relação com o seu caráter e o da reunião; todavia, era muito bom, e se declarara o protetor da família; freqüentemente, se ele tinha a palavra para rir, sabia também, em caso de necessidade, dar sábios conselhos, e manejar, sendo o caso, o epigrama mordaz e espirituoso. Logo travamos conhecimento, e ele me deu, constantemente, provas de uma grande simpatia. Não era um Espírito muito avançado, mas, mais tarde, assistido pelos Espírito superiores, me ajudou nos meus primeiros trabalhos. Disse depois que deveria reencarnar, e dele não ouvi mais falar.

Foi lá que fiz os meus primeiros estudos sérios em Espiritismo, menos ainda pela revelação do que pela observação. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método da experimentação; jamais ocasionei teorias preconcebidas: observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; dos efeitos procurava remontar às causas, pela dedução e o encadeamento lógico dos fatos, não admitindo uma explicação como válida senão quando podia resolver todas as dificuldades da questão. Foi assim que sempre procedi em meus trabalhos anteriores , desde a idade de 15 a 16 anos.

Compreendi, desde logo, a seriedade da exploração que iria empreender ; entrevi, nesses fenômenos, a chave do problema, tão obscuro e tão controverso, do passado e do futuro da Humanidade, a solução do que havia procurado em toda a minha vida; era, em uma palavra, toda uma revelação nas idéias e nas crenças; seria preciso, pois, agir com circunspeção, e não levianamente; ser positivo e não idealista, para não se deixar iludir . Um dos primeiros resultados de minhas observações foi que os Espíritos, não sendo outros senão as almas dos homens, não tinham a soberana sabedoria, nem a soberana ciência ; que o seu saber estava limitado ao grau de seu adiantamento, e que a sua opinião não tinha senão o valor de uma opinião pessoal .

Essa verdade, reconhecida desde o princípio, me preservou do grande escolho de crer em sua infalibilidade, e me impediu de formular teorias prematuras sobre o dizer de um só ou de alguns. Só o fato da comunicação com os Espíritos, seja o que for que se possa dizer, provava a existência do mundo invisível ambiente; era já um ponto capital, um campo imenso aberto à nossa exploração, a chave de uma multidão de fenômenos inexplicados; o segundo ponto, não menos importante, era o de conhecer o estado desse mundo, seus costumes, podendo-se assim se exprimir; vi logo que, cada Espírito, em razão de sua posição pessoal e de seus conhecimentos, dele me desvendava uma fase, absolutamente como se chega a conhecer o estado de um país interrogando os habitantes de todas as classes e de todas as condições, cada um podendo nos ensinar alguma coisa, e nenhum, individualmente, não podendo nos ensinar tudo; cabe ao observador formar o conjunto com a ajuda de documentos recolhidos de diferentes lados, colecionados, coordenados e controlados uns pelos outros .

Agi, pois, com os Espíritos, como o teria feito com os homens; foram para mim, desde o menor ao maior, meios de me informar, e não reveladores predestinados. Tais foram as disposições com as quais empreendi, e sempre persegui os meus estudos espíritas; observar, comparar e julgar, tal foi a regra constante que segui. Até as sessões na casa do Sr. Baudin, não tivera nenhum objetivo determinado; comecei ali a procurar resolver os problemas que me interessavam do ponto de vista da filosofia, da psicologia e da natureza do mundo invisível; chegava a cada sessão com uma série de perguntas preparadas, e metodicamente arrumadas; elas eram sempre respondidas com precisão, profundidade, e de maneira lógica.

Desde esse momento as reuniões tiveram um outro caráter; entre os assistentes se encontravam pessoas sérias que por elas tomaram um vivo interesse, e se me ocorria de ali faltar, estava-se como inativo; as perguntas fúteis perderam seu atrativo para a maioria. De início, não tivera em vista senão a minha própria instrução; mais tarde, quando vi que isso formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, tive o pensamento de publicá-las para a instrução de todo o mundo.

Foram as mesmas perguntas que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, fizeram a base de O Livro dos Espíritos . No ano seguinte, em 1856, segui ao mesmo tempo as reuniões espíritas que se tinham na rua Tiquetone, na casa do Sr. Roustan e Srta. Japhet, sonâmbula. Essas reuniões eram sérias e mantidas com ordem. As comunicações ocorriam por intermédio da Srta. Japhet, médium, com a ajuda de uma cesta de bico. Meu trabalho estava em grande parte terminado, e tomava as proporções de um livro, mas pretendia fazê-lo controlado por outros Espíritos, com a ajuda de diferentes médiuns. Tive o pensamento de fazê-lo um motivo de estudos para as reuniões do Sr. Roustan; ao cabo de algumas sessões, os Espíritos disseram que preferiam revê-lo na intimidade, e me assinalaram, para esse efeito, certos dias para trabalhar, em particular, com a Srta. Japhet, a fim de fazê-lo com mais calma e também para evitar as indiscrições e os comentários prematuros do público. Não me contentava com essa verificação; os Espíritos dela me fizeram a recomendação.

As circunstâncias, tendo me colocado em relação com outros médiuns, cada vez que a ocasião se apresentava, disso aproveitava para propor algumas das questões que me pareciam as mais espinhosas. Foi assim que mais de dez médiuns prestaram a sua assistência para esse trabalho.

Foi da comparação e da fusão de todas essas respostas coordenadas, classificadas, e muitas vezes refundidas no silêncio da meditação, que formei a primeira edição de O Livro dos Espíritos , que apareceu a 18 de abril de 1857. Até o fim desse mesmo ano, as duas senhoritas Baudin se casaram; as reuniões não mais ocorreram, e a família se dispersou. Mas, então, as minhas relações começaram a se estender, e os Espíritos multiplicaram, para mim, os meios de instrução para os meus trabalhos ulteriores.

(recebido de A Era do Espírito- Extratos in Extenso dos Livros das Previsões Concernentes ao Espiritismo, Obras Póstumas 2ª parte)  

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PRECE DE KARDEC   ¨

Senhor! Pois que te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desígnios, faça-se a tua vontade! Está nas tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha boa vontade não desfalecerá, as forças porém, talvez me traiam. Supre a minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. Ampara-me nos momentos difíceis e, com o teu auxílio e dos teus celestes mensageiros, tudo envidarei para corresponder aos teus desígnios¨. Allan Kardec , ao saber de sua missão através do Espírito Verdade. ( Obras Póstumas).

 

PROTEÇÃO DO GUIA ESPIRITUAL DE KARDEC  

¨A proteção desse Espírito, cuja superioridade eu estava longe de imaginar, jamais, de fato me faltou. A sua solicitude e a dos bons Espíritos que agiam sob suas ordens, se manifestou em todas as circunstância da minha vida, quer a me remover dificuldades materiais, quer a me facilitar a execução dos meus trabalhos, quer, enfim, a me preservar dos efeitos da malignidade dos meus antagonistas , que foram sempre reduzidos à impotência.

Se as tribulações inerentes à minha missão que me cumpria desempenhar não me puderam ser evitadas, foram sempre suavizadas e largamente compensadas por muitas satisfações morai gratíssimas¨. (In ¨Obras Póstumas¨¨).

Devemos, todos nós, Espíritas, um preito de gratidão a Allan Kardec, o Codificador da Doutrina dos Espíritos. Se hoje temos o Consolador Prometido por Jesus, é graças ao trabalho incansável desse homem que em momento algum desanimou diante da enormidade da tarefa que o esperava.

Obrigado, Kardec.

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NOVEMBRO

 

ORAÇÃO

 

Muitos de nós pensamos em oração e ou prece, como uma recitação ¨decorada¨, que devemos enchaminhar a Deus, a Jesus ou aos nosso mentores. Mas a prece, para ser efetiva deve vir do coração, Vejamos , então, o que nos diz a Doutrina, bem como os comentários de Emmanuel e André Luiz. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer .  O Livro dos Espíritos , questão 659.

A prece é em tudo um poderoso auxílio na cura da obsessão. Mas, crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos. O Livro dos Espíritos , questão 479.

Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas. Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. O Livro dos Espíritos , questão 661.

Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas. Emmanuel - Vinha de Luz – 55, página 151.

A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior. Emmanuel - Vinha de Luz – 55, página 151.

A prece, no sentido a que aludimos, é sempre um atestado de boa-vontade e compreensão, no testemunho da nossa condição de Espíritos devedores... Sem dúvida, não poderá modificar o curso das leis, diante das quais nos fazemos réus sujeitos a penas múltiplas, mas renova-nos o modo de ser, valendo não só como abençoada plantação de solidariedade em nosso benefício, mas também como vacina contra reincidência no mal. Além disso, a prece faculta-nos a aproximação com os grandes benfeitores que nos presidem os passos, auxiliando-nos a organização de novo roteiro para a caminhada segura.Ação e Reação - página 259, André Luiz

Espiritismo e Proselitismo (1)

Robson Gonçalves - GEAE Ano 07 - Número 320 24.11. 1998

 

Ao longo de toda a história humana, o proselitismo sempre foi um importante fator de difusão das idéias religiosas. Obviamente, não estamos tratando o termo "proselitismo" em sentido pejorativo; muito ao contrário, entendemos proselitismo simplesmente como qualquer ação com o intuito de conquistar adeptos para uma determinada crença. Nesse sentido, as grandes pregações, as viagens apostólicas, as manifestações públicas de fé e mesmo os martírios foram poderosos instrumentos de divulgação doutrinária, contribuindo com o amadurecimento moral da humanidade e com a conquista de adeptos pelas doutrinas renovadoras. Na atualidade, diversos credos religiosos, dentre os quais o próprio Espiritismo, ganham espaço nos meios de comunicação de massa: programas de rádio, de televisão, periódicos, páginas na internet (como esta), todos são novos veículos de nossas atividades de divulgação.


Dos manuscritos da antigüidade às mensagens eletrônicas de hoje, porém, o objetivo é um só: facilitar a circulação de preceitos e a divulgação de nossas crenças, fazendo nossa mensagem chegar a mais e mais adeptos em potencial. Em uma única expressão, são todas manifestações de legítimo proselitismo. Afinal, qual de nós, acreditando ter descoberto um corpo doutrinário elevado e, ao menos em princípio, capaz de contribuir com a nossa paz de espírito, não vai querer partilhá-lo com aqueles que ama? Nesse sentido, toda atividade de divulgação das crenças religiosas é um ato de amor, e o próprio Espiritismo não cessa de afirmar que, muito mais do que pelo martírio da cruz, Jesus manifestou seu amor pela humanidade terrena descendo até a esfera material e suportando a opressão da convivência com espíritos muitíssimos menos evoluídos em um verdadeiro ato de renúncia, ato esse que culminou com seu sacrifício no Calvário.

Seu intuito não foi outro senão o de dar divulgação às verdades eternas Ele próprio, vivendo-as. Mas é no próprio Evangelho, cujo conteúdo é iluminado pela Revelação Espírita, que devemos buscar um marco capaz de separar o proselitismo legítimo da propaganda vazia e da opressão religiosa. Acredito, inclusive, que esta distinção pode contribuir diretamente para orientar nossa convivência com outros credos religiosos os quais, por sua vez, também estão envolvidos em diversas atividades proselitistas.(2) Na atualidade, é relativo consenso entre os estudiosos do comportamento humano que vivemos em um ambiente de excesso de informação.

Até há cerca de 200 anos atrás, a vida do cidadão comum era terrivelmente mais simples. O progresso material que obtivemos nesse período, além de restrito a uma parcela relativamente pequena da população do planeta, impôs um elevado custo em termos de uma tremenda complexidade da vida cotidiana. Andar pelas ruas das grandes cidades hoje é ser bombardeado por um fluxo contínuo de informações: sinais de trânsito, qualidade do ar, horário, propagandas colocadas por toda parte, jornais afixados nas bancas, cartazes colados nos muros. Necessariamente, esse volume imenso de informação acaba por encontrar limites na própria capacidade humana de assimilá-lo e processá-lo. Não é por outro motivo que o proselitismo moderno tem se deslocado das praças públicas para os meios de comunicação de massa. E a própria existência de um informativo como o do GEEA, capaz de colocar em contato pessoas ao redor do mundo com grande rapidez e eficiência, é prova de que o proselitismo religioso pode aproveitar-se desses meios de comunicação de forma eficaz. No entanto, é preciso estar atento para as perdas impostas, não pelos meios de comunicação de massa em si, mas por aquele excesso de informação a que nos referimos.

Quando se estabelece um meio e comunicação de massa, desde o "outdoor" até a internet, inicia-se uma verdadeira corrida entre aqueles que desejam fazer sua mensagem chegar até o público. Se alguém deixa de utilizar-se desse meio, certamente ficará em desvantagem em relação ao demais. Ao nível das empresas, por exemplo, se uma inicia uma estratégia mais eficaz de propaganda, as demais terão que seguí-la ou mesmo superá-la através da adoção dessa estratégia ou de outra ainda mais eficaz. Porém, as atividades de divulgação religiosa, assim como todas as outras atividades ligadas à comunicação, acabam se tornando vítimas de suas próprias tentativas de incrementar sua capacidade de se fazerem ouvir. Quando as estratégias de comunicação de massa se avolumam, o excesso de informação acaba fazendo com que as pessoas comecem a se tornar cada vez menos sensíveis ao conteúdo das mensagens.

A partir daí, ainda em uma tentativa de promover algum tipo de diferenciação, aqueles que desejam manter estratégias bem sucedidas de comunicação de massa acabam por privilegiar a forma com o intuito de chamar a atenção das pessoas, muitas vezes tentando simplesmente chocá-las. Os casos de campanhas publicitárias polêmicas ilustra esse fato. A discussão que se cria em torno da forma de comunicação acaba despertando um interesse quase irracional pelo conteúdo dos produtos, objeto das estratégias de "marketing". Em um extremo oposto, como poderíamos esquecer de recente campanha publicitária que se utilizou de crianças vestidas de animais para vender produtos alimentícios? Claramente, a pedra angular daquela campanha não foi o conteúdo dos produtos. De todo forma, tal fato demonstra que as pessoas tornaram-se menos sensíveis aos conteúdos das mensagens recebidas através dos meios de comunicação de massa. Apenas para sintetizar tal processo em uma palavra, a crescente perda de importância do conteúdo em favor da forma resulta na "massificação" da informação.

Dito isso, como relacionar tais fatos ao proselitismo religioso? Acredito que o ponto a reter aqui é que as atividades de divulgação do Espiritismo, ainda que possam e mesmo devam utilizar-se dos meios mais avançados de comunicação, jamais devem se deixar apanhar pela crescente desvalorização do conteúdo em favor da forma. Dois exemplos (um singelo e outro de grande significado Doutrinário) poderão ilustrar este ponto.

Certa vez, um colega de serviço perguntou a um nosso companheiro espírita: "Qual a sua religião?" Ao saber que ele era espírita, o tal colega afirmou: "Eu sabia...! Você parece mesmo espírita." Ouvindo esse diálogo, não pude deixar de perguntar ao primeiro afinal o que o fazia ter tal "desconfiança". O colega de serviço respondeu: "Vocês espíritas têm algumas coisas em comum. São pessoas mais calmas e mais otimistas. Ao mesmo tempo, vocês são muito discretos. Evitam grandes discussões religiosas com pessoas de outras crenças. Coisas assim". Ficou patente para mim, desde então, que a melhor propaganda de nossa Doutrina era a vivência de nossas crenças, a exemplo do que fez o próprio Jesus. A calma e o otimismo são verdadeiras virtudes espíritas, as quais devem estar presentes na vida de quem acredita que o acaso não existe, e que a verdadeira vida se vive com o espírito.

Naquele momento, também não pude deixar de lembrar da passagem evangélica que narra o encontro de Jesus com seus discípulos no caminho de Emaús, após o Calvário. Jesus se apresenta a seus discípulos com seu espírito materializado. Seu aspecto externo, porém, não é reconhecido pelos discípulos enquanto estão na estrada. Ao longo do caminho, eles discutem textos sagrados e, ao chegarem a Emaús, os discípulos o convidam para cear. Só então, com Jesus materializado sentado à mesa, Ele se faz reconhecer através da forma como parte o pão. Subitamente, seu espírito se desmaterializa. Os discípulos, ainda atônitos, se perguntam como não o reconheceram antes mas também dizem que, ao longo do caminho, enquanto mantinham aquela conversação elevada, seus corações ardiam com o vigor das palavras do Mestre. Fica a lição. Muito mais do que a mera forma exterior, é o teor de nossos atos e palavras que nos distinguem. Acredito que o principal motivo de esta narrativa tão singela ter sobrevivido nos textos sagrados do cristianismo é a ênfase que se dá através dela à importância da vivência doutrinária, da exemplificação viva da fé, e do aspecto enganador que o formalismo pode ter para nós, espíritos ainda tão distantes da perfeição. Nesta era de excesso de informações e de conteúdos cada vez mais colocados em segundo plano, os legítimos proselitistas espíritas, dentre os quais eu próprio me incluo, devem estar atentos. Devemos nos furtar a atividades de difusão de nossas crenças que, por qualquer motivo, sacrifiquem o conteúdo doutrinário em favor de uma enganosa maior "eficiência" em termos de divulgação e "conquista de novos adeptos". Felizes de nós, espíritas, enquanto pudermos ser reconhecidos por nossas virtudes, desde a fraternidade (máxima cristã), até o otimismo, a calma e a discrição (típicas de nossa Doutrina).

Da mesma forma, diante do proselitismo de outros credos, devemos sustentar uma atitude de respeito. Em primeiro lugar porque, assim como nós próprios, os legítimos proselitistas de outros credos estão envolvidos em uma atitude que visa compartilhar com o próximo uma crença que julgam poder contribuir com seu aprimoramento moral. Além disso, é um preceito elementar na atividade de comunicação que toda mensagem transmitida precisa ser assimilável por quem recebe. Não basta que um canal de tv gere o sinal da mais sofisticada programação se as pessoas só possuírem aparelhos de rádio. Assim, ainda que outros credos possam estar menos adiantados que nossa Doutrina em diversos aspectos morais e filosóficos, é possível que estejam prestando sua contribuição com o aprimoramento daqueles que se encontram ainda mais atrasados no caminho de sua própria evolução espiritual. Assim, se outros credos estiverem se utilizando dos meios de comunicação de massa e transmitindo mensagens religiosas de conteúdo moral e filosófico escasso mas com grande impacto por conta da forma, isto jamais deverá ser pretexto para que nós, espíritas, adotemos as mesmas práticas. É possível que o "sucesso" de tal atividade proselitista, em termos da conquista de novos adeptos, deva-se menos ao uso "eficaz" dos meios de comunicação de massa e muito mais à incapacidade da maioria de nossos irmãos de assimilar preceitos filosoficamente mais densos. Aqui, porém, cabe lembrar outro preceito retirado do Evangelho: quem não é contra nós, é a nosso favor. Fica, em resumo, minha tese singela de que os espíritas como nós, que buscam fazer bom uso dos novos meios de comunicação de massa, devem evitar a massificação doutrinária. A via mais fácil da "conquista" de um grande número de adeptos, se não estiver respaldada no nível de evolução espiritual de todos, cedo irá se mostrar um caminho enganoso, como toda "porta larga"

. (1) Proselitismo- catequese, apostolado,trabalho de convencimento.

(2)Proselitista-palavra muito usada em lugar de prosélito, como o mesmo significado.  

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SÁBIAS PALAVRAS  

"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão". Madre Teresa de Calcutá

¨O êxito ou o fracasso de sua vida, não depende de quanta força você põe em uma tentativa, mas da persistência no que fizer.  Abraham Lincoln "

¨ A violência só se cala diante da justiça e do amor. Mas de uma justiça que saia do papel e das palavras para se tornar realidade em todos os campos da sociedade." Allan Kardec

- "O homem superior compreende o que é certo; o homem inferior só compreende o que pretende impingir". Confúcio ¨Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos culpar, mas ao homem, que dela abusa, como abusa de todos de todos os dons que Deus lhe dá¨. Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 7.

¨ Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma¨. Mahatma Gandhi.

¨Censura os teus amigos na intimidade e elogia-os em público¨. Provérbio latino

¨O maior herói é aquele que faz do inimigo um amigo¨. Talmude.

 

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DEZEMBRO

O Amor segundo Paulo de Tarso

1 Coríntios 13

 

1. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor , serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

2. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto

de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

3. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

4. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

5. não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

6. não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

7. tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão havendo línguas,cessarão; havendo ciência, passará;

9. porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.

10. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.

 

 

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SOBRE O ESPIRITISMO E OS ESPÍRITOS

Redação do Momento Espírita

 

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.

Como ciência prática, consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações.

Os Espíritos não são, como muitas vezes se imagina, seres à parte na criação; são as almas dos que viveram na Terra ou em outros mundos.

As almas ou Espíritos são, pois, uma só e mesma coisa; donde se segue que quem quer que creia na existência da alma, por isso mesmo crê na dos Espíritos.

Negar os Espíritos seria negar a alma.

Em geral se faz uma idéia muito falsa do estado dos Espíritos.

Eles não são, como alguns pensam, seres vagos e indefinidos, nem chamas, nem fantasmas como nos contos de aparições.

São seres semelhantes a nós, possuindo um corpo como o nosso, mas fluídico e invisível em estado normal.

Quando a alma está unida ao corpo durante a vida, tem um envoltório duplo: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo físico; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito.

O perispírito é o laço que une a alma ao corpo; é por seu intermédio que a alma faz o corpo agir e percebe as sensações que este experimenta.

A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem.  A alma e o perispírito, separados do corpo, constituem o ser chamado Espírito.

A morte é a destruição do invólucro corporal.

A alma o abandona como quem deixa uma roupa usada, ou como a borboleta, que deixa a sua crisálida; mas conserva o seu corpo fluídico, seu perispírito.

O Espiritismo é muito claro ao revelar aos homens fenômenos naturais aos quais sempre se submeteu, mas que nunca antes pode analisar e entender.

Essa ciência de observação faz com que os fatos e verdades apresentados sejam irrefutáveis.

Essa doutrina filosófica dispõe regras de bem proceder, orientando os seres para uma conduta rumo à sua própria felicidade.

Regras que têm por alicerce maior a mensagem cristã, insuperável e inquestionável em todos os tempos.

Colocando-nos em contato com o Criador ainda, mostra-se como a religião por excelência, no mais puro significado deste vocábulo.

O fim essencial do Espiritismo é tornar melhores os homens.

Nele encontraremos o que possa concorrer para o seu progresso moral e intelectual.

A crença no Espiritismo só é proveitosa àquele de quem se pode dizer: Vale mais hoje do que ontem.

Isso implica entender que toda doutrina filosófica, toda religião, só fará sentido se promover o homem, se auxiliá-lo em sua melhoria.

Se servir apenas de fuga da realidade, de status social, de cabedal intelectual, de nada servirá.

Estamos aqui, na Terra, para o aprimoramento íntimo. Para sermos melhores do que já fomos. Para crescermos um tanto mais no amor.

Redação do Momento Espírita baseado no item I, do cap. II do livro O Espiritismo na sua expressão mais simples e outros opúsculos de Allan Kardec, ed. Feb.

 

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EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Entre todos, porém, que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que a guardam e a aplicam proveitosamente! Quão poucos se tornam dignos de entrar no reino dos céus! Eis por que disse Jesus: Chamados haverá muitos; poucos, no entanto, serão os escolhidos-E.S.E. cap. XVIII,item 2.

São eternas as palavras de Jesus, porque são a verdade. Constituem não só a salvaguarda da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade nas coisas da vida terrestre. cap. XVIII, item 9.

"Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos bons." - "Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo." São do Mestre essas palavras. Discípulos do Cristo, compreendei-as bem! cap. XVIII, item 1

 

A LÓGICA DE EINSTEIN


Duas crianças estavam patinando num lago congelado da Alemanha. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.

De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, o gênio Albert Einstein que passava pelo local, comentou:

- Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

- Pode nos dizer como?

- É simples, respondeu o Einstein. - Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

  'Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo, só depende de nossa vontade e perseverança.

(Albert Einstein)

  Conclusão:
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.

 

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  "Imagine todo o povo vivendo em paz, Você irá dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único. Espero que você um dia junte-se anós e o mundo será um só".

John Lennon, compositor, Inglaterra 1940-1980,canção Imagine.

 

JESUS E OS PEQUENINOS

“Vede, não desprezeis qualquer um destes pequeninos." — Jesus. (Mateus, cap. 18, v. 10.)

Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e à vestimenta.

Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação.

Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lamentável abandono.

A vadiagem na rua fabrica delinqüentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.

Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da natureza animalizada.

Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.

O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer “que nem só de pão vive o homem.

Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã.

Emmanuel ("Fonte Viva",157

Chico Xavier, FEB)

 

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PORQUE JÁ É NATAL

Senhor,

A Tua voz é o som perfeito que me embala o ser, e que me faz ouvir o murmúrio tranqüilizante dos astros.

O Teu olhar é como o brilho solar, que me aquece a alma fria, marcada pelo desalento e pela desesperança, nessa dura marcha para a elevação.

As Tuas mãos representam para mim o divino apoio, amparo que me impede de tombar, fragilizado como estou, nos rumos em que me vejo, ante a necessidade de subir.

As Tuas pegadas indicam-me as trilhas por onde devo me orientar nessa ausência de bússola moral com o entorpecimento da ética, quando desejo ir ao encontro de Deus.

As Tuas instruções, Jesus Nazareno, mapeiam para mim o território da paz, ensejando-me clareza para que saiba onde me encontro e como estou, para que não me perca nessa ingente procura dos campos de amor e das fontes de paz.

Os Teus silêncios falam-me bem alto a respeito de tudo o que devo aprender e operar nos recônditos de minh'alma, aprendendo tanto a falar quanto a calar, sempre atuando na construção do mundo rico de fraternidade que almejamos.

Agora, quando me ponho a meditar sobre tudo isso, meu Senhor, desejo exalçar o Teu nome, por toda a minha omissão dos milênios afora, embora a Tua paciente e dúlcida presença junto a mim.

Já é Natal na Terra, Jesus!

E porque é o Teu Natal, busco em Tua luz desfazer as minhas sombras; procuro em Tua assistência superar minhas variadas necessidades; quero no Teu exemplo de trabalho atender os meus deveres.

Porque é o Teu Natal, anseio por achar na Tua força a coragem de superar os meus limites; desejo ver na Tua entrega total a Deus o reforço para minha fidelidade ao bem e, na Tua auto-doação à vida, anelo tornar-me um servidor; no culto do dever que Te trouxe ao mundo, quero honrar o meu trabalho.

No Teu Natal, que esparge claros jorros de amor sobre o planeta, quero abrigar-Te no imo do meu coração convertido numa lapa bem simples, para que possas nascer em mim, crescer em mim e atuar por mim.

E, na magia do Natal, vibro para que minhas ações permitam que o Teu formoso Reino logo mais possa alojar-se aqui, no mundo, e que cheio de júbilo n'alma eu possa dizer que Te amo, que Te busco e que Te quero seguir, apesar da simplicidade dos meus gestos e do pouco que tenho para dar-Te, meu doce Amigo, meu Senhor.

Ivan de Albuquerqure-   Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 24.9.2007, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ

NATAL

 

Reparte o carinho que te envolve a noite santa.

Veste, alimenta e levanta o companheiro a chorar.

E, na glória do caminho dos teus gestos redentores, recorda por onde fores que o Cristo nasceu sem lar.

Irene S.Pinto, psicografia de Chico Xavier.

 

 

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JESUS

 

(palavras de Emmanuel)

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