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2007
JANEIRO
FEVEREIRO

MARÇO

 

JANEIRO

Cientistas encontram a alma
Carlos de Brito Imbassahy

 

Foi nos idos anos de 44/45, meses antes de terminar a II Grande  Guerra que se teve notícia de que cientistas italianos, financiados pelos nazistas, estavam fazendo um estudo, à época, conhecido como bebê de proveta.
    Do estrondoso noticiário veiculado naquela ocasião, o que se pôde deduzir é que eles haviam chegado à conclusão de que, referindo-se a mulheres sadias, essas só se apresentavam férteis se estivessem dotadas de um campo de energia atuante em seu ventre. Campo esse que acompanhava o feto ao nascer.
    Isso justificava o motivo pelo qual algumas senhoras tivessem apenas um ou dois filhos e não mais engravidassem, embora acompanhados do mesmo parceiro, sem resguardos nem preocupações específicas para evitar a gravidez.
    Na época, a Física dava início a um profundo estudo sobre campos de energia e estava em voga suas pesquisa, por interesses bélicos, até. Desenvolvendo suas pesquisas, os italianos conseguiram descobrir que, se mudassem a freqüência do campo térmico, conseguiriam chocar ovos de galinhas recém-postos em pouco mais de 48 horas, sem necessidade dos 21 dias tradicionais.
    Assim, tudo indica que eles idealizaram a possibilidade de criar, em torno de uma proveta, um campo semelhante ao detectado no ventre materno e, desse modo, inserindo um óvulo e os genes masculinos, obteriam um bebê fabricado na proveta, como se aquele campo artificial pudesse dispor das condições de vida espiritual para animar um ser humano.
    É claro que, sendo eles materialistas, achavam que qualquer campo artificial, igual ao que a futura mãe possuía, fosse capaz de gerar o feto.
    Logo em seguida, a guerra terminou. Livre do jugo nazista e independente dele, a Itália voltou a ser um país como dantes. Aproveitou-se disso o Papa Eugênio Pacelli (Pio XII) para proibir tais pesquisas, sob a premissa de que feriam as leis da Criação, ou coisa que o valha.
    E ninguém mais soube a que conclusões chegaram os experimentadores. Passam-se os tempos. Trinta anos após, os suecos conseguem armar um espectrógrafo, aparelho comum em nossas CTI e UTI, capaz de detectar a presença de um campo energético no paciente moribundo, campo esse que abandonava o corpo do mesmo no ato do trespasse. Deram-lhe o nome de alma. Ou melhor, atribuíram ao referido campo a concepção que se tinha de alma.Acoplaram um dinamômetro à aparelhagem e conseguiram medir, por diferença de peso, que a pessoa viva, no ato da morte, ao perder esse
campo, também perdia o equivalente a 22g de ação de energia. Esta experiência é conhecida como a pesagem da alma. Concluíram, assim, que a dita alma é que dava condição de vida ao organismo, dotando seu corpo somático de personalidade e que, sem ela, tal corpo vira cadáver, apesar de suas células continuarem vivas. Logo, não seriam essas células orgânicas as responsáveis pelo princípio vital daquele organismo. Muito ao contrário, elas perdiam sua vitalidade, gradativamente, com o afastamento do aludido campo dito alma.
    Dando prosseguimento aos estudos suecos, Harold Saxton Burr conseguiu aperfeiçoar o espectrógrafo de suas pesquisas a ponto de obter resultados específicos a esse campo, dito alma, e que ele intitulou de life's field (campo de vida). Aliás, nome este dado ao seu livro sobre o tema. O que poderíamos nós deduzir disso tudo?
    Primeiramente, à luz dos estudos de Kardec, concluiríamos que o campo detectado pelos italianos, atuando no ventre materno, provavelmente correspondesse ao perispírito do ser encarnante ou esperando oportunidade para se encarnar.
    Justifica-se tal hipótese porque ele acompanha o feto e não mais continua ativo no ventre materno.
    Posteriormente, os suecos detectam esse campo, provavelmente o mesmo, já que da pesquisa italiana nada restou.. Ele dota o organismo humano de vida e de personalidade, portanto, representa, sem dúvida, a alma ou parte do espírito encarnado do indivíduo, pois, ao se afastar do corpo, abandonando-o, dita-lhe a morte (ou desencarnação).
    As mesmas células orgânicas de que dispunha o organismo humano continuam vivas, porém, perdem sua principal característica, definhando e transformando o corpo em cadáver, esvaindo-se assim, o princípio vital.
    Pode-se, portanto, concluir que o primeiro passo científico para a comprovação da existência da alma foi dado e que nada, até então, contraria a tese espírita reencarnatória
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.O LIVRO DA VIDA


    Benjamin Franklin, inteligência privilegiada do século 18, mais conhecido entre nós pela sugestão do uso de pára-raios em grandes edifícios, escreveu certa vez:
    “Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso acreditar que exista o aniquilamento das almas.
Também não posso acreditar que Deus queira suportar o esbanjamento de milhões de mentes já feitas, que agora existem, e dar-se ao contínuo trabalho de fazer outras, novas.
Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei.
E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha. Espero, contudo, que a errata da última seja corrigida.”
    Possivelmente em um momento de bom humor, mas firme nesse seu ponto de vista, Franklin escreveu seu próprio epitáfio:
 “O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho, seu conteúdo despedaçado e despido de seu título e de seus dourados aqui jaz,.alimento para os vermes. Mas o trabalho não será  perdido.
Pois, como ele acredita, aparecerá mais uma vez, em nova e mais elegante edição, revista e corrigida pelo autor.” 
    Vemos que o grande cientista acreditava, não somente na imortalidade da alma, mas também na reencarnação.
    E, como ele, podemos dizer que a nossa vida é um livro que estamos escrevendo e estudando todos os dias.
    Os nossos atos vão compondo novas páginas, os nossos pensamentos vão nele sendo impressos. Cada capítulo que concluímos, pela maturidade que vamos alcançando, é mais rico.
    Nenhum capítulo é somente dor. Como nenhum é de total êxtase.. Lágrimas e dores se confundem, tornando a obra um best-seller.
    Cada vida é um livro inédito, sem igual. É bom lembrar, no entanto, que, quando um autor lança um livro pede a alguém competente no assunto que faça a apreciação do seu trabalho.
Essa apreciação passa a constar como prefácio da obra.
    De outras vezes, é o autor mesmo que apresenta a sua obra. No prefácio ele oferece ao leitor dados sobre o conteúdo, razão e finalidade dos seus escritos.
    As pessoas quase sempre deixam de ler essa parte e começam a ler o assunto principal.
    Justamente por essa forma errada de ler, menosprezando as explicações do autor ou do prefaciador, muito do conteúdo poderá ficar sem um bom entendimento.
    O livro da nossa vida também possui um prefácio. É nele que anotamos os projetos e falamos dos nossos objetivos na presente existência. É no prefácio que assinalamos as diretrizes que deveremos seguir. Por essa razão, pelo menos uma vez por ano devemos reler o prefácio do livro da nossa vida. Isto para termos refrescada a memória sobre o que desejamos fazer da nossa existência.
   Porque viver não é somente respirar, saciar as necessidades básicas de alimentação, repouso e lazer. Viver é oportunidade de crescimento, de progresso. Ninguém nasce para ser um fracassado, derrotado. Cada qual nasce para um grande objetivo: se tornar melhor, subir um degrau na evolução.
    Relendo o prefácio do livro da nossa vida, recordando porque nos encontramos aqui, poderemos realizar as correções devidas para aproveitar esta oportunidade, de forma ampla. Poderemos lembrar de retornar àquele curso que começamos e desistimos. Ou talvez que devamos retornar ao seio da família que um dia largamos, em algum lugar.
    Possivelmente nessa lida do prefácio, recordaremos da intensa necessidade de Deus, da religião. Talvez, em algum momento, reguemos com lágrimas as páginas do prefácio, enquanto a memória reavivada nos remete ao doce aconchego da prece.


Pensemos nisso!

Será hoje o momento de proceder à leitura do prefácio do livro da nossa vida? 
( Momento Espírita)

 


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CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES


 (...) Saídos das mãos do Criador, puros e ignorantes acerca do bem e do mal, assumimos corpos materiais que nos servem de instrumento para progredir nos mundos onde somos chamados a viver. Cada encarnação nos oferece uma oportunidade de aprendizado: moral e intelectual. Pela justiça e bondade divinas, cada um de nós terá oportunidades semelhantes de submeter-se  a provas, cuja finalidade é desafiar nosso Espírito, para que ele desenvolva o potencial de inteligência e amor que foi depositado nele,  pelas mãos de Deus, no momento de sua criação.
    Nada nos é imposto, podendo alterar-se o calendário das ocorrências que nos foram propostas, antes de reencarnarmos, a qualquer momento que queiramos.  Isso significa que a maior parte das ocorrências  de nossa vida não está escrita , como muitos pensam, mas são programas que podem ser modificados por nós, segundo nosso livre-arbítrio, a qualquer momento. Nossa vida seria, então, uma página em branco. Podemos “rascunhar” mil projetos antes de vir para esse mundo, visando nosso aprimoramento, mas não colocá-los em prática, assim como podemos assumir muitas responsabilidades que não estavam em nosso projeto inicial, suavizando ou agravando nossas provações, conforme as escolhas que fizermos.
    Normalmente os Espíritos que estão passando pelas provas entendidas como desafios e lutas necessárias ao progresso, enfrentam as dificuldades com resignação e coragem, tornando-se modelos a serem seguidos pelas outras pessoas.
    Diferente é o caso das expiações: são impostas e irrecusáveis pelo Espírito, pois, se constituem na medicação amarga necessária à cura da alma infratora.  Assim, o delinqüente espiritual sofre, em si mesmo, as dores que fez  outros sofrerem, para despertar  sua consciência a respeito da má ação  que praticou.   Mas a finalidade desse sofrimento é a reeducação da alma falida, perante a lei divina e não a  mera punição pelo crime cometidos. Deus não castiga nenhum de seus filhos, pois, os criou falíveis, imperfeitos, mas destinados a atingir a perfeição, por méritos próprios.
    Desse modo, muitas doenças físicas e mentais, de origem genética, sem possibilidade cura, representam expiações que facultarão ao indivíduo reparar  os erros e libertar-se da consciência de culpa.  (...) Interessante compreender, portanto, que nem toda prova é uma expia; cão, mas toda expiação serve como uma prova  para o Espírito. Geralmente quem expia, reclama, quem é provado, demonstra resignação e coragem.
    O perdão divino às nossas faltas não significa o esquecimento delas, mas sim a oportunidade de reparação do erro cometido.
    O “carma” desse modo  não é algo fixo, inexorável. Pode ser modificado por atitudes positivas do infrator.  Se a finalidade da expiação é o reequilíbrio  da alma, então o sofrimento não é necessário, mas constitui-se num dos recursos para levar a este reequilíbrio. .  “O amor cobre a multidão de pecados ( Pedro, I, cap. 04,08), ou seja, a ação no bem é capaz  de desviar de nós muitas dores expiatórias.   Não é difícil entender esse  raciocínio. Basta pensar: se um filho cometeu muitos erros, mas compreende esses erros, arrepende-se deles e se propõe  a repará-los, por que seu pai iria puni-lo? Porém, se ao contrário, o filho rebelde continua cometendo erros e não se modifica perante as tentativas de reeducação oferecida pelo pai, resta a este genitor puni-lo, de forma que ele possa despertar  e compreender que essa atitude não será tolerada, pois, fere as leis estabelecidas pelo pai. Assim age Deus conosco: quando erramos, sofremos, por ter nos distanciado da lei do amor. Esse sofrimento, porém, nos alerta sobre a escolha errada que fizemos e nos leva a  buscar o caminho de volta”.


 (...) NUNCA DIGA;  “ESTOU SOFRENDO”.  DIGA SEMPRE: “TENHO UM GRANDE DESAFIO EM MINHA VIDA””.(extraído do Livro “Seja Feliz, diga não à depressão”, dra. Elaine Aldrovandi, editora EME.)

 

AS ESCOLHAS DA VIDA

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade.
Em pouco tempo, a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.
Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e
retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras de porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.
Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:
    Se vocês repararem, pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e  deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse.
    Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo
O que vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros.
    Agora pensem nisso: A Vida é o café, dinheiro e posição social são as xícaras.
Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a Vida e o tipo de
xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de Vida que vivemos.
    Às vezes, ao concentrarmo-nos apenas na xícara, deixamos de saborear o  café que Deus nos deu.
    Deus côa o café, Mas xícaras..não são importantes.  Saboreiem  o seu café. (autor desconhecido).


PRINCÍPIO  DO VÁCUO.
(Joseph Newton)


    Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?
    Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo? E dentro de você?
    Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?  Não faça isso. É antiprosperidade.
    É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
    Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
    Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais.
    A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar  Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades. Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:
primeira, você não confia no amanhã e, 
segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!
(From: Coramel, via A Era do Espírito)


.TOQUES DE SERENIDADE


    Angústia? Ao que se conhece, todo tratamento para supressão da ansiedade está baseado ou complementado pelo serviço em favor de alguma causa nobre ou em auxílio de alguém.
    Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção...
    Injúrias e perseguições? Os que agravam o próximo são doentes necessitados de internação na clínica do silêncio e da prece.
    Faça o melhor que puder, em qualquer situação, com tamanho devotamento à felicidade alheia, que não sofra arrependimento ou remorso em tempo de crise.
    Se você almeja situações que presentemente não consegue alcançar, faça o melhor que possa, onde esteja, e, sem dúvida, trabalhando sempre, você atingirá o lugar que deseja.
    Se você receia a velhice do corpo, lembre-se de que a resistência física avançada no tempo não é a noite de hoje e sim o alvorecer de amanhã... (André Luiz, in  "Canteiro de Idéias", F.C.Xavier, editora IDEAL).


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FEVEREIRO

EFEMÉRIDES ESPÍRITAS-FEVEREIRO

26/02/1842
Nasce Camille Flammarion, astrônomo e divulgador da Doutrina dos Espíritos.
06/02/1832
Realiza-se o casamento de Allan Kardec com a professora Amélie Gabrielle Boudet.
17/02/1827
Desencarna o grande mestre de Kardec, João Henrique Pestalozzi.
18/02/1891
É fundado pelo Dr. Bezerra de Meneses o “Grupo Espírita Regeneração”.

 

O Conforto que vem de Deus

(Elio Mollo).   

No livro “O SERMÃO DA MONTANHA”, o escritor espiritualista Huberto Rohden diz o seguinte; “Muitos sabem falar de Deus. Algunsaté sabem falarcomDeus. Masquaseninguém sabe calarperanteDeusparaqueDeus possa lhefalar”. Para que possamos tratar desse assunto, primeiramente, temos que compreender como age nosso pensamento no universo em que vivemos e de que forma ele se movimenta.
    Na questão 27 de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, obra codificada por Allan Kardec, lemos a seguinte resposta dos Espíritos superiores: “Há doiselementosgerais do universo, a matéria e o Espírito, e acima de tudoDeus, o criador, o Pai de todas as coisas. Deus, Espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindadeuniversal. Mas ao elementomaterial tem-se quejuntar o fluidouniversal, quedesempenha o papelintermediárioentre o Espírito e a matéria”.
    É através do fluido universal que os Espíritos se comunicam entre si, ou com os encarnados e vice-versa. Quando oramos, ou seja, quando estamos sintonizados com Deus, ocorre o mesmo, pois é através desse fluido que nos comunicamos com Ele.    A distância que nossa prece alcançará através desse fluido dependerá da intensidade de nossa fé e da sinceridade. Assim, quanto mais intensas forem nossa fé e nossa sinceridade, mais perto de Deus nossa prece chegará.
    Diz Allan Kardec, no livro “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (cap. XXVII, item 10): “O Espiritismonos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nossoapelo, seja quando o nossopensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessárioimaginartodos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluidouniversalque preenche o espaço, assimcomo na terra estamos envolvidos pelaatmosfera. Essefluido é impulsionado pelavontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do arsão circunscritas, enquanto as do fluidouniversal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige paraalgumser, na terraou no espaço, de encarnadopara desencarnado, ouvice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.
    A energia da correnteguardaproporçãocom a do pensamento e da vontade. É assimque os Espíritos ouvem a precequelhes é dirigida, qualquerque seja o lugaronde se encontrem, assimque os Espíritos se comunicam entresi, quenos transmitem suasinspirações, e que as relações se estabelecem à distânciaentre os própriosencarnados”.
    Igualmente, através desse fluido, Deus nos conforta e nos dá energia para enfrentarmos bem as dores pelas quais passamos em nosso dia a dia. A grande maioria dessas dores são frutos de nossa imprevidência, são violações que cometemos contra as Leis Divinas sem nos darmos conta. Entretanto, quando transgredidas, essas leis reagem de maneira a nos chamar a atenção em forma de dor. Se não encontramos os motivos  nesta vida é porque as infringimos numa outra, pois somos Espíritos que tivemos muitas encarnações no passado e a reparação dos erros cometidos em encarnações pretéritas é uma necessidade natural.
    Temos diversas espécies de dores: emocionais, sentimentais, dificuldades de relacionamento, perda de bens materiais, de emprego, de entes queridos e por aí a fora, porém, somente quando essas dores atingem um grau insuportável nossos pensamentos se voltam para Deus, na busca de conforto. Nessa hora, tentamos orar, procuramos uma religião, ou algum lugar que nos alivie a dor, que vem para nos despertar e dizer que devemos evoluir e meditar o que fazer para nos livrarmos dela e alcançarmos o crescimento espiritual.
    Se formos a um Centro Espírita, obteremos orientação, seremos encaminhados para uma assistência espiritual adequada e receberemos os fluídos necessários para o nosso restabelecimento. Em nota às questões 68, 69 e 70 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec diz: “Quando a quantidade de fluidovital se esgota, pode tornar-se insuficientepara a conservação da vida, se não for renovada pelaabsorção e assimilação das substânciasque o contém”. É como se a bateria de um carro ficasse fraca e necessitasse ser recarregada.
     Como recarregar esse fluido em nosso organismo?
    Se a fraqueza não atingiu o corpo físico, podemos começar a recarregá-la através da prece dirigida a Deus, feita por nós mesmos ou por outras pessoas; de palavras de conforto dirigidas a nós; de palestras instrutivas (principalmente evangélicas); de passes e da modificação de pensamentos (exemplo: de pessimistas para otimistas). Isso tudo, porém, dependerá de como fazemos a prece, assimilamos as palavras que ouvimos e utilizamos os fluidos oferecidos a nós por intermédio do passe, ou seja, tudo dependerá de nós

Se o corpo físico já foi atingido, além dos cuidados da prece, das palavras amigas e do passe, deveremos também receber os cuidados que a medicina nos oferece.
    Em nota à questão de nº 70 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Kardec diz: “O fluidovital se transmite de umindivíduo a outro. Aqueleque o tem emmaiorquantidade, pode dá-lo ao que o tem pouco e, emcertoscasos, restabelecer a vidaprestes a se apagar”. Podemos deduzir que, em havendo alguma anomalia em nosso organismo, poderemos receber assistência através da fluidoterapia, geralmente chamada passe. Assim, podemos ser assistidos nas doenças de ordem física, ou de ordem espiritual, mas a eficácia dessa assistência dependerá da vontade de quem a recebe.
    No salmo 46:10 encontramos a seguinte frase: “Aquieta-te, eu sou Deus”.
    Na maioria dos momentos de aflição, entretanto, fazemos muito barulho, com queixas, murmúrios, revoltas, etc, quando deveríamos nos aquietar e ver o que Deus tem para nós. Nada acontece por acaso. Tudo tem sua razão de ser. É hora de reflexão, então, aquietemo-nos, sintonizemo-nos com Deus e tenhamos a certeza que Ele nos enviará o conforto necessário. Ele é nosso Pai e nos quer bem.
  gegegegegege


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A FÉ E A ESPERANÇA   

  A fé e a esperança são amigas inseparáveis. Poderíamos dizer que a fé está para a esperança como o Sol está para a Lua.
  A Lua não tem luz própria: reflete aquela que recebe do Sol. Daí porque a Lua difunde raios pálidos e isentos de calor, enquanto o Sol espalha raios intensos e fúlgidos que, além de iluminar, aquecem e vivificam.
  O Sol é a própria luz; a Lua não é, reflete a luz recebida. Assim, a fé é como o Sol. É força comunicativa que se irradia do coração de quem a tem e se reflete no coração de outrem gerando neste a esperança. 
    Jesus tinha fé. Seus discípulos tinham a esperança gerada pela fé exemplificada de seu Mestre.   Assim também os corações que se aproximam de Jesus e estabelecem com Ele certa comunhão, iluminam-se com a luz patente do Seu imaculado espírito. 
    A Lua clareia os caminhos em noites escuras tal qual a esperança nos sustenta nas horas de trevas.   O Sol ilumina e fecunda a estrada da vida, como a fé fortalece as fibras íntimas da alma, robustecendo-a na caminhada para Deus.  O Sol é energia: movimenta, vivifica, ativa e produz.  A luz amortecida da Lua mostra os obstáculos; a luz brilhante e vívida do Sol distingue e remove os tropeços dos caminhos da vida. 
    A esperança faz nascer no coração do homem as boas e nobres aspirações; só a fé, porém, as realiza.  A esperança sugere, a fé concretiza.  A esperança desperta nos corações o anseio de possuir luz própria, conduzindo, portanto, as criaturas à fé.
    Quem alimenta a esperança está, invariavelmente, sob o impulso da fé que lhe vem de alguém. A força da fé é eminentemente conquistadora.   Quem admira os exemplos e os feitos edificantes, põe-se, desde logo, em harmonia com o poder de quem os realizou. Este, projeta naqueles suas influências benfazejas: é o Sol fazendo a Lua refletir a sua luz, ou seja, a fé gerando a esperança.  
    Saulo de Tarso, doutor da lei e membro do sinédrio, após conhecer e absorver os ensinos do Sublime Carpinteiro de Nazaré, passou a refletir com fidelidade as verdades da Boa Nova. Contagiado pela fé dos discípulos singelos do Meigo Rabi, chamados homens do caminho, dispõe-se a reformular sua vida, passando de perseguidor a defensor ardoroso das idéias cristãs, convertendo-se no grande pregador Paulo, também chamado Apóstolo dos gentios.
   Foi refletindo a fé do Cristo que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio de cabeça erguida e serenidade no olhar. 
    Bem-vinda seja a esperança! Bendita seja a fé! Uma e outra espancam as trevas interiores. 
Que seria da alma encarcerada na carne se não houvesse fé, nem esperança?
Pense nisso!
    Se é doce ter esperança, é valor e virilidade ter fé.  Enquanto a esperança suaviza o sofrimento, a fé neutraliza seus efeitos depressivos.  Se a esperança nos sustenta nas lutas deste século, a fé nos assegura desde já a vitória da vida sobre a morte. 
(Baseado no livro EmTorno do Mestre, cap. Fé, Esperança e Caridade – momentoespírita).

 

CRENÇA E CONHECIMENTO   

  Não é raro se ouvir afirmativas como “eu creio que vai chover”, “creio que vai fazermuitofrioesteano, creio que vou para o céuoupara o inferno”, etc.
    Sem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.
    No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.
    Certamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.
    Não poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.
    Nesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.
    Acreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.
    Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.
    E eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.
    Mas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria.
    Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.
    Comece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza da alma. 
    Se uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.
    Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.
    Que utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.
    Se o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?
     “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
    O que Deus faria com as coisas de César?
    O que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?
    Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.
    Se você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudaram a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida. 
    “A cadaumsegundosuasobras”, afirmou Jesus. Ele é um espírito que possui autoridade intelecto-moral para nos orientar sobre as verdades da vida, pois já trilhou o caminho que hoje estamos percorrendo.
    Ao dizer: “Antesque Abraão fosse, eu sou”, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.
    Jesus prescreveu o amor a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo. Eis um guia seguro, que nos conduzirá à felicidade eterna.
    E amar a Deus é conhecer suas leis e vivê-las. As leis naturais e as leis morais.
    Mesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.
    Em vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.
    Somente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.
    Pense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.
TC 20/11/2006 -Equipe de Redação do Momento Espírita( A Era do Espírito).


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PROPÓSITO  DA REENCARNAÇÃO   

O Espírito encarna e reencarnará inúmeras vezes com a finalidade de progredir. Gradualmente, ele sai da ignorância e cresce em conhecimentos e em moralidade.Esse processo é vasto e demanda incontáveis existências.
    Nesse longo caminhar, vagarosamente o Espírito inteira-se do teor das leis divinas, que se encontram inscritas em sua consciência.
    As leis divinas constituem um roteiro de felicidade.Quem consegue adaptar sua vontade e seu proceder aos estatutos divinos, apressa e ameniza sua evolução para Deus. Todo ato contrário às leis soberanas gera desequilíbrio, a exigir reparação.
    Conforme a extensão das conseqüências, o ato de reparar pode demandar inúmeras encarnações. Muitas vezes um homem consegue ignorar e sufocar a própria consciência durante um tempo. Não raro, grandes criminosos terminam seus dias terrenos na abastança.
    No plano espiritual, tudo muda de figura. Entre as encarnações, o Espírito contempla, no cenário da própria consciência, os atos que praticou.  Ele vislumbra todas as conseqüências que advieram de seu proceder. E se vê tal qual é, sem ilusões ou desculpas. Alguns recalcitram no reconhecimento da própria realidade.
    Entretanto, permanecem desequilibrados e sofredores, enquanto isso não se dá. Não existe a figura do Espírito culpado, mas feliz. Os pensamentos e os sentimentos do Espírito desencarnado são muito intensos e claros.
    O corpo físico funciona como um quebra-luz, que diminui a agilidade mental e abafa as percepções e sensações. Sem o corpo, tudo se torna muito vívido e vibrante. Um Espírito delinqüente padece enormemente por conta do remorso. Seus sofrimentos morais possuem uma pujança impossível de ser concebida por quem está encarnado. Para atenuá-los, ele se decide pelas mais dramáticas e sofridas encarnações, sem titubear. Tudo parece preferível a suportar tão angustiantes impressões.
    Isso bem evidencia a sabedoria do preceito evangélico segundo o qual devemos nos acertar com os inimigos, enquanto estamos ao lado deles.
    É prudente resolver imediatamente as pendências que temos com o próximo, sem acumular dívidas na consciência. 
    Por outro lado, como tudo é muito intenso no plano espiritual, isso também ocorre com a felicidade. A alegria do dever bem-cumprido, de estar em perfeita paz, tudo se multiplica ao infinito.
    O Espírito devedor percebe a diferença entre sua condição e a de quem cumpriu o próprio dever. Para passar de um estado a outro, decide-se a enfrentar algumas dificuldades na terra.
Por isso, quando o Espírito programa sua existência futura, age com lucidez.  Posteriormente, esquecido do que o moveu, muitas vezes reclama das agruras da vida. Mas as dificuldades são desafios destinados a fazer surgir o melhor que existe no ser.
    Elas se destinam a promover a reparação do passado de enganos e gerar novos conhecimentos. Seu corajoso e digno enfrentamento descortina um amanhã luminoso, pleno de paz. Assim, não reclame de sua vida.
    Seja digno e correto, em todas as circunstâncias.
    Não se preocupe com os equívocos alheios. 
    Cada qual dará contas de seus atos à própria consciência.
    Sua tarefa consiste em melhorar-se, sempre e cada vez mais Para isso você nasceu.
(DP 29/11/2006.  Equipe de Redação do Momento Espírita).


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MARÇO

COMO CONCILIAR LIVRE-ARBÍTRIO  COM PRESCIÊNCIA DIVINA? 

Rogério Coelho

 

Na esfera individual, o livre-arbítrio é o único elemento dominante. A existência de cada homem é resultante de seus atos e pensamentos.” -  Emmanuel[1]. Perante o conhecimento antecipado que Deus tem de todas as coisas, pode-se verdadeiramente afirmar a liberdade humana? Eis aí um árduo problema de metafísica!...
Em sua obra admirável, Léon Denis vem em nosso socorro em tão intricado assunto, informando-nos que esta “questãoaparentemente complexa e árdua que faz correrrios de tinta possui solução das mais simples. Mas o homemnão gosta de coisas simples; prefere o obscuro, o complicado, e não aceita a verdade senão depois de ter esgotado todas as formas do erro...
Deus, cuja ciência infinita abrange todas as coisas, conhece a natureza íntima de cada homem e as impulsões, as tendências, de acordo com as quais poderá determinar-se. Nós mesmos, conhecendo o caráter de uma pessoa, poderíamos facilmente prever o sentido em que, numa dada circunstância, ela decidirá, quer segundo o interesse, quer segundo o dever.
Uma resolução não poderá nascer de nada. Está forçosamente ligada a uma série de causas e efeitos anteriores de que deriva e que a esxplicam. Deus, conhecendo cada alma em suas menores particularidades, pode, pois, rigorosamente, deduzir, com certeza, do conhecimentoque tem dessa alma e das condições em que ela é chamada a agir, as determinações que, livremente, ela tomará.
Notemos que não é a previsão de nossos atos que os provoca. Se Deus não pudesse prever nossas resoluções, não deixariam elas, por isso, de seguirseu livre curso. É assim que a liberdade humana e a previdência divina conciliam-se e combinam, quando se considera o problema à luz da razão.
O círculo dentro do qual se exerce a vontade do homem, é, de mais a mais, excessivamente restrito e não pode, em caso algum, impedir a ação divina, cujos efeitos se desenrolam na imensidade sem limites. O fraco inseto, perdido no canto de um jardim, não pode, desarranjando os poucos átomos ao seu alcance, lançar a perturbação na harmonia do conjunto e colocar obstáculos à obra do DivinoJardineiro.
  (...) A liberdade é a condição necessária da alma humana que, se mela, não poderia construir seu destino. É em vão que os filósofos e os teólogos têm argumentado longamente a respeito desta questão. À porfia tem-na obscurecido com suas teorias e sofismas, votando a Humanidade à servidão em vez de a guiar para a luz libertadora. A noção é simples e clara. Os druidas haviam-na formulado desde os primeiros tempos de nossaHistória. Está expressa nas “Tríades” por estes termos:
Há três unidades primitivas: Deus, a luz e a liberdade.   À primeira vista, a liberdade do homem parece muito limitada no círculo de fatalidades que o encerra: necessidades físicas, condições sociais, interesses ou instintos. Mas, considerando a questão mais de perto, vê-se que a alma tem sempre liberdade suficiente para quebrar este círculo e escapar às forças opressoras.
A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz a sua dignidade e moralidade.
Para todo Espírito, por menor que seja o seu grau de evolução, a Lei do dever brilha como um farol, através da névoa das paixões e interesses. Por isso, vemos todos os diashomens nas posições mais humildes e difíceis preferirem aceitar provações duras a se abaixarem a cometer atos indignos.
O livre-arbítrio é, pois, a expansão da personalidade e da consciência.
Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão.
Isto só se pode obterpor uma educação e uma preparação prolongada das faculdades humanas: libertação física pela limitação dos apetites; libertação intelectual pela conquista da verdade; libertação moral pela procura da virtude.   É esta a obra dos séculos.”
Allan Kardec publicou na “Revue Spirite” de outubro de 1863 uma página mediúnica, onde um Espírito familiar narra possuir o Universo uma grande lei que domina tudo: A Lei do Progresso.
 “É em virtude dessa lei” – ensina o Espírito, na obra citada – “que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo quanto existe em nosso globo, percorrer as fases que o separam da perfeição. Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um levará para chegar ao fim; como, porém, todo progresso deve resultar de um esforço tentado para o realizar, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar este ou aquele caminho.
  Não se poderia afirmar sem blasfêmia, que Deus tenha querido a infelicidade de Suas criaturas, desde que os infelizes expiam sempre, tanto uma Vida anterior mal empregada, quanto sua recusa a seguir o bom caminho, quando este lhe era mostrado claramente. Assim, depende de cada um abreviar a prova que deve sofrer; e, por isto, os guias seguros, bastante numerosos, lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos. O livre-arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia: a consciência.Vós todos que tendes acesso ao grande foco na nova ciência, (o Espírito refere-se ao Espiritismo), não negligencieis de vos penetrar
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ENTREGAR-SE A DEUS

    A intuição da existência de um ser superior é inerente ao homem.
    Em todos os tempos e culturas, o ser humano sempre buscou relacionar-se com a divindade.
    A época atual bem reflete essa real necessidade do homem: ligar-se a Deus. 
    Tem-se a evolução científica e tecnológica, a cultura tornada acessível a um número antes impensável de pessoas, valores em constante mutação.
    Viver torna-se em geral mais confortável, sob o prisma material, mas isso não traz paz para as criaturas.
    A vida se torna sofisticada, há pressa para tudo, as relações se superficializam.
    Mas, com a mesma rapidez com que se leva a existência, os problemas psicológicos grassam, as neuroses das mais diversas ordens surgem.
    Num mundo de transitoriedades e coisas superficiais, a confiança em Deus surge como um consolo inestimável.
    É bastante raro encontrar alguém que afirme não acreditar em Deus. 
    Ao mesmo tempo, a conduta da humanidade não espelha essa crença.
    Por certo a natureza divina não é acessível ao nosso precário entendimento, mas a lógica ensina que o Criador  obrigatoriamente possui determinadas virtudes em seu máximo potencial.
    Assim, acreditar em Deus, como princípio e mantenedor do universo, implica reconhecer que ele é infinitamente bom, justo, sábio, onisciente, onipresente e todo-poderoso, dentre outros atributos.
    A fé raciocinada e refletida difere substancialmente do mero acreditar, sem qualquer análise ou conseqüência.
    A meditação sobre o significado da crença na divindade possui o condão de encher a criatura de paz.
    Afirmar-se crente em Deus não pode ser uma simples fórmula, politicamente correta, para brilhar em conversas de salão.
Trata-se de uma opção consciente de vida, resultado de uma análise profunda, com severas implicações.
    Acreditar sinceramente no Criador é incompatível com a revolta diante das dificuldades, fugas ao cumprimento do dever e comportamentos indignos das mais diversas ordens.
    Se o Pai é bom, tudo pode e sabe, Ele deseja e providencia o melhor para todos.
    O aluno que confia em seu professor não fica indagando da utilidade das tarefas que este lhe confia, ou mesmo reclamando de sua eventual dificuldade.
    Executa-as, simplesmente, confiante na sabedoria, nos objetivos e no método de seu mestre.
    Comportamento idêntico deve ser o de quem crê em Deus.

O ser em evolução não deve se preocupar excessivamente com fatos, mas em guardar dignidade frente a eles.
    As ocorrências da vida se sucedem na conformidade das necessidades de experiência e evolução da criatura.
    A existência na terra é uma abençoada escola, não uma estação de lazer.
    A confiança no Pai pressupõe entrega, aceitação de que algumas dificuldades são inerentes ao viver, para o burilamento do ser.
    Deus sabe o que faz e está sempre no controle de tudo.   
   A tarefa do homem é vivenciar com serenidade as ocorrências de sua vida.
    Ele jamais deve se furtar ao cumprimento de seus deveres.
    Ainda que estes sejam sacrificantes, correspondem à tarefa que o eterno, em sua infinita sabedoria, lhe confiou.
    A criatura deve dar o melhor de si, trabalhar sempre para melhorar sua situação, pois o progresso é uma lei divina.
    Mas sem angústia pelos resultados, pois o Pai celeste sabe o momento em que uma determinada prova atingiu seu fim.
    Se você afirma crer em Deus, reflita se a sua vida espelha essa crença.
    Crer no Pai não é apenas admitir sua existência, mas se entregar a Ele, mediante a serena e digna vivência dos deveres e problemas da vida.
Pense nisso!


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. www.momento.com.br


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DOIS  MARES
Paulo Rogério Petrizi

    Na Palestina existem dois mares.Mar da Galiléia  e Mar Morto 
    Um é doce, e em suas águas abundam os peixes; prados, bosques e jardins enfeitam suas margens. As árvores estendem sobre ele seus ramos, e avançam suas raízes sedentas para beber as águas saudáveis. Em suas praias brincam aos grupos as crianças como brincavam quando Jesus ali estava. Ele amava este mar. Contemplando sua prateada superfície, muitas vezes predicou suas parábolas. 
    E num vale vizinho deu de comer a cinco mil pessoas com cinco pães e alguns peixes.
As cristalinas águas espumantes de um braço do Jordão, que descem saltando dos cerros, formam este mar que ri e que canta sob a caricia do sol.  Os homens edificam suas casas perto dele e os pássaros seus ninhos. E tudo quanto ali vive é feliz, apenas por estar às suas margens.
    O Jordão desemboca ao sul em outro mar.  Ali não há movimento de peixes, nem sussurro de folhas, nem canto de pássaros, nem risos infantis.  Os viajantes evitam esta rota, a menos que a urgência de seus negócios os obrigue a seguí-la.
    Uma atmosfera densa paira sobre as águas desse mar que nem o homem, nem a besta, nem a ave bebe jamais.  A que se deve esta enorme diferença entre dois mares vizinhos?
    Não se deve ao rio Jordão; tão boa é a água que lança num como no outro. Também não se deve ao solo que lhes serve de leito, e nem às terras que o circundam. 
    A diferença se deve a isto:
     O mar da Galiléia recebe as águas do rio Jordão, mas não as retém ou as conserva em seu poder.
    O outro mar é avaro e retém com ciúmes o que recebe. Jamais é tentado por impulso generoso. Cada gota que ali cai, é gota que ali fica.
    O mar da Galiléia dá e vive. 
    O outro não dá nada. Chama-se Mar Morto.
    HÁ DUAS CLASSES DE GENTE NESTE MUNDO... HÁ DOIS MARES NA PALESTINA...

  Faça do amor seu guia permanente. Tudo de bom há de vir em suas mãos.


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O PODER DA MENTE

    Um pensamento atraí sempre outro da mesma classe. Está sempre de acordo com a Lei que afirma que semelhante atraí semelhante. Se mantivermos fixa em nossa mente uma idéia qualquer, como por exemplo a idéia de saúde, atrairemos, cada vez mais, em maior número, elementos-idéias de saúde. Se mantivermos na mente a idéia de força, energia, os elementos-idéias nos proporcionarão energia e força. Em suma, idéia de sucesso produz sucesso, idéia de felicidade produz felicidade, e assim por diante.
    Para obtermos as dádivas que desejamos, temos que estar bem confiantes e bem determinados. Temos que nos manter serenos, pacíficos, e construir as imagens em nossa mente, do que aspiramos. Essas imagens devem parecer tão reais como se existissem verdadeiramente. Dessa forma, a mente produzirá os elementos que darão vida realmente ao desejo e este se manifestará no mundo objetivo.
   É importante salientar que se a nossa aspiração não se basear no correto, no justo, se for algo que desagrade a Inteligência Superior, nossa mente bloqueará sua realização.
    Lembremo-nos também que assim como podemos alcançar sucesso com a nossa mente, também podemos fracassar. Se fixarmos mentalmente que não lograremos êxito em algum empreendimento, com certeza fracassaremos.
    Portanto, para bom termos de nossos projetos, devemos ter sempre atitude mental positiva. Tudo que desejarmos, sendo justo, correto, devemos fixá-lo com a idéia persistente de que dará certo, de que obteremos êxito em sua realização. Agindo assim, promoveremos a geração de uma misteriosa energia que nos auxiliará em nosso intento. Essa energia aumenta nossas forças, nos impulsiona sempre para a frente e para o alto, nos encoraja, amplia nossa visão, expande nossa capacidade.
    Este poder nos acompanha o tempo todo, a vida toda. Desde que nascemos está conosco. Sem que percebamos, está sempre atuando em nossa vida, em nosso destino. O que somos e o que temos é o resultado desse poder. Já disse o sábio: "Somos o que pensamos ser". Por toda a vida vamos nos moldando e moldando nosso destino através do que pensamos. Nosso corpo e nosso ambiente são o resultado do que formamos em nossa mente.
    Recomendam os mestres, que aprendamos a pensar, a dirigir nossos pensamentos, para que possamos dominar nosso destino. E recomendam também, que tenhamos muito cuidado com o que pensamos. De repente, podemos estar construindo um abismo para nós, por meio de um pensamento errôneo.

    Aprendamos a dominar nossa mente. Pensemos com persistência num propósito ou desejo, mas pensemos unicamente nele e nada mais. Criemos em nossa mente uma tela e nela projetemos a imagem viva do que desejamos. E acreditemos em sua realização. Esse processo, criará em nós, um poder tão verdadeiro, tão positivo, que o que desejamos se manifestará, infalivelmente, no mundo objetivo.
    Ao dominarmos nossa mente, teremos nas mãos o poder de criar, transformar e realizar nossa verdadeira missão. Assim diz a Lei.
    Aprendamos a dominar nossa mente e sejamos felizes. Cultivemos sempre uma atitude mental positiva.
    Caso se apresente diante de nós alguma dificuldade, dirijamos nossa mente à Inteligência Superior, o ponto onde possamos receber novas forças, novas idéias, planos, para que a dificuldade seja vencida. Jamais retrocedamos diante de algum obstáculo. Retroceder, temer, desistir não são atitudes de um missionário.
    Aprendamos a dominar nossa mente e sejamos felizes. Conquistemos o poder de influir sobre o nosso subconsciente e tornemo-nos senhores de nós mesmos e do ambiente que nos cerca.
    Podemos adquirir e fortalecer o domínio de nossa mente, simplesmente o desejando ardentemente ou pedindo de todo o coração à Força Maior, à Mente Cósmica, à Inteligência Superior e Divina, ao Deus da nossa compreensão. Tendo fé, acreditando firmemente que o conseguiremos, de fato o conseguiremos.
Esta é a Lei, sensata, imutável e infalível.

Pesquisado e extraído do Jornal NOVO TEMPO, via “A Era do Espírito”.


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PROVOCAÇÕES

Não aceites provocações.
Toma a iniciativa de encerrar qualquer discussão.
Não leves adiante o bate-boca.
O que o diálogo fraterno não resolve a discussão complica.
O silêncio e o tempo são os grandes aliados da Verdade.
Não pretendas impor-te a ninguém.
Consome-se muita energia em conversação inútil.
Se alguém te interpreta equivocadamente, não te expliques além do necessário.
Quem levemente abre a porta à invigilância termina por escancará-la.
Não entres na faixa dos que procuram tirar-te do sério.
Ao invés de descer ao nível do contendor, faze-o subir ao teu.

Pelo Espírito: Irmão José.psicografia de: Carlos A. Bacelli Livro: Vigiai e Orai
(recebido de George Vespasiano).


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ABRIL

KARDEC E OS PRIMÓRDIOS DA DOUTRINA ESPÍRITA

S1854- Fortier lhe fala das mesas extraordinárias. “É conversa para dormir em pé" comenta o cético Rivail (que cria hipóteses dentro das leis físicas para explicar os fenômenos que lhe são descritos).

S 1855- Em maio, em casa da Sra. Plainemaison, por convite de seu amigo Carlotti, Rivail assiste, pela primeira vez, a uma sessão das mesas dançantes. Apesar do ceticismo, surpreende-se com as respostas inteligentes da "mesa". Constata a revelação de uma nova lei, que mereceria ser estudada a fundo. Passa a investigar metodicamente os fenômenos, primeiro ali, depois em outros grupos. Freqüenta a casa dos Baudin, onde encontraria, na mediunidade passiva das jovens filhas do casal, inicialmente através da "cesta-de-bico" (cestinha amarrada a um lápis), e depois na psicografia convencional, condições mais adequadas aos seus estudos. Apesar desta disposição favorável, no entanto, os contatos iniciais não conseguem entusiasmar Rivail, que, em meio a problemas de tempo, junto aos seus compromissos profissionais, quase deixa de comparecer às sessões. É ainda Carlotti que é seu incentivador. Deixa aos seus cuidados cerca de 50 cadernos, nos quais vinha anotando as comunicações mediúnicas obtidas pelo seu grupo, formado por intelectuais, entre eles o dramaturgo Victorien Sardou. Ali, nos últimos anos, os espíritos, pela mediunidade da Srta. Japhet, haviam vertido um conjunto de ditados filosóficos,abrangendo as mais sérias questões humanas. O Codificador imediatamente percebe a coerência e a relevância destes textos, que seriam o embrião da futura Doutrina EspÍrita. E renova seu animo nas pesquisas, agora centradas na revisão e sistematização deste material, principalmente com a colaboração das meninas Baudin. Interessante observar que muitos dos princípios defendidos pelos benfeitores espirituais, como o da reencarnação, eram contrários às suas concepções filosóficas.
É a época, também, em que teve a oportunidade de conhecer a Daniel Dunglas Home, o qual o seduz pela surpreendente mediunidade de efeitos físicos, bem como pelas qualidades humanas. Torna-se seu amigo, correspondente, e defensor, nas oportunidades em que o médium foi criticado em sua acidentada vida pública e pessoal.


S 1856 - A 30 de abril, em casa do Sr. Roustan, a Srta. Japhet, utilizando-se da "cesta", transmite a primeira revelação da missão de Rivail. Revela-se, também, seu guia espiritual, O EspÍrito "Verdade".

S 1857- A 18 de abril, vem à luz a primeira edição de "O Livro dos Espíritos", financiada pelo próprio Rivail. Também é criado o pseudônimo famoso: Allan Kardec (nome de Rivail em antiga encarnação celta). A intenção inicial era permanecer, mesmo, anônimo, insulado. Mas logo o movimento formado a partir desta obra se avolumou a tal ponto, que ele foi guindado, malgrado a preferência pessoal, à sua liderança, ao seu posto principal, à vida pública, enfim,continua a assistir sessões de efeitos físicos.


S1858- Funda a Sociedade Parisiense de EstudosEspíritas (mais tarde também chamada "Sociedade de EstudosEspíritas de Paris", da qual exerceria a presidência até seu desencarne, embora sempre pondo o cargo à disposição dos associados). Lança "Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas". Inicia a publicação da "Revista Espírita" (que manterá, sozinho, tanto no financiamento, como na redação, por 11 anos). Utiliza médiuns videntes para observar as mais diversas cenas sociais, no seu aspecto espiritual.


S 1859- Publicado "O Que é o Espiritismo?" Peça de Mozart, recebida mediúnicamente, é executada na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris. Críticos reconhecem o estilo do músico desencarnado. Experiências com "escrita direta" e com manifestações de pessoas vivas. Comunica aos leitores da "Revista Espírita" que a publicação fecha seu primeiro ano como um sucesso, com assinantes nos cinco continentes, garantindo a continuidade do empreendimento.
Crise na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris. Pensa em sair e continuar seus trabalhos num nível mais informal. Espíritos e associados o dissuadem.


S 1860- Nova edição, revista e consideravelmente ampliada, de "O Livro dos Espíritos". Publica "Cartas obre o Espiritismo". Adota, na Sociedade de EstudosEspíritas de Paris, o sistema de submete rmensagens a exame critico. Nas férias da Sociedade, inicia a prática de visitação às sociedades espiritas. Vai a Sens, Macon, Lion e Saint-Étienne. Primeiro contato com o Espiritismo de Lion, formado por operários, menos intelectual, mas mais centrado nas conseqüências morais da Doutrina. O codificador aprova, entusiasta. Passa a morar na nova sede da Sociedade (aquisição tornada possível pela doação de 10 mil francos), onde também está o escritório da "Revista". Com mais tempo para se dedicar ao esforço da Codificação, trabalha dia e noite.


S 1861-Lança "O Livro dos Médiuns". Queima de livros espíritas, na Espanha, por ordem do Santo Oficio: o famoso auto-de-fé de Barcelona, a 9 de outubro. Assiste, na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, a uma sessão de transporte de objetos. Nova visita a Lion, Sens e Macon. Viagem a Bordéus. A Sociedade de Estudos Espíritas inicia uma subscrição para ajudar operários com dificuldades financeiras.

S 1862- Recebe mensagem com centenas de assinaturas dos espíritas de Lion, que o emociona muito. Retorna a esta comunidade, e visita a mais de 20 localidades, por sete semanas, assistindo a mais de cinqüenta reuniões. Surpreende-se com o intenso crescimento do espiritismo em Bordéus e Lion. Nesta cidade, uma grande reunião com seiscentos delegados.Também viagem de estudo ao processo de obsessão coletiva em Morzine e ao fenômeno de "Poltergeist" em Albe. Precisa esclarecer, na "Revista", a denúncia de que suas viagens eram financiadas pela Sociedade (na verdade, ele as custeava). Inicia uma série de artigos, que se repetiriam por anos, ainda, em que se defende de acusações de utilizar o Espiritismo para enriquecer. Sua correspondência aumenta a tal ponto que se toma materialmente impossível dar-lhe vencimento. Responde aos temas propostos, coletivamente, na "Revista Espírita".de forma direta, seletivamente. E indireta, por secretário. Está recebendo, também, entre 1200 a 1500 visitas ao ano. Refuta livros e artigos nos jornais, contra o Espiritismo. Lança a obra "O Espiritismo na sua Expressão mais Simples", e "Resposta aos espíritas lioneses por ocasião do ano novo".


S 1863- Faz um balanço das comunicações mediúnicas já recebidas. Mais de 3600 mensagens. Três mil com moralidade irretocável. Mas apenas 300 publicáveis. E somente cem têm um mérito que considera excepcional.Intensifica-se a campanha contrária à nova doutrina, principalmente no clero. É sugerido nos púlpitos que se queimem as obras espíritas. O Bispo de Argel proíbe aos seus fiéis a prática do Espiritismo. Kardec refuta sermões e livros de contra-propaganda de religiosos na "Revista".


S 1864- Viagem para estudar o vidente da Floresta de Zimmerwald, na Suíça. Investiga também casos de "poltergeist" em Poitiers. Visita aos espíritas de Bruxelas e Antuérpia, na Bélgica. A Sociedade Espírita de Bruxelas, homenageando o visitante, funda um leito de criança na creche de Saint Josse Tenuode. Os livros espíritas entram no Index na Igreja Católica, a primeiro de maio. Inicia-se novo processo de combate ao Espiritismo, na forma de cursos ministrados por religiosos. Kardec desaconselha a continuidade da polêmica com o clero, em nome da liberdade de opinião, afirmando que o Espiritismo quer ser aceito por livre exame, não por imposição ou violência.
Publica "Imitação do EvangelhoSegundo o Espiritismo".


S 1865-Edita "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (edição definitiva da obra anterior), "O Céu e o Inferno" e "Coleção de Preces Espíritas".


S 1866  Num sonho, durante enfermidade, prevê, com 14 anos de antecedência, o invento de Dunlop, o pneu de borracha.

S 1867-Participa do livro "Ecos poéticos do além túmulo", com o texto "Estudo acerca da poesia medianímica.

S 1868  Vêm a público "Caracteres da Revelação Espírita", e "A Gênese os milagres e as predições segundo o Espiritismo". Assiste a uma sessão de transporte de flores, sem se convencer muito do resultado.


S1869-Redação final de "Constituição do Espiritismo" (em que trata da sua sucessão). Faz uma estimativa dos espíritas, em todo o mundo: seis ou sete milhões.Quando está preparando uma nova mudança da Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, ao atender um caixeiro de livraria, que viera buscar a "Revista Espírita", a 31 de março, cai pesadamente ao solo. Havia se lhe rompido um aneurisma . Desencarna de pé, trabalhando
Revista Reencarnação Nº 417 FERGS, via A Era do Espírito.


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ANTES DE CRER É PRECISO COMPREENDER
Amílcar de Chiaro Filho-

    Ser espírita é uma questão de livre opção, por isso, estão equivocados aqueles que pensam que estamos atrás de adeptos. Aliás, Allan Kardec afirmou que para ser espírita, antes de crer, é preciso compreender. Compreender o quê? O que é o Espiritismo, do que se ocupa, qual a sua finalidade.
  

  Através do estudo da Doutrina Espírita, que está contida essencialmente na obra Kardequiana, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese, Obras Póstumas, O Que é o Espiritismo e outros opúsculos, aprendemos que a Doutrina Espírita trata essencialmente de:
a. Existência de Deus como Pai soberanamente justo e bom, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
b. Existência e imortalidade da alma e seu destino. Trata, também, da sua preexistência.
c. Comunicabilidade entre vivos e mortos, ou numa linguagem espírita, encarnados e desencarnados, através da mediunidade, ponte feita com um material que se chama amor, por onde transitam nossos amados que viajaram antes, ou aqueles que nos odeiam, para exercer perseguições.
d. A reencarnação, que é sempre progressiva e na humanidade. A finalidade da reencarnação não é a de quitar erros do passado, e sim, a de levar o espírito a perfeição, destinação superior que lhe foi dada pelo criador.
   

O Espiritismo é cristão, e a sua moral é a evangélica, porque é a melhor que existe. Entretanto é preciso compreender que ele está acima dos dogmas, e aberto a todas as filosofias e religiões, porque Jesus de Nazaré não pertence a uma seita ou a um povo, é um missionário sem pátria, sem sectarismo.


    O objetivo essencial do Espiritismo é o de melhorar o homem moral e intelectualmente, para que o homem melhore o mundo. Embora o Espiritismo ensine ao homem que a sua verdadeira pátria é a espiritual, ele não se preocupa em levar o homem para o céu, e sim, fazer da Terra um mundo melhor, de paz, harmonia, justiça.
    Viver com dignidade é uma das nossas lutas, e para viver com dignidade o homem deve ter o suficiente, como uma casa onde construa um lar. É preciso ter alimentos, roupas, escola em todos os níveis, assistência médica e dentária, emprego, lazer.


    Aprendemos, ainda, com o Espiritismo, que a prece é um ato de adoração a Deus. Ela não muda as leis do universo, mas dá forças, coragem, ânimo e fé. Através da prece ligamo-nos com Deus, e criamos um ambiente de fraternidade e de união com os nossos entes queridos desencarnados.


    Queremos deixar bem claro que o Espiritismo não admite a mediunidade profissional. Daí de graça o que de graça recebeste, é o lema orientador do Espiritismo, pois ninguém pode arbitrar um preço ao trabalho dos espíritos, e nem obrigá-los a se manifestarem.


    Está aí, em linhas gerais, que precisam ser aprofundadas, as finalidades do Espiritismo. Reiteramos nossa argumentação de abertura: O Espiritismo aconselha, que, antes de crer, é preciso compreender


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UM POUCO A CADA DIA
(desconhecemos a autoria )


    Para ser ouvido, fale. Para ser compreendido, exponha claramente as suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais apenas para que os outros o aceitem.
    Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro, fazer bem feito  antes de pensar em obter qualquer recompensa.     Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo: "status" é comprar coisas que você não quer com o dinheiro que você não tem a fim de mostrar para gente que você não gosta uma pessoa que você não é
    Nada tem graça  se não for bom para o seu corpo, leve para o seu espírito e agradável para o seu coração.
    Para conseguir, tente sem pensar que o êxito virá logo da primeira vez. Cuide de ter saúde, energia, paciência e determinação para continuar tentando quantas vezes forem necessárias. Mas ao perceber que já fez  tudo o que pôde ou até mesmo um pouco além, mude de alvo para não se tornar em vez de um vitorioso, apenas mais um teimoso.
    Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.
    Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos: tal dia nunca virá
    Para manter-se motivado, sonhe. Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco, porque são pequenas gotas d'água que fazem todo grande oceano. 

Água da Paz


    Uma das histórias mais conhecidas a respeito de Chico é a da Água da Paz. Dizem que era muito comum, antes de se iniciarem as sessões no centro espírita Luiz Gonzaga, ocorrerem algumas discussões a respeito de mediunidade, especialmente provocadas por pessoas pouco esclarecidas sobre o assunto. Essa situação começou a provocar certa irritação em Chico, que tentava explicar o que acontecia, mas nem sempre era compreendido.
    Num dos momentos de irritação, sua mãe apareceu a ele mais uma vez e ensinou-lhe uma forma simples para acabar com essa situação. “Para terminar suas inquietações”, ela falou, “use a Água da Paz”. Chico ficou contente com a solução e começou a procurar o medicamento nas farmácias de Pedro Leopoldo – sem sucesso. Procurou em Belo Horizonte, e nada. Duas semanas depois, ele contou à mãe que não estava encontrando a Água da Paz, ao que ela lhe disse: “Não precisa viajar para procurar. Você pode conseguir o remédio em casa mesmo. Quando alguém lhe provocar irritações, pegue um copo de água do pote, beba um pouco e conserve o resto na boca. Não jogue fora nem engula. Enquanto durar a tentação de responder, deixe-a banhando a língua. Esta é a água da paz”. Chico entendeu o conselho, percebendo que havia recebido mais uma lição de humildade e silêncio.

 


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MAIO

(...) Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais nutrem, não a poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.     Parte do Item 919,Livro dos Espíritos.

geggegegegegege
“DEIXE O BARRO SECAR “

Certa vez uma menina ganhou um brinquedo no dia do seu aniversário.  Na manhã seguinte, uma amiguinha foi até sua casa lhe fazer companhia e brincar com ela.
Mas a menina não podia ficar com a amiga, pois tinha que sair com a  mãe.
A amiga então pediu que a menina a deixasse ficar brincando com seu brinquedo novo. Ela não gostou muito da idéia, mas, por insistência da mãe , acabou concordando.
Quando retornou para casa, a amiguinha já não estava lá tinha deixado o brinquedo fora da caixa, todo espalhado e quebrado.
Ela ficou muito brava e queria ir até à casa da amiga para brigar com ela.  Mas a mãe ponderou:
Você se lembra daquela vez que um carro jogou lama no seu sapato?
Ao chegar em casa você queria limpar imediatamente aquela sujeira, mas sua  avó não deixou. Ela falou que você devia primeiro deixar o barro secar.
Depois, ficaria mais fácil limpar... Com a raiva é a mesma coisa.
Deixe a raiva secar primeiro, depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mais tarde, a campainha tocou: era a amiga trazendo um brinquedo novo...
Disse que não tinha sido culpa dela, e sim de um menino invejoso que, por maldade, havia quebrado o brinquedo quando ela brincava com  ele no jardim.
E a menina respondeu: - Não faz mal, minha raiva já secou!
Discussões no dia-a-dia, nos relacionamentos e no trabalho podem levar as pessoas a ter sentimentos de raiva...
Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo.
Assim você não corre o risco de cometer injustiças.
 Pense nisso : Será que consegues deixar o barro secar ?  Se não o consegues é tempo de começar a fazê-lo.

geggegegegegege

QUESTÃO DE ESCOLHA 

Ivone M. M. Ghiggino

A doutrina espírita nos alerta sobre a liberdade que temos de escolher caminhos em nossa vida: é o livre arbítrio.

Embora muitos desavisados aleguem que essa liberdade é ilusória, devido a tantas imposições da matéria, do mundo moderno, etc, os queridos benfeitores incansavelmente nos esclarecem que podemos sempre selecionar a nossa atitude em presença de qualquer fato ou situação: podemos, a todo momento, optar por aquilo que sabemos ser o correto ou cedermos ante os apelos negativos que ainda permanecem em nós. Exemplo: diante de uma doença séria, desesperamo-nos e revoltamo-nos contra Deus, dificultando todo tratamento que venhamos a fazer, físico ou espiritual... Ou, em contrapartida, elegemos acertadamente optar por confiar na Justiça e na Bondade do Pai, executando a nossa parte tanto no tratamento devido, quanto na nossa contínua prática do bem. Essa é a autêntica resignação, palavra tão mal interpretada por muitos de nós...

“Resignação” vem do latim, da junção do prefixo “re” (de novo), com o verbo “signare” (assinar), mais o substantivo “Actionem” (ação); e significa, ao pé da letra, “ação de assinar de novo”. Ora, quem “assina” algo, concorda com esse algo: resignação é atuante, não conformismo como várias pessoas pensam...

Nós já “assinamos” antes de reencarnar, ao participarmos da preparação da nossa futura existência na carne, quando, usando nosso livre arbítrio, pedimos ou apenas concordamos com as situações que se apresentarão em nosso caminho, visando nosso aprendizado e conseqüente aperfeiçoamento. Assim, tudo isso que aceitamos estará presente, “pré-determinado” por nós mesmos, em nossa vida terrena, quando reencarnarmos. Porém, não está determinado o resultado de cada uma dessas situações, pois sempre dependerá de nós, das escolhas que fizermos perante elas...

Sem dúvida, a melhor dessas escolhas dar-se-á toda vez que seguirmos a Lei do Amoroso Pai, a nós trazida pelo Mestre dos Mestres, Jesus.  E nós conhecemos essa Lei! Nenhum de nós pode alegar desconhecê-la...

Então, faz-se a seguinte pergunta: “Como estão nossas escolhas? Realmente adequadas a quem deseja sinceramente se melhorar e tornar-se, um dia, genuíno tarefeiro de Jesus?.. Quais as companhias espirituais que escolhemos, sabendo sobre a “lei de afinidade”, e que nosso pensamento é energia, vibrando em determinada freqüência, e sintonizando com encarnados e desencarnados que vibrem em modo semelhante?...”

O benfeitor Marco Prisco, no livro “LuzViva”, através da psicografia de Divaldo Franco, oferece-nos o capítulo 11, cujo título é justamente “Questão de escolha”. Aí, mais uma vez, dedicadamente incentiva-nos a seguir na estrada da evolução, descortinando para nós a realidade daquele que se esforça, de verdade, em “domar as suas más inclinações” (como está em “O Evangelhosegundo o Espiritismo”, no capítulo 17, item 4) e avançar rumo à luz: esse estabelecerá “sintonia com vibrações superiores”, conseqüentemente “recebendo estímulos vigorosos” e alcançando crescentes “harmonia interior e renovação”, tendo “visão mais ampla” e respirando “ar mais saudável”...

Mostra-nos Marco Prisco o mal que faz a si mesmo aquele que, seja por inércia, acomodamento, e até mesmo por pessimismo, estaciona, paralisa-se, “acalentando insucessos” e assimilando “ondas inferiores, cheias de miasmas pestilenciais”, que geram “desequilíbrios e enfermidades”.

E quantas pessoas vivenciam as célebres frases destrutivas: “Nada dá certo comigo!”, “Ninguém gosta de mim!”, “Não vou conseguir, por isso não vou nem tentar!”, ou “Eu vou tentar, mas a tarefa é muito difícil!”. Vamos resolutamente mudar a colocação dessa conjunção adversativa “mas”, dando-lhe o enfoque positivo da construção: “A tarefa é muito difícil, mas eu vou tentar!” E certamente irá conseguir executá-la...

Confiantes no amparo do Plano Maior, deixemos de nos atormentar com “dúvidas e paixões dissolventes”, e escolhamos entregar-nos a Jesus através da decisão de usarmos nosso livre arbítrio com sabedoria, trabalhando no bem, reparando erros, aprendendo sempre, cheios da energia que a fé espírita, raciocinada, claramente nos confere. 

Sigamos as recomendações finais de Marco Prisco, que nos oferece o seguinte roteiro:

“Utilizar acertadamente seu tempo” aqui na Terra: o tempo é um talento do qual também teremos que prestar contas.

“Insistir no nosso esforço de melhoria”: não desanimemos ante os desfalecimentos ao longo do trajeto; recomecemos com mais força, capacitando-nos com a observação dos nossos enganos, a fim de não repeti-los desastradamente.

“Eleger ideais nobres”: definitivamente o bem, definitivamente o amor, como nos ensinou Jesus.

Desse modo, indubitavelmente, estaremos fazendo excelentes escolhas!


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A ARANHA E A FÉ

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!
Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:
Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha.
Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...
Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.
Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha.
Não, não está vendo que tem até teia de aranha?
Nada entrou por aqui.  Continuemos procurando nas próximas trilhas.
Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros,  mas Deus pede que tenhamos confiança Nele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse:  “diga ao fraco que Eu sou forte”. 
É nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.  

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COMPROMISSO COM A CONSCIÊNCIA

    Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?
    No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres:
Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa”, “Foi extraviada grandeporção de otimismo. Quem a encontrarfavordevolver no endereço citado”.
    Ou então, “Incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano” ou “Naufragou a honestidade de beltrano.”
    Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.
    Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.
    No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes.
Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde.
    Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:
    Quero quevocê arquive estesprocessos.”
   O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: Porque os acusados sãomeusamigos e me pediram essefavor”.
    O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.
Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.
   Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.
    Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:
EsteEspírito sofreu, emtaldata, umassalto da corrupção e da prepotência e teve seusbensmaispreciosos, quesão a fidelidade e a honestidade, roubados.” Felizmente isso não aconteceu.
    Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente.  Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos.
Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em fato real.

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APRENDENDO COM AS SITUAÇÕES
(Elio Mollo )   

  Em tudo que nos acontece sempre podemos tirar excelentes lições, mesmo com aqueles que possuem pensamentos contrários aos nossos. Aliás, certas coisas não acontecem por acaso. De vez em quando, surgem aqueles que transformam a nossa monotonia em uma agitação reflexiva.
    Existem momentos que temos que avançar filosoficamente, outras vezes cientificamente, mas certamente é para atingirmos uma moral cada vez mais apurada. Por isto devemos aprender constantemente com os acontecimentos da vida se desejamos viver melhor. Um Grande Mestre nos disse há muito tempo: «Conhecereis a verdade e elavos fará livres» (Jo 8,31-32). 
    Com certeza, o verdadeiro saber nos levará sempre a uma fé robusta e calma, capaz de vencer grandes agitações e, com ela também seremos levados automaticamente à eficiência na prática da solidariedade fraterna.
    No Universo, também,existem Buracos Negros e Grandes Explosões para renovar e transformar tudo para melhor. Assim, procuremos sempre aproveitar e viver melhor com as atribulações da vida.SE EU PUDESSE   (Gandhi)
    Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
    A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
    Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
   A capacidade de escolher novos rumos.
    Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
    Além do pão, o trabalho.  Além do trabalho, a ação.
    E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
    O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

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Estará subordinado a determinadas condições o mérito do bem que se pratique? Por outra: será de diferentes graus o mérito que resulta da prática do bem?   O mérito do bem está na dificuldade em praticá-lo... Em melhor conta tem Deus o pobre que divide com outro o seu único pedaço de pão, do que o rico que apenas dá do que lhe sobra, disse-o Jesus, a propósito do óbolo da viúva.  LIVRO DOS ESPÍRITOS - Item 646.

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JUNHO

UM ESPECIAL TESOURO   

  Na Epístola aos Efésios, capítulo 5, versículos 14 a 17, Paulo de Tarso conclamava os homens no seguinte sentido: “Desperta, ó tuque dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará. Andai prudentemente, nã ocomo néscios e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias sãomaus. Não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor.”   
    Paulo indicava o ideal cristão como sendo a sublime meta a ser alcançada pelo homem. Ao dizer que “os dias sãomaus”, reportava-se aos problemas, às dificuldades cotidianas que, ontem como hoje, marcam nossas existências.  Diversas são as dores que afligem nossos dias.
   Provas e expiações são características constantes do mundo em que vivemos.
    Por isso, devemos conduzir nossos passos com cautela, não como tolos que não sabem o que fazem. Devemos cultivar a reflexão, resgatando o tempo perdido nas veredas dos erros.
    O tempo é um tesouro de valor inestimável concedido a todos, por Deus, de forma indistinta.Os minutos, os dias, os séculos têm a mesma duração para todos os seres.
    Mas como utilizamos esse tempo? Afinal, o modo como nos valemos dele é que faz a diferença, o resultado.
    Usamos nosso tempo ou apenas o desperdiçamos? “Matamos” o tempo, valemo-nos de meros “passatempos”, ou o investimos como uma moeda valiosa capaz de nos trazer grandes lucros?
    Onde estivermos, poderemos adquirir valiosos patrimônios de experiência e de conhecimento, de virtude e de sabedoria.
    Para tanto, não podemos permitir que os minutos se escoem improdutivamente.
    Muitas pessoas passam a vida como se estivessem mergulhados em um sonambulismo, embalados no sonho da ilusão. Deixam que séculos decorram, semeando apenas inconseqüências e vícios, comprometendo o futuro com a colheita inevitável de sofrimentos.
    É imperioso, portanto, que aproveitemos as horas. Podemos começar tentando corrigir nossas próprias imperfeições.
    Os vícios, por exemplo, não representam apenas perda, mas também comprometimento futuro do tempo.
    Quantos minutos perde o fumante, por ano, no ritual das baforadas de nicotina? Quantas horas precisa trabalhar para alimentar seu vício? Quantos dias abreviará de sua existência em virtude das moléstias que decorrem do uso do cigarro?

  Quantos anos sofrerá, mesmo depois da própria morte, para reequilibrar o próprio Espírito?
    E o maledicente? Quantos minutos perde diariamente divagando sobre o comportamento alheio? E quantas existências gastará depois, às voltas com males que sedimentará em si mesmo?
    Tantas são as opções para quem pretende aperfeiçoar o próprio espírito! Tantas são as oportunidades diárias que surgem para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir!
    Disciplinar palavras e emoções. Ensaiar atitudes de humildade. Treinar a paciência. Ampliar seus conhecimentos. Conter a língua ferina.
    Eis aí algumas sugestões iniciais para quem se disponha a aplicar valiosamente seu tempo em seu real benefício.
    Afinal, Deus nos oferece a bênção do tempo para as experiências humanas, mas, cedo ou tarde, deveremos prestar contas à Divindade, da forma como utilizamos esse precioso presente.
Pensemos nisso, desde agora.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O grande tesouro, do livro Uma razãoparaviver, de Richard Simonetti, ed. São João.

 

NOSSA DÁDIVA


    O sol buscava a linha do horizonte, e o manto escuro da noite já se espalhava pelos campos, quando o trabalhador deixou a lavoura e tomou o caminho de volta para casa.
    Caminhava a passos largos com a colheita do dia às costas, quando notou que em sentido contrário vinha luxuosa carruagem revestida de estrelas.
    Contemplando-a fascinado, viu-a parar junto dele e, quase assustado reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas...
    O quê? refletiu espantado.
    O Senhor da Vida a rogar auxílio a mim que nunca passei de mísero escravo na aspereza do solo?
    Mas como o Senhor continuava esperando, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao divino pedinte apenas um grão da preciosa carga.
    O Senhor agradeceu e partiu.
    Quando, porém, o pobre homem do campo voltou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento...
    O grão de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola transformado em uma pedra de ouro luminescente. Deslumbrado gritou:
Louco que fui!... Porque não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?
    O apólogo retrata um pouco da atual realidade da Terra. Quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, o Cristo pede cooperação para a sementeira do Seu Evangelho junto ao Seu rebanho sofrido.
    No entanto, nós costumamos agir  como o lavrador. Não estamos dispostos a ofertar a nossa dádiva em benefício do bem comum. E quando fazemos, damos apenas uma pequena migalha.
    O Senhor da Vida não necessita das coisas materiais porque todas lhe pertencem, no entanto, solicita a nossa autodoação em prol da edificação de um mundo moralmente melhor.
    Assim como o verme executa sua tarefa embaixo do solo, a chuva e o vento fazem seu papel no contexto da natureza.
    Assim como o sol, a lua e os demais astros trabalham para que haja harmonia no Universo...
    Assim como as abelhas e outros insetos fazem a tarefa da polinização, possibilitando a fecundação da vida...
   Assim também o Senhor da Vida espera de nós a dádiva da polinização do seu amor junto aos Seus filhos.    A pequena dádiva da paciência e da tolerância...
A esmola convertida em salário justo, dignificando o homem...
    Uma migalha de afeto doada com sinceridade...
    O sorriso capaz de despertar a alegria em alguém...
   Um minuto de atenção a um enfermo solitário...
  A palavra sincera capaz de esclarecer e consolar... Uma semente de esperança plantada no coração de alguém que sofre...
  São nossas pequenas dádivas que se converterão em luz a iluminar nossa própria caminhada.


Pense nisso!
O Senhor da Vida está sempre a solicitar a nossa colaboração para que Seus objetivos nobres se concretizem na face da Terra.
    Sabedores de que nossas pequenas dádivas se converterão em tesouros eternos, não as economizemos como o lavrador. Agindo assim não teremos que dizer: Loucoque fui!... Porquenão dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita com base no texto Dedicatória, do livro Cartas e Crônicas, do Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

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O CARÁTER
Coelho Netto
   

O caráter é a disposição d’alma, como o porte é a compostura do corpo.
    O primeiro, íntimo, é tendência que se traduz em atos, o segundo é o jeito que se manifesta em atitudes.
Como os componentes do corpo precisam apoio do esqueleto, a alma precisa do caráter, que é a estrutura em que se firma.
    Assim como o homem em sociedade deve comportar-se com decência e nobreza, guardando o respeito que a boa educação impõe, assim também lhe corre a obrigação de atender a todas as conveniências da moral e da disciplina, portando-se com altivez sem soberba, discorrendo sem presunção, trazendo a sua palavra límpida e acudindo com ela, em réplica, ao ataque, sempre, porém, com generosidade, preferindo desarmar a ferir o adversário.
    Todas as virtudes se apóiam no caráter, que é a energia que nos mantém a prumo; uma vez, porém que consintamos em vergá-lo, dificilmente o restabeleceremos na primitiva posição e já não terá a inflexibilidade que era a sua linha honesta, porque nele sempre se há de sentir a volta por onde se dobrou

FAFAFAFAFAFAFAF
As Paixões Humanas
José Marcelo Gonçalves Coelho
Fonte: O Mensageiro


     O Dicionário Aurélio, da Língua Portuguesa, define paixão como sendo “umsentimentolevado a umaltograu de intensidadeque se sobrepõe à lucidez e à razão”.
    Poderíamos, diante de tal definição, depreender, equivocadamente, que seria a paixão um sentimento indesejável, justamente por se sobrepor à lucidez e à razão, e, portanto, ao bom senso.
    Entretanto, a questão 908, de O Livro dos Espíritos, nos afirma que as paixões, em si mesmas, não são más, porque estão na natureza e são verdadeiras alavancas que nos impulsionam na consecução dos objetivos da Providência, e, por conseqüência, de nossa evolução espiritual.
    Mas as paixões também podem se tornar fatores nocivos ao nosso crescimento espiritual, no momento em que deixamos de governá-las, perdendo o controle sobre elas, conforme nos assevera aquela mesma questão.

E as paixões desgovernadas têm sido a fonte de muitos males que afligem a humanidade, notadamente neste planeta de provas e expiações. Certamente são muitas as vezes em que temos ouvido falar nos chamados crimes passionais, cometidos por aqueles que diziam amar profundamente seus semelhantes, os quais, por algum motivo, transformaram-se em suas vítimas. A justificativa que normalmente se dá é que “mataram por amor”. Ora, mata-se por uma infinidade de razões; jamais por amor, pois esse é o sentimento mais sublime que nos é possível conquistar em nossas trajetórias terrestres.
    Pesquisas científicas hodiernas têm nos prestado grandes contribuições para a compreensão de determinados sentimentos que se confundem diariamente em meio ao relacionamento humano, como a paixão e o amor.
    Os médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, pesquisadores do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque, ao estudarem os cérebros de algumas pessoas apaixonadas, deduziram que eles continham grandes quantidades de feniletilamina, que responderiam, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.
    À semelhante conclusão chegou a Dra. Cindy Hazan, pesquisadora e professora da Universidade Cornell de Nova Iorque.
    Após entrevistar e testar 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes, descobriu que a paixão possui um certo "tempo de vida", que varia de 18 a 30 meses, ou seja, de 1 ano e meio a 2 anos e meio. Verificou, ainda, que, nos estados de paixão, o cérebro apresenta significativos níveis de dopamina, norepinefrina, feniletilamina, além da ocitocina, que são elementos desencadeantes da inconstância, da insônia, da perda de apetite, da euforia e da exaltação, reações constantemente observadas no comportamento dos apaixonados.
    Concluiu que, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos efeitos daquelas substâncias, fazendo com que os sintomas arrebatadores das paixões se desvaneçam gradativamente. Verificou, ainda, que as relações baseadas unicamente na empolgação, no entusiasmo, não conseguiam resistir às dificuldades mais comuns, inerentes a uma vida a dois. Nesse momento, então, o casal vê-se diante de um conflito: separam-se ou se habituam às manifestações mais brandas do amor, como o companheirismo, o afeto, a cumplicidade e a tolerância, permanecendo juntos em busca da construção de um sentimento mais sólido, principalmente quando há filhos envolvidos.       Tais pesquisas nos oferecem interessantes subsídios que nos permitem diferenciar sentimentos transitórios, e meramente físicos, dos sentimentos
mais profundos que temos vivenciado em menor escala, estando, destarte, em plena consonância com o que versa a Doutrina Espírita sob o tema.
    É o que se observa claramente no ensinamento proferido pelos espíritos à questão 939, ora transcrito:
     “Duas espécies há de afeição: a do corpo e a da alma, acontecendo muitofreqüentemente tomar-se uma pelaoutra. Quandopura e simpática, a afeição da alma é duradoura; efêmera a do corpo. Daí vem que, muitas vezes, os que julgavam amar-se cometernoamor passam a odiar-se, desdeque a ilusão se desfaça.”
    Maravilhosamente atuais, portanto, são as orientações dos espíritos, justamente por nos fazerem compreender que as paixões são elementos de grande importância em nossas vidas, quando canalizadas para nosso crescimento espiritual e respaldadas por uma certa dose de ponderação.
    Chegamos, finalmente, à conclusão de que, a finalidade de nossas constantes presenças nos círculos carnais, é, sem dúvida alguma, sublimar todas as nossas paixões, transformando-as, lenta e gradualmente, em atos do mais verdadeiro, puro e incondicional amor, o que se traduz, em última análise, por reforma íntima.

    

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     O SAPO E A ROSA-
     (autor desconhecido)
    
    


    Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber ue era a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo grande, e esta era a razão pela qual ninguém se aproximava dela. Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que se afastasse dela imediatamente.
    O sapo, muito humildemente,disse:-Está bem, se é assim que você quer... Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la murcha, sem folhas nem pétalas. Penalizado, disse a ela:- “Que coisa horrível, o que aconteceu com você?” A rosa respondeu: -“ É que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia, e agora nunca voltarei a ser o que era”.
O sapo respondeu: -“ Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti.Por isso é que eras a mais bonita do jardim”.
Muitas vezes desvalorizamos os outros por crermos que somos superiores a eles, mais "bonitos", de mais valor, ou que eles não nos servem para nada.

A Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Todos temos algo a aprendercomoutrosou a ensinar a eles, e ninguém deve desvalorizar a ninguém.
Pode serque uma destas pessoas, a quemnão damos valor, nos faça umbemquenemmesmonós percebemos. QueDeusnos abençoe e nos ajude a enxergar a "beleza" dos outros.

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JULHO
    


ACUSAÇÃO E CRÍTICA
(fonte A Era do Espírito)


Devemos tomar cuidado para não levar tudo o que nos dizem para o campo pessoal. Nenhum de nós pode ser totalmente objetivo quando ouvimos ou contamos sobre pensamentos e sentimento. Nossa comunicação, como a de qualquer ser humano, é limitada pela nossas experiências, mágoas, frustrações, valores e esperanças individuais..
Uma vez reconhecido que viver é uma experiência muito subjetiva, não precisamos ser vítimas das opiniões dos outros sobre nós. Criticas e elogios passam a ter o mesmo peso. Nossa tarefa é avaliar cautelosamente a exatidão da autoprojeção dos outros para vermos se ela é ou não com base em sua própria vivência, devemos cavar sob comentários superficiais para entender o que essa pessoa está passando ou pelo que passou antes de aplicarmos suas opiniões em nossa vida.
HOJE tomarei cuidado para não aceitar de uma maneira pessoal demais o que os outros me dizem ou comentam sobre mim. Sei que cada um, incluindo eu mesmo, é limitado por experiências, sensações e percepções subjetivas.
* * *
Não se deve julgar os homens pelas suas opiniões, mas pelo que suas opiniões fizeram deles.
Georg Lichtenberg
* * *
Tal como um rochedo não é balançado pelo vento umsábio não vacila diante de acusações ou elogios.
ProvérbioBudista
* * *
Quantas vezes nos surpreendemos dizendo: Se ele ao menos fizesse isto... ou de ela se modificasse só naquilo, então eu seria mais feliz e tudo estaria bem! 
Quantas vezes nos iludimos pensando que todos os nossos problemas desapareceriam se outra pessoa mudasse ou tomasse jeito.

No entanto para sermos realmente honestos com nós mesmos, podemos nos recordar de quando ele fez o que queríamos e ela na verdade mudou, mas ainda continuamos insatisfeitos e infelizes.
Essas experiências, se escolhermos nos lembrar delas, deveriam nos convencer de que a verdadeira serenidade e fidelidade vêm de mudanças em nós mesmos e não das modificações que queremos forçar nos outros.

HOJE estou consciente de que a única causa da minha infelicidade e tristeza sou eu mesmo. Nenhuma pessoa ou circunstância pode me magoar a não ser que eu permita. Tomarei cada evento que acontecerá hoje como uma oportunidade para descobrir algo de novo sobre mim mesmo e crescerei interiormente com base nisso.
Minha melhora não depende das mudanças que pretendo forçar nos outros.
* * *
Culpar alguma coisa ou pessoa pela infelicidade em nossa vida raramente resolve um problema. As queixas constantes, em silêncio ou em voz alta, nos distanciam da real causa de nossa tristeza e nos impedem de crescer interiormente.
Atitudes de queixa ou acusação como: Foi ele que me fez agir assim!, É tudo culpa dela, não tive escolha, todo mundo está fazendo isso.Ninguém me compreende, não tenho amigos, ele merecia esse castigo, vou mostrar a ela e não vou pedir desculpas enquanto ela não o fizer,  são exemplos  das reações infantis que muitas vezes levamos para nossa vida de adulto.
Só quando estivermos dispostos a assumir a responsabilidade pelas nossas próprias atitudes, ações e descasos – encontraremos a paz e harmonia interiores que estamos buscando.
HOJE pararei para ouvir meus pensamentos, tanto os profundos como os mais evidentes. Estou me queixando ou acusando demais? Se for esse o caso, voltarei minha atenção para a verdadeira fonte da infelicidade: minha insatisfação comigo mesmo.
* * *
Assumir a responsabilidade pelas nossas atitudes, ações e descasos é mais do que dirigir a vida dos outros.
Dar conselhos a outra pessoa, por exemplo, é mais fácil do que praticar o que ensinamos. Se aplicássemos os conselhos em nossa própria vida teríamos menos tempo para criticar, tentar corrigir ou interferir nas dificuldades alheias. Além disso, ficaríamos surpresos com quantas opções temos dentro de nosso alcance que resolveriam, ou pelo menos aliviaram, os problemas de nossa vida.

HOJE deixe-me entender que sou muito mais positivo e produtivo quando concentro meus esforços e pensamentos em modificar a mim mesmo e minhas próprias ações. Dê-me a coragem de agir com base na minha sabedoria interior.
Só existe um canto do universo que você pode ter certeza de que é capaz de melhorar e ele é o seu próprio eu. Assim, é lá que você tem de começar e não fora de si, nem em outras pessoas. Isto vem depois, quando vocêjá tiver seu próprio canto arrumado.
Aldous Huxley
* * *
Quando não mais encontramos satisfação em nossas mais acalentadas crenças e começamos a duvidar de nossas costumeiras reações e opiniões, estamos prontos para iniciar uma nova vida.
Muitos de nós, contudo, encaramos esse momento decisivo em nossa vida como um sinal de fraqueza. Desgostosos com nós mesmos, muitas vezes disfarçamos nosso vazio pondo a culpa em membros a família, uma infância miserável, empregos, políticos corruptos, má saúde ou péssimas amizades. Todavia, a verdadeira carência está dentro de nós mesmos e não qualquer outra pessoa, circunstância externa ou instituições.
Quando admitimos essa carência e tomamos as medidas necessárias para atendê-las com novas idéias e atitudes, passamos a ver que nossas maiores fraquezas são as avenidas que nos levam a um maior crescimento interior, felicidade e serenidade.
HOJE, se estou me sentindo vazio ou frustrado, não acusarei ninguém senão a mim mesmo. Entenderei que as emoções que me perturbam são indícios de minha necessidade de mudanças, novas idéias e crescimento interior.
Nunca se deve perder tempo lamentando inutilmente o passado ou queixando-se das mudanças que nos causam, pois a mudança é a essência da vida.  Anatole France

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SE EU  PUDESSE


Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
Gandhi 


CONHECIMENTO DO FUTURO
(O Livro dos Espíritos, , livro III, cap. X)


868. O futuro pode ser revelado ao homem?
- Em princípio, o futuro lhe é oculto e só emcasos raros e excepcionais Deuslhe permite a sua revelação.


869. Com que fim o futuro é oculto ao homem? -- Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade de agora, pois seria dominado pelo pensamento de que se uma coisa deve acontecer não adianta ocupar-se dela, ou então procuraria impedi-la. Deus não quis que assim fosse, a fim de que cada um pudesse concorrer para a realização das coisas, mesmo daquelas a que desejaria opor-se.
Assim é que tu mesmo, sem o saber, quase sempre preparas os acontecimentos que sobrevirão no curso da tua vida.


870. Mas se é útil que o futuro permaneça oculto, porque Deus permite, às vezes, a sua revelação?
-- É quando esse conhecimento antecipado deve facilitar o cumprimento das coisas, em vez de embaraçá-lo, levando o homem a agir de maneira diferente do que o faria se não o tivesse. Além disso, muitas vezes é uma prova. A perspectiva de um acontecimento pode despertar pensamentos que sejam mais ou menos bons: se um homem souber, por exemplo, que obterá uma fortuna com a qual não contava, poderá ser tomado pelo sentimento de cupidez, pela alegria de aumentar os seus gozos terrenos, pelo desejo de a obter mais cedo, desejando a morte daqueles que lha deve deixar, ou então essa perspectiva despertará nele bons sentimentos e pensamentos generosos. Se a previsão não se realizar, será outra prova: a da maneira por que suportará a decepção. Mas não deixará por isso de ter o mérito ou o demérito dos pensamentos bons ou mausque a crença na previsão lhe provocou.


871. Desde que Deus tudo sabe, também sabe se um homem deve ou não sucumbir numa prova. Nesse caso, qual a necessidade da prova, que nada pode revelar a Deus sobre aquele homem?
-- Tanto valeria perguntar por que Deus não fez o homem perfeito e realizado (item 119), por que o homem passa pela infância, antes de chegar à idade madura (item 379). A prova não tem por fim esclarecer a Deus sobre o mérito do homem, porque Deus sabe perfeitamente o que ele vale, mas deixar ao homem toda a responsabilidade da sua ação, uma vez que ele tem a liberdade de fazer ou não fazer. Podendo o homem escolher entre o bem e o mal, a prova tem por fim colocá-lo ante a tentação do mal, deixando-lhe todo o mérito da resistência. Ora, não obstante Deus saiba muito bem, com antecedência, se ele vencerá ou fracassará, não pode puni-lo nem recompensá-lo, na sua justiça, por um ato que ele não tenha praticado. (Ver item 258).

 

NOTA DE ALLAN KARDEC:

É assim entre os homens. Por mais capaz que seja um aspirante, por mais certeza que se tenha do seu triunfo, não se lhe concede nenhum grau sem o exame, o que quer dizer sem prova. Da mesma maneira, um juiz não condena um acusado senão pela prova de um ato consumado e não pela previsão de que ele pode ou deve praticar esse ato.
Quanto mais se reflete sobre as conseqüências que teria para o homem o conhecimento do futuro, mais se vê como a Providência foi sábia ao ocultá-lo. A certeza de um acontecimento feliz o atiraria na inação; a de um acontecimento desgraçado, no desânimo; e num caso como no outro suas forças seriam paralisadas. Eis por que o futuro não é mostrado ao homem senão como um alvo que ele deve atingir pelos seus esforços, mas sem conhecer as vicissitudes por que deve passar para atingi-lo. O conhecimento de todos os incidentes da rota lhe tiraria a iniciativa e o uso do livre arbítrio; ele se deixaria arrastar pelo declive fatal dos acontecimentos sem exercitar as suas faculdades. Quando o sucesso de uma coisa está assegurado, ninguém mais se preocupa com ela.

 

" Valor e humildade são expressões de inteligência sublime. Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar, o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água.”.( André Luiz ).


ABRIGO


Haja o que houver na estrada,  Deus te protegerá.  Nas horas de alegria,  pede equilíbrio a Deus. Nos momentos de prova,  refugia-te em Deus. Se alguém te prejudica,  entrega o assunto a Deus. Se sofres menosprezo,  fica firme com Deus. Tudo parece contra?  Serve e confia em Deus.
Emmanuel (in  “Algo Mais”)

PALAVRAS DE EMMANUEL

Emmanuel em “O Consolador” lembra que o plano divino poderá nos trazer quais mais belas, as mais comovedoras e convincentes mensagens dos espórios guias ou mesmo dos espíritos amigos, mas se não transformarmos essas mensagens em prática de vida, elas de nada nos adiamantarão.  Só o trabalho de auto-evangelizacão é firme e imperecível. Apenas o esforço individual no Evangelho de Jesus pode iluminar, engrandecer e redimir os espíritos imperfeitos como nós. Fazer brilhar a nossa própria luz, eis a tarefa de cada espírito encarnado neste planeta.


Assim, não basta que os espíritas acreditem na reencarnação e na mediunidade, que assistam a centenas de conferências, que se mantenham atualizados quanto à literatura espírita ou que exerçam a mediunidade com regularidade, se não se lançam na luta permanente contra as más tendências e inclinações grosseiras; se não guardam serenidade quando a dor lhe bate à porta ou, em outras palavras, se não se importam em tomar o Evangelho de Jesus como norma de vida. Este é o segredo, o caminho das pedras, como se costuma dizer, entretanto, ele não é fácil e exige, de cada aspirante ao progresso, um esforço denodado e permanente no sentido do auto-aprimoramento.  Kardec lembra com a sua autoridade de Codificador: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar as suas más inclinações.” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XCVII, item 4). (extraído do livro “O Projeto Divino” de José Carlos Leal).


In “O Livro dos Espíritos
Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.- (Introdução – VI)

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AGOSTO

 

01/08/1865

É lançada a obra O Céu e o Inferno, de Allan Kardec.

02/08/1873

Fundado no Rio de Janeiro, RJ, o Grupo Confúcio, primeira entidade jurídica do Espiritismo no Brasil.

03/08/1895

Bezerra de Menezes assume a presidência da Federação Espírita Brasileira.

04/08/1969

Desencarna em Niterói, Carlos Imbassahy.

15/08/1952

Inaugurada a Mansão do Caminho, em Salvador, BA

16/08/1886

Bezerra de Menezes, expõe publicamente pela primeira vez sua fé no Espiritismo.

29/08/1831

Nasce no Ceará, na Freguesia de Riacho de Sangue, Bezerra de Menezes.

Mensagem de Bezerra de Menezes

  Meus filhos: prossegue o Brasil na sua missão histórica de “Pátria do Evangelho” colocada no “Coração do Mundo”.
  Nem a tempestade de pessimismo que avassala, nem a vaga de dúvida que açoita os corações da nacionalidade brasileira impedirão que se consume o vaticínio da Espiritualidade quanto ao seu destino espiritual. Apesar dos graves problemas que nos comprometem em relação ao porvir – não obstante o cepticismo que desgoverna as mentes em relação aos dias do amanhã – o Brasil será pulsante coração espiritual da Humanidade, encravado na palavra libertadora de Jesus, que fulge no Evangelho restaurado pelos Benfeitores da Humanidade.
  Não se confunda missão histórica do País com a competição lamentável, em relação às megalópoles do mundo, que triunfam sobre as lágrimas das nações vencidas e escravizadas pela política financeira e econômica internacional.
  Não se pretenda colocar o Brasil no comando intelectual do Orbe terrestre, através de celebrações privilegiadas que se encarreguem de deflagrar as guerras de aniquilamento da vida física.
  Não se tenham em mente a construção de um povo, que se celebrize pelos triunfos do mundo exterior, caracterizando-se como primeiro no concerto das nações.
  Consideremos a advertência de Jesus, quando se reporta que “os primeiros serão os últimos e estes serão os primeiros”.
  Sem dúvida, o cinturão da miséria sócio-econômica que envolve as grandes cidades brasileiras alarma a consciência nacional. A disputa pela venda de armas, que vem colocando o País na cabeceira da fila dos exportadores da morte, inquieta-nos. Inegável a nossa preocupação ante a onda crescente de violência e de agressividade urbana...
  Sem dúvida, os fatores do desrespeito à consciência nacional e a maneira incorreta com que atuam alguns homens nas posições relevantes e representativas do País fazem que o vejamos, momentaneamente, em uma situação de derrocada irreversível.
Tenha-se, porém, em mente que vivemos uma hora de enfermidades graves em toda a Terra, na qual, o vírus da descrença gera as doenças do sofrimento individual e coletivo, chamando o homem a novas reflexões.
  A História se repete! As grandes nações  do passado, que escravizaram o mundo mediterrâneo, não se  eximiram à derrocada das suas edificações, ao fracasso dos seus propósitos e programas; assírios e babilônios ficaram reduzidos a pó; egípcios e persas guardam, nos monumentos açoitados pelos ventos ardentes do deserto, as marcas da falência pomposa, das glórias de um dia;  a Hélade, de circunferência em torno das suas ilhas, legou, à posteridade, o momento de ilusório poder, porém, milênios de fracassos bélicos e desgraças políticas.
  As maravilhas da Humanidade reduziram-se a escombros: o Colosso de Rodes foi derrubado por um terremoto; o Túmulo de Mausolo arrebentou-se, passados os dias de Artemísia; o Santuário de Zeus, em Olímpia, e a estátua colossal foram reduzidos a poeira; os jardins suspensos de Semíramis arrebentaram-se e ficaram cobertos da sedimentação dos evos e das camadas de areia sucessivas da história. Assim, aconteceu com outros tantos monumentos que assinalaram uma época, porém foram fogos-fátuos de um dia ou névoa que a ardência da sucessão dos séculos se encarregou de demitizar e de transformar. Mas, o Herói Silencioso da Cruz, de braços abertos, transformou o instrumento de flagício em asas para a libertação de todas as criaturas, e a luz fulgurou no topo da cruz converteu-se em perene madrugada para a Humanidade de todos os tempos.
  O Brasil recebeu das Suas mãos, através de Ismael, a missão de implantar no seu solo virgem de carmas coletivos, com pequenas exceções, a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o vôo para abraçar as nações cansadas de guerras, os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos, os corações vencidos nas pelejas e lutas da dominação argentaria, as mentes cansadas de perquirir e de negar, apontando o rumo novo do amor para re restaurem no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção.
  Permaneçam confiantes, os espíritas do Brasil, na missão espiritual da “Pátria do Cruzeiro”, silenciando a vaga do pessimismo que grassa e não colocando o combustível da descrença, nem das informações malsãs, nas labaredas crepitantes deste fim de século prenunciador de uma madrugada de bênçãos que teremos ensejo de perlustrar.
   Jesus, meus filhos, confia em nós e espera que cumpramos com o nosso dever de divulgá-lO, custe-nos o contributo do sofrimento silencioso e das noites indormidas em relação à dificuldade para preservar a pureza dos nossos ideais, ante as licenças morais perturbadoras que nos chegam, sutis e agressivas, conspirando contra nossos propósitos superiores.
Divulgá-lO, vivo e atuante, no espírito da Codificação Espírita, é compromisso impostergável, que cada um de nós deve realizar com perfeita consciência de dever, sem nos deixarmos perturbar pelos hábeis sofistas da negação e pelas arengas pseudo-intelectuais dos aranzéis apresentados pela ociosidade dourada e pela inutilidade aplaudida.

Em Jesus temos “o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para servir-nos de modelo e guia”; o meio para alcançar o Pai, Amorável e Bom; o exemplo de quem, renunciando-se a si mesmo, preferiu o madeiro de humilhação à convivência agradável com a insensatez; de quem, vindo para viver o amor, fê-lo de tal forma que toda a ingratidão de quase vinte séculos não lhe pôde modificar a pulcridade dos sentimentos e a excelsitude da mensagem. Ser espírita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da Era do Espírito Imortal.
  Chamados para essa luta que começa no país da consciência e se exterioriza na indimensionalidade geográfica, além das fronteiras do lar, do grupo social, da Pátria, em direção do mundo, lutais para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude.
  Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens – é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite.
  Levai esta bandeira luminosa: “Deus, Cristo e Caridade” insculpida em vossos sentimentos e trabalhai pela Era Melhor, que já se avizinha, divulgando o Espiritismo Libertador onde quer que vos encontreis, sem o fanatismo dissolvente, mas, sem a covardia conivente, que teme desvelar a verdade para não ficar mal colocada no grupo social da ilusão.
  Agora, quando se abrem as portas para apresentar a mensagem do Cristo e de Kardec ao mundo, e logo mais, preparai-vos para que ela seja vista em vossa conduta, para que seja sentida em vossas realizações e para que seja experimentada nas Casas que momentaneamente administrais, mas que são dirigidas pelo Senhor de nossas vidas, através de vós, de todos nós.
O Brasil prossegue, meus filhos, com a sua missão histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, mesmo que a descrença habitual, o cinismo rotulado de ironia, o sorriso em gargalhada estrídula e zombeteira tentem diminuir, em nome de ideologias materialistas travestidas de espiritualismo e destrutivas em nome da solidariedade.
  Que nos abençoe Jesus, o Amigo de ontem – que já era antes de nós -, o Benfeitor de hoje – que permanece conosco -, e o Guia para amanhã – que nos convida a tomar do Seu fardo e receber o Seu jugo, únicos a nos darem a plenitude e a paz. Muita paz, meus filhos! São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,  Bezerra (Revista Reformador - Nº 2053 - Abril de 2000

 

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PERDÃO NECESSÁRIO

    O perdão é uma necessidade na vida de qualquer pessoa. Trata-se de um recurso que auxilia a seguir em paz a caminhada. A existência humana é cheia de percalços e decepções.
    A disparidade das personalidades causa pequenos e grandes atritos. Mesmo criaturas boas e honradas às vezes magoam os semelhantes.
    A própria dinâmica do mundo moderno dificulta que se dê a atenção devida às expectativas e aos sentimentos dos outros.  Quem se permite acumular mágoas torna-se infeliz. Sempre há algo de ruim a ser recordado.
    Pode ser uma indelicadeza, uma falta de atenção ou uma palavra mal colocada. O homem que se dedica a procurar defeitos e ofensas certamente as encontra. Entretanto, a mesma pessoa que ofendeu, talvez sem querer, também auxiliou inúmeras vezes.
    É uma questão de escolher o que se deseja valorizar. O que é mais importante? Inúmeras gentilezas ou uma expressão grosseira? A discrição de uma vida inteira ou uma palavra indiscreta, lançada por descuido?
    A atitude generosa habitual ou um ato egoísta? Muitas amizades são perdidas porque alguém se afirma traído.Freqüentemente essa traição nem é de grande monta.
    Trata-se antes de um momento infeliz, do que de algo premeditado.
    A respeito, vale lembrar a passagem evangélica em que Jesus é instado a manifestar-se sobre a mulher adúltera. Contrariando a expectativa geral, o Mestre afirmou: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”.
    A lição é que não pode julgar aquele cuja consciência não seja pura. Entretanto, as pessoas puras não se animam a julgar ninguém.
    No episódio bíblico, Jesus limitou-se a recomendar que a pobre mulher não mais pecasse. É importante ter em mente essa salutar lição.
    Quem na Terra possui a consciência totalmente ilibada? Para condenar um ato egoísta no próximo, é necessário ter sido sempre generoso.
    Entretanto, a própria reprovação de um pequeno deslize já indica falta de generosidade.
    Para se melindrar longamente com um comentário maldoso, impõe-se nunca ter falado mal de ninguém. Quem remói a indiscrição de que foi alvo sinaliza ter sido sempre estritamente discreto. Caso contrário, trata-se de um hipócrita, que faz o que reprova nos outros.
    Na convivência social e familiar, é preciso lembrar que os seres humanos são imperfeitos.
    Melhoram-se gradualmente com o passar do tempo e as experiências. Para não se converter em uma criatura rancorosa e infeliz, o perdão é uma necessidade.
    Mesmo quando somos alvo de alguma atitude realmente baixa ou cruel, persiste a necessidade de perdoar. Somos todos espíritos muito antigos, com inúmeras reencarnações.
    Nesse gigantesco caminhar, nem sempre fomos felizes em nossos atos. Muitas vezes erramos, mas aprendemos com a experiência e seguimos em frente. Conseqüentemente, não nos permitimos mais certas baixezas, que nos chocam.
    Contudo, em nosso passado algumas situações clamam por corrigenda. Se alguma grande dor nos atinge, não nos revoltemos contra quem é apenas o seu agente. A causa reside em nossa consciência em desarmonia com as Leis Divinas, em nossa necessidade de experimentar certas decepções.
    Perante situações inelutáveis e chocantes, não revidemos. A capacidade de perdoar propicia libertação do passado e candidata a experiências mais felizes.
    Em face dos equívocos alheios, é preciso perdoar, silenciar e esperar o tempo.
Equipe de Redação do Momento Espírita

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  BEZERRA DE MENEZES

Em 29 de agosto de 1831, nascia na antiga Freguesia do Riacho do Sangue, hoje Jaguaretama, no estado do Ceará, aquele que seria conhecido como o "Médico dos Pobres”, o “Kardec brasileiro”.
    Adolfo Bezerra de Menezes muito cedo revelou sua extraordinária inteligência. Com a idade de 11 anos iniciou o curso de Humanidades e, aos 13, conhecia tão bem o Latim que ele substituía o professor quando necessário, ministrando aulas a seus companheiros.
    Seu pai, capitão das antigas milícia e tenente- coronel da Guarda Nacional, Antonio Bezerra de Menezes, homem severo, de honestidade e caráter incontestáveis, possuía fazendas de criação. A política e seu bom coração, que o levaram a ajudar parentes e amigos que o procuravam, explorando seu sentimento de caridade ao próximo, comprometeram sua fortuna. Ao perceber que seus débitos igualavam seu haveres, procurou os credores e lhes propôs entregar todos os seus bens para quitar suas dívidas. Contudo, os credores, todos amigos, recusaram tal proposta e aceitando que lhes pagasse quando pudesse e quisesse. Não se sentindo em condições morais de aceitar tal proposta, decidiu tornar-se um mero administrador do que fora sua propriedade, retirando do exercício da administração apenas o estritamente necessário para a manutenção de sua família.
    Bezerra de Menezes, criado com o edificante exemplo de seu pai, decidiu com a pequena quantia que parentes lhe deram, e com o firme propósito de vencer quaisquer dificuldades, partiu para o Rio de Janeiro para seguir sua vocação- a Medicina.
    Em novembro de 1852, ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Completou o curso em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese "Diagnóstico do Cancro". Em 27 de abril de 1857, candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina e no ano seguinte candidatou-se a uma vaga de lente substituto da Seção de Cirurgia da Faculdade de Medicina. Mais tarde foi nomeado para o posto de Cirurgião-Tenente, como assistente de seu mestre Manoel F.P. de Carvalho, então Cirurgião-Mor do Exército.
    Em 1861, foi eleito vereador municipal pelo Partido Liberal, mas sua eleição foi impugnada pelo conservador Hadock Lobo, sob a alegação de ser Bezerra de Menezes médico militar. Mas, em 1867 foi eleito Deputado Geral e seu nome constou de uma lista tríplice para o Senado. Desiludido com a política e os políticos, decidiu abandonar a vida pública e dedicar-se a atender os pobres, repartindo com eles o pouco que então possuía.
    Bezerra de Menezes tomou conhecimento da Doutrina Espírita de forma inusitada. Foi presenteado com "O Livro do Espíritos" e como morava na Tijuca e levava uma hora viajando de bonde, resolveu, para distrair-se, ler o livro. Segundo suas palavras :
    "Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrara nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no "O Livro dos Espíritos". Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença".
  
 No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade presentes à sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha( atual Avenida 13 de Maio, Rio de Janeiro), reuniu-se para ouvir em silêncio emocionado e atônito, as palavras do médico e cidadão católico, Dr.Bezerra de Menezes, que proclamava sua conversão ao Espiritismo.

 

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SETEMBRO

 

NUNCA ESTARÁS SÓ

 

Ante a névoa das lágrimas , quando a incompreensão de outrem te agite os sentimentos , lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e conforto .

Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e segurança , pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona .

Ante as ameaças do desânimo , nos obstáculos para a concretização de tuas esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que , em tempo algum , te recusa bom-ânimo.

Ante a queda iminente na irritação , capaz de induzir-te à delinqüência, refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas bênçãos da paz .

Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo , suscetíveis de te impulsionarem a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te nega defesa , para que usufruas a tranqüilidade de consciência .

Ante prejuízos , muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste generosidade e confiança , medita nesse protetor magnânimo que nunca te desampara e que promove, em teu favor , sempre que necessário , os recursos precisos à recuperação de que careças.

Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos , amargurando-te os dias , eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que sempre te convida à tolerância e ao perdão .

Ante as crises da existência que te sugiram revolta e desespero , recorda o mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há problema sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a esperança .

Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados , não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a conhecê-lo.

E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te garante a vida , em nome de Deus , deixa que os teus ouvidos se recolham aos recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da consciência que esse alguém é Jesus... Emmanuel (Do Livro : “ Algo Mais ”, Francisco Cândido Xavier)

 

CIÊNCIA E ESPIRITISMO
por Mauro da Silva Costa

A transcendental procura do homem pelos indícios do "Big Bang" que originou o universo .

A ávida busca do elo perdido, provando definitivamente teorias que nos tragam a certeza de nossa origem , da passagem macaco / homem .

A conquista do universo em busca de povos mais civilizados, de galáxias mais evoluídas, de novas e poderosas energias .

O avanço da medicina no controle genético visando seres mais perfeitos .

Questões relativamente complexas, levando-se em consideração a nossa intelectualidade científica in­ completa e a nossa atrofiada evolução espiritual .

A natureza não dá saltos , a evolução é gradual e exige que o conhecimento seja absorvido como o ar que respiramos: de modo natural ; que o conhecimento intelectual seja perfeitamente equilibrado com a moral como o pássaro que necessita das duas asas para voar .

É naturalmente lógico que nenhuma indagação ficará sem resposta , que o homem desvendará tudo o que ainda se lhe parece como mistério .

Existe o processo natural para se chegar da dúvida à solução da mesma forma que da semente desabrocha a flor , sem fugir das leis naturais que regem o universo , deve o homem desabrochar da ignorância para o saber .

A flor para desfrutar dos raios do sol , já crescida, se utilizou sem preconceito nenhum de todos os ele ­mentos disponíveis ao seu desenvolvimento .

O homem com sua pseudo-racionalidade, deixa de lado pontos importantes , que iriam ajudar em seu desenvolvimento , não por ser racional , mas por ser emocional — como disse J. Herculano Pires , o homem não é racional e sim emocional , pois se deixa dominar pelas emoções ao invés de aplicar a razão .  

Estamos oferecendo à Ciência a Doutrina Espírita que também é ciência . Gostaríamos que os homens ligados a Ciência material percebessem o quanto a Doutrina Espírita — como ciência espiritual — pode lhes ajudar , deixar de lado o orgulho-emoção e admitirem as evidências .

O Espiritismo não é uma doutrina igrejeira, mística e rezadora , porém , a oração é necessária para elevar a alma Deus . Como ainda pensam alguns , é uma doutrina totalmente baseada na lógica , na razão e nas leis naturais , as mesmas leis que regem os astros do universo e as combinações físico-químicas dos experimentos científicos '

Com a união da ciência material e espiritual , chegaremos não a todas as respostas , ainda , mas com certeza estaremos bem mais próximos delas.

O mesmo conceito aplica-se aos espíritas que desprezam a ciência material , causando uma estagnação doentia e prejudicial à Doutrina Espírita .

A Ciência material vem justamente comprovar , dar o apoio para que a Doutrina Espírita perca o ar de milagre e de sobrenatural .

Doutrina Espírita e Ciência material , estamos batendo essas nossas duas asas ainda de forma descompassada.

Estamos voando ainda meio sem jeito como um pássaro ferido. Basta apenas que nos conscientizemos da importância que cada segmento possui, para que o vôo possa nos levar as esferas mais altas e mais distantes .

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PALAVRAS DE KARDEC

A revelação espírita possui um duplo caráter : ela participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica . Allan Kardec in A GÊNESE , cap. I

 

Senhor , deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade , se eles as cumprissem. Com essas leis , fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam.

Ao homem , além do instinto , deste a inteligência e a razão ; também lhe deste a liberdade de cumprir ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o mal , a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações .

Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis , pois , com paternal previdência , quiseste que elas se gravassem na consciência de cada um , sem distinção de cultos , nem de nações .

Dia virá em que , segundo a tua promessa , todos as praticarão. Desaparecido terá, então , a incredulidade . Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas , e o reinado das tuas leis será o teu reino na Terra .

Digna-te, Senhor , de apressar-lhe o advento , outorgando aos homens a luz necessária , que os conduza ao caminho da verdade .

 Allan Kardec in cap. XXVIII do livro O Evangelho segundo o Espiritismo , item 3.2- A Prece ).

CARIDADE

" Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos , e não tiver CARIDADE , sou como o metal que soa, ou como o sino que tine.
   E se eu tiver o dom de profecia , e conhecer todos os mistérios , e quanto se pode saber ; e se tiver toda a Fé , até ao ponto de transportar montanhas , e não tiver CARIDADE , não sou nada . E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres , e se entregar o meu corpo para ser queimado, se, todavia , não tiver CARIDADE , nada disto me aproveita.

A Caridade é PACIENTE , é BENIGNA ; A CARIDADE :

Não é invejosa , não obra temerária nem precipitadamente. Não se ensoberbece, não é ambiciosa , Não busca os seus próprios interesses .

Não se irrita, não suspeita mal .

Não folga com a injustiça , mas folga com a VERDADE . TUDO TOLERA TUDO CRÊ, TUDO ESPERA TUDO SOFRE.

A CARIDADE nunca , jamais há de acabar , ou deixem de ter lugar as profecias , ou cessem as líng uas , ou sej a abolida a ciência . Agora , pois , permanecem a FÉ , a ESPERANÇA e a CARIDADE , estas três virtudes ; porém a MAIOR delas é a CARIDADE ."

Paulo (I CORÍNTIOS, XIII: 1-7 e 13.)

IN” O LIVRO DOS ESPÍRITOS ”

(...)Deve-se distinguir a esmola , propriamente dita , da beneficência . Nem sempre o mais necessitado é o que pede. O temor de uma humilhação detém o verdadeiro pobre , que muita vez sofre sem se queixar. A esse é que o homem verdadeiramente humano sabe ir procurar , sem ostentação .( Item 888 a )

 

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CALMA

Justo lembrar : a voz humana está carregada de vibrações . Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos .
Uma exclamação tonitruante equivale a uma pedrada mental .
Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto , faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo . Os nervos dos outros são iguais aos teus : Desequilibram-se facilmente.

Discussão sem proveito é desperdício de forças . Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas . Aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio .

Se te sentes à beira da irritação estás doente e o doente exige remédio . Barulho verbal apenas complica. Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro . Emmanuel (Do livro " Calma ", FCXavier)

A VOZ DO PASTOR

Olhando as multidões , Jesus teve grande compaixão delas, porque andavam aflitas, desgarradas e errantes como ovelha que não têm pastor ( Mateus 9 :36)

Em meio a tanto desequilíbrio, nosso e dos outros , inconfundível mensagem de amor e paz se faz ouvir . Ë a voz de Jesus, o Pastor de nossas almas . Não é ma voz física que ressoe ao nosso redor , nem som que fira os nossos ouvidos materiais . Ë uma mensagem que nos alcança a acústica da alma e ecoa na câmara sagrada dos sentimentos .

Buscai primeiramente , o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo da misericórdia divina .

Procuremos o sentido espiritual e eterno da vida , organizemos nossa existência pessoal e a da sociedade em termos das leis naturais , divinas, e tudo o mais no mundo irá, então se encaixando, se ajustando em paz e amor como tanto desejamos e sonhamos. Libertar-nos-emos do materialismo e do egoísmo e todo o seu cortejo de males e dores !.

Não ajunteis tesouros na Terra , porque onde estiver o vosso tesouro , aí estará o vosso coração .

Não fiquemos apegados à vida material . Aqui , a traça ro, a ferrugem corrompe, os ladrões roubam.

Ajuntai para vós tesouros no céu onde nem a traça nem a ferrugem corroem e onde os ladrões não escavam nem roubam .

Enriqueçamos nossa alma com conhecimento e virtudes , único patrimônio verdadeiramente nosso para sempre .

Basta a cada dia o seu mal .

Não nos aflijamos demais e sem necessidade . Cada coisa a seu tempo . Não queiramos atravessar a ponte antes de chegar a ela .

Aprende de mim que sou manso e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas pois o meu jugo é suave e leve o meu fardo .

Mansuetude , humildade ... Diminuem, aliviam o fardo da vida . Com elas suportamos melhor as lutas , não nos alteramos nem nos angustiamos tanto .

Não julgueis. Perdoai para serdes perdoados .

Saíamos do olho por olho , dente por dente ”, para o entendimento , compreensão , tolerância . Quantos atritos e desajustes evitaremos !.

A cada um será dado segundo as suas obras .

Confiemos na justiça divina . Jesus, de imediato e aparentemente , teria sido prejudicado, recebendo crueldade e morte em troca de sues atos bons , mas ressurgiu espiritualmente em situação gloriosa , como merecia, enquanto seus perseguidores anda teriam de enfrentar as conseqüências infelizes de seus atos maus .

Daí e vos será dado : medida boa, recalcada, sacudida e transbordando, deixarão em vosso regaço .

Sejamos generosos na semeadura do bem , pois , também farta será a retribuição pela lei divina

Therezinha Oliveira in “Jesus, o Cristo ”. Ed. Allan Kardec

 

SABEDORIA DA ÁGUA

Se alguém lhe bloquear a porta , não gaste energia com o confronto , procure as janelas .

Lembre-se da sabedoria da água : " a água   nunca discute com seus obstáculos , mas os contorna ".

Quando alguém o ofender ou o frustar, " você ! é a água , e a pessoa que o feriu o obstáculo !

Contorne-o sem discutir .  Aprenda a amar sem esperar muito dos outros ." (Desconhecemos o autor ).

PALAVRAS DE ANDRÉ LUIZ

 

Na Terra , Deus nos concede o corpo , através de pais amigos . Entretanto , c ada um de nós se lhe faz inquilino temporário em regime de responsabilidade .

Deus nos proporciona a riqueza das horas pela contabilidade do Tempo Entretanto , cada criatura , em momento oportuno , apresentará o relatório dos próprios dias . Deus nos oferta os laços afetivos pelos princípios da afinidade

Entretanto , podemos valorizá-los ou não , conforme o nosso próprio arbítrio .

Deus nos concede a propriedade , por intermédio das leis organizadas pelos próprios homens Entretanto . daremos conta do usufruto respectivo .

Deus nos oferece as sementes pelos recursos da Natureza .
Entretanto , plantio e colheita são sempre e nossa escolha .

Deus nos confia o dinheiro , através do trabalho ou da generosidade alheia . Entretanto , somos responsáveis pela aplicação da finança que nos seja creditada.

Deus nos habilita para a eficiência com máquinas diversas, por meio da própria inteligência humana . Entretanto , compete a nós outros a programação e a condução delas. Em suma , toda criação e doação das vantagens de que dispomos procedem de Deus . Entretanto , é justo reconhecer que todos os êxitos e problemas da utilização pertencem a nós . ( In : “ Vida em Vida ”, Francisco C. Xavier)

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CORAGEM

Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado, com medo do gato Um mágico teve pena dele e o transformou em gato . Mas ele ficou com medo de cão . Por isso o mágico o transformou em pantera .

Então ele começou a temer os caçadores. A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse : “ Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo :”.

É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto . Mas saiba que coragem não é a ausência do medo , e sim a capacidade de avançar apesar do medo Caminhar para frente e enfrentar as adversidades , vencendo os medos .

É isto que devemos fazer . Não podemos nos derrotar , nos entregar por causa dos medos . Assim , jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas . ( autor desconhecido ).

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OUTUBRO

 

VOAR SOBRE O PÂNTANO

CARLOS CUAUHTÉMO SÁNCHEZ

 

Um pássaro vivia resignado em uma árvore apodrecida no meio de um pântano . Havia já se acostumado a estar ali , comia insetos do lodo e se encontrava sempre sujo por causa do barro pestilento. Suas asas estavam atrofiadas por causa do peso das imundícies. Certo dia , porém , um grande vendaval destruiu sua guarida ; a árvore apodrecida foi tragada pela lama e então , ele se deu conta de que iria morrer . Com o desejo instintivo de salvar-se, começou, com força , a bater as asas para empreender o vôo . Custou-lhe muito trabalho , pois , esquecera como era voar , porém , agüentou a dor do corpo até que conseguiu levantar-se e cruzar o espaçoso céu , chegando finalmente a um bosque fértil e maravilhoso ." Os problemas são como um vendaval que destrói o seu refúgio e obriga você a levantar o vôo ou a morrer . Nunca é tarde . Não importa o que você viveu, não importa os erros que você cometeu, não importa as oportunidades que você deixou passar , não importa a sua idade , sempre estamos aptos para dizer BASTA , para ouvir o apelo para uma vida melhor , para sacudirmos a lama e voar ALTO , bem longe do pântano .

FELICIDADE E O TRABALHO

Os espíritos ensinam que completa felicidade é apanágio da perfeição espiritual . Enquanto o homem possuir vícios e fissuras morais , ele sofrerá. A identificação exclusiva com as coisas materiais causa sofrimento. Tudo o que é material é transitório . Quem localiza sua fonte de satisfação no que dependa apenas do elemento material está fadado a perdê-la. Ao final da existência terrena , restam somente as conquistas morais e intelectuais . Tais conquistas correspondem ao tesouro que nenhum ladrão consegue roubar e que as traças e a ferrugem não atingem.

A perfeição espiritual não se cinge à conquista de virtudes morais . Ela envolve também o burilar do intelecto . A razão e o sentimento burilados e purificados constituem as duas asas que conduzem o espírito à plenitude . Importa, pois , dedicar-se ao cultivo de ambos . A felicidade é o sonho de todo homem . Pergunte-se a qualquer pessoa o que deseja e ela certamente afirmará que quer ser feliz . A busca de plenitude , de conforto e de paz têm conduzido a raça humana ao longo das eras . A própria fragilidade da vida material desafia o intelecto . Na busca de preservá-la e de vencer os elementos da natureza , os homens desenvolvem suas faculdades intelectuais . Com o tempo , esse intelecto desenvolvido volta-se para questões mais transcendentes . Surgem reflexões sobre a razão e a finalidade da vida . Indaga-se o porquê de tantos sofrimentos que envolvem a vida humana .

O Espiritismo responde tais questionamentos. Ele ensina que os obstáculos e os infortúnios destinam-se a desenvolver a sensibilidade e o intelecto humanos . A igualdade em face da dor , da doença e da morte mostra o quanto todos são parecidos e devem ser solidários . Ricos e pobres , belos e feios , todos se submetem aos imperativos da natureza . É difícil permanecer insensível em face de uma dor que já se experimentou. À medida que a Humanidade evolui, as dores se tornam menos atrozes . Por conta da evolução intelectual , medicamentos e tratamentos sofisticados são descobertos . Tudo se encadeia no Plano Divino . O progresso intelectual dá-se de modo quase automático , pelo natural desejo que os homens têm de se furtar a dores e embaraços .

O progresso moral secunda o intelectual , mas demanda uma sensibilidade e um esforço a mais para operar-se. Ele pressupõe maturidade bastante para compreender a vida a partir de um patamar mais elevado . O estágio atual da Humanidade já possibilita compreender que conquistas materiais não garantem a felicidade . Embora a evolução científica e tecnológica , os homens persistem angustiados e carentes de paz . Para ser feliz , é necessário vencer velhos vícios , que causam grande tormento . Inveja , ciúme , egoísmo , ganância e sensualidade desequilibrada são exemplos de fissuras morais que infernizam quem as possui.

O homem realmente decidido a ser feliz precisa dedicar-se a combater seus vícios . O intelecto desenvolvido auxilia-o a identificar os seus problemas morais . Basta pensar quais de suas características lhe tiram a paz e não são elogiáveis no próximo . Identificados os problemas , é necessário trabalhar para combatê-los. A criatura madura sabe que não existe resultado sem trabalho , nem recompensa sem esforço . Ninguém se transformará em anjo por um golpe de sorte . Impõe-se a aplicação de uma firme vontade no burilamento do próprio caráter . A plena felicidade pressupõe a perfeição espiritual , mas esta é fruto do trabalho . ( Equipe de Redação do Momento Espírita).

Por que o trabalho é imposto ao homem ?

Resp . – É uma conseqüência de sua natureza corporal . É uma expiação e, ao mesmo tempo , um meio de aperfeiçoar sua inteligência . Sem o trabalho , o homem permaneceria na infância da inteligência . Por isso , ele não deve seu sustento , sua segurança e seu bem-estar senão ao seu trabalho e à sua atividade . Àquele que é muito fraco de corpo Deus deu a inteligência para isso suprir ; mas é sempre um trabalho .

(In O Livro dos Espíritos, q. 676, Allan Kardec)

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MESMO ASSIM ...

Só o amor nos faz perseverar
As pessoas são irracionais , ilógicas e egocêntricas Ame-as mesmo assim !


Se você tem sucesso em suas realizações , ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso mesmo assim !


O bem que você faz será esquecido amanhã . Faça o bem mesmo assim! A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável
Seja honesto mesmo assim !


Aquilo que você levou anos para construir , pode ser destruído em um dia para o outro. Construa mesmo assim !

Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você ajudar. Ajude-os mesmo assim!

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si você corre o risco de se machucar . Dê o que você tem de melhor mesmo assim !

Madre Teresa de Calcutá

 

 

A PORTA

Dr. Içami Tiba  ( Psicoterapeuta )

 

Se você encontrar uma porta à sua frente , poderá abri-la ou não . Se você abrir a porta , poderá ou não entrar em uma nova sala . Para entrar , você vai ter que vencer a dúvida , o titubeio ou o medo .


Se você venceu, você deu um grande passo : nesta sala vive-se. Mas também tem um preço : são inúmeras as outras portas que você descobre.


O grande segredo é saber quando e qual a porta deve ser aberta . A vida não é rigorosa : ela propicia erros e acertos . Os erros podem ser transformados em acertos , quando , com eles , se aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno

. A vida é generosa : a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas . A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas .
Ela privilegia quem descobre seus segredos , e generosamente oferece afortunadas portas . Mas a vida também pode ser dura e severa : se você não ultrapassar a porta , terá sempre a mesma porta pela sua frente . É a repetição perante a criação .

É a monotonia cromática perante o arco-íris . É a estagnação da vida .
Para a vida , as portas não são obstáculos , mas diferentes passagens .

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Fora da caridade não há salvação

Estes princípios , para mim , não são apenas uma teoria , eu os coloco em prática ; faço o bem tanto quanto o permite a minha posição ; presto serviço quando posso; os pobres jamais foram rejeitados em minha casa , ou tratados com dureza ; a todo momento não foram sempre recebidos com a mesma benevolência ? Jamais lamentei meus passos e minhas diligências para prestar serviço ; pais de família não saíram da prisão pelos meus cuidados ? Certamente não me cabe fazer o inventário do bem que pude fazer ; mas , num momento em que parece tudo esquecer-se, é-me muito permitido , creio, chamar à minha lembrança que a minha consciência me diz que não fiz mal a ninguém , que fiz todo o bem que pude, e isso o repito sem pedir conta da opinião ; sob esse aspecto , a minha consciência está tranqüila e de alguma ingratidão com a qual pude ser pago , em mais de uma ocasião , isso não poderia ser para mim um motivo para deixar de fazê-lo; a ingratidão é uma das imperfeições da Humanidade , e como nenhum de nós está isento de censuras , é preciso saber passar aos outros pelo que se nos passa a nós mesmos , a fim de que se possa dizer , como J. C.: " que aquele que está sem pecado , lhe atire a primeira pedra ."

Continuarei, pois , a fazer todo o bem que puder, mesmo aos meus inimigos , porque o ódio não me cega ; e eu lhes estenderia sempre a mão para tirá-los de um precipício , se a ocasião disso se apresentasse.

Eis como entendo a caridade cristã; compreendo uma religião que nos ordena retribuir o mal com o bem , com mais forte razão restituir o bem pelo bem . Mas não compreenderia jamais a que nos prescrevesse retribuir o mal com o mal . ( Pensamentos íntimos de Allan Kardec em documentos encontrados entre seus papéis)

 

PAZ E ALEGRIA

Planta , por onde fores, uma flor de bondade .

Irradia a esperança nas palavras de fé

. Veste de paz e amor o ambiente em que estejas.

Se algum mal aparece, olvida e faze o bem . Suprime quanto possas os problemas que encontres.

Pelo Sol , Deus nos guarda no esplendor da alegria .

Emmanuel (in " Momentos de Paz ", Francisco Cândido Xavier)

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SOBRE CRISTO

Mahatama Gandhi-02.10.1869 30.01.1948

PALAVRAS DE KARDEC

Toda a gente admira a moral evangélica; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém , assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer, ou firmados em certas máximas que se tornaram proverbiais. Poucos , no entanto a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e lhe sabem deduzir as conseqüências. A razão está em grande parte, na dificuldade que apresenta o entendimento do Evangelho que, para o maior número dos seus leitores, é ininteligível.

A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever, como lêem as preces, sem as entenderem, isto é , sem proveito. Passam-lhes despercebidos os preceitos morais, disseminados aqui e ali, intercalados na massa das narrativas.

Allan Kardec, introdução de ¨O Evangelho Segundo o Espiritismo

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NOVEMBRO

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA

 

No ano 399 antes da era cristã, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obrigação bastante difícil .   Representantes do povo , escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o filósofo Sócrates. O pensador era acusado de recusar os deuses do Estado , e de corromper a juventude .

Figura muito controversa , Sócrates era admirado por uns, criticado por outros . Tinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens , ensinando-os a pensar , a questionar seus próprios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos . Sócrates desenvolveu a arte do diálogo , a maiêutica , este momento do “ parto ” intelectual , da procura da verdade no interior do homem . Seus dizeres “ Só sei que nada sei” representam a sapiência maior de um ser , reconhecendo sua ignorância , reconhecendo que precisava aprender , buscar a verdade . Por isso foi sábio , e além de sábio , deu exemplos de conduta moral inigualáveis .

Viveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilusórios dos seres , e das crenças vigentes em sua sociedade . Frente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar lições importantíssimas, como quando afirmou: “ Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos , tanto velhos como novos , de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfeição de vossas almas .” O grande filósofo foi condenado à morte por cerca de 60 votos de diferença . A grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena , assumindo o crime , e tentasse livrar-se da punição capital , com pagamento de algumas moedas .

Com certeza , todos sairiam com as consciências menos culpadas. Todos , menos Sócrates que , de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princípios de moralidade íntimos . Assim , aceitou a pena imposta . Preso por cerca de 40 dias , teve chance de escapar , dado que seus amigos conseguiram uma forma ilícita de dar-lhe a liberdade . Não a aceitou. Não permitiu ser desonesto com a lei , por mais que esta o houvesse condenado injustamente . Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma .

E foram extremamente tranqüilos os últimos instantes de Sócrates na Terra . Uma calma espantosa invadia seu semblante , e causava admiração em todos que iam visitá-lo. Indagado a respeito de tal sentimento , o pensador revelou  o que lhe animava o espírito : “ Todo homem que chega aonde vou agora , que enorme esperança não terá de que possuirá ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho ! Este é o motivo de que esta viagem que ordenam me traz tão doce esperança .”

Sim, Sócrates tinha a certeza íntima da imortalidade da alma , e deixou isso bem claro em vários momentos de seus diálogos . A perspicácia de seus pensamentos e reflexões já haviam chegado a tal conclusão lógica . O grande filósofo partia, certo de que continuaria seu trabalho , de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo , uma nova perspectiva da vida , que é uma só , sem morte , sem destruição .

O Codificador da Doutrina Espírita , Allan Kardec, indagou aos imortais : “ No momento da morte , qual o sentimento que domina a maioria dos homens ? A dúvida , o medo ou a esperança ?” Ao que os Espíritos lhe respondem: “A dúvida para os descrentes endurecidos; o medo para os culpados; a esperança para os homens de bem .” Que possamos todos , a exemplo de Sócrates, deixar este mundo com o coração repleto de esperança . Texto da Redação do Momento Espírita com base no livro O Fédon , de Platão, Coleção Filosofia – Textos nº 4. ed. Porto e no livro Apologia de Sócrates , de Platão, Coleção Aos pensadores , ed. Nova Cultural. www.momento.com.br  

 

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  Difícil Arte de ter Fé

Ter fé é banir da vida o “e se?” e caminhar com a cabeça erguida, sem olhar para trás e nem para os lados - é ter a convicção de que aconteça o que acontecer , o objetivo será atingido.
Há quem pense que ter fé é se jogar num buraco escuro , sem saber o que o espera embaixo ; mas é exatamente o contrário . Quem tem fé se joga no buraco escuro sim , mas ele sabe, através dos olhos espirituais , o que o espera e não duvida disso; ele constrói sua arca com a certeza que a chuva virá; ele abre os olhos para a promessa e fecha os ouvidos para os que tentam fazê-lo desistir com dúvidas ; ele anda sobre as águas e sente terra firme sob os pés ; ele vê saídas e continua a caminhar onde outros desistiram.

Temos fé quando temos a certeza absoluta que não estamos sós . Sabemos que uma Mão nos guia , Braços nos esperam e isso nos reconforta. Perdemos bênçãos por que no meio do caminho , principalmente se este for longo , começamos a questionar . Mas não é fácil pra ninguém manter-se em posição de fé quando tudo parece contrário ao que se espera .

As pessoas mais próximas de Jesus duvidaram. Pedro começou a afundar ao andar sobre as águas , os discípulos todos entraram em pânico por causa de uma tempestade , mesmo sabendo o Mestre do lado e Tomé quis tocar a ferida com as próprias mãos .

Somos assim , nós , incrédulos , porque somos por demais materialistas. Fôssemos mais espirituais e nossa vida seria diferente . Quem só acredita naquilo que vê , só experimenta daquilo que vê ; quem acredita em Deus , experimenta a diversidade de bênçãos que Deus coloca a nossa disposição.

A fé é um exercício diário de confiança em Deus e é o resultado da convivência com Ele . Só que Deus não é um Deus que impõe. A nós cabe a busca . Quem já tem fé planta em desertos e vê campos floridos. Quem não tem, peça que Deus dá com alegria . (Letícia Thompson)

 

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A LIÇÃO DA MOSCA

Certa vez , duas moscas caíram num copo de leite . A primeira era forte e valente . Assim , logo ao cair , nadou até a borda do copo . Como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, porém , não conseguiu escapar . Acreditando que não havia saída , a mosca desanimou, parou de se debater e afundou. Sua companheira de infortúnio , apesar de não ser tão forte , era tenaz e, por isso , continuou a se debater e a lutar . Aos poucos com tanta agitação , o leite ao eu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar vôo para longe . Tempos depois , a mosca tenaz , por descuido , novamente caiu num copo , desta vez cheio de água . Como pensou que já conhecia a solução daquele problema , começou a se debater na esperança de que , no devido tempo , se salvasse. Outra mosca , passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie , pousou na beira do copo e gritou: - Tem um canudo ali , nade até lá e suba. A mosca tenaz respondeu: - Pode deixar que eu sei como resolver este problema . E continuou a se debater mais e mais até que , exausta , afundou na água .

* * * Soluções do passado , em contextos diferentes , podem transformar-se em problemas . Se a situação se modificou, dê um jeito de mudar . Quantos de nós , baseados em experiências anteriores , deixamos de observar as mudanças em redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão ? Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências . Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir . É por isso que os japoneses dizem que na garupa do sucesso vem sempre o fracasso . Os dois estão tão próximos que a arrogância pelo sucesso pode levar à displicência que conduz ao fracasso . Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação . (in : Os Donos do Futuro - Roberto Shinyashiki)

 

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FIQUE ESPERTO

Estevão Camolesi na apostila do seu curso VIVÊNCIA , COMPORTAMENTO E  EQUILÍBRIO NO DIA A DIA

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Aqui estão alguns exercícios que podem estimular áreas do cérebro que você talvez não esteja usando regularmente . Você vai descobrir que essas atividades gradualmente se tornam mais fáceis, e que seu pensamento flui melhor . Como resultado , quando você se deparar com um problema por situação que nunca viveu antes , terá melhor musculatura mental para encará-lo.

Modifique seus hábitos . Use seu relógio de cabeça para baixo e no outro pulso . ·

Desenvolva suas habilidades com a outra mão . Use-a para atividades mecânicas , tais como escovar os dentes , fazer anotações ou escrever números .

Explore fontes alternativas de aprendizagem. Se você acumula informações principalmente através da leitura , tente pegar livros gravados em fita . Se a televisão é sua principal fonte de noticias, tente as noticias on-line pela Internet .

Expanda seu universo de leitura . Muitas pessoas se prendem a um determinado tipo de material de leitura , em geral ficção leve ou jornais populares . Pegue uma cop ia de revistas como Scientific American ou Forbes para ler sobre algo inteiramente estranho a você .

Pratique jogos de palavras . Faça palavras cruzadas ou dispute com alguém , para ver quem consegue lembrar o maior números de nomes de uma determinada categoria ( por exemplo , animais de quatro patas , frutas comestíveis ) num espaço de tempo predeterminado.

Memorize um poema . Comece com um pequeno e gradualmente aprenda outros mais longos . Pratique suas técnicas espaciais . Compre um cubo de Rubik e tente solucioná-lo. Em vez de rabiscar , tente esboçar objetos tridimensionais reais .

Arranje um mapa topográfico de uma área que você conhece. Enquanto estuda os contornos da terra , mentalize os lugares como são ao natural .  Ouça um novo tipo de música , como por exemplo ópera , cantos gregorianos ou blues .

Não utilize calculadora ou programa de computado . Faça as contas manualmente . ·

Aprenda algo sobre um instrumento musical que você conhece muito pouco , como por exemplo flauta doce , harpa , clarinete ou percussão . Ouça música em que você possa identificar facilmente o seu som .

Veja um filme na televisão sem o som , e tente descobrir a personalidade dos personagens através da observação de suas atitudes .

Em frente ao espelho , pratique expressões faciais , tais como desconfiança, contentamento ou surpresa . 

Reconstitua uma conversa que aconteça há pelo menos 24 horas . Anote quem disse o que . Faça um teste consigo mesmo , perguntando a uma terceira pessoa que participou da conversa se ela lembra do que foi falado .

Quando estiver quase dormindo , escolha um ano de seu passado e tente se lembrar do maior número possível de acontecimento daquele ano . · Sempre que você tiver uma intuição sobre alguma coisa , anote-a, de modo a poder testar e desenvolver o poder de sua intuição .

Faça listas . Use um caderninho de bolso para registrar , por exemplo , um diário alimentar , como parte de um programa de controle de peso , ou compras que você faz, para administrar um orçamento . 

Pratique leitura de cabeça para baixo . Comece com um parágrafo de jornal ; veja quanto tempo você gasta nisso e acrescente gradualmente outros parágrafos , à medida que você se tornar mais apto

E, finalmente , como espíritas , em busca de nossa evolução espiritual

•  Pratiquemos a caridade

, •  O amor ao próximo

•  O perdão aos inimigos ou desafetos • 

E mantenhamos acessa a chama da Fé em Deus nosso Pai de Amor e Bondade .

•  E procuremos, no dia a dia exemplificar , em todas nossas atitudes , os ensinos de Jesus Cristo .

 

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VENTOS E TEMPESTADES DA VIDA


Um escritor inglês, do século passado, conta em uma de suas obras que na Praia perto de sua Casa, uma coisa muito interessante podia ser vista com freqüência:

Um navio lançando a sua âncora no mar enfurecido. Dificilmente existe uma coisa mais interessante ou sugestiva do que essa. O navio dança sobre as ondas Parece estar sob o poder e à mercê delas. O vento e a água se combinam para fazer do navio o seu brinquedo. Parece que vai haver destruição; pois se o casco do navio for lançado sobre as rochas, será despedaçado. Mas observamos que o navio mantém a sua posição. Embora à primeira vista parecesse um brinquedinho desamparado à mercê dos elementos, o navio não é vencido.

Qual é o segredo da segurança deste navio? Como pode resistir às forças da natureza com tanta tranqüilidade? Existe segurança para o navio no meio da tempestade porque ele está ancorado! A corda à qual ele está amarrado não depende das águas, nem de qualquer outra coisa que flutue dentro delas. Ela as atravessa e está fixada no fundo sólido do mar. Não importa quão forte o vento sopre ou quão altas sejam as ondas do mar...

A sua segurança depende da âncora que está imóvel no fundo do oceano. Muitas vezes nos sentimos no meio de uma tormenta, sendo jogados pelas ondas da vida para cima e para baixo e açoitados pelo vento da adversidade. Parece-nos, às vezes, que não conseguiremos sobreviver a determinados períodos de nossas vidas. Sem uma vida espiritual, a nossa vida é como um navio sacudido pelo mar enraivecido das circunstâncias incontroláveis da vida.

Mas, confiando em Deus, experimentamos sua presença e amor como âncora da nossa vida. Nos sentimos encorajados e esperançosos. Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco. (L. R. Silvado)

 

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ADIVINHAÇÃO NÃO É MEDIUNIDADE
Cláudio Farias do Amaral

 

A arte da adivinhação acompanha o ser humano há séculos, bem antes da vinda do Cristo, que instituiu a regra básica da mediunidade: "dar de graça o que de graça recebeste". A adivinhação tem íntima relação com o mediunismo, que é diferente de mediunidade. Acerca disto é preciso fazer diferenciação: mediunismo e mediunidade.

O mediunismo é a prática empírica, sem fundamentos rígidos e seguros que acarretem o necessário controle sobre a recepção da ação espiritual, sob as diversas formas de atuação (psicográfica, psicofônica, inspirada, oratória, curativa, transmissão de fluidos ou passe, materialização, etc.), a fim de que a comunicação seja o mais fiel possível, com o menor grau de deturpação por parte dos elementos que se combinam para sua produção: o espírito, o médium e o ambiente.

Já na mediunidade conduzida pelas orientações de Kardec tudo isso é considerado. Por exemplo, o objetivo para que nos dirigimos ao plano espiritual. Se for fútil (ambições, materiais, prognósticos, curiosidade mesquinha, etc.), atrairemos espíritos inferiores afins com tais níveis de interesses.  Um caso real ocorrido, há 32 anos atrás, na família de um companheiro nosso, ilustrará bem essa situação. Sua tia materna sempre se sentiu atraída a consultar os adivinhadores de sorte e na visita a um deles fez a indagação se sua mãe iria se sair bem em uma cirurgia já marcada. A pessoa informou que sim, mas que haveria uma futura segunda operação. Como anunciado, a primeira operação foi um sucesso, mas devido um excesso por parte da senhora houve a necessidade de uma nova intervenção cirúrgica. Confirmado o presságio feito, sua tia retornou para saber como ocorreria e aí instalou-se o pânico, quando veio a revelação de que desta tudo bem, mas haveria uma terceira que seria fatal. Assim ocorreu. A senhora foi submetida a uma terceira operação. Foi um verdadeiro pandemônio. Toda família em polvorosa e a única tranqüila era a senhora, que dizia: "gente, se chegou a hora tudo bem". Toda família foi motivo de chacota por parte dos espíritos zombeteiros, que na verdade se prevaleceram da prova prevista da senhora e se utilizaram daquela "médium desorientada” (cartomante) para instalar aquela agonia. Hoje a senhora está entre nós com 85 anos.

Diz-nos Kardec que os espíritos nada mais são do que os homens destituídos do corpo, nenhuma mensagem que deles se originem deve ser recebida pelos encarnados como infalível principalmente se o médium não cuida das condições morais pessoais e dos objetivos que o mova ao intercâmbio com os espíritos .

 

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DEZEMBRO

E SEMPRE BOM LEMBRAR :

...E para nós , onde Jesus nasceu?

Chico Xavier

Perguntemos a Maria de Magdala, onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:

- Jesus nasceu em Betânia. Foi certa vez , que a sua voz , tão cheia de pureza e santidade , despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.

Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:

- Ele nasceu no dia em que , na praça de Assis entreguei minha bolsa , minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente , pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor .

Perguntemos a Pedro quando deu o nascimento de Jesus, Ele nos responderá:

- Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifas, na noite em que o galo cantou pela terceira vez , no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência para a verdadeira vida .

Perguntemos a Paulo de Tarso , quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:

- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando , envolvido por intensa luz que me deixou cego , pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: Saulo, Saulo porque me persegue? E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse:
- Senhor , o que queres que eu faça?!

Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:

- Jesus nasceu no dia em que , amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar :

- Negue! Negue!

E o soldado com a tocha acesa dizendo:
- Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer ?

Foi neste instante que , sentindo o fogo subir pelo meu corpo , pude com toda certeza e sinceridade dizer :

- Não me ensinou só isso , Jesus ensinou-me também a amá-lo.

Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. Ele nos responderá:

- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus . Só então compreendi o sentido de suas palavras :
- Eu sou o caminho , a verdade e a vida .

Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus. E ela nos responderá:

- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse:

- Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede , pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas .

Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi: - Senhor , dá-me desta água .

Perguntemos a João Batista quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:

- Jesus nasceu no instante em que , chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse.

E ante a meiguice do seu olhar e a majestade da sua figura pude ouvir a mensagem do Alto :
- " Este é o meu Filho Amado , no qual pus a minha complacência !
- Compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir , para a glória de Deus .

Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus? Ele nos responderá:

- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: - Lázaro ! Levanta.
Neste momento compreendi finalmente quem Ele era ... A Ressurreição e a Vida !

Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação .

Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos .

Perguntemos a Bezerra de Menezes o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus e ele nos responderá:
- Jesus nasceu no dia em que desci as escadas da Federação Espírita Brasileira e um homem se aproximou dizendo:

- Vim devolver-lhe o abraço que me deste em nome de Maria, porque renovei minha fé e a confiança em Deus .

Foi naquele instante que percebi a Sua misericórdia e o Seu imenso amor pelas criaturas .

Perguntemos, finalmente , a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:

-Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas , que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha . Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo , para ensinar aos homens a lei maior do amor .

Agora pensemos um pouquinho:

E para nós , quando Jesus nasceu?

Pensemos mais um pouquinho:

e se descobrirmos que ele não nasceu?

Então , procuremos urgentemente fazer com que ele nasça um dia destes, porque , quando isso acontecer , teremos finalmente entendido o Natal e verdadeiramente encontrado a luz .

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Não Faça Tempestade em Copo d'água


Muitas vezes nos desgastamos por coisas que, examinadas em detalhe, não merecem tanta atenção.
Nós nos detemos em pequenos problemas e questões e os superdimensionamos.
Um estranho, por exemplo, pode nos dar uma fechada no trânsito. Em vez de esquecê-lo, e continuarmos em frente, tocando o dia, nos convencemos de que este motivo é mais do que suficiente par nossa raiva.

Nós imaginamos o confronto em nossas mentes. Muitos de nós, inclusive, podem vir a narrar outras pessoas o incidente, em vez de simplesmente esquecê-lo.
Tente sentir compaixão por esta pessoa e pense como deve ser terrível ser obrigado a ter tanta pressa. Deste modo, podemos manter nosso próprio senso de bem estar, sem incorporamos o problema do outro.

Há muitas outra "tempestades" como essa. Exemplos que ocorrem todos os dias em nossa vida. Quando temos que esperar numa fila, quando ouvimos críticas injustas, ou fazemos a parte mais difícil em algum trabalho.

Só temos a ganhar ao aprender a não nos deixarmos levar por esses pequenos aborrecimentos. Tantas pessoas perdem tanta energia de suas vidas "fazendo tempestade em copo d'água", que perdem contato com o lado mágico e belo da existência.
Quando você se compromete a trabalhar com esse objetivo em mente, percebe que sobra uma reserva muito maior de energia para ser dedicada à simpatia e à gentileza.

Richard Carlson

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FOLHA AMASSADA

 

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva à menor provocação.

Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.

Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse : A M A S S E – A!

Com medo , obedeci e fiz com ela uma bolinha.

- Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me

Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.

O professor me disse, então:

- O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.

Quando sinto vontade de estourar, lembro daquele papel amassado.

A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.

Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais...

Alguém já disse, certa vez:

- Fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio

“Seremos sempre responsáveis pelos nossos atos – nunca se esqueça”.

Stella Maris

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”BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO BRANDOS, PORQUE POSSUIRÃO A TERRA”.

(Mateus, 5:4)

 

Por esta e outras máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês que alguém possa usar para com seus semelhantes.

Podemos perceber, dessa forma, que os ensinos de Jesus não são bem compreendidos por nós e, menos ainda, vivenciados.

Prova disso é o nosso comportamento diário, diante de situações e pessoas. Um dia desses, transitávamos por uma rua da nossa cidade e paramos no sinal fechado. Observamos no veículo ao lado um adesivo com a seguinte citação evangélica: “Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim”. De fato a frase chamou-nos a atenção pela beleza da idéia que contém, mas infelizmente não retratava a realidade. Ao aproximar-se um desses garotos que entregam panfletos de propaganda nas esquinas, a senhora que dirigia o veículo, o tratou com aspereza.

Gesticulando raivosa espantou o menino, que afastou-se um tanto desorientado.

É muito comum percebermos esse tipo de situação, pois Jesus tem sido muito divulgado ultimamente, mas pouco vivido.

Para que o Cristo possa de fato viver em nós, é necessário que nos esvaziemos um pouco do egoísmo. Enquanto estivermos cheios de nós mesmos, certamente não haverá lugar para Ele em nossa intimidade.

É muito fácil viver os ensinamentos de Jesus dentro dos templos religiosos que freqüentamos, onde a situação e as pessoas nos favorecem. Quando tudo está calmo e todos se comportam com serenidade, é fácil ser brandos e pacíficos.

Todavia, os ensinos do Mestre de Nazaré devem ser vivenciados 24 horas por dia.

É verdade que algumas coisas não são bem como gostaríamos que fossem.

Não nos agrada encher o veículo de papéis de propaganda, mas será preciso agredir com palavras aqueles que os entregam?

Agindo assim, deixamos de lado outro ensino do Cristo:

“Fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse”.

É importante, antes de agirmos com rudeza, colocarmo-nos no lugar do outro e nos perguntarmos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em seu lugar.

Se fizermos isso, com toda certeza não nos equivocaremos mais, e por conseguinte estaremos agindo como verdadeiros cristãos. 

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  Você sabia?  

Você sabia que os mundos também evoluem e tornam-se cada vez melhores?

É por isso que Jesus afirmou que são bem-aventurados os brandos porque possuirão a Terra.

A Terra, que é um planeta de expiações e provas passará a mundo de regeneração e albergará os espíritos que já se melhoraram a ponto de merecê-la.

Os que ainda persistirem no mal reencarnarão em outros planetas, de conformidade com sua evolução. É assim que se expressa a justiça divina. A ninguém desampara, mas também a ninguém privilegia, todos temos as mesmas chances, basta que saibamos aproveitá-las.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelho Segundo o Espiritismo , cap. IX, item 4.

 

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ELES O PERDERAM

Tradução SergioBarros

Recebido de Mira Scopeta , via Era do Espírito.

 

Procuraram um Leão,
Ele veio como um Cordeiro...e eles O perderam.

  Procuraram um Guerreiro,
Ele veio como um Pacificador...

e eles O perderam.

  Procuraram um Rei,
Ele veio como um Servo... e eles O perderam.

 

Procuraram pela libertação de Roma,
Ele submeteu-se à cruz Romana.. .e eles O perderam.

  Procuraram um que se ajustasse a seu molde,
Ele era o criador de moldes... e eles O perderam.

O que procurar? O leão? O guerreiro? O rei? O libertador?
O que procurar?

  Procuraram encontrar

suas necessidades temporárias,
Ele veio mostrar sua necessidade eterna... e eles O perderam.

Ele veio como um cordeiro

para ser sacrificado por seu pecado...

Você O perderá?

Ele veio para construir

a paz entre Deus e os homens...

Você O perderá?

Ele veio modelar

e servir toda a humanidade...

Você O perderá?

Ele veio para que possamos

ter a liberdade verdadeira...

Você O perderá?

Quando nos submetermos ao Cordeiro, encontraremos o Leão.

Quando nos unirmos ao Pacificador, encontraremos o Guerreiro.

Quando trabalharmos com o Servo, encontraremos o Rei.

Quando andarmos com o Submetido, encontraremos o Libertador.

Quando nos preocuparmos com o Eterno,

teremos o temporário.

Se Ele não se ajusta ao

molde que você tem, então vá ao criador de moldes e receba um novo.

  Submeta-se a Seu plano

para a sua vida e você encontrará primeiro as suas necessidades eternas - então todas as outras coisas que você precisa virão também.

 

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Não cometamos o mesmo erro ! Encontramos Jesus através do Evangelho e o colocamos em nossos corações através da Doutrina Espírita. È mais uma chance que o Pai nos oferece. Aproveitemos o Natal para , darmos ao aniversariante, o presente de nosso amor, de nossa fé irrestrita e da promessa de mantê-lo presente, hoje e sempre, em nossas atitudes e palavras. -Nota da redação.

 

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A FÉ É O MAIOR TESOURO DA ALMA.

 

É a grande luz que ilumina nossos destinos, enriquece nossa inteligência e exalta o nosso coração. Fé é o emblema da perfeição e a insígnia do poder.

Por isso, Jesus disse aos Seus discípulos: “se tivésseis fé do tamanho de uma semente de mostarda, diríeis a este amoreira: transplanta-te para o mar e ela vos obedeceria.”

A fé é um cabedal que valoriza a alma, tal como o ouro no mundo valoriza o homem. 

Na esfera material o homem tem sido considerado pelo que tem.

Na esfera espiritual cada um vale pela fé que possui.

Para se possuir legalmente bens materiais, na Terra, é necessário trabalho, raciocínio e esforço.

Para se adquirir a verdadeira fé também é indispensável o trabalho, o raciocínio, o estudo e o esforço.

A prosperidade material é produto do trabalho. A prosperidade espiritual é uma conquista do espírito humano. O dinheiro facilita o bem estar físico.

A fé, por sua vez, felicita o homem, não só espiritualmente, mas também atinge o seu físico.

A fé não se compra nos templos de mercadores, nem nas feiras. Não se dá por esmola, nem se adquire por herança.

A fé adquire-se especialmente pela aquisição de conhecimento.

Sobre esse assunto, Allan Kardec, deixou-nos o seguinte ensinamento: “ fé verdadeira é a que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da humanidade.”

Deus tem concedido aos homens as mais variadas bênçãos, menos a fé.

Por essa razão, vê-se em todas as religiões, pessoas capazes de nos cativar pela bondade, maravilharem-nos por sua paciência, atraírem-nos pela sua caridade.

Entretanto, facilmente notamos também nelas a ausência da verdadeira fé.

Por quê? Porque a fé não se adquire sem estudo, sem trabalho, sem o exercício do livre-arbítrio.

Muitos homens ainda encontram-se cegos em face da luz e surdos em relação aos sons. São, ainda, pessoas sem fé.

Têm o entendimento encoberto pelos véus dos dogmas e dos preconceitos.

A fé verdadeira é poderosa, mas não se impõe pela força.

A cada um de nós foi dada a liberdade para buscar a verdade e abandonar o engano.

A fé é o alimento que sustenta o espírito.

É a água pura que dessedenta a alma.

E assim, como o comer e o beber exigem um esforço dirigido da vontade, também a fé não se conquista sem a aplicação de meios adequados a sua obtenção.

A fé é a sabedoria consubstanciada no amor que nos conduz a Deus.

Esta sim, a fé raciocinada, é a fé que efetivamente há de nos salvar.

 

 

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